terça-feira, março 21, 2006

"é isso aí..." - a invasão.

não sei se você tem o costume de escutar rádio. eu, geralmente acordo com ele. escuto um tantinho a caminho do trabalho e mais um pouco na volta. mas, existem outros lugares em que, quase sem querer dou umas mini-escutadas. elevador de shopping, taxi e música ambiente de restaurante. e é aí que entra título desse textinho: "é isso aí..." bom, para quem não sabe, esse é o nome da música mais tocada dos últimos 100 anos no brasil. no universo intergalático. eu aposto um pirulito que vira chiclete com que você vai escutar essa música antes de se deitar hoje. é um fato. não tem jeito. é praticamente impossível fugir dessa música do "seu jorge e da ana carolina". quem mandou esses dois adaptarem essa música? quem? pelamordedeus, quem? as vezes eu tento escapar, mas não dá. você está lá de bobeira e a porra da música começa a tocar na novela da globo, aí você pensa: "vou fugir?"e pula de canal e o “seu jorge” está sendo entrevistado na marília gabriela e dá uma canja. bom, aí você pensa, vou pular uns trinta canais, quem sabe lá não tem “é isso aí...:” mas tem. agora é a ana carolina que está cantando num intevalo dos "seinfeld" no music news da sony entertainment televison. “é isso aí...” toca tanto, mas tanto que a fêla da puta da música entra na sua cabeça, e sequestra todos os seus neurônios. um por um. e, quando você menos espera, lá está você cantarolando “é isso aí...” aí, é você que entra num elevador cantando esta pourra e todo mundo começa a cantarolar junto. “é isso aí...” é uma espécie de vírus que se espalhou pelo país e não tem fuga. não tem antídoto. não tem uma porra de uma injeção capaz de te proteger das notas musicais desta canção. ela entra na sua cabeça com o primeiro toque do alarme e vai te dando umas porradas, uns tapas de mão aberta, no decorrer do dia. nada contra a música. nada mesmo. o foda é que cada dia que passa tenho mais dificuldade de para de cantarolar a fêla da puta. toca demais. “é isso aí...” é como aquelas múmias de filmes de terror antigo que não adianta você correr, ela sempre te alcança no final. fique esperto, a qualquer momento você pode escutar essa música. fique esperto, a qualquer momento ela pode entrar na sua cabeça para nunca mais sair. fique esperto. antes, que seja tarde demais. é isso aí...

segunda-feira, março 20, 2006

dois pensamentos do dia.

- se você passar hidratante numa uva-passa, ela volta a ser uma uva?

- quando eu era moleque, minha casa tinha quatro pratos que sempre se alternavam no decorrer da semana: arroz, feijão, batata-frita e bife. bife, batata-frita, feijão e arroz. arroz, batata-frita, bife e feijão. e, feijão, bife, arroz e batata-frita.

sir pert.

quem foi pert? apesar do nome de lorde inglês: "sir pert", ninguém sabe ao certo quem foi pert. a expressão: "chupar cana e assobiar ao mesmo tempo" deve ter surgido com pert. quando criança, pert devia ser aquele moleque na escola que dominava matemática, sabia de cor a tabela periódica, os mapas e os livros de história. grande pert! talvez pert não era um lorde inglês. pert era suíço. o sujeito por trás da invenção do canivete, mas que provavelmente esqueceu de registrar a patente. "a patente! a patente do canivete suíço!" essas podem ter sido suas últimas palavras. quem sabe ainda, pert foi um gênio incompreendido. tinha mil idéias. queria realizar todas ao mesmo tempo. pegou fama de maluco. "quem, o pert? pert era um excêntrico!" tinha três esposas. meia dúzia de filhos e era um pai exemplar para todos. em nenhuma enciclopédia você encontra uma foto do pert. apenas em rodas de conversas e anedotas. todas elas com um ponto em comum. pert era um gênio. um cara que conseguia fazer de tudo um pouco. um sujeito tão especial que quando não tinha ninguém pra pegar no gol na pelada da firma, pert se oferecia e ainda era o menos vazado. uma coisa é certa, pert deixou um legado. pert escreveu seu nome na história. pert. em várias línguas, em todo o mundo. pert está em todas as casas. pert é lembrado diariamente por homens, mulheres e crianças. é, porque, pert pode ter partido, mas deixou para trás o grande "pert plus". o shampoo que leva seu nome. pert aprendeu. pode ter esquecido de registrar a patente do canivete suíço. mas pert não é bobo. registrou a patente do shampoo. aquele que além de shampoo, também é condicionador e remédio ani-caspa. grande pert. sir, pert.

sexta-feira, março 17, 2006

três pensamentos do dia.

- estava sem lente de contato, com sono, sem óculos e sem querer ajustei o meu rádio-relógio para duas da manhã ao invés de meia noite. acordei duas horas mais cedo sem saber, tomei banho, me vesti e só fui descobrir que ainda era cinco da matina quando liguei a tv e estava passando telecurso 2º grau. tarde demais.

- zorro tinha um irmão chamado mário. na primeira vez que ele foi "rabiscar" com a espada a letra "m" no corpo de um cara, demorou muito e se fodeu.

- não escrevo uma carta com selo desde 1999.

a unha do meu dedão do pé.

a unha do meu dedão do pé é afiada como uma espada samurai. corta aço. corta tecido. corta madeira. não sei porque, nem como. só sei que ela é assim. e não adianta cortar, tem sempre uma quina, uma pontinha que fica pra fora, pronta para atacar. pronta para tirar um naco do pé da mesa de jantar. a unha do meu dedão do pé é tão, mas tão afiada que eu não poderia entrar num país como os estados unidos sem escolta armada. a unha do meu dedão do pé é letal. compro sempre um tênis com um número maior, para não correr o risco de ter a unha fodendo com a frente dele. minha mulher morre de medo. em respeito a ela, durmo de meias. ou melhor, em respeito as canelas dela, durmo de meias. outra razão de ter um tênis com um número maior é que quando eu estiver em perigo, posso simplesmente lançar o meus tênis a distância e me defender. cortar o assaltante em pedacinhos. filé de assaltante. essa minha unha não é nojeta. muito menos, suja. ela, por algum motivo possui uma quina, uma ponta cortante, dura e firme como aço inox. é o "dedo ginsu". meu amigo, tenho muito orgulho da unha do meu dedão do pé. como ela me sinto mais seguro. com ela ninguém se atreve a chegar perto. a unha do meu dedão do pé é uma espécie de arma secreta. ou era, até eu escrever sobre ela, aqui.

quinta-feira, março 16, 2006

três pensamentos do dia.

- porque batatas fritas não são chamadas de fritas francesas ("french fries")?

- se você estiver lendo o jornal, e uma pessoa pedir para você ler o horóscopo para ela, leia o que está logo abaixo do dela. é a melhor maneira de ajudar essa pessoa a nunca mais perder tempo com isso.

- tem um post-it no meu monitor que eu grudei em novembro de 2005, quero ver até quando ele aguenta. (eu não preciso mais da informação, mas preciso ver até quando ele aguenta...)

a prisão perpétua dos peixes.

dia desses fui num restaurante que tinha um aquário dentro. daqueles grandes com peixes coloridos, grandes, médios e pequenos. acabei sentando numa mesa perto do aquário. de onde eu estava eu podia ver os peixinhos com a cara colada no vidro abrindo e fechando as boquinhas. bom, sem pensar muito, pedi um salmão. é, um salmão grelhado com molho de maracujá e uma salada verde. acho que foi o primeiro item que eu vi no cardápio e para ser sincero não pensei duas vezes. o salmão chegou, fatiei o bicho, e soquei garganta abaixo. delicioso. mas, foi só depois, depois de comer o peixe que eu me toquei da cagada. da crueldade que eu tinha submetido os peixinhos. caráio, comi um peixe enquanto outros peixes assistiam da primeira fila. caceta, como é que eu fui fazer isso? como? o que eu fiz é o equivalente a um canibal comer uma pessoa enquanto eu assisto tudo de uma jaula bem pertinho. ou pelo menos, é quase isso. bom, e foi pensando nesse ato bárbaro e cruel que eu comecei a pensar nos peixes. nos peixinhos do aquário. aquele aquário alí no meio de um restaurante que serve peixes como prato principal, é uma prisão perpétua da pior espécie. aquele aquário alí é uma espécie de "bangu 1" do mundo, do universo dos peixes. a "alcatraz". a prisão de segurança máxima. os peixinhos que mataram outros peixinhos e foram condenados a morte, vão para aquele aquário. os piores da espécie. todo peixe que é "fêla da puta" vai para lá. só pode ser. "você, peixe listrado, com barbatana esquisita, foi condenado a passar dez anos no aquário do restaurante cuja especialidade é frutos do mar... e uma vez lá, assistir outros peixes serem devorados com requinte de crueldade máxima...."

quarta-feira, março 15, 2006

dois pensamentos do dia.

• os paralamas do sucesso criaram um nome que desde o início exerceu grande pressão sobre o grupo. convenhamos que o nome é tanto pretensioso "...do sucesso". caráio, imagina o drama na hora de compor cada música: "não, não, herbert, essa música é legal, nota 8, mas a porra do nome do grupo é do sucesso! cacete, a música tem que ser do caralho! não pode ser mais ou menos."

• rodasol é a kriptonita do homem-aranha.

o cara do ibope. cadê o fêla da pulta?

o cara do ibope nunca foi na minha casa. taí uma coisa que eu sempre achei estranho, ou no mínimo curioso. é. porque todo programa tem lá os seus números de ibope. e, se cada número representa uma caralhada de casas, como é que até hoje ninguém foi bater lá em casa com uma pranchetinha na mão? será que eles tão me incluíndo nessa conta? e o meu vizinho? também nunca vi ninguém com crachá do ibope e pranchetinha-- na casa do vizinho. para ser sincero, nunca vi um fêla da puta desses entrando no meu prédio, descendo o elevador, muito menos em pé lá fora pedindo autorização para entrar e entrevista o sr. ariovaldo do 81. pensando bem, não conheço ninguém que já tenha visto o cara do ibope. o que se você pensar, é muito esquisito. o cara do ibope é como o monstro do loch ness. como o pé grande. como elvis. você escuta por aí histórias que o cara do ibope existe, vê as pesquisas sendo divulgadas nas manchetes dos jornais-- mas nunca viu ele com seus próprios olhos. confesso que isso já me deixou triste. quando eu era moleque não entendia porque eles não iam lá em casa perguntar porque eu assistia tanto o 'pica-pau' e os 'thundercats'. e depois mais tarde, 'magnum' e 'duro na queda'. mas o tempo foi passando, e a cada pesquisa divulgada, fui aceitando o fato de que talvez o cara do ibope nunca toque a campainha lá de casa. fico puto quando sai o resultado de uma pesquisa presidencial falando que tal e tal pode levar no primeiro turno. vai dar meia hora de bunda, e eu? e minha opinião? conta? o cara do ibope é um mistério tão tão grande que periga você sentar no avião ao lado do elvis presley, o original-- e nunca esbarrar no fêla que carrega a pranchetinha marcando "x". olha, e antes que eu me esqueça, obrigado aí pelo seu ibope.

segunda-feira, março 13, 2006

três pensamentos do dia.

• "goleiro frangueiro pega a gripe do frango?" (alessandro "cabelinho" bernardo)

• o woody allen é o contrário do superman. se ele tira os óculos de grau, vira um cidadão comum.

• tenho saudades da ana paula padrão. desde que ela foi para o sbt, nunca mais vi ela ler uma notícia.

três espirros e a gripe do frango.

espirrei esses dias, três vezes seguidas. três. não duas, três. o que para mim, é um tanto raro. não me lembro da última vez que isso aconteceu. desde pequeno espirro meu, só sai em dupla. pá, pum. pum, pá. nunca pá, pum, pá. com você, deve ser a mesma coisa, você deve ter o seu estilinho próprio de espirrar. sua própria sequência. cada ser humano tem um "espirro assinatura". é como uma impressão digital. ninguém espirra igual. mas voltando ao "meu" espirro. fiquei cagado, com medo, caráio, três espirros! você sabe, não se fala em outra coisa a não ser a tal gripe do frango. todo dia tem alguma notícia dessas aterrorizantes nos telejornais. tem sempre um coitado que sem querer esbarrou num pato, num frango a caminho de casa e se fodeu. será que eu estava gripado? será? caráio. comecei a buscar na minha memória minha rotina. por onde eu tinha andado. que lugares frequentei. será que eu tinha subido no elevador com um pato, e não notei? será? será que peguei algum taxi em que o motorista era uma galinha e também não notei? caceta, eu tinha que pensar mais. mais. tinha que eliminar toda e qualquer chance de ter contraído a tal gripe do frango. me lembrei que dois dias antes tinha ido a uma churrascaria. mas, para sorte minha, não aceitei nem o espeto de coração de frango, muito menos o de coxinhas de frango. ufa. e em casa? também nada. me lembrei que a mocinha que cozinha lá perguntou se eu preferia o bife ou o frango a milanesa... e eu, fiquei com o bife. grande bife, companheiro de todas as horas. bom, nenhum frango. nenhum pato. nenhum ganso no meu caminho. nem mesmo patê de figado de ganso. estava a salvo. aquela seqüência de três espirros não passava de uma simples anomalia. um erro de sistema. um momento atípico na minha existência. eu, erick rosa, não tinha a gripe do frango. não, meu amigo. estou saudável. pau no cu do frango. e na gripe dele. fêla da puta. saúde.

sexta-feira, março 10, 2006

dois pensamentos do dia.

- tenho um amigo que consegue lamber a ponta do próprio cotovelo.

- se eu tivesse um din din sobrando, abriria um restaurante com pratos com nomes como: "angelina jolie", "jennifer aniston", "bárbara borges" e "luana piovani". porque? bom, imagina somo seria na hora de pedir os pratos: "e você senhor, o que vai querer comer?" "angelina jolie, mal passada, com batatinhas assadas, por favor!"

lê bigodon.

vou crescer um bigodon. um bigode. essa faixa de cabelos espessos entre o nariz e o lábio superior. até o bicho começar a entrar na boca. aí, você pergunta: "porque raios eu vou entrar numas de crescer um bigodon?" bom, tenho notado que tem grandes figuras sempre têm um bigodon. não confundir com bigodinho. hitler tinha um bigodinho. bigodon tinha charles muller-- que trouxe o futebol para o brasil. bigodon tem os grandes chefs. salvador dalí tinha lê bigodon. não sei quanto tempo vai demorar, mas vou tentar, só pra ver que bosta dá. bigodon daqueles que você segura nas pontas e enrola com o indicador e o polegar como se tivesse dando corda no relógio de ponteiros do seu avô. já tive um vizinho engraçado que quando falava por de trás daquele bigodon dele, parecia ainda mais engraçado. groucho marx tinha um bigodon. o bigodon é um espécie de escudo, que você pode ficar alí atrás falando bosta, cagando regra e se safando de situações. "pourra não entendi picas o que o erick quis dizer com aquele argumento, mas acho que faz algum sentido..." com o bigodon, de repente, frases desconexas ganham pseudo-significados. caráio, "pseudo-significado?" parece até que eu já possuo o tal bigodon. fico imaginando o que isso pode me ajudar. posso estar completamente errado. mas vamos a um exemplo: restaurante. chego, na hora do pico de movimento, num restaurante da moda-- que se encontra lotado. aí, vem a hostess cheia de marra e pergunta: "mesa para quantos?" e eu, já munido do meu bigodon disparo: "mesa para quatro!" e ela: "nome?" e eu, "erick bigodon!" aí, ela vai olhar para a listinha que está na mão dela, de canto de olho, para não dar muita bandeira e vai dizer: "sua mesa está pronta, sr. bigodon." quem é que vai deixar um sujeito com um bigodon esperando. caráio, eu posso ser um crítico gastrônomico. só um crítico gastrônomico para ter um bigodon desses. posso ser editor de uma revista dos paises baixos. posso ser um vencedor do prêmio nobel de literatura. lê bigodon tem esse poder. pelo menos é o que eu vejo quando assisto algum programa na tv com um bigodon presente. é uma cagação de regra que parece ser autorizada e aplaudida pela simples presença daque naco de pelos. bom, não custa tentar, qualquer coisa, é só cortar. que venha lê bigodon. quem sabe. hein?

quarta-feira, março 08, 2006

três pensamentos do dia.

- halls preta arde mais a boca do que listerine.

- será que o bush gosta de jogar "war" com os amiguinhos dele?

- o tufo branco* na cabeça do william bonner não pára de crescer. se ele der mole, um dia, durante uma notícia do jornal nacional, o tufo vai engolir ele vivo.

*aquela mancha branca no cabelo dele.

ah, o joelho. ah, o joelho. o tarado por joelhos.

gosto para tudo. cada um com seus fetiches e preferências. tem gente que gosta de pé. tem gente que prefere as nádegas, a tão popular bunda. e foi, pensando nisso, nas preferências que eu me lembrei de um amigo meu. o cara tinha uma preferência curiosa. curiosíssima por sinal. ele curtia joelhos. é, tinha uma tara por joelhos femininos. a mulher chegava na praia e a primeira coisa que ele mirava, era o par de joelhos. só depois vinha a bunda, os seios e o rosto. não necessariamente nessa ordem. me lembro uma vez, numa mesa de bar, um amigo em comum chegou todo empolgado dizendo que tinha ficado com tal tal e menina. bom, a primeira coisa que o tarado por joelhos falou foi: "parabéns, ela tem um joelhinho lindo!" numa outra ocasião, ele conversando com um outro amigo disse: "olha, tem uma menina bacana amiga da minha namorada que tá afim de ficar com você.... mas vou logo te avisando... ela tem o joelho feio!" ninguém nunca levou o cara assim tão a sério. era engraçado. mas eu, para ser sincero, me sentia um privelegiado em conhecer um expert em joelhos. é como conhecer um expert em vinhos ou literatura francesa do século 18. você sempre aprende alguma coisa nova. fico imaginando esse amigo hoje, mais velho, trabalhando num escritório, sofrendo. é, sofrendo, porque a maioria das mulheres vão de terninho, sem expor os joelhinhos.

terça-feira, março 07, 2006

três pensamentos do dia.

- ainda não sei de cor o meu cpf.

- perguntei para a minha mãe quantas senhas ela tinha que lembrar quando ela tinha a minha idade. ela respondeu: "acho que uma."

- no playstation, você joga futebol com as mãos.

já não vou mais ao banco, a locadora de video e a pizzaria... a era dos "coça sacos"

vídeo, pizzaria e banco são três lugares que eu não frequento mais. não vou. são eles que vão até a minha casa. seu eu preciso de alguma coisa no banco, entro na internet, click, click, click e chega um pacote, uma carta lá em casa. com a pizzaria a mesma coisa. não me lembro de ter sentado numa pizarria no ano passado. desde moleque sempre pedi pizza, mas de um tempo para cá, sequer entro mais numa pizzaria. o serviço dos caras é tão prático que não consigo mais entrar num carro, enfrentar a caráia do trânsito para comer uma pizza. agora, o mesmo aconteceu com o vídeo clube. é, tem um vídeo clube que eu nunca entrei, não sei nem onde fica a sede, mas todos os dias leva um filme e retira outro lá em casa. tudo pela internet. nunca falei com um funcionário desse video. tô começando a ficar preocupado. não preciso me mover mais para nada. antigamente as pessoas gastavam suas calorias a caminho do banco, da locadora.... hoje, eu fico sentado em casa no ar-condicionado coçando a minha sáca esperando as coisas chegarem. é foda. as vezes eu tenho a vontade de ir pessoalmente ao banco, a locadora só para ver se existe. se não tão de putaria comigo. ou mesmo só para exercitar um pouco as pernas. é a era dos "coça sacos". na era dos coça sacos, se uma pessoa entra numas de ir ao banco ou até uma pizzaria em pessoa, os outros estranham estranham. essa parada tá ficando perigosa. cada dia mais gritante. dia desses notei que tinha feito uma caráiadas de coisas sem sair de casa. se minha mãe ligou e perguntou o que eu tinha feito naquele dia e eu listei: "aluguei dois fimes, comi uma pizza, paguei 8 contas, fiz um depósito, comprei uns remédios..." minha mãe ficou impressionada: "mas, nossa meu filho, isso tudo, mas você não pára em casa hein?" e eu, ali, sete da noite, ainda de pijama, não quis decepcioná-lá: "é, mãe, é..."

segunda-feira, março 06, 2006

quatro pensamentos do dia.

- meu desodorante de bolinha (roll-on) emperrou. a bolinha não gira para nenhum dos lados. desodorante de roll-on deveria ser vendido com "estepe", uma bolinha extra em caso de acidentes como o meu.

- beber 1 copo de coca-cola normal é a mesma coisa que beber 260 copos de coca-cola light.

- o apontador de lápis é o irmão mais novo da serra elétrica.

- meu alarme está sempre dois minutos adiantado. ou seja, eu estou dois minutos adiantado do resto do mundo.

sorvete de baunilha e uma long neck gelada. lições de um dia de verão quente pra caráio.

poucas coisas conseguem domar o calor como um sorvete de baunilha e uma cerveja bem gelada. e quando eu digo sorvete de baunilha, estou falando de sorvete de baunilha daqueles que entortam a colher de aço inox ao servir. sabe? e, quando eu digo cerveja gelada, estou falando daquela long neck "esquecida" no canto da geladeira. é diferente de comprar um cerveja e colocar no freezer. uma cereveja esquecida por uns cinco dias no canto da geladeira, precisa de apenas uns 16 minutos no freezer para atingir o ponto perfeito. uma cerveja dessas não fica gelada, é gelada, o que é diferente. mas voltando ao sorvete de baunilha. dia desses comprei um sorvete de baunilha "la basque". super premium fuckers makers. o bacana do sorvete de baunilha é que ele combina com qualquer coisa. mas não caia nessa tentação de colocar brownie quente, petit gateau e o caráio a quatro. mantenha o foco no sorvete. lembre-se está um calor infernal, quanto mais gelado estiver o sorvete melhor. se você colocar um pedaço de brownie fervendo ao lado do sorvete, ah, meu amigo, o sorvete deixa de ser sorvete, derrete em questão de segundos. bom, muitas pessoas preferem comer o sorvete em pequenas colheradas. saboreando cada momento. eu não--curto pegar uma colher daquelas grandes e colocar porções generosas goela abaixo. porções de sorvete que baixem a minha temperatura quase que instantâneamente. sorvete no verão só faz sentindo quando dá aquele choque gelado na cabeça. então está combinado: num dia infernal de verão, sorvete tem que ser de baunilha, servido em porções generosas em colheres grandes e sem coadjuvantes quentes como brownies e similares. detalhe importante, evite também sorvetes como brigadeiro, chocolate choc chip e pistache. esses sorvetes dão sede depois. a cerveja gelada. bom, a cerveja gelada não precisa de muitas introduções. mas, aqui vão algumas dicas para um dia de verão em que você acha que pode pegar fogo a qualquer instante. evite beber a tal cerveja estupidamente gelada acompanhada de bolinhos fritos em gordura quente. evite frango a passarinho e linguiça calabresa fatiada e banhada na cachaça. foco na cerveja. o problema desses acompanhamentos, é que, você fica tão preocupado em conquistar alguns pedaços de frango que a cerveja fica em segundo plano. a temperatura sobe, e você agora é um sujeito fadado a se lambuzar de frango a passarinho e bebericar uma cerveja morna. num dia infernal de verão, o frango a passarinho é um inimigo. última dica: prefira a cerveja em garrafa log neck. a latinha passa a impressão de ser mais gelada. mas é só imprssão. com uma long neck, você segura pelo "pescoço" da garrafa, mantendo suas mãos quentes longe do líquido, da cerveja. com a lata, não. e é aí que está o problema, com a lata, sua mão funciona como uma lareira aquecendo a cerveja. lições de um dia de verão. sorvete de baunilha e uma cerveja gelada.

quinta-feira, março 02, 2006

três pensamentos do dia.

- comi uma salada com mais de 1.000 calorias hoje.

- fui a um restaurante japonês que não tinha palitos de dente.
o restaurante tem milhares de palitinhos. nenhum de dente.

- meu dentista tem gibis da mônica na sala de espera.

hostess, os dentes grandes e a dancinha câmera lenta.

hostess é um emprego complicado. dos mais complicados que existem no mundo. sempre achei que fosse fácil. sempre desmereci completamente o ofício de uma hostess. estava errado. puta trabalhinho difícil. hoje, no almoço sentei de frente para a porta da entrada do restaurante. e, detalhe, num dia quente como hoje, o trabalho de uma hostess é ainda mais foda, mais vital para um restaurante. você deve estar aí pensando: "esse fêla da puta está exagerando..." não tô não. alí, em pé com uma mão na porta e uma outra acenando para as pessoas que entram, a hostess deve controlar a entrada, a saída das pessoas, sem deixar o ar-condicionado sair. e é claro, sem deixar o cliente com o saco na mão. quantas vezes eu já quis mandar uma hostess tomar no cu. (e acho que já mandei baixinho.)hostess tem que ter o braço forte e dentes grandes. não adianta ser só bonitinha não, meu amigo. tem que ter dentes grandes. o sorriso tem que ser visto de longe. de bem longe. hostess não é preocupada com os pés de galinha nos cantos dos olhos. hostess é preocupada com as rugas nos cantos da boca de tanto sorrir. a hostess do restaurante de hoje tinha trinta e tantos dentes do tamanho dos da mônica das revistas em quadrinho. só tem uma coisa ruim essa história de dente grande de hostess. é que, mesmo quando você está na merda, quando ela te fala que sua mesa vai demorar uns 45 minutos, ela fala isso sorrindo. não fodi. só mais uma coisa que eu não curto em hostess. e que complica ainda mais esse emprego. é aquela dancinha em slow-motion que hostess fica fazendo lá na frente do restaurante. como se fosse a pessoa mais cool do mundo. você fica ali, sem saber se aquilo é normal, se ela está recebendo algum espírito. que dancinha aquela que ela está fazendo com os olhos fechados, balançando a cabeça para os lados. que pourra é aquela, alí na frente do restaurante? você pensa: "é, ela é cool e tal.. acho que ela pode...zuzo bem, a mulher tem o direito a tal comportamento. afinal, hostess é um emprego complicado.

quarta-feira, março 01, 2006

três pensamentos do dia.

- o zoom da minha câmera digital me deixou mais preguiçoso.

- depois de chegar em cima da hora no cinema e ter que assistir o filme da primeira fila... minha televisão ficou pequena.

- cortei o cabelo com uma máquina em casa. ela me cobrou 20 reais depois.

o barulhinho do caixa eletrônico quando cospe notas de dinheiro.

poucos sons despertam a atenção de um ser humano como o barulhinho que um caixa eletrônico de um banco 24 horas faz quando cospe o dinheiro na sua mão. e eu digo "cospe", porque a máquina não é nada sutil, quando você menos espera, lá vem as notas estourando pelo buraco a espera da sua mão. hoje fui buscar um din din para pagar o salário da pessoa que trabalha aqui em casa. o banco estava cheio. fiquei uns três minutos na fila do caixa eletrônico esperando a minha vez. e, enquanto esperava, ficava lá escutando o "dig, dig, dig, dig, dig..." (esse é o som que as notas de dinheiro fazem ao serem cuspidas pela maquininha.) esse som é um mix de prazer e de tristeza. prazer, porque é como se você tivesse acertado na loto, e lá vem o seu prêmio. e tristeza, porque, milésimos de segundo depois, cai a ficha e você se lembra de que não ganhou porra nenhuma de prêmio. bom, mas voltando ao "dig... dig... dig..." chegou a minha vez de pegar o meu dinheiro. digitei os números como quem protege um segredo nuclear, esperei, esperei e de repente: "dig... dig... dig...dig... dig... dig...dig... dig... dig..." não era uma fortuna, não. é que a caráia da máquina só tinha nota de 10. mais um segundo de espera e pimba, a máquina abriu a portinhola e parou de fazer o barulho. e, na paranóia de que alguém estava me observando, ou melhor, escutando o meu "dig... dig... dig...dig... dig... dig...", dobrei o din din e coloquei no bolso com a esperança de abafar o som. por sorte minha, a próxima pessoa a retirar dinheiro no caixa eletrônico também foi pega no contrapé. sem saber que a máquina só estava com notas de 10-- deve ter pegado o din din do aluguel do apartamento, porque, foi ela apertar o último botão para todos que estavam ao redor escutarem uma saraivada de "dig... dig... dig... dig... dig... dig...dig... dig... dig...dig... dig... dig..." a mulher abriu um sorriso amarelo, assustada, afinal, não é todo mundo que pode escutar tanto "dig... dig... dig..." de uma só vez. naquele momento, com o banco prestes a fechar as portas, o banco tinha definido a sua campeã. a grande campeã dos "dig... dig... dig..." não havia mais tempo hábil para que uma outra pessoa retirasse tantas notas de dinheiro de um caixa eletrônico. e, num misto de orgulho e agonia de ser reconhecida ao sair pelas ruas, a tiazinha socou o maço de notas na bolsa. no dia 1º de março, nenhuma pessoa conseguiu superar o número de "dig... dig... dig...". "uma fortuna!!!", dirão algumas testemunhas. agora é esperar ela voltar amanhã e insistir para o gerente daquela agência não colocar uma foto em sua homenagem na entrada. "é perigoso!", ela vai dizer. "não quero ninguém sabendo o número de dig... dig... dig... que eu faço a cada saque de dinheiro!" e o gerente, de cara fechada, triste, vai entender, mas vai dizer, do fundo do coração, que nunca sentiu tanto prazer como no dia que ela sacou aquele dinheiro. "nunca escutei tanto dig... dig... dig... na minha vida!" e, ela, para fazer um afago no bom gerente, vai dizer: "tá bom, só mais uma vez!" "dig... dig... dig...dig... dig... dig...dig... dig... dig...dig... dig... dig...dig... dig... dig..."

terça-feira, fevereiro 28, 2006

três pensamentos do dia.

- no japão, já é amanhã. vou ligar pra saber quem ganhou o carnaval do rio.

- aposto 1 bilhão de reais que você não se lembra de 4 refrões do sambas das escolas de samba que desfilaram na sapucaí.

- quando eu era moleque, minha escola enforcava quinta e sexta-feira na semana do carnval. acho que essa é a diferença entre ser criança e adulto.

a "sussuradeira" do cinema. a tarada por falar durante o filme.

fui ao cinema umas três vezes nesse carnaval. e, nas três vezes, tive o azar de sentar perto de falantes. pessoas que sentem tesão em falar no cinema. é, acho que taí mais um fetiche; falar sussurrando no cinema. tem gente que tem tara por pés, tem gente que tem tara por um chicote, e agora, acabo de descobrir que tem uma galera que é completamente louca, taradíssima por sussurrar no cinema. é, porque não faz sentido falar tanto durante um filme. é um puta negócio sem sentido. primeiro, você não consegue acompanhar o filme e segundo não dá pra entender picas da conversa, afinal ninguém consegue se entender sussurando. e, foi observando uma tiazinha dessas que gosta de falar no cinema que eu cheguei a conclusão que ela só podia estar falando tanto, porque aquilo devia estar despertando alguma sensação indescritível dentro dela. é aquela coisa, tem gente que curte se pegar dentro do carro num estacionamento cheio porque o perigo de ser pego deixa a parada, sei lá, mais interessante. a mesma coisa com essa história de falar no cinema. é "proibido", não por lei, mas ninguém curte alguem sussurrando na cadeira ao lado, muito menos na fileira de trás. e é aí que deve estar a essência dessa pourra. falar no cinema, durante um filme denso, legendado de três hora de duração-- é perigo puro. quem arrisca falar numa situação dessas, periga levar um saco de pipoca na fuça. a pessoa que fala durante o filme deve ficar com o coração a mil-- na boca, a respiração ofegante e uma sensação de que a qualquer minuto alguém vai gritar mandando calar a boca. bom, mas voltando a tiazinha... ao final do filme, quando as luzes se acenderam, olhei nos olhos da fêla da puta que falou durante o filme inteiro-- muitas vezes fazendo perguntas imbecis para o marido. olhei nos olhos dela como um policial que olha nos olhos de um criminoso pego em flagrante. ela não me deu muita bola. agarrou a mão do marido com uma violência de quem diz: "vamô embora que eu tô louca para continuar sussurando no seu ouvido em outro lugar..." olhei para a cara do marido e ele, bem, ele levantou as sobrancelhas. o fêla da puta sabia que eu havia descoberto o segredo deles. do casal. essa tara de sair nas tardes de sábado para falar, ou melhor, sussurrar nas salas de cinema para apimentar a vida entre quatro paredes dos dois. a tiazinha sentada atrás de mim no cinema. ahhh, a tiazinha.

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

três pensamentos do dia.

- prefiro queimar o dedo do que o céu da boca. não dá pra colocar band-aid no céu da boca.

-o chocolate granulado do brigadeiro é o irmão mais doce do gergelim do big-mac.

- depois de assistir "a marcha dos pingüins" cheguei a conclusão que o primeiro pingüim que chega no mar estava dopado. se você assistir, pode notar, o tal pingüim parece que está num domingo no parque quando os outros estão completamente estafados.

9 entre 10 dentistas recomendam sensodyne. um dos maiores enigmas de todos os tempos.

sensodyne para quem não sabe é uma pasta de dente para dentes sensíveis. é aquela pasta de dente do comercial em que a moça pede um sorvete no restaurante e ao colocar uma colher na boca ela morre de dor. sabe? aí, logo depois que a moça coloca a mão na boca e faz uma cara feia, entra um dentista em cena e diz: "dentes sensíveis? use sensodyne! eu recomendo! só sensodyne possuí os ingredientes certos para acabar com a sensação de hipersensibilidade nos dentes blá blá blá..." acho que desde que eu nasci esse comercial passa na televisão. o mesmo roteiro, diferente atores e dentistas. mas a cena é sempre a mesma e a chamada no final também: "9 entre 10 dentistas recomendam sensodyne!" bom, e foi pensando nisso, ou melhor, e foi de tanto assistir esse comercial que eu comecei a fazer a minha própria pesquisa por aí. é meu amigo, tem um tempinho já que eu venho perguntando para os meus dentistas se eles recomendam sensodyne ou não. tô falando sério, desde moleque eu faço a mesma pergunta: "então___________, você recomedaria sensodyne para dentes sensíveis?" e a resposta tem sido sempre a mesma: "mas é claro erick! somente sensodyne possui os ingredientes certos para...." ok, ok, essa parte eu inventei. mas todos os dentistas sempre respondem que sim. eles recomendam sensodyne. essa pesquisa começou lá em 1980 e tal quando minha boca era um hotel de cáries. e, de lá pra cá, lá se vão duas décadas e 9 dentistas. isso mesmo, 9. não 8, nem 10. 9 dentistas. aí você deve estar pensando: "grandes bosta, o cara teve 9 dentistas diferentes em 20 anos!" mas se você prestou atenção no título desse textinho você deve ter notado que falta apenas um para eu chegar ao meu objetivo. só mais um dentista. só mais uma pergunta para desvendar se o comercial está de putaria comigo ou não. é, porque todos os 9 dentistas até hoje disseram "sim!". todos até agora recomendaram a caráia da pasta de dente sensodyne. falta uma resposta. seguindo a estátistica que o comercial não pára de afirmar, o próximo dentista não pode recomendar sensodyne. esse décimo dentista é a chave de todo esse mistério. preciso saber se o fêla da puta vai indicar ou não sensodyne. esse é o meu código da vinci. desde que atingi o dentista número 9, comecei a mastigar açucar como se fosse chiclete. sai o pão francês, entra o pão doce. tenho escovado os meus dentes com algodão doce. tudo isso para acelerar o desenvolvimento de um cárie das braba. é, porque só assim eu vou poder desvendar um dos maiores segredos da humanidade: "9 entre 10 dentistas recomendam sensodyne." será? porque se o fêla da puta, o dentista de número 10 também recomendar sensodyne, aí meu amigo, o mundo fica de cabeça para baixo. tudo sai dos eixos. tudo fica cafuzo. eu terei que reavaliar tudo e todos. agora é sentar e esperar a tal cárie crescer.

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

quatro pensamentos do dia.

- carnaval foi uma festa criada por algum mestre cervejeiro.

- se alguma lei tornasse proibido o uso da palavra "babe" em música românticas cantadas em inglês, as gravadoras fechariam as portas.

- tenho uma camisa salmão no armário que não uso desde 2002. a fêla da puta continua cismando que não combina com nada.

- assim com existe multa de velocidade, deveria existir multa de lentidão.

a barriga e os 28 anos.

o que acontece com todo ser humano quando passa dos 28 anos de idade? alguma coisa tem que acontecer na estrutura molecular das pessoas para fazer com que a barriga não encolha mais. alguma coisa que faz com que a barriga de homens e mulheres aumentem e aumentem, para nunca mais voltarem ao tamanho original. depois dos 28 anos de idade você nunca mais terá a mesma barriga de tanquinho que você teve quando era um adolescente de 17 aninhos. não importa se você está matriculado na maior academia da américa latina. não importa se você não consome carboidratos. depois dos 28 anos todo ser humano terá uma barriga. barriguinha. barrigão. não importa o tamanho, a verdade nua e crua é que alguma coisa acontece depois dos 28, que faz com que o seu corpo ligue o foda-se e desenvolva uma barriga mais saliente, mais farta, mais adiposa, maior. acho que quando você atinge esse ponto na sua vida, os 28 anos, começa uma nova fase. a fase da barriga. é, você nunca mais vai tirar a camisa ao chegar na praia com orgulho. a partir de agora, nada de estufar o peito. o segredo é encolher a barriga. o ideal é frequentar um pico, um ponto na praia em que as pessoas tenham em média a sua idade, acima dos 28. assim, todos estarão na mesma situação. com bermudas um tantinho maiores, algumas de elástico e as mulheres com biquinis não tão cavados. é pura ciência. a barriga ganha vida depois dos 28. e não tem nada, nada, mas nada mesmo que você possa fazer. é um daqueles mistérios da ciência que deixa todo ser humano puto mas que ninguém pode fazer nada.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

três pensamentos do dia.

- sundae de chocolate do mcdonald's são mil calorias que você consome em quatro colheradas.

- cenoura é um afrodisíaco. você já viu um coelho...

- o iô-iô e o bumerangue são irmãos quase-gêmeos que se separaram no nascimento.

gravatas e a pena de morte...

gravata é uma espécie de pena de morte disfarçada de acessório. é sério. não tô exagerando. preste atenção ao ver executivos em elevadores cheios ou praças de alimentação de prédios lotados de empresas. tem sempre um engravatado asfixiado contando os andares como quem conta os segundos que restam de vida. ok, ok, tô exagerando. mas gravata é foda. nos últimos 5 anos usei gravata três vezes, duas como padrinho de casamento e uma vez no meu casamento. juro que tentei negociar com a minha mulher casar sem gravata. pra ser sincero pensei em negociar mas desisti sabia que não ia rolar, mas desde então nunca mais. odeio muito. hoje, para colocar uma gravata só se me pagarem. mas pagarem muito. ou se for numa situação do tipo: "erick se você colocar essa gravata o terrorista tal e tal não solta a bomba nuclear aqui!!!" aí, talvez eu coloque. mas voltando ao assunto levantado pelo título desse textinho, a pena de morte. fico imaginando o dia que um juiz, após o juri ter chegado a conclusão que um sujeito merece a pena de morte, pergunta para o culpado: "você prefere morrer na câmara de gás ou usando uma gravata?" não é a toa que quando um sujeito chega em casa num filme ou numa novela, a primeira coisa que ele faz é afrouxar a gravata, fechar os olhos e soltar o ar. é uma maneira de dizer: "estou livre, fui absolvido da pena de morte!" se o ibope resolvesse investir uma grana em pesquisa, descobriria que o número de mortes envolvendo pessoas que usam gravatas é infinitamente maior do que dos sem-gravatas. é um fato. se você tiver um amigo bacana que vive de gravata, salve ele. arranque a gravata do pescoço do fêla da pulta. para o bem dele. gravata é uma espécie de pena de morte disfarçada de acessório. é sério. não tô exagerando.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

três pensamentos do dia.

- que marca de desodorante o cascão da turma da mônica usa?

- água mineral custa mais caro que gasolina.

- o bono vox vê tudo lilás.

e lá se foi o janjão.

quem nunca teve um amigo como o janjão? o janjão é aquele cara que encarava qualquer parada quando você era moleque. "janjão, duvido você chegar naquela menina encostada no bar!" e lá ia o janjão como um míssel teleguiado sem medo de ser feliz. e quando o janjão ia, ou melhor, quando alguém duvidava do janjão, ele sabia dos riscos. sabia que a tal menina podia ter um namorado que foi ao banheiro. mas o janjão cagava baldes. não tava nem aí. é como se ele soubesse que aquele era o papel dele no mundo. desafiar convenções, pessoas, e o senso comum das coisas. "janjão, será que você consegue pular da varanda do prédio na piscina do clube?" e o janjão, como se aquilo fosse bosta, pulava de sorriso aberto e genuíno. o janjão é aquele amigo que tem uma cicatriz na sobrancelha e outra no queixo. o janjão é foda. um exemplo. é como se ele tivesse nascido sem uns 2% do cérebro. aquele naco responsável por tomar decisões importantes. aquela área do cérebro que apita o alarme, toca a sirene quando enxerga uma merda a caminho. todo mundo precisa de um amigo "janjão" que muitas vezes abre portas pra molecada mais cagona. bom, mas voltando ao janjão. tava pensando no janjão esses dias. estava lá eu sentado, de camisa social e calça jeans, numa mesa dessas de almoço numa praça de alimentação de prédio de firma. esses com mil mesas iguais. foi aí que me veio a imagem do janjão. o sol brilhava lá fora. nenhuma nuvem no céu. eu não tinha nenhum trabalho na mesa. nada. e ali, naquele momento, com o sol batendo na minha perna, pensei no janjão. é, no janjão. fiquei imaginando o que o janjão faria se eu falasse: "ô janjão, olha esse sol... duvido você largar tudo e ir para a praia agora!" e lá se foi o janjão. grande janjão.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

três pensamentos do dia.

- tenho quatro graus de miopia. quatro. que só fui descobrir quando tinha uns 16 anos de idade. acho que vou entrar na justiça para mudar todas as minhas notas de matemática antes disso. afinal, eu não conseguia ver picas que estava escrito no quadro e não sabia.

- tem um post-it colado na quina do meu computador desde 1999. vou pedir meu dinheiro de volta. post-it que não desgruda tá com defeito.

- quem é que tem uma língua maior: einstein ou o gene simmons do kiss?

deixei cair iogurte na calça jeans.

era a última colherada das grandes. colher cheia apontada pra boca aberta. e no meio do caminho, lá se foi uns 8ml de iogurte para calça. bom, depois de ver a bosta, terminei o iogurte e fui para o banheiro jogar uma água. entre a cozinha da agência (o local do acidente) e o banheiro, fui calculando os "prós" e os "contras" de jogar água na calça. o que era melhor: ficar com a calça cagada de iogurte ou ensopada de água? decidi sentar na pia e com uma mão no formato de concha e desviar o fluxo da torneira para a calça. acho que exagerei, pois a calça, meia hora depois ainda estava molhada, azul escura, não mais surrada. voltei para a cadeira e não levantei mais. preferi ficar pregado na cadeira a explicar que não estava sofrendo de incontinência urinaria. meia colher de sopa de iogurte de mel com laranja e cenoura é suficiente para foder a sua manhã inteira. entre a colher de iogurte que caiu na minha calça jeans e a calça secar depois de ser lavada na pia, foram uns oitenta minutos. detalhe: deixei cair iogurte na calça jeans na altura do zipper. no único lugar aberto a duplas interpretações. não caiu na canela, não caiu na coxa, caiu ao lado do zipper. a dois dedos do zipper. ali, no único lugar que gera piadas e comentários engraçadinhos. "erick, você mijou nas calças?" "não, comi iogurte!" "erick você mijou nas calças?" "não, comi iogurte!" nunca imaginei que meia colher de sopa de iogurte de mel com laranja e cenoura rendesse tanto. o iogurte é bom? é bom. mas é denso, tem pedacinhos de cenoura e coloração artificial de laranja. aquele laranja que arde a vista. laranja de lápis de cor de criança hiperativa. por isso é provavelmente uma das coisas mais difíceis de remover ao olho nu. agora, que secou, por exemplo, parece que um pombo cagou na minha calça. pombo fêla da puta. a partir de agora, iogurte só de canudo ou com a calça enrolada em papel toalha. só assim.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

sete "prefiros"

- prefiro ficar preso no elevador do que no trânsito.

- prefiro esperar uma mesa num restaurante do que minha vez no dentista.

- prefiro acordar achando que é segunda quando na verdade é sábado, do que acordar achando que é sábado quando na verdade é segunda.

- prefiro bala juquinha do que trufas de chocolate godiva.


- prefiro frio do que calor.


- prefiro mandar alguém pro caralho com o "farol alto" do carro do que com a "buzina".


- prefiro pegar chuva sem guarda-chuva do que pisar em bosta de cachorro.

massacres, espetos e galinheiros.

você já parou pra pensar no número de galinhas que são sacrificadas para você comer uma porção de coração num rodízio? caráio. é galinha que não acaba mais. cada espeto do garçom é um galinheiro. inteiro. e dos grandes. se as galinhas tivessem uma biblioteca, você encontraria lá-- milhares de livros documentando esse massacre. incluindo o ritual. começando com o abate. seguido pelo corte. passando pela brasa. até os corações serem fincados no espeto da churrascaria. sinistro. se as galinhas tivessem um galo chamado joão kleber-- ele passaria as noites fazendo denúncias na tv. e, se as galinhas tivessem um jornal tipo "o povo", todos os dias ele chegaria nas bancas-- com fotos de espetos de coração estampados na capa. com manchetes em letras garrafais do tipo: "massacre!!!" ou "bem-passados!" ou ainda "mastigados com sal grosso!" mas, como as galinhas não tem uma biblioteca. não têm um programa como o do joão kleber, e principalmente-- não têm um jornal como o "povo"-- eu estou tranquilo. vou continuar frequentando as churrascarias-- e acenando freneticamente para o carinha que serve o coração. sem dramas. com a minha consciência limpa. é. e falando nisso, tomara que o pessoal do galinheiro tenha tido um bom dia hoje. tô aqui torcendo que as galinhas tenham tido a chance de conversar bastante hoje. e-- se despedir uma das outras. é. porque depois desse papo de coração de galinha, fiquei com vontade ir a churrascaria hoje. hoje vai ter mais um massacre no galinheiro.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

três pensamentos do dia.


- comi sorvete de queijo esses dias. sensacional. estou esperando sair o sorvete de presunto para pedir uma bola de cada no mesmo copinho. é o misto frio.

- tenho medo de cachorro. me cago de medo. acho que fui um carteiro em outra encarnação.


- vou tatuar um mapa de são paulo na palma da minha mão esquerda. sempre erro os caminhos e tenho que parar o carro pra checar o guia. não fódi.

puxar conversa com um sujeito que está escovando os dentes, num shopping lotado e num casamento que você só conhece o primo do amigo do noivo...

dia desses, acho que foi ontem, entrei aqui no banheiro da firma e, sem pensar entrei numas de puxar assunto com um amigo que estava lá escovando os dentes. um erro. mas um erro daqueles bem básicos. não se puxa assunto com alguém que está escovando os dentes. não funciona. não dá pra conversar com a boca cheia de espuma. meu amigo acenou pra mim como quem diz "não fódi, não tá vendo que está escorrendo pasta de dente pelo meu queixo?" e continuou a escovar os dentes. quer ver outro negócio que eu acho engraçado, curioso, é conversar andando num shopping lotado. sabe, aquele sabadão em que todas as famílias do mundo resolvem ir ao shopping circular? então, taí um lugar que não é lá muito apropriado para conversar. volta e meia me encontro nessa situação: lado a lado de um amigo ou da minha mulher conversando em pleno movimento. sabe o que acontece nessa situação? você sempre, mas sempre, sem qualquer sombra de dúvida acaba conversando com um estranho. é, porque num shopping cheio, com pessoas andando em velocidades diferentes, sua mulher (ou você) sempre terá que desviar de alguém e, quando você responder uma pergunta qualquer, quem estará alí ao seu lado, será um completo estranho. sempre acontece, você fala algo como "não amor, acho que sua mãe tem toda razão!" para um cara com cabeça raspada e um brinco na testa. portanto evite conversas longas em shoppings cheios. e finalmente, outro lugar para evitar puxar uma conversa é o casamento de um cara que você não conhece assim tão bem. aquele casamento que você só foi porque a mulher era muito amiga da sua. outro erro básico. taí uma conversa impossível de fugir. uma conversa que não desenvolve nem a caráio. você tem que parar o garçom umas seis vezes para encher sua taça de pró-secco só para manter o papo mais ou menos vivo. pronto: três exemplos de lugares não tão bacanas para se conversar. vai por mim, quer comversa com alguém, prefira o bar. sempre o bar. sempre.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

quatro pensamentos do dia.

- existe um bar em são paulo que serve cerveja guinness em formato de picolé.

- existe um bar em st. louis que serve batatas fritas com um potinho com guinness dentro pra você molhar.

- me cago de medo de injeções e vacinas, mas acabei de marcar uma consulta com a acupunturista.

- "meu nome é erick, e não como no mcdonald's há 238 dias. (snif- emocionado)"

e se você pudesse viajar numa máquina do tempo...

primeiro, o que ela seria? seria num carro modernoso como no "back to the future"? seria uma cápsula zambers makers de titânio? bom, como eu não entendo picas de carro, faria a minha num sofá. é, um sofá. daqueles bem confortáveis. e, no lugar do controle remoto da televisão, teria lá, sobre o braço do sofá, um controle remoto pra ditar o destino. agora, pra onde? pra onde ir? o primeiro lugar que eu iria é para hoje de manhã. tudo para evitar entrar no elevador que eu peguei hoje. esperaria pelo próximo. não fodi. tava cheio pra cacete e o tiozinho que estava lá dentro-- estava com as subácas vencidas, puta cecê escroto, fiquei com os olhos lacrimejando. meu segundo destino seria viajar até a minha sexta-série na escola. párada rápida, só pra dar um pescotapa num professor de algebra chato pra cacete que cagava regra e sempre me fodia com provas surpresas. minha terceira parada seria no pátio da escola na primeira série pra tomar coca-cola de máquina e jogar bola sem perder o ar. minha quarta parada seria pra hoje antes do almoço, ou melhor dois minutos antes do almoço. eu escolheria um prato diferente pra comer. o que eu escolhi estava uma bosta. depois iria para 1981. só pra assistir o jogo do flamengo em tóquio contra o liverpool. e, depois, quem sabe, uma viagem para o futuro, mais precisamente para sexta-feira, sete e tal da noite.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

três pensamentos do dia.

- não existe pizza morna. só existe dois tipos de pizza: a que queima o céu da boca e a fria com queijo duro.

- o barbeiro lá da rua perto da minha-- é careca.

- o tamanho do cachorro-quente cresce de acordo com a idade do aniversariante.

três pessoas no restaurante.

sempre que vou ao restaurante, tenho o costume de observar as pessoas que estão ao redor. coisa rápida. um pouquinho aqui, um pouquinho alí. ontem, por exemplo, meu almoço foi marcado por três pessoas. três figuraças. a primeira delas: estava sentada no fundo, umas quatro, cinco mesas atrás. era um pai muito louco, muito raivoso. não sei o que a filha dele fez, mas levou o maior esporro que eu já vi alguém levar na vida. o restaurante parou. um garçom derrubou os talheres que carregava na bandeija. a menina abriu o berreiro. segundos depois, o cara se levantou e foi lá pra fora, fumar um charuto. fazia um estilo metade marlon brando final de carreira, metade antônio fagundes "carga-pesada". a segunda pessoa: bom, a segunda pessoa foi um pai que abriu um livro com partituras e letras de musicas infatis e resolveu cantar para o filho. ele não cantou como uma pessoa comum faz ao escutar uma música conhecida no rádio. o fêla da puta tinha uma voz mais grave que a do plácido domingo. e cantou em inglês, em italiano e em português, para o filho-- que só não implorou pra ele parar porque tinha um ano de idade e ainda não sabia falar. cantou duas vezes "oh, susana! não chores por mim..." bom, a terceira: a terceira pessoa foi um carinha que chegou com uma mulher no primeiro encontro dos dois. afirmo com todas as letras que era o primeiro encontro porque o carinha estava tenso, e a menina muito arrumada. mas não arrumada de "chique". muito arrumada no sentido de que passou horas se arrumando para parecer que não tinha passado horas se arrumando. sentaram na mesa ao lado. ela pediu uma salada, ele um hamburguer pequeno. ele se levantou para ir ao banheiro, ela aproveitou para ver se tinha alface nos dentes. ele se ofereceu para pagar a conta. ela, insistiu em dividir. ele abriu a porta do restaurante antes que a hostess pudesse fazer o mesmo. pedimos a conta. e, enquanto assinava o cartão, pude notar, meio de rabo de olho, um fêla da pulta me observando lá do canto do restaurante. acho que, como eu, também estava observando as pessoas. quem sabe não está escrevendo algo parecido agora. fêla da pulta.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

três pensamentos do dia.

- para quem as pessoas perguntavam as coisas antes do google?
- pingüins não encalham nas prais brasileiras. tudo faz parte de um plano para resgatar os que estão em cima das geladeiras.
- dia desses uma formiga apareceu na mesa do café e avançou na minha torrada. não fodi. petelequei a fêla da puta pra bem longe. não basta partir pra cima dos doces, ainda vai se intrometer na minha torrada com manteiga? não fodi.

sempre.

sempre olho umas dez vezes para o fogão para ter certeza que eu fechei a porra do gás depois de fritar o ovo.
sempre chego atrasado 8 minutos na consulta do dentista.
sempre faça a barba começando pela maçã direita do rosto.
sempre peço coca sem uma rodela de limão.
sempre recebo o carro por último no serviço de valet, mesmo tendo sido o primeiro ou segundo a entregar a caráia do papelzinho.
sempre chego atrasado no trabalho sexta-feira.
sempre esqueço de cortar as unhas dos pés.
sempre piso em bosta de cachorro.
sempre derrubam coca cola na mesa do restuarante que eu estou jantando. e é sempre no lugar da mesa oposto ao que eu estou sentado.
sempre leio o jornal de trás pra frente.
sempre leio a veja do meio para os lados.
sempre sento no corredor. no cinema e no avião.
sempre coloco cinco gotas gordas de adoçante no café.
sempre fica doce demais.
sempre falo pra o garçom da churrascaria "só a casquinha da picanha". e o fêla da puta coloca a picanha quase inteira.
sempre como um pão de queijo gigante da padaria sábado de manhã.
sempre queimo o céu da boca.
sempre abro a porta do elevador com pressa e derrubo a tiazinha que mora no primeiro andar do prédio.
sempre vou ao supermecado da esquina comprar 2 pães franceses e volto com 4 e 200 gramas de pão de queijo, patê, sorvete, cerveja, iogurte e mango chutney.
sempre ligo para tentar cancelar alguma tarifa que o banco quis me foder e depois de esperar 38 minutos escutando musiquinha, desisto.
sempre ligo uma segunda vez. e também desisto.
sempre assisto o jornal das 10.
sempre peço a mesma carne no mesmo restaurante, uma vez por semana e a mesma garçonete pergunta como é que eu vou querer a carne.
sempre que começo uma caráia de cagação de regra dessas, não sei como acabar.
sempre.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

dois pensamentos do dia.

- pra que caráio de lugar vão todos os canudinhos de toddynho que não vem nos toddynhos que eu compro lá em casa?

- o queijo minas lá de casa, de acordo com as letras miúdas da embalagem, é fabricado no rio de janeiro.

frentistas.

não sei onde estaria se não fossem os frentistas dos postos de gasolina. sempre me perco. sempre estou perdido. tenho uns 6 caminhos decorados na minha cabeça e só. o da ida pro trabalho. o da volta (eu vou por um caminho e volto por outro). o de 2 shoppings. o caminho para o bar espírito santo . e o do supermercado. é complicado. muitas vezes marco de encontrar pessoas e não chego. ou chego tarde. chego na hora do cafézinho. e geralmente quando ele já está frio. costumo sempre andar com um olho nas placas e outro nos postos. quando começo a desconhecer os destinos que aparecem nas placas: minas gerais--salvador--panamá, é hora de entrar no posto. frentista é muito melhor que taxista pra ensinar caminho. taxistas preferem os caminhos mais longos e em bandeira 2 (mas isso já e uma outra história). hoje, logo pela manhã, por exemplo, me perdi no morumbi. puta bairro complicado. é tudo igual. e não tem como voltar. errou? siga até a fronteira com a eslovênia e faça o retorno. é foda. e é cheio de motoristas nervozinhos com uma mão na buzina e e outra pra fora da janela--fazendo o sinal de piróca com o dedo. um frentista me salvou. sentiu o leve desespero nas minhas palavras. primeiro ele coçou o queixo, e depois fechou o olho direito enquanto mandava algum neurônio buscar a informação-- e pimba-- me mandou no caminho certo. alguns países não têm frentistas. têm maquininhas. você passa o cartão e enche o tanque. não poderia nunca morar na inglaterra, por exemplo-- nada contra os ingleses. é que lá não tem frentistas. e eu não sei onde estaria se não fossem os frentistas dos postos de gasolina.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

3 pensamentos do dia.

- como explicar para uma criança que se ela experimetar uma barra de chocolate ao leite, ela corre sérios riscos de nunca mais olhar para uma folha de alface?

- será que o golfinho do sea world japonês ganha um sashimi após executar um truque certo?

- o que faz um ser normal parar tudo que está fazendo para assistir "hebe"?

a teoria do calor que molha as subáca e do frio que arrepia a nuca.

tem um negócio que eu venho observando desde o ginásio. passando pela faculdade. até hoje, na empresa que eu trabalho. é um negócio sério e no mínimo curioso. é o simples fato de que nesses ambientes fechados, ou está sempre um calor du caralho ou um frio do cacete. calor do caralho ou frio du cacete. nunca meio termo. a temperatura nunca é bacana. é um fato. ou você está com as subácas suadas em pleno funcionamento-- como se fossem usinas nucleares prestes a explodir ou está arrepiado de frio. é mais ou menos assim que funciona: você colocar uma roupa para o trabalho. alguma coisa básica, que funcione tanto para o frio como para dias de calor. bom, aí, ao entrar no escritório ou na sala da faculdade tudo parece bem. eu disse parece. porque aí, meu amigo, é só você baixar a guarda, achar que está tudo certo, relaxar , para a onda de calor cair sobre você. como um elefante obeso lançado de um helicóptero no seu colo. os poros abrem, você fica com os cantos da testa molhados e uma sensação estranha de que aquilo é só o começo. aí você pensa, pensa e pensa mais um pouquinho e resolve ligar para o tiozinho da manutenção. "tá fervendo aqui dentro pourra!" e o tiozinho, sempre educado rebate "pode deixar que eu vou aumentar o ar." aí, só pra te foder, pra fazer você pensar duas vezes na próxima vez antes de ligar, o tiozinho da manutenção coloca o ar condicionado no máximo. a lá "marcha dos pingüins", frio suficiente pra congelar a sáca, a ponta do nariz e das orelhas, nessa ordem. segundos depois, a mulherada do escritório começa a gritar de frio, umas choram, outras se recusam a trabalhar. resultado: "desliga a caráia desse ar, seus bando de fêla da puta." e lá vem o calor de volta. não tem jeito. se você parar o que está fazendo agora para tentar lembrar um poquinho, você vai ver. foram centenas as vezes em que você suou bicas na escola porque estava quente e uma menina se recusava a ceder. ou, estava um frio du caralho, seu cérebro congelou e você não conseguia sequer mover os braços para assinalar "a" ou "b" na prova de múltipla escolha. a teoria do calor que molha as subáca e do frio que arrepia a nuca. não sei porque, mas nunca, nunca, estive num lugar que conseguiu atingir o ponto de equilíbrio perfeito. não fodi.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

três pensamentos do dia.

- se programas como "friends" não tivessem aquelas risadas pré-gravadas, será que as pessoas saberiam a hora certa de rir?

- encontrei um caderninho de telefone antigo. nenhum número existe mais. ele é da época pré-celular e pré-telefone com 8 dígitos.

- quem foi que comeu aquele pedacinho da maçã do logo da "apple" que está faltando?

tem uma tartaruga lá em casa. ou, lições de uma tartaruga que na verdade é um jabuti.

na verdade é um jabuti. ou pelo menos foi isso que o carinha da loja me disse quando apareci lá atrás de ração. tartaruga nada, mergulha. jabuti afoga. bom, e foi observando o jabuti lá de casa que eu comecei a pensar como é que deve ser a vida desses caras no habitat natural deles. o que é um atraso para um jabuti? "desculpa, chegar atrasado 4 horas, é que eu fiquei preso no trânsito..." o que é um jabuti veloz? quanto tempo leva para um jabuti atender o telefone? imagina o jabuti sentado no sofá assistindo a novela e o telefone toca na cozinha. o fêla da puta tem que levantar, e caminhar até a cozinha. e, meia hora depois, atende. o jabuti lá de casa é uma aula de como viver a vida. não se estressa. não corre. não pula. o fêla da puta dorme pra cacete, mas também dá seus passeios pela casinha dele. sempre na boa. sem essa correria ditada por alarmes e relógios que fazem "bip, bip" a cada meia hora. não sei se você tem um jabuti na sua casa. se não tem, deveria comprar. acho que faz bem. dia desses cheguei em casa derrapando com pressa para não sei o que. e, quando vi, estava lá eu, em pé traçando um prato de comida quase fria. olhei de canto de olho para o jabuti. e lá estava o fêla da puta comendo em slow motion. comendo, não. degustando, saboreando sua comida. cagando para o fato de se tratar ração seca, desidratada. o caráio do jabuti mordia cada pedacinho da ração como se fossem camarões ao catupiry. e foi aí que eu resolvi esquentar a porra do meu prato direito, sentar na mesa e comer devagar. como o jabuti. no mesmo estilinho. sem estresse. rilécs. jabuti style. graças ao exemplo do jabuti. compre um. pode mudar a sua vida.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

uma frase ouvida num restaurante argentino...

"como no hay carne se hay pastel de carne?"

três pensamentos do dia.

- toda mãe sabe pelo menos três nomes de remédio para tosse.

- nenhum biscoito chinês vem com uma mensagem do tipo: "fica esperto que hoje seu dia vai ser uma merda!"

- porque ter dois carros se você só tem uma bunda. ou, porque um casal tem três carros, se só tem duas bundas.

que caráio as pessoas faziam antes da internet?

a internet caiu hoje aqui na agência por uns 3 minutos. talvez cinco. garanto que não foi mais do que isso. mas confesso que pareceram uns 40. não sei você, mas pra mim é complicado trabalhar sem saber que caráio tá acontecendo lá fora no mundo. será que um transatlântico carregado de petróleo afundou perto do litoral da ucrânia? será que o ronaldinho foi flagrado dando umas beijocas em outra modelo? será que o lula foi pego com maços de dinheiro na cueca dele também? e por aí vai. e a caceta do email? pourra, será que alguém está me escrevendo? será que tem algum email cruzando o oceano a caminho da minha caixa de entrada? hein? hein? e foi pensando nisso, nessa falta de internet, que eu comecei a pensar como era a vida das pessoas antes da internet. ou melhor: que pourras as pessoas faziam quando não existia a internet? elas ficavam olhando pela janela, pensando na vida? ficavam olhando umas para as outras? jogavam buraco? truco, paciência? ou será que, ao lado do computador tinha uma mesa de ping-pong? será que as pessoas ficavam fuçando a enciclópedia? experimente ficar uma meia hora sem acesso à internet e principalmente ao seu email, você também vai começar a pensar nisso. que caráio as pessoas faziam antes da internet?

terça-feira, janeiro 31, 2006

três pensamentos do dia.

- uma camiseta amarela não combina com nada.

- quando um cachorro nasce, a mãe dele fala no ouvido dele: "a partir de hoje, você tem um objetivo na vida: vai fazer bastante cocô na rua para as pessoas pisarem a caminho de casa!"

- a mulher do caixa rápido (até 7 itens) lá do supermecado ao lado da minha casa, é muito devagar. acho, só acho que ela sofre do "mal de slow motion". coitada.

não quero cagar regra...

- mas não custa nada dizer que toda terça-feira passa mais devagar que uma quarta.
- pessoas não deveriam segurar a porta do elevador para desconhecidos quando o elevador está cheio.
- ninguém, nem sob ameaça de morte, deve entrar no elevador antes que as pessoas que estão dentro saiam.
- se você chega no seu prédio, e ao entrar na garagem depara com um carro que está saindo, deve ser ele, o carro que está saindo que tem que dar a ré para deixar você entrar. afinal, quem está no meio do trânsito prestes a ser enrabado por um ônibus em alta velocidade é você e não ele.
- a mulher que fala o tempo no jornal nacional deveria ser responsabilizada quando ao errar a previsão do tempo três vezes seguidas.
- se o ticket que você recebe não passa de 15 reais, porque um almoço no prédio que você trabalha sempre passa de 30?
- se a mesa vai demorar mais de 30 minutos pra ficar livre no restaurante, porque dizer que em 10 minutos ela estará livre? ou a clássica: "ah, tem um casal que já pediu o café, depois é só limpar a mesa que é sua!"
- pessoas que falam no cinema deveriam ser presas sem a oportunidade de responder o processo em liberdade.

você já notou...

você já notou que tem um tempinho que não escrevem uma música nova na mpb? não sou muito fã de mpb, mas curto. e tem uma coisa engraçada sobre mpb que eu venho notando tem um tempinho já e nunca escutei ninguém comentar. que coisa engraçada é essa? bem, não é assim tão engraçada, está mais pra curiosa: é o fato desses intérpretes da mpb estarem cantando/interpretando as mesmas músicas desde 1960. caráio, tem sempre uma versão de "garota de ipanema", "encontros & despedidas", "desafinado"... e por aí vai. não fodi. pau no cu. acho que chegou a hora desses caras sentarem o rabo na cadeira e escreverem coisas novas. ou assinar a porra de um papel concordando em nunca mais interpretar essa ou aquela música. caceta, como é que deixam um sujeito interpretar pela milésima vez "sandália de prata"? só isso. sem dramas.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

três pensamentos do dia.

- a bola de futebol é praticante do sadomasoquismo.

- vó é uma mãe que não esconde os doces da casa.

- quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? quem veio primeiro, o ovo mexido ou o nuggets de frango?

a teoria das aulas de algebra.

sempre me fodi com algebra. sempre. meus pais sustentaram a família de uma professora particular por uns sete anos. véspera de prova, era sempre a mesma coisa: "liga pra professora e marca uma aula, ou melhor marca duas..." e lá ia eu, cheio de esperanças de pelo menos passar de ano. devo ter passado raspando umas 4 vezes. o que nos leva a teoria das aulas de algebra. hoje, longe das salas de aula, cheguei a conclusão que nenhuma daquelas equações tinham soluções. nenhuma. elas foram feitas para sustentar professoras particulares e professores das escolas. é um grande esquema. uma mina de ouro. foi mais ou menos assim que aconteceu: um dia, professores de escolas e professores particulares se encontraram para uma reunião secreta. uma reunião com um único objetivo: como arrancar dinheiro de pais desesperados e filhos prestes a repetir de ano. e assim nasceu a algebra. é, meu amigo, algebra não faz sentido, nenhum problema de algebra tem solução. é mais ou menos assim que funciona: os professores das escolas passam problemas de algebra impossíveis de serem solucionados. aí, você se fode na hora de fazer o dever de casa e procura o professor particular. bem, esse professor, já tendo combinado tudo com o professor da escola, finge resolver os problemas pra você. aí, você finge entender. vai para a escola e faz a prova. aí, meu amigo, daí pra frente é o seguinte: os professores particulares ligam para a escola e passam a lista dos alunos que fizeram as aulas particulares. com essa lista em mãos, os professores da escola deixam esses alunos passarem. mas, raspando para que eles não fiquem se achando inteligentes o suficiente para abandonar as aulas. e, numa reunião que acontece todo fim de mês, os professores particulares repartem a grana com os da escola. o que foi? ficou puto que só descobriu isso hoje? eu também. fazer o quê? esse é o sistema. a teoria das aulas de algebra. uma matéria que não existe, não faz sentindo, mas faz uma fortuna para os professores.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

três pensamentos do dia.

- se o urso já hiberna durante uns seis meses direto no chão duro da caverna, imagina se ele tivesse um colchão.

- se o bicho da seda falasse, poderia negociar um bom salário por todas as camisas e vestidos que já ajudou a produzir.

- onde é que o vaga-lume recarrega a lampadinha do rabo?

a teoria do drive-thru.

que caráio tem de errado com o microfone do drive-thru do mcdonald's? não estou falando de um mcdonald's em particular. todos os drive-thru's do universo são iguais. no brasil, nos estados unidos até no japão. a mulher ou o carinha que fala lá do outro lado fala uma língua de outro planeta, sempre com um chiado estridente. e você, bem, por algum motivo, tudo que você fala, o cara tem uma dificuldade do caráio de entender. é como se por alguns minutos, dois seres (você e o funcionário do drive-thru) desaprendessem a comunicar como duas pessoas que dividem espaço no mesmo planeta. pedir um quarteirão com queijo sem picles é uma tarefa mais difícil que desarmar uma bomba nuclear em russo. o cara pede pra você repetir a porra do pedido e você repete e repete e repete. ele fala alguma coisa no alto falante que você pretende entender e pimba: segue em frente torcendo loucamente para o fêla da puta ter acertado o seu pedido. é uma aventura. um drama. é emocionante. fico imaginando como é que deve ser a contratação desses funcionários de drive-thru: "hmmmmm, você me parece ser um rapaz muito bacana, mas não sei, sua voz é muito boa, sua dicção é perfeita. a gente está procurando alguém que fale baixo e abafado! próximo!!!" ou é isso, ou a porra do mcdonald's desenvolveu a caceta da caixa de som do drive-thru dessa maneira de propósito. porque, só assim, eles podem enfiar uma caráiada de produtos no seu saco de pedidos sem você ter pedido. aí meu amigo é morder o quarteirão com queijo no caminho de casa e rezar para não encontrar um picles verdão no meio do caminho. não fodi, drive-thru.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

três pensamentos do dia.

- porco espinho também sofre de calvície?

- o sonho de toda girafa é dirigir um carro conversível.

- o sonho de todo canguru é comprar um par de nike shox para absorver o impacto.

coisas que sou contra.

- sou contra sorrir numa foto só porque é uma foto. e se eu estiver puto na hora da foto? hein?
- sou contra dar din din para o entregador do jornal no fim do ano. como é que ele vai saber quem eu sou? ele entrega 100 jornais no meu prédio.
- sou contra margarina.
- sou contra diet sprite. é ruim.
- sou contra alcatra, perdiz e cupim. nunca vi ninguém pedindo numa churrascaria.
- sou contra copo com gelo e limão. quem disse que isso tem que ser lei para o resto da vida? não consigo nunca um copo só com gelo. não fodi.
- sou contra farol alto.
- sou contra mesa de bar com mais de 4 pessoas.
- sou contra equação de segundo grau. levei um ano para aprender essa porra e nunca precisei usar na minha vida.
- sou contra ovo frito com a gema dura.
- sou contra parar o carro na rua.
- sou contra usar talão de cheques. demora.
- sou contra restaurantes que não servem café na mesa. fazem você tomar em pé num balcão para liberar a mesa. não fodi.
- sou contra pegar o último pão de queijo na padaria.. ou está frio ou duro.
- sou contra colarinho com mais de dois dedinhos.
- sou contra dar bom dia para todas as pessoas que você vê depois que acorda. e se você não estiver de bom humor?
- sou contra azeitona em qualquer prato.
- sou contra toddynho quente.
- sou contra caipirinha de graviola.
- sou contra o vasco da gama.
- sou contra halls uva verde. uma das piores balas de todos os tempos.

quarta-feira, janeiro 25, 2006

três pensamentos do dia.

- vou começar uma empresa de turismo que organizará tours para visitar todos as cozinhas de restaurantes de são paulo que têm a placa "visite a nossa cozinha!"

-porque couve-flor não é tão gostso como chocolate?

- se vacas falassem, você continuaria devorando hamburguers?

o sabor mais gostoso do mundo.

milkshake de ovomaltine do bob's. pronto. taí a resposta. e não me venha cagar regra dizendo que a picanha da churrascaria tal e tal é melhor, ou que o camarão com catupiry da sua vó, o pavé da sua tia, o brigadeiro de panela da sua irmã... não me venha querer discutir esse resultado. porque isso já está registrado em cartório e não tem volta. o milkshake de ovomaltine do bob's é sem dúvida nenhuma, sem discussão, o sabor mais gostoso do mundo. aposto que se você pegar os mlehores e mais renomados chefes de todos os continentes e servir um copão de milkshake de ovomaltine pra eles-- todos vão concordar comigo. vai, chama o pessoal do guia michelin, o bob's vai ganhar as três estrelas que os franceses se matam para conseguir. dia desses comprei um milkshake desses e tomei o fêla da puta em slow motion. uns 8 segundos depois o copo estava vazio. enquanto ao fundo, a atendente do bob's gargalhava como se tivesse dominado o mundo. volta e meia quando vejo minha mulher pedir um milkshake num restaurante, tento argumentar que pedir um milkshake é desperdício. que ao invés de beber sete bolas de sorvete em grande goles, é mais proveitoso, comer o sorvete com uma colher média. só assim ela poderá apreciar aquelas mil e tantas calorias. mas essa teoria não funciona para o milkshake de ovomaltine do bob's. agora, se você, não concorda comigo, das duas uma: ou você nunca tomou um milkshake de ovomaltine do bob's ou vou nunca tomou um milkshake de ovomaltine do bob's. vai por mim, sem putaria, não existe sabor mais fucking fuckers em toda a galáxia.

vale.

vou abrir um restaurante chamado "vale". o nome "vale" vem do troco que eu recebo todos os dias nos restaurantes que freqüento para almoçar. não sei se é assim no lugar que você trabalha. mas aqui no prédio, não importa se são dez centavos ou dois reais de troco. a muié do caixa olha pra você com pena e aperta um botão "x" da maquininha dela. assim que ela aperta, você já sabe o que vem: a porra do vale. essa invenção maldita de troco de papel que so vale naquele restaurante. a maquininha cospe quase um metro de papel. a mulher assina frente e verso, pede para o gerente do restaurante assinar com três canetas diferentes, pede o seu endereço, o da sua mãe, tira suas impressões digitais e pimba: entrega na sua mão aquele símbolo do desperdício que você nunca mais vai usar. bom, e como eu não posso fazer nada para acabar com a caráia do vale, vou abrir um restaurante. como já disse lá no início, chamado "vale". não vou aceitar ticket, cartão de crédito, muito menos dinheiro. só vou aceitar vale. eu sei que eu não vou fazer nenhum lucro. é tudo parte de uma vingança. e você sabe, vingança nunca sai barato. é a minha maneira de mandar todos os outros restaurantes a merda. porque se eles achavam que tinham essas pessoas amarradas neles para o resto da vida por esses vales de bosta, se foderam. todo mundo vai gastar o vale no meu restaurante "vale". assim que abrir, coloco aqui o endereço.

terça-feira, janeiro 24, 2006

quatro pensamentos do dia.

• se as baleias fizessem dieta não encalhariam nas praias.

• picolé de uva da kibon tem gosto de tudo menos de uva.

• troco o carnaval por folga durante a copa.

• minha professora de matemática da quarta série usava decotes profundos, bem profundos. ninguém nunca, nunca, se atrasava, apesar da aula dela ser logo após o recreio.

a maior invenção de todos os tempos.

não, não foi a roda. não foi o automóvel, o aparelho de raio-x, o antibiótico, o computador, porra nenhuma. a maior invenção de todos os tempos é/foi o ar-condicionado. é, o ar-condicionado. meu amigo, com o aquecimento global, as calotas polares indo pro caralho-- tudo que nos resta é o ar-condicionado. se, por algum motivo, um ladrão entrasse numas de levar o meu ar-condicionado, eu ofereceria as chaves do meu carro, um rim e um naco do meu fígado, sem pensar duas vezes . sem sacanagem, existe coisa melhor do que entrar num quarto domado pelo ar gelado? existe coisa melhor do que mandar o calor tomar no cu? existe coisa melhor do que escutar o barulhinho do ar-condicionado enquanto as minhoquinhas do seu cérebro se deitam para dormir? não. fico imaginando como deveria ser a vida antes da invenção do ar-condicionado. o que as pessoas faziam? colocavam cubos de gelo nos bolsos? trabalhavam debaixo d'água com garrafa de oxigênio? é impossível imaginar um sujeito vestindo uma calça jeans e uma camisa de botões num prédio fechado sem ar-condicionado bombando. aqui, no prédio que eu trabalho, basta a temperatura cair meio grau para rolar pancadaria. dois carinhas da manutenção do prédio já foram presos como reféns até que resolvessem o problema. reza a lenda que o inventor do ar-condicionado se chama "carrier". ou pelo menos esse é o sobrenome do homem. do gênio. da lenda. acho que por exemplo, prêmios como o "nobel" deveriam mudar de nome para "carrier". todo país tropical deveria ter uma estátua desse sujeito em praça pública. as escolas deveriam ter livros, aulas, teses, mestrados em sua homenagem. para você ter uma idéia de como ele é importante, aposto que você não consegue passar uma noite sem ar-condicionado. vai lá, tenta. duvido. a maior invenção de todos os tempos. hoje, quando acordei e me vi lá, encolhido na cama com friozinho, comecei a pensar nisso. e foi, a caminho do trabalho quando me deparei com um termômetro marcando 38º, que cheguei a conclusão da magnitude dessa invenção. aumentei o ar do carro e limpei as lágrimas de emoção do rosto.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

três pensamentos do dia.

• se a mulher do tom cruise pede pra ele ajudar a abrir o vidro de palmito, será que ele escuta tocar ao fundo a trilha musical do "missão impossível".

• o caderninho telefônico de papel foi assassinado pelo celular.

• minha professora de educação física na escola era gorda.

o mullet do barbeiro.


sempre cortei meu cabelo em casa. é uma mistura de falta de tempo com o bom senso. afinal, tem já uns 5 anos que eu corto meu cabelo da mesma maneira. passo máquina 3 em toda a cabeça. é muito fácil fazer isso em casa. mais fácil até do que fazer a barba. mas-- hoje eu resolvi retornar ao barbeiro. sei lá--vai que eu venho fazendo alguma coisa errada esses anos todos. entrei, sentei e cinco minutos marcados no timer do meu casio-- pimba--ele levantou o plástico branco e me mandou para casa. tava pronto. não tinha chegado nem na página 4 da revista caras. justo quando eu tinha chegado na reportagem da giselle bündchen se pegando com aquele surfista. pelo espelho eu podia ver o barbeiro gargalhando em câmera lenta. "dinheiro fácil!"-- ele devia estar pensando. mas pelo espelho também pude ver uma outra coisa. pude ver o rabinho dele. o mullet que o fêla da puta usava. mullet é aquele rabinho de cabelo imortalizado pelo chitãozinho e pelo xororó. você acredita que a porra do barbeiro tinha um mullet. o cara era um barbeiro que usava um mullet. vou repetir: o cara era um barbeiro que usava um mullet. é mais ou menos o equivalente a um dentista desdentado. um alfaiate com as calças pescando siri, um psicólogo que fala sozinho. se não for pior. agora é que eu não volto a cortar o meu cabelo no barbeiro mesmo. não pelo dinheiro fácil que os caras ganham as custas do meu cabelo. mas por causa do mullet. não dá pra confiar seus cabelos nas mãos de um sujeito quem tem um mullet. nunca.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

três pensamentos do dia.

- se danoninho vale por um bifinho, porque ninguém come danoninho com uma porção de farofa de ovos e batatas fritas?

- Se nescau é "energia que dá gosto", se eu colocar no tanque do meu carro, ele anda?


- se te dessem 20% de desconto no carro dos seus sonhos, com a condição de que ele fosse lilás ou verde pistache, você compraria?

vou levar o cachorro da vizinha lá do prédio para assistir king kong.

você deve estar se perguntando, que caráio isso quer dizer. não sei se você já assistiu king kong. mas a história é bem simples: gorila gigante se apaixona por uma mulher e fica completamente louco por ela. no final do filme, como você sabe, o bicho é morto a tiros e cai lá de cima do empire state, espatifa no asfalto e morre bunitcho. agora, e o cachorro da vizinha? que relação ele tem com o king kong? bom, é que o fêla da puta é completamente pirado pelas pernas das pessoas. é ver uma pessoa se aproximar dele, para ele entrar numas de querer transar com a perna das pessoas. portanto: o cachorro está para o king kong, assim como as pernas das pessoas lá do prédio estão para a mulher do filme. é a mesma obsessão: um anima completamente pirado por um ser humano. que neste caso, são as pernas das pessoas lá do prédio. você tem que ver, o cachorro se faz de bobo, fica ziguizaguiando pela portaria à espera das vítimas. e, é só passar alguém com a cabeça em outro lugar, algum desavisado, para ele pular e agarrar a perna cheio de segundas intenções. mas, porque eu vou levar o cachorro para assistir king kong? é uma espécie de aula, aviso. quero mostrar para esse cachorro, as conseqüências de cultivar uma obsessão por um ser de outra espécie. que ele, assim como o king kong, corre sérios riscos de ser jogado lá de cima do prédio. sem dramas. é uma boa causa, se você pensar. antes que ele engravide a perna de um pedestre desavisado, vou sequestrá-lo-- e vou correr para uma sessão de king kong. é a única salvação. não fodi.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

3 pensamentos do dia.

- o que acontece no sábado para o jornal de domingo ser três vezes mais pesado do que nos outros dias da semana? eu, por exemplo, fiquei em casa sábado passado. não fiz nada.

- se um(a) menino(a) que você fosse apaixonado (a) quisesse assistir o filme rocky 3 (titanic-edição especial) quatro vezes por semana no dvd, você acabaria com ele(a)?

- o sujeito que inventou o post-it nunca mais na vida pode chegar atrasado ao um compromisso.

a teoria das invenções.

você já parou pra notar a diferença de um monitor de computador normal e um de lcd, tela plana, fininho, com uns 4 centimetros de largura? se você colocar uns sete monitores finos desses enfileirados, dá a espessura de um monitor comum. a diferença é monstruosa. e os celulares? lembra como eles eram grandes, coisa recente, uns 3 anos atrás? eram uns puta tijolos. cada celular pesava uns 3 kilos. bom, e de repente, começa a pipocar esses celulares que cabem no bolso pequeno da frente da calça. a teoria das invenções é bem simples. eu acho que isso tudo é uma grande conspiração. um grande esquema pra vender mais coisas. para nos manter trocando de produtos. sempre atrás de um novo. mais fino, "melhor", "revolucionário". um esquema para fazer, nós, os consumidores de palhaço. eu acho que quando vendiam aqueles celulares grandes, já existia a tecnologia para fazer os celulares menores. se der mole, já estava tudo inventado, num galpão grande em algum lugar. o mesmo com os monitores de computador, as televisões de plasma, o dvd player e por aí vai. até os ipods, esses fêla da puta têm tudo estocadinho. e, de dois em dois anos, seis em seis meses, cinco e m cinco anos, eles apresentam essas coisas como se fossem "novidades". vai tomar no cu. duvido que um carinha lá na sony de repente descobriu que a tv não precisava ser um trambolho: "e se a gente fizesse uma tv fininha, fininha?" se der mole, esse trambolho que existe atrás da sua tv não é nada, é só para te foder e fazer você pensar que ela precisa daquilo tdo. é um plano. assim, eu, erick, sou obrigado a comprar uma tv em 1990 e tal e um video cassete. anos depois, uma outra tv, agora, mais fina e um dvd player. é muito simples, se esses fêla das puta colacassem tudo no mercado de uma só vez, os caras teriam o maior prejuizo. afinal, seriam anos e anos sem lançar uma novidade. pau no cu. eu vou abrir uma cpi, uma investigação. e, de alguma maneira, vou provar que esses caras ficam entuchando esses produtos na gente, mesmo já tendo inventado essas tvs fininhas e similares. não fodi. a teoria das invenções.

terça-feira, janeiro 17, 2006

dois pensamentos do dia.

- se você estiver segurando um copo de leite achocolatado durante um terremoto, ele vira um milkshake?

- se eu quiser tomar champagne numa tulipa de cerveja, posso?


o problema de dormir com dois alarmes.

o problema de dormir com dois alarmes é que você sempre desliga um, pensando que o outro vai te resgatar mais tarde. mas o seu organismo não pensa assim. ele é traiçoeiro. assim que ele "vê" que você desarmou uma bomba, ele entra em coma profundo. lá em casa eu durmo com dois. e tenho perdido a hora constantemente nas últimas semanas. é como se meu corpo finalmente tivesse sacado como é que funciona esse esqueminha de dois alarmes. troquei a estação: não escuto mais notícias com o alarme. coloquei numa estação que toca músicas "sei lá". músicas "sei lá" pertencem aquele gênero musical que você não sabe ao certo que caráio é e que geralmente irrita. o segundo alarme é o de "buzininha", do tipo que faz "pí, pí, pí..." mas como eu já deixei bem claro aí em cima, já não me dá sustos como antigamente. uma vez eu escrevi aqui que eu tinha três alarmes na beirada da cama. o problema é que o terceiro alarme é aquele do relógio digital de pulso. aquele que apita tão baixo, mas tão abaixo que sequer afeta a minha respiração. hoje o primeiro alarme estava para 06:32 da matina. levantei 08:46. fiquei puto. vai tomar no cu. nada contra dormir mais umas duas horinhas. mas eu tinha compromisso cacete. nem me lembro da porra da música começar a tocar. como sempre, devo ter desferido um tapa de mão aberta inconscientemente, com a esperança da buzina do outro fazer os meus ouvidos sangrarem. bom, meu organismo se fodeu. vou comprar mais um alarme. e só de putaria vou colocá-lo bem longe. em algum lugar que meu braço não alcança. o problema de dormir com dois alarmes. faça como eu, compre mais um.

segunda-feira, janeiro 16, 2006

três pensamentos do dia.

- como é que a minha mãe encontrou o meu pai, se na época deles não existia telefone celular?

- seu eu fosse o lula eu faria a barba e deixava só o bigode. assim se ele resolvesse participar da re-eleição, ninguém iria ligar um lula com o outro. o lula que fez as merdas tem barba, o que não fez usa só bigode.

- será que bebês aprendem a falar mais cedo, com uns três meses de idade. mas passam mais um ano e tal fingindo só pra continuarem na mordomia do: "deve ser sono!? deve ser fome?!"

o relógio do chuveiro.

ganhei de presente um relógio de chuveiro. não é muito grande. é mais ou menos do tamanho de um palmo aberto. ainda não sei para que serve. se é para tomar banhos mais curtos ou simplesmente para decorar o chuveiro. é. porque chuveiro é chuveiro. não tem muito fru-fru. é uma barra de sabonete (que é geralmente branca), shampoo, condicionador e só. mas esse relógio deu um toque mais de 'ambiente'. valorizou o meu chuveiro. ele deixou de ser apenas um chuveiro. virou algo mais. já dá pra receber visitas no meu chuveiro. é só colocar as long necks de cerveja geladinha no lugar das garrafinhas de shampoo. as festas podem ser maiores. dá para acomodar mais hóspedes. é um apartamente completamente novo. meu apartamento agora passou a ser dividido em: cozinha, sala, dois quartos e o chuveiro. "onde você estava esse tempo todo erick?" "eu...eu tava no chuveiro." "mas a água tava desligada? caráio, e você tá vestido?" "lendo... eu tava lendo." "mas lendo, no chuveiro?" "é...aquele relógio lá pendurado fazendo 'tic-tac'... não resisti. tava lá lendo o verso da embalagem do shampoo. " "e...?" "bom, tô saindo para comprar um de outra marca, porque aquele eu já acabei."

sexta-feira, janeiro 13, 2006

"dotô, a gente pode ver o que pode fazer!"

sempre que uma pessoa falar essa frase pra você: "dotô, a gente pode ver o que pode fazer." meu amigo, você pode ter uma certeza, vão te foder. mas vão te foder bonito. exemplo: você entra num restaurante, dá uma olhada no cardápio e depois de ver tudo e não gostar de nada, você educadamente chama o garçom e pergunta: "fala campeão, será que daria pra você fazer um filé com fritas pra mim com uma farofinha de ovo? eu sei que não tem no cardápio e tal..." aí o garçom olha pra você e responde: "dotô, a gente pode ver o que pode fazer..." fo-deu! mas fodeu bonito. o garçom vai entrar na cozinha e falar: "olha, tem um mauricinho de merda na mesa 20 que não gostou de porra nenhuma do cardápio e pediu um filé com fritas com uma farofa de ovo." você pode ter certeza que o chef adorou saber que você, o cliente, não gostou de nenhum item do cardápio e vai preparar uma surpresa pra você. outro exemplo: você está com um problema com o encanamento da pia do banheiro de visitas do seu apartamento. você interfona pro porteiro e pergunta se ele não pode quebrar o galho: "fala zé, eu sei que essa não é a sua especialidade, mas será que não dá pra você dar um jeito no encanamento aqui do meu apê?" e com certeza ele vai responder: "dotô, a gente pode ver o que pode fazer." meu amigo, fodeu novamente. sua pia vai continuar quebrada. colada com fita isolante preta. hoje mesmo um taxista, simpático, chegou pra mim e disse: "dotô, a gente pode ver o que pode fazer." eu queria que ele fizesse um caminho mais curto para o meu trabalho, o fêla da puta inventou um zig-zag que acabou me fodendo. cheguei atrasado uns vinte minutos. fique esperto, fique atento. escutou a frase "dotô, a gente pode ver o que pode fazer", vem merda.

três pensamentos do dia.

- o headphone é um objeto bem egoista.

- depois de amanhã demora um mês para chegar. amanhã demora um dia mesmo.

- no verão, as pessoas derretem no rio de janeiro. elas podem até achar que não, mas elas estão derretendo de verdade. aquile não é suor. é parte do corpo que se desfaz com o calor.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

três pensamentos do dia.

• o big mac é megalomaníaco.

• titanic e king kong: dois sucessos de bilheteria que todo mundo já sabia o final antes de entrar na sala de cinema.

• será que cupim (o bicho, inseto) gosta de filé ao molho madeira?

o uniforme do prédio. ou, calça de moletom, havaianas e camiseta hering.

o prédio que eu trabalho tem umas seis mil trezentas e vinte e duas empresas. é algo por aí. talvez mais, talvez menos. mas eu acho que é mais. bom, do estacionamento até a minha mesa, esbarro com milhares de pessoas a caminho de suas respectivas empresas. e tenho o costume de observar o maior número possível delas. as pessoas, os crachás, o tamanho do salto, o terno, se a gravata está apertada, se o carinha do financeiro está suando, sapatos de bico fino, o peso dos laptops, pessoas bocejando e por aí vai. e, de depois de alguns meses observando essa galera cheguei a conclusão que alguma coisa está errada nesse prédio. são muitas firmas, todo mundo disputando espaço nos elevadores, nos restaurantes do subsolo, na garagem, no lobby. todo mundo meio estressado. mulheres se equilibrando nos saltos. homens suando as gravatas. cheguei a uma conclusão, um jeito de levantar a moral da galera. acho que o prédio poderia instituir um uniforme. é, como tinha na escola. quer trabalhar nesse prédio? então não fodi, só se for com uniforme. sem uniforme não entra. sai, salto alto e sapato carregado de graxa, entra sandálias havaianas. sai saia apertada de tecido preto/marrom claro e calça com pregas, entra calças de moletom. sai camisa social amarrada com gravata e terninhos justinhos das mulheres, entra camisa hering 100% algodão. no começo as pessoas podem estranhar um pouco, ficarem um tanto preocupadas com a aparência. mas depois relaxam. vai por mim. com o tempo todo mundo vai ver que todos estão igualmentes relaxados. e é aí que está a beleza do uniforme. as pessoas ficariam mais alegres, rilécs, as empresas produziriam mais. e todos trabalhariam felizes para sempre. só uma idéia.

quarta-feira, janeiro 11, 2006

dois pensamentos do dia.

- a conta de luz lá de casa deu quase duzentos mangos mês passado. quanto é a conta de luz do maracanã?
- será que o resto da barba fica com inveja do bigode que consegue mergulhar no choppe a cada gole?

mulheres e homens 3. observações.

- homem finge entender o que está errado com o carro quando dá alguma bosta.
- mulher não, nunca.
- homem não lembra do jantar marcado na casa da prima da amiga da mãe da namorada.
- mulher lembra alguns dias antes. uma semana em alguns casos.
- homem pede pro churrasqueiro picanha nobre.
- mulher "a casquinha da picanha"
- homem não sabe os meses dos outros 11 signos que não são o dele.
- mulher sabe todos os doze.
- homem chora de vez em quando ao final de alguns filmes. mas engole as lágrimas e diz "eu? chorando? não fodi!"
- mulher chora e não tem vergonha.
- homem passa filtro solar depois de 3 horas tostando na praia.
- mulher passa antes de pisar na areia.
- homem, se julgando macho, passa qualquer bosta no cabelo. o que tiver no banheiro, até sabão de coco.
- mulher lê o rótulo do shampoo antes de comprar.
- homem rasga a carta quando abre. e de vez enquando fodi o documento original de uma só via.
- mulher é mais cuidadosa.
- homem fica puto com qualquer jantar marcado entre 7 e 8 da noite.
- mulher fica puta com qualquer jantar marcado entre 10 e 11 da noite.
- homem não sabe programar um video cassete, mas não admite.
- mulher sabe que o homem não sabe programar o video casssete, mas finge que ele sabe só pra dar uma massageada no ego dele.
- homem já teria parado de ler esse textinho lá no quinto tópico.
- mulher é um tantinho mais paciente e, existe a chance dela ler até aqui.

terça-feira, janeiro 10, 2006

três pensamentos do dia.

- se a joaninha (o inseto) falasse, ela iria cobrar royalties do biquini vermelho de bolinhas pretinhas.

- será que o fêla da puta do garçom que se recusa a me servir chopp com menos espuma-- também bebe um chopp com tanta espuma na casa dele?


- se a giselle bündchen fizesse um ensaio para a playboy, a floresta amazônica acabaria.

o que acontece quando você pára de ler um livro na metade e só volta a pegar nele na semana seguinte.

não conheço ninguém que consiga ler um livro inteiro num só respiro. 438 páginas num dia. tirando os fins de semana prolongados com chuva torrencial, é complicado ler um livro de uma só vez. você sempre acaba colocando o tijolinho de lado, nem que só por uma semana. e foi pensando nisso, no livro lá deitado com o marcador no meio que eu comecei a pensar que caráio acontece com ele enquanto ele te espera. na verdade não pensei no que acontece com o livro, mas com o enredo, a história, os personagens. afinal, não é porque você pára de ler de repente que você vai esquecer tudo. livro tem esse poder. então, fiquei tentando visualizar os personagens lá dentro da cabeça. o código davinci por exemplo:

robert langdon: caramba, será que o erick vai voltar a ler ainda hoje? acho que vou dormir.
sophie: hmmm, não sei não robert, o cara alugou dois filmes, ôpa, olha lá, pegou a chave do carro...
robert langdon: vai sair pra jantar, o fêla da puta.
sophie: caramba, mais um dia aqui na cabeça desse mané. a porra do código ainda na metade, meu avô morto... custava ele ler mais um pouquinho para aquela parte que a gente está no carro correndo pelas ruas de paris? ahhh, no conforto, e não em pé aqui nesse museum véio.
robert: você tem razão o pessoal do louvre já desligou o ar-condicionado essas horas.
sophie: é sentar e esperar...
robert: sophie! sophie! levanta! levanta! furou o jantar, fica esperta que o erick vai pegar o livro.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

sete pensamentos do dia.

- mosquitos têm a mesma idéia das pessoas. no verão eles também vão para as praias.
- o cara que organizou a festa de fogos de copacabana é um torcedor do flamego (como eu), frustrado, com uns 10 anos de fogos estocados no armário.
- iemanjá não tem mais vasos para guardar tantos arranjos de flores. no próximo ano novo ela talvez prefira ganhar um cd.
- são pedro tomou todas na virada do ano e esqueceu de ligar o sol por uma semana. só foi lembrar no sábado quando acabou a ressaca.
- vou lançar uma música que se chama "1, 2, 3..." é mais ou menos assim: depois do típico "1, 2, 3..." dos começos de todas as músicas, ela continua: a letra dela será "4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11..." até completar uns 3 minutos.
- papai noel é gente fina, mas não me conhece direito. eu vou ter que fazer a bainha da calça que eu ganhei dele.
- um café espresso que demora pra sair deveria ser proibido de ser chamado de "espresso". podia com certeza ganhar outro nome: ô garçom, me vê um "lento", por favor.

como viajar 4 horas de carro sem parar pra tirar a agua do joelho.

peguei quatro horas carro sem parar no domingo. sem colocar gasolina. sem tirar água do joelho. sem sofrimento. depois de ir e voltar pro rio de carro algumas vezes, cheguei a conclusão que quanto mais você pára em posto pra esticar as pernas, comer uma coisinha, ir ao banheiro, colocar gasolina, mas uma viagem de 4 horas vira de 6. então resolvi acabar com essa putaria. acordei meia hora mais cedo antes de sair de são paulo. cheguei no posto de gasolina mais perto da estrada possível e mandei o carinha do posto socar gasolina até formar uma poça ao redor do carro. ah, já tinha tirado toda água do joelho em casa. três vezes. quando acordei. depois do café. e enquanto o elevador não chegava. tomei bastante água no dia anterior. a idéia era deixar o corpo bem hidratado, com reservas. pra não ter que tomar muita água antes de pegar a estrada. ah, outro segredo. depois do café, uma latinha de red bull. mas e uma vez só. de guti guti. sem respirar. o nível de cafeina no corpo atinge picos jamais registrados antes. duas barrinhas de cereais pro carro (uma a cada duas horas, não vale ficar com olho grande e comer antes). bom, cheguei no rio com o tanque seco, com um cactus crescendo lá dentro. corri pro primeiro banheiro que vi. tirei a água do joelho. dos dois. e logo em seguida, mergulhei de toca e máscara de mergulho numa panela de comida. total da viagem: 04 horas e 02 minutos. vai por mim, nenhuma coxinha de galinha suada de um posto de gasolina sem nome vale o atraso.

mick janninson, les miles, kelly makers, andy mckenzie entre outros.

você acompanha surf? o esporte? eu acompanho pela tv, pela internet de tabela quando o carinha que trabalha aqui do meu lado assiste algum campeonato, ou no jornal quando a giselle bündchen é flagrada dando uns pegas no kelly slater. mas tem uma coisa no surf que eu acho bem curiosa. bem engraçada. os nomes. é, os nomes dos surfistas. você deve estar aí coçando a cabeça e se perguntando que caráio eu quero dizer com isso. afinal, nome todo mundo tem. mas o que eu quero dizer é que o nome dos caras não são nomes comuns. não. é como se ao entrar na liga profissional, o tal wct, eles fossem obrigados a ganhar nomes quase artísticos. nomes oficiais de surfistas. é, não existe um "john smith", um "robert thompson" no surf. presta atenção da próxima vez que você esbarrar num ranking desses de surf no jornal. além do kelly slater, você também vai encontrar o bruce jackson, hoyt brady, lew liston, neil nattingly, billy rowdymac, andy irons, stephan mckintosh, sunny garcia, damien gillespie e por aí vai. eu duvido, mas duvido que esses caras nasceram com esses nomes. acho que é tudo marketing. a associação dos surfistas profissionais chegou a conclusão que surfista tem que ter esses nomes estilosos. nome que faz as pessoas usarem todos os músculos da boca. fica muito mais cool falar que o "matt trippy" levou o titulo de pipeline do que uma manchete com "john silva abocanha mais uma vez o trofeu nas ondas do havaí. fico imaginando o primeiro dia do john silva na sua primeira competição importante:
- e onde é que eu coloco meu nome nessa ficha de inscrição? ah, aqui? bom... john... silva! pronto. agora é pegar a prancha e pular no mar...
- calma aí meu rapaz... a organização não permite nomes como "john silva".
- mas...
- mas é o caráio, a partir de hoje você vai ser conhecido como "matt trippy". você nasceu nas ilhas carolinas.
- mas qual é o problema com "indiana, estados unidos"?
- tú é surfista matt, tem que ser cool porra.
- beleza, matt trippy, ilhas carolinas.