terça-feira, fevereiro 21, 2006

e lá se foi o janjão.

quem nunca teve um amigo como o janjão? o janjão é aquele cara que encarava qualquer parada quando você era moleque. "janjão, duvido você chegar naquela menina encostada no bar!" e lá ia o janjão como um míssel teleguiado sem medo de ser feliz. e quando o janjão ia, ou melhor, quando alguém duvidava do janjão, ele sabia dos riscos. sabia que a tal menina podia ter um namorado que foi ao banheiro. mas o janjão cagava baldes. não tava nem aí. é como se ele soubesse que aquele era o papel dele no mundo. desafiar convenções, pessoas, e o senso comum das coisas. "janjão, será que você consegue pular da varanda do prédio na piscina do clube?" e o janjão, como se aquilo fosse bosta, pulava de sorriso aberto e genuíno. o janjão é aquele amigo que tem uma cicatriz na sobrancelha e outra no queixo. o janjão é foda. um exemplo. é como se ele tivesse nascido sem uns 2% do cérebro. aquele naco responsável por tomar decisões importantes. aquela área do cérebro que apita o alarme, toca a sirene quando enxerga uma merda a caminho. todo mundo precisa de um amigo "janjão" que muitas vezes abre portas pra molecada mais cagona. bom, mas voltando ao janjão. tava pensando no janjão esses dias. estava lá eu sentado, de camisa social e calça jeans, numa mesa dessas de almoço numa praça de alimentação de prédio de firma. esses com mil mesas iguais. foi aí que me veio a imagem do janjão. o sol brilhava lá fora. nenhuma nuvem no céu. eu não tinha nenhum trabalho na mesa. nada. e ali, naquele momento, com o sol batendo na minha perna, pensei no janjão. é, no janjão. fiquei imaginando o que o janjão faria se eu falasse: "ô janjão, olha esse sol... duvido você largar tudo e ir para a praia agora!" e lá se foi o janjão. grande janjão.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

três pensamentos do dia.

- tenho quatro graus de miopia. quatro. que só fui descobrir quando tinha uns 16 anos de idade. acho que vou entrar na justiça para mudar todas as minhas notas de matemática antes disso. afinal, eu não conseguia ver picas que estava escrito no quadro e não sabia.

- tem um post-it colado na quina do meu computador desde 1999. vou pedir meu dinheiro de volta. post-it que não desgruda tá com defeito.

- quem é que tem uma língua maior: einstein ou o gene simmons do kiss?

deixei cair iogurte na calça jeans.

era a última colherada das grandes. colher cheia apontada pra boca aberta. e no meio do caminho, lá se foi uns 8ml de iogurte para calça. bom, depois de ver a bosta, terminei o iogurte e fui para o banheiro jogar uma água. entre a cozinha da agência (o local do acidente) e o banheiro, fui calculando os "prós" e os "contras" de jogar água na calça. o que era melhor: ficar com a calça cagada de iogurte ou ensopada de água? decidi sentar na pia e com uma mão no formato de concha e desviar o fluxo da torneira para a calça. acho que exagerei, pois a calça, meia hora depois ainda estava molhada, azul escura, não mais surrada. voltei para a cadeira e não levantei mais. preferi ficar pregado na cadeira a explicar que não estava sofrendo de incontinência urinaria. meia colher de sopa de iogurte de mel com laranja e cenoura é suficiente para foder a sua manhã inteira. entre a colher de iogurte que caiu na minha calça jeans e a calça secar depois de ser lavada na pia, foram uns oitenta minutos. detalhe: deixei cair iogurte na calça jeans na altura do zipper. no único lugar aberto a duplas interpretações. não caiu na canela, não caiu na coxa, caiu ao lado do zipper. a dois dedos do zipper. ali, no único lugar que gera piadas e comentários engraçadinhos. "erick, você mijou nas calças?" "não, comi iogurte!" "erick você mijou nas calças?" "não, comi iogurte!" nunca imaginei que meia colher de sopa de iogurte de mel com laranja e cenoura rendesse tanto. o iogurte é bom? é bom. mas é denso, tem pedacinhos de cenoura e coloração artificial de laranja. aquele laranja que arde a vista. laranja de lápis de cor de criança hiperativa. por isso é provavelmente uma das coisas mais difíceis de remover ao olho nu. agora, que secou, por exemplo, parece que um pombo cagou na minha calça. pombo fêla da puta. a partir de agora, iogurte só de canudo ou com a calça enrolada em papel toalha. só assim.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

sete "prefiros"

- prefiro ficar preso no elevador do que no trânsito.

- prefiro esperar uma mesa num restaurante do que minha vez no dentista.

- prefiro acordar achando que é segunda quando na verdade é sábado, do que acordar achando que é sábado quando na verdade é segunda.

- prefiro bala juquinha do que trufas de chocolate godiva.


- prefiro frio do que calor.


- prefiro mandar alguém pro caralho com o "farol alto" do carro do que com a "buzina".


- prefiro pegar chuva sem guarda-chuva do que pisar em bosta de cachorro.

massacres, espetos e galinheiros.

você já parou pra pensar no número de galinhas que são sacrificadas para você comer uma porção de coração num rodízio? caráio. é galinha que não acaba mais. cada espeto do garçom é um galinheiro. inteiro. e dos grandes. se as galinhas tivessem uma biblioteca, você encontraria lá-- milhares de livros documentando esse massacre. incluindo o ritual. começando com o abate. seguido pelo corte. passando pela brasa. até os corações serem fincados no espeto da churrascaria. sinistro. se as galinhas tivessem um galo chamado joão kleber-- ele passaria as noites fazendo denúncias na tv. e, se as galinhas tivessem um jornal tipo "o povo", todos os dias ele chegaria nas bancas-- com fotos de espetos de coração estampados na capa. com manchetes em letras garrafais do tipo: "massacre!!!" ou "bem-passados!" ou ainda "mastigados com sal grosso!" mas, como as galinhas não tem uma biblioteca. não têm um programa como o do joão kleber, e principalmente-- não têm um jornal como o "povo"-- eu estou tranquilo. vou continuar frequentando as churrascarias-- e acenando freneticamente para o carinha que serve o coração. sem dramas. com a minha consciência limpa. é. e falando nisso, tomara que o pessoal do galinheiro tenha tido um bom dia hoje. tô aqui torcendo que as galinhas tenham tido a chance de conversar bastante hoje. e-- se despedir uma das outras. é. porque depois desse papo de coração de galinha, fiquei com vontade ir a churrascaria hoje. hoje vai ter mais um massacre no galinheiro.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

três pensamentos do dia.


- comi sorvete de queijo esses dias. sensacional. estou esperando sair o sorvete de presunto para pedir uma bola de cada no mesmo copinho. é o misto frio.

- tenho medo de cachorro. me cago de medo. acho que fui um carteiro em outra encarnação.


- vou tatuar um mapa de são paulo na palma da minha mão esquerda. sempre erro os caminhos e tenho que parar o carro pra checar o guia. não fódi.

puxar conversa com um sujeito que está escovando os dentes, num shopping lotado e num casamento que você só conhece o primo do amigo do noivo...

dia desses, acho que foi ontem, entrei aqui no banheiro da firma e, sem pensar entrei numas de puxar assunto com um amigo que estava lá escovando os dentes. um erro. mas um erro daqueles bem básicos. não se puxa assunto com alguém que está escovando os dentes. não funciona. não dá pra conversar com a boca cheia de espuma. meu amigo acenou pra mim como quem diz "não fódi, não tá vendo que está escorrendo pasta de dente pelo meu queixo?" e continuou a escovar os dentes. quer ver outro negócio que eu acho engraçado, curioso, é conversar andando num shopping lotado. sabe, aquele sabadão em que todas as famílias do mundo resolvem ir ao shopping circular? então, taí um lugar que não é lá muito apropriado para conversar. volta e meia me encontro nessa situação: lado a lado de um amigo ou da minha mulher conversando em pleno movimento. sabe o que acontece nessa situação? você sempre, mas sempre, sem qualquer sombra de dúvida acaba conversando com um estranho. é, porque num shopping cheio, com pessoas andando em velocidades diferentes, sua mulher (ou você) sempre terá que desviar de alguém e, quando você responder uma pergunta qualquer, quem estará alí ao seu lado, será um completo estranho. sempre acontece, você fala algo como "não amor, acho que sua mãe tem toda razão!" para um cara com cabeça raspada e um brinco na testa. portanto evite conversas longas em shoppings cheios. e finalmente, outro lugar para evitar puxar uma conversa é o casamento de um cara que você não conhece assim tão bem. aquele casamento que você só foi porque a mulher era muito amiga da sua. outro erro básico. taí uma conversa impossível de fugir. uma conversa que não desenvolve nem a caráio. você tem que parar o garçom umas seis vezes para encher sua taça de pró-secco só para manter o papo mais ou menos vivo. pronto: três exemplos de lugares não tão bacanas para se conversar. vai por mim, quer comversa com alguém, prefira o bar. sempre o bar. sempre.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

quatro pensamentos do dia.

- existe um bar em são paulo que serve cerveja guinness em formato de picolé.

- existe um bar em st. louis que serve batatas fritas com um potinho com guinness dentro pra você molhar.

- me cago de medo de injeções e vacinas, mas acabei de marcar uma consulta com a acupunturista.

- "meu nome é erick, e não como no mcdonald's há 238 dias. (snif- emocionado)"

e se você pudesse viajar numa máquina do tempo...

primeiro, o que ela seria? seria num carro modernoso como no "back to the future"? seria uma cápsula zambers makers de titânio? bom, como eu não entendo picas de carro, faria a minha num sofá. é, um sofá. daqueles bem confortáveis. e, no lugar do controle remoto da televisão, teria lá, sobre o braço do sofá, um controle remoto pra ditar o destino. agora, pra onde? pra onde ir? o primeiro lugar que eu iria é para hoje de manhã. tudo para evitar entrar no elevador que eu peguei hoje. esperaria pelo próximo. não fodi. tava cheio pra cacete e o tiozinho que estava lá dentro-- estava com as subácas vencidas, puta cecê escroto, fiquei com os olhos lacrimejando. meu segundo destino seria viajar até a minha sexta-série na escola. párada rápida, só pra dar um pescotapa num professor de algebra chato pra cacete que cagava regra e sempre me fodia com provas surpresas. minha terceira parada seria no pátio da escola na primeira série pra tomar coca-cola de máquina e jogar bola sem perder o ar. minha quarta parada seria pra hoje antes do almoço, ou melhor dois minutos antes do almoço. eu escolheria um prato diferente pra comer. o que eu escolhi estava uma bosta. depois iria para 1981. só pra assistir o jogo do flamengo em tóquio contra o liverpool. e, depois, quem sabe, uma viagem para o futuro, mais precisamente para sexta-feira, sete e tal da noite.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

três pensamentos do dia.

- não existe pizza morna. só existe dois tipos de pizza: a que queima o céu da boca e a fria com queijo duro.

- o barbeiro lá da rua perto da minha-- é careca.

- o tamanho do cachorro-quente cresce de acordo com a idade do aniversariante.

três pessoas no restaurante.

sempre que vou ao restaurante, tenho o costume de observar as pessoas que estão ao redor. coisa rápida. um pouquinho aqui, um pouquinho alí. ontem, por exemplo, meu almoço foi marcado por três pessoas. três figuraças. a primeira delas: estava sentada no fundo, umas quatro, cinco mesas atrás. era um pai muito louco, muito raivoso. não sei o que a filha dele fez, mas levou o maior esporro que eu já vi alguém levar na vida. o restaurante parou. um garçom derrubou os talheres que carregava na bandeija. a menina abriu o berreiro. segundos depois, o cara se levantou e foi lá pra fora, fumar um charuto. fazia um estilo metade marlon brando final de carreira, metade antônio fagundes "carga-pesada". a segunda pessoa: bom, a segunda pessoa foi um pai que abriu um livro com partituras e letras de musicas infatis e resolveu cantar para o filho. ele não cantou como uma pessoa comum faz ao escutar uma música conhecida no rádio. o fêla da puta tinha uma voz mais grave que a do plácido domingo. e cantou em inglês, em italiano e em português, para o filho-- que só não implorou pra ele parar porque tinha um ano de idade e ainda não sabia falar. cantou duas vezes "oh, susana! não chores por mim..." bom, a terceira: a terceira pessoa foi um carinha que chegou com uma mulher no primeiro encontro dos dois. afirmo com todas as letras que era o primeiro encontro porque o carinha estava tenso, e a menina muito arrumada. mas não arrumada de "chique". muito arrumada no sentido de que passou horas se arrumando para parecer que não tinha passado horas se arrumando. sentaram na mesa ao lado. ela pediu uma salada, ele um hamburguer pequeno. ele se levantou para ir ao banheiro, ela aproveitou para ver se tinha alface nos dentes. ele se ofereceu para pagar a conta. ela, insistiu em dividir. ele abriu a porta do restaurante antes que a hostess pudesse fazer o mesmo. pedimos a conta. e, enquanto assinava o cartão, pude notar, meio de rabo de olho, um fêla da pulta me observando lá do canto do restaurante. acho que, como eu, também estava observando as pessoas. quem sabe não está escrevendo algo parecido agora. fêla da pulta.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

três pensamentos do dia.

- para quem as pessoas perguntavam as coisas antes do google?
- pingüins não encalham nas prais brasileiras. tudo faz parte de um plano para resgatar os que estão em cima das geladeiras.
- dia desses uma formiga apareceu na mesa do café e avançou na minha torrada. não fodi. petelequei a fêla da puta pra bem longe. não basta partir pra cima dos doces, ainda vai se intrometer na minha torrada com manteiga? não fodi.

sempre.

sempre olho umas dez vezes para o fogão para ter certeza que eu fechei a porra do gás depois de fritar o ovo.
sempre chego atrasado 8 minutos na consulta do dentista.
sempre faça a barba começando pela maçã direita do rosto.
sempre peço coca sem uma rodela de limão.
sempre recebo o carro por último no serviço de valet, mesmo tendo sido o primeiro ou segundo a entregar a caráia do papelzinho.
sempre chego atrasado no trabalho sexta-feira.
sempre esqueço de cortar as unhas dos pés.
sempre piso em bosta de cachorro.
sempre derrubam coca cola na mesa do restuarante que eu estou jantando. e é sempre no lugar da mesa oposto ao que eu estou sentado.
sempre leio o jornal de trás pra frente.
sempre leio a veja do meio para os lados.
sempre sento no corredor. no cinema e no avião.
sempre coloco cinco gotas gordas de adoçante no café.
sempre fica doce demais.
sempre falo pra o garçom da churrascaria "só a casquinha da picanha". e o fêla da puta coloca a picanha quase inteira.
sempre como um pão de queijo gigante da padaria sábado de manhã.
sempre queimo o céu da boca.
sempre abro a porta do elevador com pressa e derrubo a tiazinha que mora no primeiro andar do prédio.
sempre vou ao supermecado da esquina comprar 2 pães franceses e volto com 4 e 200 gramas de pão de queijo, patê, sorvete, cerveja, iogurte e mango chutney.
sempre ligo para tentar cancelar alguma tarifa que o banco quis me foder e depois de esperar 38 minutos escutando musiquinha, desisto.
sempre ligo uma segunda vez. e também desisto.
sempre assisto o jornal das 10.
sempre peço a mesma carne no mesmo restaurante, uma vez por semana e a mesma garçonete pergunta como é que eu vou querer a carne.
sempre que começo uma caráia de cagação de regra dessas, não sei como acabar.
sempre.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

dois pensamentos do dia.

- pra que caráio de lugar vão todos os canudinhos de toddynho que não vem nos toddynhos que eu compro lá em casa?

- o queijo minas lá de casa, de acordo com as letras miúdas da embalagem, é fabricado no rio de janeiro.

frentistas.

não sei onde estaria se não fossem os frentistas dos postos de gasolina. sempre me perco. sempre estou perdido. tenho uns 6 caminhos decorados na minha cabeça e só. o da ida pro trabalho. o da volta (eu vou por um caminho e volto por outro). o de 2 shoppings. o caminho para o bar espírito santo . e o do supermercado. é complicado. muitas vezes marco de encontrar pessoas e não chego. ou chego tarde. chego na hora do cafézinho. e geralmente quando ele já está frio. costumo sempre andar com um olho nas placas e outro nos postos. quando começo a desconhecer os destinos que aparecem nas placas: minas gerais--salvador--panamá, é hora de entrar no posto. frentista é muito melhor que taxista pra ensinar caminho. taxistas preferem os caminhos mais longos e em bandeira 2 (mas isso já e uma outra história). hoje, logo pela manhã, por exemplo, me perdi no morumbi. puta bairro complicado. é tudo igual. e não tem como voltar. errou? siga até a fronteira com a eslovênia e faça o retorno. é foda. e é cheio de motoristas nervozinhos com uma mão na buzina e e outra pra fora da janela--fazendo o sinal de piróca com o dedo. um frentista me salvou. sentiu o leve desespero nas minhas palavras. primeiro ele coçou o queixo, e depois fechou o olho direito enquanto mandava algum neurônio buscar a informação-- e pimba-- me mandou no caminho certo. alguns países não têm frentistas. têm maquininhas. você passa o cartão e enche o tanque. não poderia nunca morar na inglaterra, por exemplo-- nada contra os ingleses. é que lá não tem frentistas. e eu não sei onde estaria se não fossem os frentistas dos postos de gasolina.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

3 pensamentos do dia.

- como explicar para uma criança que se ela experimetar uma barra de chocolate ao leite, ela corre sérios riscos de nunca mais olhar para uma folha de alface?

- será que o golfinho do sea world japonês ganha um sashimi após executar um truque certo?

- o que faz um ser normal parar tudo que está fazendo para assistir "hebe"?

a teoria do calor que molha as subáca e do frio que arrepia a nuca.

tem um negócio que eu venho observando desde o ginásio. passando pela faculdade. até hoje, na empresa que eu trabalho. é um negócio sério e no mínimo curioso. é o simples fato de que nesses ambientes fechados, ou está sempre um calor du caralho ou um frio do cacete. calor do caralho ou frio du cacete. nunca meio termo. a temperatura nunca é bacana. é um fato. ou você está com as subácas suadas em pleno funcionamento-- como se fossem usinas nucleares prestes a explodir ou está arrepiado de frio. é mais ou menos assim que funciona: você colocar uma roupa para o trabalho. alguma coisa básica, que funcione tanto para o frio como para dias de calor. bom, aí, ao entrar no escritório ou na sala da faculdade tudo parece bem. eu disse parece. porque aí, meu amigo, é só você baixar a guarda, achar que está tudo certo, relaxar , para a onda de calor cair sobre você. como um elefante obeso lançado de um helicóptero no seu colo. os poros abrem, você fica com os cantos da testa molhados e uma sensação estranha de que aquilo é só o começo. aí você pensa, pensa e pensa mais um pouquinho e resolve ligar para o tiozinho da manutenção. "tá fervendo aqui dentro pourra!" e o tiozinho, sempre educado rebate "pode deixar que eu vou aumentar o ar." aí, só pra te foder, pra fazer você pensar duas vezes na próxima vez antes de ligar, o tiozinho da manutenção coloca o ar condicionado no máximo. a lá "marcha dos pingüins", frio suficiente pra congelar a sáca, a ponta do nariz e das orelhas, nessa ordem. segundos depois, a mulherada do escritório começa a gritar de frio, umas choram, outras se recusam a trabalhar. resultado: "desliga a caráia desse ar, seus bando de fêla da puta." e lá vem o calor de volta. não tem jeito. se você parar o que está fazendo agora para tentar lembrar um poquinho, você vai ver. foram centenas as vezes em que você suou bicas na escola porque estava quente e uma menina se recusava a ceder. ou, estava um frio du caralho, seu cérebro congelou e você não conseguia sequer mover os braços para assinalar "a" ou "b" na prova de múltipla escolha. a teoria do calor que molha as subáca e do frio que arrepia a nuca. não sei porque, mas nunca, nunca, estive num lugar que conseguiu atingir o ponto de equilíbrio perfeito. não fodi.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

três pensamentos do dia.

- se programas como "friends" não tivessem aquelas risadas pré-gravadas, será que as pessoas saberiam a hora certa de rir?

- encontrei um caderninho de telefone antigo. nenhum número existe mais. ele é da época pré-celular e pré-telefone com 8 dígitos.

- quem foi que comeu aquele pedacinho da maçã do logo da "apple" que está faltando?

tem uma tartaruga lá em casa. ou, lições de uma tartaruga que na verdade é um jabuti.

na verdade é um jabuti. ou pelo menos foi isso que o carinha da loja me disse quando apareci lá atrás de ração. tartaruga nada, mergulha. jabuti afoga. bom, e foi observando o jabuti lá de casa que eu comecei a pensar como é que deve ser a vida desses caras no habitat natural deles. o que é um atraso para um jabuti? "desculpa, chegar atrasado 4 horas, é que eu fiquei preso no trânsito..." o que é um jabuti veloz? quanto tempo leva para um jabuti atender o telefone? imagina o jabuti sentado no sofá assistindo a novela e o telefone toca na cozinha. o fêla da puta tem que levantar, e caminhar até a cozinha. e, meia hora depois, atende. o jabuti lá de casa é uma aula de como viver a vida. não se estressa. não corre. não pula. o fêla da puta dorme pra cacete, mas também dá seus passeios pela casinha dele. sempre na boa. sem essa correria ditada por alarmes e relógios que fazem "bip, bip" a cada meia hora. não sei se você tem um jabuti na sua casa. se não tem, deveria comprar. acho que faz bem. dia desses cheguei em casa derrapando com pressa para não sei o que. e, quando vi, estava lá eu, em pé traçando um prato de comida quase fria. olhei de canto de olho para o jabuti. e lá estava o fêla da puta comendo em slow motion. comendo, não. degustando, saboreando sua comida. cagando para o fato de se tratar ração seca, desidratada. o caráio do jabuti mordia cada pedacinho da ração como se fossem camarões ao catupiry. e foi aí que eu resolvi esquentar a porra do meu prato direito, sentar na mesa e comer devagar. como o jabuti. no mesmo estilinho. sem estresse. rilécs. jabuti style. graças ao exemplo do jabuti. compre um. pode mudar a sua vida.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

uma frase ouvida num restaurante argentino...

"como no hay carne se hay pastel de carne?"

três pensamentos do dia.

- toda mãe sabe pelo menos três nomes de remédio para tosse.

- nenhum biscoito chinês vem com uma mensagem do tipo: "fica esperto que hoje seu dia vai ser uma merda!"

- porque ter dois carros se você só tem uma bunda. ou, porque um casal tem três carros, se só tem duas bundas.

que caráio as pessoas faziam antes da internet?

a internet caiu hoje aqui na agência por uns 3 minutos. talvez cinco. garanto que não foi mais do que isso. mas confesso que pareceram uns 40. não sei você, mas pra mim é complicado trabalhar sem saber que caráio tá acontecendo lá fora no mundo. será que um transatlântico carregado de petróleo afundou perto do litoral da ucrânia? será que o ronaldinho foi flagrado dando umas beijocas em outra modelo? será que o lula foi pego com maços de dinheiro na cueca dele também? e por aí vai. e a caceta do email? pourra, será que alguém está me escrevendo? será que tem algum email cruzando o oceano a caminho da minha caixa de entrada? hein? hein? e foi pensando nisso, nessa falta de internet, que eu comecei a pensar como era a vida das pessoas antes da internet. ou melhor: que pourras as pessoas faziam quando não existia a internet? elas ficavam olhando pela janela, pensando na vida? ficavam olhando umas para as outras? jogavam buraco? truco, paciência? ou será que, ao lado do computador tinha uma mesa de ping-pong? será que as pessoas ficavam fuçando a enciclópedia? experimente ficar uma meia hora sem acesso à internet e principalmente ao seu email, você também vai começar a pensar nisso. que caráio as pessoas faziam antes da internet?

terça-feira, janeiro 31, 2006

três pensamentos do dia.

- uma camiseta amarela não combina com nada.

- quando um cachorro nasce, a mãe dele fala no ouvido dele: "a partir de hoje, você tem um objetivo na vida: vai fazer bastante cocô na rua para as pessoas pisarem a caminho de casa!"

- a mulher do caixa rápido (até 7 itens) lá do supermecado ao lado da minha casa, é muito devagar. acho, só acho que ela sofre do "mal de slow motion". coitada.

não quero cagar regra...

- mas não custa nada dizer que toda terça-feira passa mais devagar que uma quarta.
- pessoas não deveriam segurar a porta do elevador para desconhecidos quando o elevador está cheio.
- ninguém, nem sob ameaça de morte, deve entrar no elevador antes que as pessoas que estão dentro saiam.
- se você chega no seu prédio, e ao entrar na garagem depara com um carro que está saindo, deve ser ele, o carro que está saindo que tem que dar a ré para deixar você entrar. afinal, quem está no meio do trânsito prestes a ser enrabado por um ônibus em alta velocidade é você e não ele.
- a mulher que fala o tempo no jornal nacional deveria ser responsabilizada quando ao errar a previsão do tempo três vezes seguidas.
- se o ticket que você recebe não passa de 15 reais, porque um almoço no prédio que você trabalha sempre passa de 30?
- se a mesa vai demorar mais de 30 minutos pra ficar livre no restaurante, porque dizer que em 10 minutos ela estará livre? ou a clássica: "ah, tem um casal que já pediu o café, depois é só limpar a mesa que é sua!"
- pessoas que falam no cinema deveriam ser presas sem a oportunidade de responder o processo em liberdade.

você já notou...

você já notou que tem um tempinho que não escrevem uma música nova na mpb? não sou muito fã de mpb, mas curto. e tem uma coisa engraçada sobre mpb que eu venho notando tem um tempinho já e nunca escutei ninguém comentar. que coisa engraçada é essa? bem, não é assim tão engraçada, está mais pra curiosa: é o fato desses intérpretes da mpb estarem cantando/interpretando as mesmas músicas desde 1960. caráio, tem sempre uma versão de "garota de ipanema", "encontros & despedidas", "desafinado"... e por aí vai. não fodi. pau no cu. acho que chegou a hora desses caras sentarem o rabo na cadeira e escreverem coisas novas. ou assinar a porra de um papel concordando em nunca mais interpretar essa ou aquela música. caceta, como é que deixam um sujeito interpretar pela milésima vez "sandália de prata"? só isso. sem dramas.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

três pensamentos do dia.

- a bola de futebol é praticante do sadomasoquismo.

- vó é uma mãe que não esconde os doces da casa.

- quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? quem veio primeiro, o ovo mexido ou o nuggets de frango?

a teoria das aulas de algebra.

sempre me fodi com algebra. sempre. meus pais sustentaram a família de uma professora particular por uns sete anos. véspera de prova, era sempre a mesma coisa: "liga pra professora e marca uma aula, ou melhor marca duas..." e lá ia eu, cheio de esperanças de pelo menos passar de ano. devo ter passado raspando umas 4 vezes. o que nos leva a teoria das aulas de algebra. hoje, longe das salas de aula, cheguei a conclusão que nenhuma daquelas equações tinham soluções. nenhuma. elas foram feitas para sustentar professoras particulares e professores das escolas. é um grande esquema. uma mina de ouro. foi mais ou menos assim que aconteceu: um dia, professores de escolas e professores particulares se encontraram para uma reunião secreta. uma reunião com um único objetivo: como arrancar dinheiro de pais desesperados e filhos prestes a repetir de ano. e assim nasceu a algebra. é, meu amigo, algebra não faz sentido, nenhum problema de algebra tem solução. é mais ou menos assim que funciona: os professores das escolas passam problemas de algebra impossíveis de serem solucionados. aí, você se fode na hora de fazer o dever de casa e procura o professor particular. bem, esse professor, já tendo combinado tudo com o professor da escola, finge resolver os problemas pra você. aí, você finge entender. vai para a escola e faz a prova. aí, meu amigo, daí pra frente é o seguinte: os professores particulares ligam para a escola e passam a lista dos alunos que fizeram as aulas particulares. com essa lista em mãos, os professores da escola deixam esses alunos passarem. mas, raspando para que eles não fiquem se achando inteligentes o suficiente para abandonar as aulas. e, numa reunião que acontece todo fim de mês, os professores particulares repartem a grana com os da escola. o que foi? ficou puto que só descobriu isso hoje? eu também. fazer o quê? esse é o sistema. a teoria das aulas de algebra. uma matéria que não existe, não faz sentindo, mas faz uma fortuna para os professores.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

três pensamentos do dia.

- se o urso já hiberna durante uns seis meses direto no chão duro da caverna, imagina se ele tivesse um colchão.

- se o bicho da seda falasse, poderia negociar um bom salário por todas as camisas e vestidos que já ajudou a produzir.

- onde é que o vaga-lume recarrega a lampadinha do rabo?

a teoria do drive-thru.

que caráio tem de errado com o microfone do drive-thru do mcdonald's? não estou falando de um mcdonald's em particular. todos os drive-thru's do universo são iguais. no brasil, nos estados unidos até no japão. a mulher ou o carinha que fala lá do outro lado fala uma língua de outro planeta, sempre com um chiado estridente. e você, bem, por algum motivo, tudo que você fala, o cara tem uma dificuldade do caráio de entender. é como se por alguns minutos, dois seres (você e o funcionário do drive-thru) desaprendessem a comunicar como duas pessoas que dividem espaço no mesmo planeta. pedir um quarteirão com queijo sem picles é uma tarefa mais difícil que desarmar uma bomba nuclear em russo. o cara pede pra você repetir a porra do pedido e você repete e repete e repete. ele fala alguma coisa no alto falante que você pretende entender e pimba: segue em frente torcendo loucamente para o fêla da puta ter acertado o seu pedido. é uma aventura. um drama. é emocionante. fico imaginando como é que deve ser a contratação desses funcionários de drive-thru: "hmmmmm, você me parece ser um rapaz muito bacana, mas não sei, sua voz é muito boa, sua dicção é perfeita. a gente está procurando alguém que fale baixo e abafado! próximo!!!" ou é isso, ou a porra do mcdonald's desenvolveu a caceta da caixa de som do drive-thru dessa maneira de propósito. porque, só assim, eles podem enfiar uma caráiada de produtos no seu saco de pedidos sem você ter pedido. aí meu amigo é morder o quarteirão com queijo no caminho de casa e rezar para não encontrar um picles verdão no meio do caminho. não fodi, drive-thru.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

três pensamentos do dia.

- porco espinho também sofre de calvície?

- o sonho de toda girafa é dirigir um carro conversível.

- o sonho de todo canguru é comprar um par de nike shox para absorver o impacto.

coisas que sou contra.

- sou contra sorrir numa foto só porque é uma foto. e se eu estiver puto na hora da foto? hein?
- sou contra dar din din para o entregador do jornal no fim do ano. como é que ele vai saber quem eu sou? ele entrega 100 jornais no meu prédio.
- sou contra margarina.
- sou contra diet sprite. é ruim.
- sou contra alcatra, perdiz e cupim. nunca vi ninguém pedindo numa churrascaria.
- sou contra copo com gelo e limão. quem disse que isso tem que ser lei para o resto da vida? não consigo nunca um copo só com gelo. não fodi.
- sou contra farol alto.
- sou contra mesa de bar com mais de 4 pessoas.
- sou contra equação de segundo grau. levei um ano para aprender essa porra e nunca precisei usar na minha vida.
- sou contra ovo frito com a gema dura.
- sou contra parar o carro na rua.
- sou contra usar talão de cheques. demora.
- sou contra restaurantes que não servem café na mesa. fazem você tomar em pé num balcão para liberar a mesa. não fodi.
- sou contra pegar o último pão de queijo na padaria.. ou está frio ou duro.
- sou contra colarinho com mais de dois dedinhos.
- sou contra dar bom dia para todas as pessoas que você vê depois que acorda. e se você não estiver de bom humor?
- sou contra azeitona em qualquer prato.
- sou contra toddynho quente.
- sou contra caipirinha de graviola.
- sou contra o vasco da gama.
- sou contra halls uva verde. uma das piores balas de todos os tempos.

quarta-feira, janeiro 25, 2006

três pensamentos do dia.

- vou começar uma empresa de turismo que organizará tours para visitar todos as cozinhas de restaurantes de são paulo que têm a placa "visite a nossa cozinha!"

-porque couve-flor não é tão gostso como chocolate?

- se vacas falassem, você continuaria devorando hamburguers?

o sabor mais gostoso do mundo.

milkshake de ovomaltine do bob's. pronto. taí a resposta. e não me venha cagar regra dizendo que a picanha da churrascaria tal e tal é melhor, ou que o camarão com catupiry da sua vó, o pavé da sua tia, o brigadeiro de panela da sua irmã... não me venha querer discutir esse resultado. porque isso já está registrado em cartório e não tem volta. o milkshake de ovomaltine do bob's é sem dúvida nenhuma, sem discussão, o sabor mais gostoso do mundo. aposto que se você pegar os mlehores e mais renomados chefes de todos os continentes e servir um copão de milkshake de ovomaltine pra eles-- todos vão concordar comigo. vai, chama o pessoal do guia michelin, o bob's vai ganhar as três estrelas que os franceses se matam para conseguir. dia desses comprei um milkshake desses e tomei o fêla da puta em slow motion. uns 8 segundos depois o copo estava vazio. enquanto ao fundo, a atendente do bob's gargalhava como se tivesse dominado o mundo. volta e meia quando vejo minha mulher pedir um milkshake num restaurante, tento argumentar que pedir um milkshake é desperdício. que ao invés de beber sete bolas de sorvete em grande goles, é mais proveitoso, comer o sorvete com uma colher média. só assim ela poderá apreciar aquelas mil e tantas calorias. mas essa teoria não funciona para o milkshake de ovomaltine do bob's. agora, se você, não concorda comigo, das duas uma: ou você nunca tomou um milkshake de ovomaltine do bob's ou vou nunca tomou um milkshake de ovomaltine do bob's. vai por mim, sem putaria, não existe sabor mais fucking fuckers em toda a galáxia.

vale.

vou abrir um restaurante chamado "vale". o nome "vale" vem do troco que eu recebo todos os dias nos restaurantes que freqüento para almoçar. não sei se é assim no lugar que você trabalha. mas aqui no prédio, não importa se são dez centavos ou dois reais de troco. a muié do caixa olha pra você com pena e aperta um botão "x" da maquininha dela. assim que ela aperta, você já sabe o que vem: a porra do vale. essa invenção maldita de troco de papel que so vale naquele restaurante. a maquininha cospe quase um metro de papel. a mulher assina frente e verso, pede para o gerente do restaurante assinar com três canetas diferentes, pede o seu endereço, o da sua mãe, tira suas impressões digitais e pimba: entrega na sua mão aquele símbolo do desperdício que você nunca mais vai usar. bom, e como eu não posso fazer nada para acabar com a caráia do vale, vou abrir um restaurante. como já disse lá no início, chamado "vale". não vou aceitar ticket, cartão de crédito, muito menos dinheiro. só vou aceitar vale. eu sei que eu não vou fazer nenhum lucro. é tudo parte de uma vingança. e você sabe, vingança nunca sai barato. é a minha maneira de mandar todos os outros restaurantes a merda. porque se eles achavam que tinham essas pessoas amarradas neles para o resto da vida por esses vales de bosta, se foderam. todo mundo vai gastar o vale no meu restaurante "vale". assim que abrir, coloco aqui o endereço.

terça-feira, janeiro 24, 2006

quatro pensamentos do dia.

• se as baleias fizessem dieta não encalhariam nas praias.

• picolé de uva da kibon tem gosto de tudo menos de uva.

• troco o carnaval por folga durante a copa.

• minha professora de matemática da quarta série usava decotes profundos, bem profundos. ninguém nunca, nunca, se atrasava, apesar da aula dela ser logo após o recreio.

a maior invenção de todos os tempos.

não, não foi a roda. não foi o automóvel, o aparelho de raio-x, o antibiótico, o computador, porra nenhuma. a maior invenção de todos os tempos é/foi o ar-condicionado. é, o ar-condicionado. meu amigo, com o aquecimento global, as calotas polares indo pro caralho-- tudo que nos resta é o ar-condicionado. se, por algum motivo, um ladrão entrasse numas de levar o meu ar-condicionado, eu ofereceria as chaves do meu carro, um rim e um naco do meu fígado, sem pensar duas vezes . sem sacanagem, existe coisa melhor do que entrar num quarto domado pelo ar gelado? existe coisa melhor do que mandar o calor tomar no cu? existe coisa melhor do que escutar o barulhinho do ar-condicionado enquanto as minhoquinhas do seu cérebro se deitam para dormir? não. fico imaginando como deveria ser a vida antes da invenção do ar-condicionado. o que as pessoas faziam? colocavam cubos de gelo nos bolsos? trabalhavam debaixo d'água com garrafa de oxigênio? é impossível imaginar um sujeito vestindo uma calça jeans e uma camisa de botões num prédio fechado sem ar-condicionado bombando. aqui, no prédio que eu trabalho, basta a temperatura cair meio grau para rolar pancadaria. dois carinhas da manutenção do prédio já foram presos como reféns até que resolvessem o problema. reza a lenda que o inventor do ar-condicionado se chama "carrier". ou pelo menos esse é o sobrenome do homem. do gênio. da lenda. acho que por exemplo, prêmios como o "nobel" deveriam mudar de nome para "carrier". todo país tropical deveria ter uma estátua desse sujeito em praça pública. as escolas deveriam ter livros, aulas, teses, mestrados em sua homenagem. para você ter uma idéia de como ele é importante, aposto que você não consegue passar uma noite sem ar-condicionado. vai lá, tenta. duvido. a maior invenção de todos os tempos. hoje, quando acordei e me vi lá, encolhido na cama com friozinho, comecei a pensar nisso. e foi, a caminho do trabalho quando me deparei com um termômetro marcando 38º, que cheguei a conclusão da magnitude dessa invenção. aumentei o ar do carro e limpei as lágrimas de emoção do rosto.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

três pensamentos do dia.

• se a mulher do tom cruise pede pra ele ajudar a abrir o vidro de palmito, será que ele escuta tocar ao fundo a trilha musical do "missão impossível".

• o caderninho telefônico de papel foi assassinado pelo celular.

• minha professora de educação física na escola era gorda.

o mullet do barbeiro.


sempre cortei meu cabelo em casa. é uma mistura de falta de tempo com o bom senso. afinal, tem já uns 5 anos que eu corto meu cabelo da mesma maneira. passo máquina 3 em toda a cabeça. é muito fácil fazer isso em casa. mais fácil até do que fazer a barba. mas-- hoje eu resolvi retornar ao barbeiro. sei lá--vai que eu venho fazendo alguma coisa errada esses anos todos. entrei, sentei e cinco minutos marcados no timer do meu casio-- pimba--ele levantou o plástico branco e me mandou para casa. tava pronto. não tinha chegado nem na página 4 da revista caras. justo quando eu tinha chegado na reportagem da giselle bündchen se pegando com aquele surfista. pelo espelho eu podia ver o barbeiro gargalhando em câmera lenta. "dinheiro fácil!"-- ele devia estar pensando. mas pelo espelho também pude ver uma outra coisa. pude ver o rabinho dele. o mullet que o fêla da puta usava. mullet é aquele rabinho de cabelo imortalizado pelo chitãozinho e pelo xororó. você acredita que a porra do barbeiro tinha um mullet. o cara era um barbeiro que usava um mullet. vou repetir: o cara era um barbeiro que usava um mullet. é mais ou menos o equivalente a um dentista desdentado. um alfaiate com as calças pescando siri, um psicólogo que fala sozinho. se não for pior. agora é que eu não volto a cortar o meu cabelo no barbeiro mesmo. não pelo dinheiro fácil que os caras ganham as custas do meu cabelo. mas por causa do mullet. não dá pra confiar seus cabelos nas mãos de um sujeito quem tem um mullet. nunca.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

três pensamentos do dia.

- se danoninho vale por um bifinho, porque ninguém come danoninho com uma porção de farofa de ovos e batatas fritas?

- Se nescau é "energia que dá gosto", se eu colocar no tanque do meu carro, ele anda?


- se te dessem 20% de desconto no carro dos seus sonhos, com a condição de que ele fosse lilás ou verde pistache, você compraria?

vou levar o cachorro da vizinha lá do prédio para assistir king kong.

você deve estar se perguntando, que caráio isso quer dizer. não sei se você já assistiu king kong. mas a história é bem simples: gorila gigante se apaixona por uma mulher e fica completamente louco por ela. no final do filme, como você sabe, o bicho é morto a tiros e cai lá de cima do empire state, espatifa no asfalto e morre bunitcho. agora, e o cachorro da vizinha? que relação ele tem com o king kong? bom, é que o fêla da puta é completamente pirado pelas pernas das pessoas. é ver uma pessoa se aproximar dele, para ele entrar numas de querer transar com a perna das pessoas. portanto: o cachorro está para o king kong, assim como as pernas das pessoas lá do prédio estão para a mulher do filme. é a mesma obsessão: um anima completamente pirado por um ser humano. que neste caso, são as pernas das pessoas lá do prédio. você tem que ver, o cachorro se faz de bobo, fica ziguizaguiando pela portaria à espera das vítimas. e, é só passar alguém com a cabeça em outro lugar, algum desavisado, para ele pular e agarrar a perna cheio de segundas intenções. mas, porque eu vou levar o cachorro para assistir king kong? é uma espécie de aula, aviso. quero mostrar para esse cachorro, as conseqüências de cultivar uma obsessão por um ser de outra espécie. que ele, assim como o king kong, corre sérios riscos de ser jogado lá de cima do prédio. sem dramas. é uma boa causa, se você pensar. antes que ele engravide a perna de um pedestre desavisado, vou sequestrá-lo-- e vou correr para uma sessão de king kong. é a única salvação. não fodi.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

3 pensamentos do dia.

- o que acontece no sábado para o jornal de domingo ser três vezes mais pesado do que nos outros dias da semana? eu, por exemplo, fiquei em casa sábado passado. não fiz nada.

- se um(a) menino(a) que você fosse apaixonado (a) quisesse assistir o filme rocky 3 (titanic-edição especial) quatro vezes por semana no dvd, você acabaria com ele(a)?

- o sujeito que inventou o post-it nunca mais na vida pode chegar atrasado ao um compromisso.

a teoria das invenções.

você já parou pra notar a diferença de um monitor de computador normal e um de lcd, tela plana, fininho, com uns 4 centimetros de largura? se você colocar uns sete monitores finos desses enfileirados, dá a espessura de um monitor comum. a diferença é monstruosa. e os celulares? lembra como eles eram grandes, coisa recente, uns 3 anos atrás? eram uns puta tijolos. cada celular pesava uns 3 kilos. bom, e de repente, começa a pipocar esses celulares que cabem no bolso pequeno da frente da calça. a teoria das invenções é bem simples. eu acho que isso tudo é uma grande conspiração. um grande esquema pra vender mais coisas. para nos manter trocando de produtos. sempre atrás de um novo. mais fino, "melhor", "revolucionário". um esquema para fazer, nós, os consumidores de palhaço. eu acho que quando vendiam aqueles celulares grandes, já existia a tecnologia para fazer os celulares menores. se der mole, já estava tudo inventado, num galpão grande em algum lugar. o mesmo com os monitores de computador, as televisões de plasma, o dvd player e por aí vai. até os ipods, esses fêla da puta têm tudo estocadinho. e, de dois em dois anos, seis em seis meses, cinco e m cinco anos, eles apresentam essas coisas como se fossem "novidades". vai tomar no cu. duvido que um carinha lá na sony de repente descobriu que a tv não precisava ser um trambolho: "e se a gente fizesse uma tv fininha, fininha?" se der mole, esse trambolho que existe atrás da sua tv não é nada, é só para te foder e fazer você pensar que ela precisa daquilo tdo. é um plano. assim, eu, erick, sou obrigado a comprar uma tv em 1990 e tal e um video cassete. anos depois, uma outra tv, agora, mais fina e um dvd player. é muito simples, se esses fêla das puta colacassem tudo no mercado de uma só vez, os caras teriam o maior prejuizo. afinal, seriam anos e anos sem lançar uma novidade. pau no cu. eu vou abrir uma cpi, uma investigação. e, de alguma maneira, vou provar que esses caras ficam entuchando esses produtos na gente, mesmo já tendo inventado essas tvs fininhas e similares. não fodi. a teoria das invenções.

terça-feira, janeiro 17, 2006

dois pensamentos do dia.

- se você estiver segurando um copo de leite achocolatado durante um terremoto, ele vira um milkshake?

- se eu quiser tomar champagne numa tulipa de cerveja, posso?


o problema de dormir com dois alarmes.

o problema de dormir com dois alarmes é que você sempre desliga um, pensando que o outro vai te resgatar mais tarde. mas o seu organismo não pensa assim. ele é traiçoeiro. assim que ele "vê" que você desarmou uma bomba, ele entra em coma profundo. lá em casa eu durmo com dois. e tenho perdido a hora constantemente nas últimas semanas. é como se meu corpo finalmente tivesse sacado como é que funciona esse esqueminha de dois alarmes. troquei a estação: não escuto mais notícias com o alarme. coloquei numa estação que toca músicas "sei lá". músicas "sei lá" pertencem aquele gênero musical que você não sabe ao certo que caráio é e que geralmente irrita. o segundo alarme é o de "buzininha", do tipo que faz "pí, pí, pí..." mas como eu já deixei bem claro aí em cima, já não me dá sustos como antigamente. uma vez eu escrevi aqui que eu tinha três alarmes na beirada da cama. o problema é que o terceiro alarme é aquele do relógio digital de pulso. aquele que apita tão baixo, mas tão abaixo que sequer afeta a minha respiração. hoje o primeiro alarme estava para 06:32 da matina. levantei 08:46. fiquei puto. vai tomar no cu. nada contra dormir mais umas duas horinhas. mas eu tinha compromisso cacete. nem me lembro da porra da música começar a tocar. como sempre, devo ter desferido um tapa de mão aberta inconscientemente, com a esperança da buzina do outro fazer os meus ouvidos sangrarem. bom, meu organismo se fodeu. vou comprar mais um alarme. e só de putaria vou colocá-lo bem longe. em algum lugar que meu braço não alcança. o problema de dormir com dois alarmes. faça como eu, compre mais um.

segunda-feira, janeiro 16, 2006

três pensamentos do dia.

- como é que a minha mãe encontrou o meu pai, se na época deles não existia telefone celular?

- seu eu fosse o lula eu faria a barba e deixava só o bigode. assim se ele resolvesse participar da re-eleição, ninguém iria ligar um lula com o outro. o lula que fez as merdas tem barba, o que não fez usa só bigode.

- será que bebês aprendem a falar mais cedo, com uns três meses de idade. mas passam mais um ano e tal fingindo só pra continuarem na mordomia do: "deve ser sono!? deve ser fome?!"

o relógio do chuveiro.

ganhei de presente um relógio de chuveiro. não é muito grande. é mais ou menos do tamanho de um palmo aberto. ainda não sei para que serve. se é para tomar banhos mais curtos ou simplesmente para decorar o chuveiro. é. porque chuveiro é chuveiro. não tem muito fru-fru. é uma barra de sabonete (que é geralmente branca), shampoo, condicionador e só. mas esse relógio deu um toque mais de 'ambiente'. valorizou o meu chuveiro. ele deixou de ser apenas um chuveiro. virou algo mais. já dá pra receber visitas no meu chuveiro. é só colocar as long necks de cerveja geladinha no lugar das garrafinhas de shampoo. as festas podem ser maiores. dá para acomodar mais hóspedes. é um apartamente completamente novo. meu apartamento agora passou a ser dividido em: cozinha, sala, dois quartos e o chuveiro. "onde você estava esse tempo todo erick?" "eu...eu tava no chuveiro." "mas a água tava desligada? caráio, e você tá vestido?" "lendo... eu tava lendo." "mas lendo, no chuveiro?" "é...aquele relógio lá pendurado fazendo 'tic-tac'... não resisti. tava lá lendo o verso da embalagem do shampoo. " "e...?" "bom, tô saindo para comprar um de outra marca, porque aquele eu já acabei."

sexta-feira, janeiro 13, 2006

"dotô, a gente pode ver o que pode fazer!"

sempre que uma pessoa falar essa frase pra você: "dotô, a gente pode ver o que pode fazer." meu amigo, você pode ter uma certeza, vão te foder. mas vão te foder bonito. exemplo: você entra num restaurante, dá uma olhada no cardápio e depois de ver tudo e não gostar de nada, você educadamente chama o garçom e pergunta: "fala campeão, será que daria pra você fazer um filé com fritas pra mim com uma farofinha de ovo? eu sei que não tem no cardápio e tal..." aí o garçom olha pra você e responde: "dotô, a gente pode ver o que pode fazer..." fo-deu! mas fodeu bonito. o garçom vai entrar na cozinha e falar: "olha, tem um mauricinho de merda na mesa 20 que não gostou de porra nenhuma do cardápio e pediu um filé com fritas com uma farofa de ovo." você pode ter certeza que o chef adorou saber que você, o cliente, não gostou de nenhum item do cardápio e vai preparar uma surpresa pra você. outro exemplo: você está com um problema com o encanamento da pia do banheiro de visitas do seu apartamento. você interfona pro porteiro e pergunta se ele não pode quebrar o galho: "fala zé, eu sei que essa não é a sua especialidade, mas será que não dá pra você dar um jeito no encanamento aqui do meu apê?" e com certeza ele vai responder: "dotô, a gente pode ver o que pode fazer." meu amigo, fodeu novamente. sua pia vai continuar quebrada. colada com fita isolante preta. hoje mesmo um taxista, simpático, chegou pra mim e disse: "dotô, a gente pode ver o que pode fazer." eu queria que ele fizesse um caminho mais curto para o meu trabalho, o fêla da puta inventou um zig-zag que acabou me fodendo. cheguei atrasado uns vinte minutos. fique esperto, fique atento. escutou a frase "dotô, a gente pode ver o que pode fazer", vem merda.

três pensamentos do dia.

- o headphone é um objeto bem egoista.

- depois de amanhã demora um mês para chegar. amanhã demora um dia mesmo.

- no verão, as pessoas derretem no rio de janeiro. elas podem até achar que não, mas elas estão derretendo de verdade. aquile não é suor. é parte do corpo que se desfaz com o calor.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

três pensamentos do dia.

• o big mac é megalomaníaco.

• titanic e king kong: dois sucessos de bilheteria que todo mundo já sabia o final antes de entrar na sala de cinema.

• será que cupim (o bicho, inseto) gosta de filé ao molho madeira?

o uniforme do prédio. ou, calça de moletom, havaianas e camiseta hering.

o prédio que eu trabalho tem umas seis mil trezentas e vinte e duas empresas. é algo por aí. talvez mais, talvez menos. mas eu acho que é mais. bom, do estacionamento até a minha mesa, esbarro com milhares de pessoas a caminho de suas respectivas empresas. e tenho o costume de observar o maior número possível delas. as pessoas, os crachás, o tamanho do salto, o terno, se a gravata está apertada, se o carinha do financeiro está suando, sapatos de bico fino, o peso dos laptops, pessoas bocejando e por aí vai. e, de depois de alguns meses observando essa galera cheguei a conclusão que alguma coisa está errada nesse prédio. são muitas firmas, todo mundo disputando espaço nos elevadores, nos restaurantes do subsolo, na garagem, no lobby. todo mundo meio estressado. mulheres se equilibrando nos saltos. homens suando as gravatas. cheguei a uma conclusão, um jeito de levantar a moral da galera. acho que o prédio poderia instituir um uniforme. é, como tinha na escola. quer trabalhar nesse prédio? então não fodi, só se for com uniforme. sem uniforme não entra. sai, salto alto e sapato carregado de graxa, entra sandálias havaianas. sai saia apertada de tecido preto/marrom claro e calça com pregas, entra calças de moletom. sai camisa social amarrada com gravata e terninhos justinhos das mulheres, entra camisa hering 100% algodão. no começo as pessoas podem estranhar um pouco, ficarem um tanto preocupadas com a aparência. mas depois relaxam. vai por mim. com o tempo todo mundo vai ver que todos estão igualmentes relaxados. e é aí que está a beleza do uniforme. as pessoas ficariam mais alegres, rilécs, as empresas produziriam mais. e todos trabalhariam felizes para sempre. só uma idéia.

quarta-feira, janeiro 11, 2006

dois pensamentos do dia.

- a conta de luz lá de casa deu quase duzentos mangos mês passado. quanto é a conta de luz do maracanã?
- será que o resto da barba fica com inveja do bigode que consegue mergulhar no choppe a cada gole?

mulheres e homens 3. observações.

- homem finge entender o que está errado com o carro quando dá alguma bosta.
- mulher não, nunca.
- homem não lembra do jantar marcado na casa da prima da amiga da mãe da namorada.
- mulher lembra alguns dias antes. uma semana em alguns casos.
- homem pede pro churrasqueiro picanha nobre.
- mulher "a casquinha da picanha"
- homem não sabe os meses dos outros 11 signos que não são o dele.
- mulher sabe todos os doze.
- homem chora de vez em quando ao final de alguns filmes. mas engole as lágrimas e diz "eu? chorando? não fodi!"
- mulher chora e não tem vergonha.
- homem passa filtro solar depois de 3 horas tostando na praia.
- mulher passa antes de pisar na areia.
- homem, se julgando macho, passa qualquer bosta no cabelo. o que tiver no banheiro, até sabão de coco.
- mulher lê o rótulo do shampoo antes de comprar.
- homem rasga a carta quando abre. e de vez enquando fodi o documento original de uma só via.
- mulher é mais cuidadosa.
- homem fica puto com qualquer jantar marcado entre 7 e 8 da noite.
- mulher fica puta com qualquer jantar marcado entre 10 e 11 da noite.
- homem não sabe programar um video cassete, mas não admite.
- mulher sabe que o homem não sabe programar o video casssete, mas finge que ele sabe só pra dar uma massageada no ego dele.
- homem já teria parado de ler esse textinho lá no quinto tópico.
- mulher é um tantinho mais paciente e, existe a chance dela ler até aqui.

terça-feira, janeiro 10, 2006

três pensamentos do dia.

- se a joaninha (o inseto) falasse, ela iria cobrar royalties do biquini vermelho de bolinhas pretinhas.

- será que o fêla da puta do garçom que se recusa a me servir chopp com menos espuma-- também bebe um chopp com tanta espuma na casa dele?


- se a giselle bündchen fizesse um ensaio para a playboy, a floresta amazônica acabaria.

o que acontece quando você pára de ler um livro na metade e só volta a pegar nele na semana seguinte.

não conheço ninguém que consiga ler um livro inteiro num só respiro. 438 páginas num dia. tirando os fins de semana prolongados com chuva torrencial, é complicado ler um livro de uma só vez. você sempre acaba colocando o tijolinho de lado, nem que só por uma semana. e foi pensando nisso, no livro lá deitado com o marcador no meio que eu comecei a pensar que caráio acontece com ele enquanto ele te espera. na verdade não pensei no que acontece com o livro, mas com o enredo, a história, os personagens. afinal, não é porque você pára de ler de repente que você vai esquecer tudo. livro tem esse poder. então, fiquei tentando visualizar os personagens lá dentro da cabeça. o código davinci por exemplo:

robert langdon: caramba, será que o erick vai voltar a ler ainda hoje? acho que vou dormir.
sophie: hmmm, não sei não robert, o cara alugou dois filmes, ôpa, olha lá, pegou a chave do carro...
robert langdon: vai sair pra jantar, o fêla da puta.
sophie: caramba, mais um dia aqui na cabeça desse mané. a porra do código ainda na metade, meu avô morto... custava ele ler mais um pouquinho para aquela parte que a gente está no carro correndo pelas ruas de paris? ahhh, no conforto, e não em pé aqui nesse museum véio.
robert: você tem razão o pessoal do louvre já desligou o ar-condicionado essas horas.
sophie: é sentar e esperar...
robert: sophie! sophie! levanta! levanta! furou o jantar, fica esperta que o erick vai pegar o livro.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

sete pensamentos do dia.

- mosquitos têm a mesma idéia das pessoas. no verão eles também vão para as praias.
- o cara que organizou a festa de fogos de copacabana é um torcedor do flamego (como eu), frustrado, com uns 10 anos de fogos estocados no armário.
- iemanjá não tem mais vasos para guardar tantos arranjos de flores. no próximo ano novo ela talvez prefira ganhar um cd.
- são pedro tomou todas na virada do ano e esqueceu de ligar o sol por uma semana. só foi lembrar no sábado quando acabou a ressaca.
- vou lançar uma música que se chama "1, 2, 3..." é mais ou menos assim: depois do típico "1, 2, 3..." dos começos de todas as músicas, ela continua: a letra dela será "4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11..." até completar uns 3 minutos.
- papai noel é gente fina, mas não me conhece direito. eu vou ter que fazer a bainha da calça que eu ganhei dele.
- um café espresso que demora pra sair deveria ser proibido de ser chamado de "espresso". podia com certeza ganhar outro nome: ô garçom, me vê um "lento", por favor.

como viajar 4 horas de carro sem parar pra tirar a agua do joelho.

peguei quatro horas carro sem parar no domingo. sem colocar gasolina. sem tirar água do joelho. sem sofrimento. depois de ir e voltar pro rio de carro algumas vezes, cheguei a conclusão que quanto mais você pára em posto pra esticar as pernas, comer uma coisinha, ir ao banheiro, colocar gasolina, mas uma viagem de 4 horas vira de 6. então resolvi acabar com essa putaria. acordei meia hora mais cedo antes de sair de são paulo. cheguei no posto de gasolina mais perto da estrada possível e mandei o carinha do posto socar gasolina até formar uma poça ao redor do carro. ah, já tinha tirado toda água do joelho em casa. três vezes. quando acordei. depois do café. e enquanto o elevador não chegava. tomei bastante água no dia anterior. a idéia era deixar o corpo bem hidratado, com reservas. pra não ter que tomar muita água antes de pegar a estrada. ah, outro segredo. depois do café, uma latinha de red bull. mas e uma vez só. de guti guti. sem respirar. o nível de cafeina no corpo atinge picos jamais registrados antes. duas barrinhas de cereais pro carro (uma a cada duas horas, não vale ficar com olho grande e comer antes). bom, cheguei no rio com o tanque seco, com um cactus crescendo lá dentro. corri pro primeiro banheiro que vi. tirei a água do joelho. dos dois. e logo em seguida, mergulhei de toca e máscara de mergulho numa panela de comida. total da viagem: 04 horas e 02 minutos. vai por mim, nenhuma coxinha de galinha suada de um posto de gasolina sem nome vale o atraso.

mick janninson, les miles, kelly makers, andy mckenzie entre outros.

você acompanha surf? o esporte? eu acompanho pela tv, pela internet de tabela quando o carinha que trabalha aqui do meu lado assiste algum campeonato, ou no jornal quando a giselle bündchen é flagrada dando uns pegas no kelly slater. mas tem uma coisa no surf que eu acho bem curiosa. bem engraçada. os nomes. é, os nomes dos surfistas. você deve estar aí coçando a cabeça e se perguntando que caráio eu quero dizer com isso. afinal, nome todo mundo tem. mas o que eu quero dizer é que o nome dos caras não são nomes comuns. não. é como se ao entrar na liga profissional, o tal wct, eles fossem obrigados a ganhar nomes quase artísticos. nomes oficiais de surfistas. é, não existe um "john smith", um "robert thompson" no surf. presta atenção da próxima vez que você esbarrar num ranking desses de surf no jornal. além do kelly slater, você também vai encontrar o bruce jackson, hoyt brady, lew liston, neil nattingly, billy rowdymac, andy irons, stephan mckintosh, sunny garcia, damien gillespie e por aí vai. eu duvido, mas duvido que esses caras nasceram com esses nomes. acho que é tudo marketing. a associação dos surfistas profissionais chegou a conclusão que surfista tem que ter esses nomes estilosos. nome que faz as pessoas usarem todos os músculos da boca. fica muito mais cool falar que o "matt trippy" levou o titulo de pipeline do que uma manchete com "john silva abocanha mais uma vez o trofeu nas ondas do havaí. fico imaginando o primeiro dia do john silva na sua primeira competição importante:
- e onde é que eu coloco meu nome nessa ficha de inscrição? ah, aqui? bom... john... silva! pronto. agora é pegar a prancha e pular no mar...
- calma aí meu rapaz... a organização não permite nomes como "john silva".
- mas...
- mas é o caráio, a partir de hoje você vai ser conhecido como "matt trippy". você nasceu nas ilhas carolinas.
- mas qual é o problema com "indiana, estados unidos"?
- tú é surfista matt, tem que ser cool porra.
- beleza, matt trippy, ilhas carolinas.

quinta-feira, dezembro 29, 2005

esse blógui só volta dia 9 de janeiro com o carinha que escreve ele.

três pensamentos do dia.

- uma praia é um relógio de areia que dura um dia inteiro.

- em 2012, o dvd vai sentir na pele o que a fita vhs está sentindo agora.

- quando os carneiros não conseguem pegar no sono, eles contam corredores saltando barreiras num estádio olímpico.

resoluções, as bolhas do champagne e do pro secco.

juro que não lembro quais foram as minhas resoluções na passagem de 2004 para 2005. por falar nisso, também não lembro o que eu queria mudar na passagem de 2003 para 2004, e se eu pensar bem, acho que não me lembro o que eu prometi, quis mudar, bom, não me lembro picas de qualquer resolução que algum dia eu já fiz. acho que é a champagne, o pro secco e a cerveja. você começa a bebemorar o ano novo lá pelas 8 e tal. quando chega meia noite, você já está cheio de champa e borbulhas atrapalhando os cantinhos do seu cérebro responsáveis pela memória. eu aposto um pirulito que vira chiclete que você não se lembra de 3 resoluções que você fez no ano passado. e foi pensando nisso que eu resolvi escrever minhas resoluções aqui. afinal, meu computador não entorna champagne. existe uma chance um tantinho maior que ele lembre as minhas resoluções.
- em 2006 eu vou assistir pelo menos uma vez por semana o jornal nacional. não pelo programa em si. mas pelo horário. quando eu era moleque me lembro que na hora do jornal nacional meus pais estavam em casa. e eu só chego bem depois. é pela nostalgia.
- em 2006 eu vou tentar decorar a escalação do flamengo.
- em 2006 eu vou parar com a putaria de colocar 3 alarmes pra acordar. não fódi. dois tá bom.
- em 2006 eu vou descobrir cinco outros lugares para jantar em que os garçons não sabem exatamento o que eu como.
- em 2006 eu vou finalmente decorar o número do meu cpf.
- em 2006 eu não vou esquecer de pagar nenhuma conta pelo simples motivo de não lembrar.
- em 2006 vou descobrir alguma nova variável par o sanduícheo do café da manhã. quem disse que eu tenho que comer queijo-quente, misto-quente, queijo com peito de peru para o resto da vida?
- eu vou lembrar o aniversário de algum amigo de infância e, não sei como, mas vou arrumar o telefone dele pra ligar e dar os parabéns.
- em 2006 eu vou aprender a cozinha um prato gostoso pra cacete.
- em 2006 eu vou conseguir correr mais de 30 minutos sem parar numa esteira.
- em outubro de 2006 eu vou ler essa lista e, vendo que estou atrasado, vou passar os últimos dois meses do ano correndo para realizar isso tudo.

quarta-feira, dezembro 28, 2005

dois pensamentos do dia.

- acho que vou começar a fazer a contagem regressiva para 2006 agora. ao invés de 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, feliz ano novo! vai ser assim: 166.982.092.229.009, 166.982.092.229.008, 166.982.092.229.007, 166.982.092.229.006....

- jogador de futebol é o único caso de um profissional que ao tirar férias faz a mesma coisa que faz quando está trabalhando. ex.: ronaldo, jogador de futebol, ao tirar férias, faz o que? joga uma pelada, futevolei, gol a gol, futebol de praia... você não vê nenhum economista fazendo planilhas nas férias. nenhum arquiteto fazendo projeto. nenhum professor ensinando siri na praia....

a teoria das contas.

não sei como foi na sua casa. mas por algum motivo só comecei a descobrir as contas depois de adolescente. só depois que eu fiz uns 12 anos que eu fui descobrir que existia isso. as contas. e não vem me dizer que eu era filhinho de papai, porque eu duvido que algum adulto na sua casa mandava você aos 7 anos de idade pagar a conta da churrascaria de domingo. eu juro que tem muita conta que eu pago hoje que eu não tinha a menor idéia que existia. de vez em quando chega umas contas lá em casa e eu fico esperando dias até que minha mulher, irmão ou algum amigo apareça dizendo que se trata de uma pegadinha. fico imaginando meus pais uns vinte anos atrás conversando sobre esse assunto. "bem, acho que o erick ainda não está preparado pra saber que existe um negócio chamado fatura de cartão de crédito. é melhor esperar mais alguns anos. o menino pode ficar traumatizado." e minha mãe: "ai, ai, ai, ai, e a conta da luz? quando é que a gente deve revelar pra ele que a luz do quarto dele não é de graça? e o telefone? esse moleque não sai do telefone?" e, depois de algumas horas debatendo esse assunto, a uma conclusão: "o erick só pode saber que existem contas pra pagar quando ele completar 12 anos." e foi assim. quando eu tinha uns 11, 12 anos descobri que existia conta de luz. acho que foi quando deixei o ar condicionado ligado com a porta aberta e levei um esporro. descobri, mas não entendi. só fui saber direitinho de cada uma das contas que se tem que pagar ao fim de cada mês depois que eu fui morar sozinho. é conta pra cacete. de foder a cabeça de qualquer um. eu até entendo que pais resolvam não contar para os filhos sobre as contas. mas o trauma é muito grande quando elas aparecem. acho que deveria existir uma tabela para revelar as contas. quando você fizer 8 anos, eles revelam tudo sobre a conta de luz. aos 9, a conta de gás. aos 10, o aluguel. aos 11, o telefone. e por aí vai. porque aí meu amigo, sabendo disso tudo, você pode até ser um moleque diferente. um moleque mais estudioso, centrado, preocupado em ser o melhor da turma. correr atrás de estágio e oportunidades da vida. porque você sabe que quando crescer vai ter conta pra cacete pra pagar. a teoria das contas. nenhum adulto revela as contas pra todo moleque aproveitar um pouco a vida.

terça-feira, dezembro 27, 2005

três pensamentos do dia.

- eu vou sugerir um roteiro para uma continuação do filme "náufrago". é o "náufrago 2", uma história em que o tom hanks fica perdido num shopping deserto depois do natal. ele encontra uma bola de futebol "adidas" e eles ficam amigos.

- se eu colocar muito filtro solar como é que eu vou olhar no espelho depois e ter certeza que tirei férias?

- o pinguim é um aninal que já nasceu vestido pra casar.

porque mulheres preferem "friends" e homens "seinfeld"

sempre gostei de seinfeld. sou um desses trouxas que mesmo tendo assistido todos os episódios na tv várias vezes, também compro os dvds. "ah, eu preciso ver como era atrás das câmeras, os erros de gravação..." bem, a verdade é que é fácil se convencer de comprar as porras das caixas. o negócio é bom. as piadas são boas. os personagens são sacionais. já o friends, semprei achei bacana. isso, bacana. agora, se você perguntar para qualquer mulher, ou pelo menos a grande maioria, ela vai te dizer o contrário. e quando eu digo "preferem" não estou dizendo que "não gostam", preferem. homens preferem seinfeld porque ele é sarcástico e fêla da puta. mulheres preferem friends porque é doce. isso, doce, se o final não é feliz para algum dos personagens, é feliz pra cacete para os outros cinco. no seinfeld não, um se dá bem, e os outros quatro se fodem bonito. no friends, os apartamentos são mais arrumadinhos, as roupas mais na moda. no seinfeld, os apartamentos são basicões, funcionais, as roupas são camisas e jeans. homens preferem seinfeld porque seinfeld é sobre o nada. quando uma mulher pergunta para um homem no que ele está pensando, e a resposta é "nada", saiba que ele pode estar pensando em algum episódio do seinfeld. mulheres preferem friends porque friends é sobre um monte de coisas acontencendo ao mesmo tempo. mais ou menos como o dia-a-dia de uma mulher, que consegue equilibrar várias coisas ao mesmo tempo, o trabalho, o relacionamento, os filhos, a casa. seinfeld foi criado por dois homens. friends foi criado por um homem e uma mulher. mulheres preferem friends porque o ross fica com a rachel no final. homens preferem seinfeld porque os quatro se fodem bonito no final.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

seis "mas é claro". dois "caramba"

mas é claro que o churrasqueiro que carrega o espeto da picanha sempre estará em melhor forma do que o churrasqueiro que carrega o espeto do cupim.
mas é claro que você nunca mais vai ter a mesma barriguinha sequinha de tanque de quando você tinha 17 anos.
mas é claro que a sobremesa que a carmem miranda mais odiava era salada de frutas.
mas é claro que tem alguém agora na praia pegando sol enquanto você trabalha.
mas é claro que em algum lugar do mundo, existe alguém que resistiu a tentação de ter um celular, um relógio de pulso, uma conta de e-mail gratuito, uma agenda eletrônica, um palm, um laptop wi-fi, um blackberry-- e por isso, é muito menos estressado que as outras 6 bilhões de pessoas que não seguiram o seu exemplo.
mas é claro que nenhum animal acha assim tão divertido ficar preso no zoológico enquanto as pessoas ficam jogando pedaço de pão de véio.
caramba, pisei num cocô de cachorro nesse fim de semana.
"caramba garçom, bife de chorizo bem passado? eu pedi fraldinha ao ponto!"

a ilha deserta dos panetones de frutinhas secas.

curto um panetone. não adoro, curto. adoro uma picanha, curto uma lasca de costela. são duas maneira diferentes de verbalizar o prazer por alguma coisa. bom, mas voltando a ilha deserta do título deste textinho. entre novembro, mais ou menos lá pelo dia 10 de novembro, até as duas primeiras semanas de janeiro, o mercado despeja treze bilhões de panetones no mercado. e quando digo panetone, estou me referindo exclusivamente ao panetone das frutinhas secas. o original, o irmão mais velho do chocottone. bem, lá em casa a gente só comprou um. um panetone. e ainda tem. e acho, só acho, que o fêla da puta vai sobrar. mas, observando o meu consumo de panetone comecei a pensar no que deve acontecer com todos os panetone de todos os supermercados. afinal, eu nunca vi um panetone no supermercado entre fevereiro e outubro. não acredito que as fábricas de panetone simplesmente coloquem fogo em tudo. também não acho que ele vão doar tudo para crianças carentes. esses caram querem é din din. e foi aí, depois de analizar várias alternativas, que eu cheguei a uma conclusão. todos os bilhões de panetones que sobram vão passar esse tempo (entre o final de janeiro até o próximo natal) numa ilha deserta. a ilha deserta dos panetones de frutinhas secas. é por isso, e só por isso, que panetone tem aquela casca mais morena. não é o forno não. é o sol da ilha deserta. porque ele fica molhadinho? é o mar. porque as frutas ficam tão sequinhas? a resposta é simples: elas não podem usar filtro solar para não foder com o sabor do panetone. deve ser mais ou menos assim: final de janeiro, um navio desses de cruzeiro com o roberto carlos a bordo recebe alguns milhões de panetones e parte para uma ilha deserta não identificada no mapa. e aí meu amigo, o resto da história você já sabe: é muito sol, muitas férias, muito mar, e uns 9 meses depois, nhac, eles vão parar na sua, na minha, na nossa barriga. ou será que eles achavam que essa putaria de ilha deserta era pra sempre?

sexta-feira, dezembro 23, 2005

cinco pensamentos do dia


- toda caneta bic que você perde também tem absoluta certeza que perdeu você em algum lugar mas não se lembra aonde.

- o ventilador de chão, aquele que gira para um lado e para o outro foi criado por um ex-jogador de tênis.

- ou, todo ventilador de chão sonha em um dia assistir uma partida de tênis.

- porque todo restaurante não tem um playstation na sala de espera?

- o trenó do papai noel é movido a diesel, mais econômico. ou é como o carro dos taxistas, têm seis botijões de gás embaixo. afinal nunca li em nenhum lugar que o bom velhinho foi visto num posto de gasolina.

e foi dada a largada...

mãe com criança gritando "eu quero" dispara na liderança com uma, duas, não, com três cabeças de vantagem. logo atrás, está o pai empurrando o carrinho com o bebê dentro que incrivelmente ainda dorme. em terceiro lugar, ninguem menos do que a famosa adolescente estressada. a disputa é emocionante. quem vai chegar primeiro no último produto disponível em qualquer prateleira do shopping? é meus amigos, todos os produtos do shopping já eram, não sobrou mais nada, só essa camisa pendurada no último cabide da última loja do último andar do último shopping da cidade. mas olha lá, irmãos gêmeos que estavam em quarto e quinto lugar respectivamente avançam por fora, e passam a adolescente estressada que começa a chorar: "essa camisa é minha! tem que ser minha!" e parece que a mãe com a criança gritando "eu quero" sentiu uma fisgada na coxa, acho que é sério, ela pede tempo. entram os médicos na loja. e ela cai para último lugar. essa disputa está emocionante. o natal está chegando, os presentes acabaram, só resta esse meu amigo. essa transmissão é um oferecimento "shopping vallet park, o estacionamento mais caro do mundo." e "trufas de chocolate lê fresquin que custa 12 reais cada uma!!!" mas voltamos a corrida. os irmão gêmeos são a grande surpresa do dia, e já estão em segundo lugar. em primeiro lugar com uma excelente vantagem de seis cabeças ou meio corredor, está o pai que empurra o carrinho de bebê. ele acelera. ele empina o carrinho, se segura neném, essa camisa pode ser de vocês. faltam poucos metros, os vendedores estão de pé. a mãe com criança gritando "eu quero" tenta um último sprint, ele joga o moleque, e fica mais leve para alcançar o pelotão que lidera. olha lá caro telespectado, os três estão emparelhados, o pai que empurra o carrinho de bebê, os gêmeos e a mãe que tinha um filho que gritava "eu quero". a adolescente estressada acaba de abandonar a prova. vai ser decidido no photochart, quem será o grande vencedor? quem levará o último presente de todos os shoppings de são paulo? quem? para saber a resposta, você precisa ir ao shopping amanhã as 20:00 em ponto. chegue mais cedo para guardar um lugar bom. minhas fichas estão na mãe com o filho que grita. é só um palpite. mas que vai ser emocionante, ah, isso vai.

quinta-feira, dezembro 22, 2005

2 pensamentos.

- elvis morreu.

- e voltou como uma daquelas bonequinhas havaianas que dançam grudadas no painel dos carros.

uma coisa é certa...

uma coisa é certa, se você acordou com o alarme piscando 12:00, você está atrasado.
uma coisa é certa, se você mora em são paulo, sexta -feira faz sol e sábado chove.
uma coisa é certa, se você não encontra o controle remoto, ele está debaixo de alguma das almofadas do sofá.
uma coisa é certa, se você chamar o garçom de campeão, sua cerveja chega mais rápida e mais gelada.
uma coisa é certa, amanhã você vai estar um pouquinho mais maduro do que hoje.
uma coisa é certa, era muito mais fácil decorar números de telefone quando era apenas 7 dígitos e não 8.
uma coisa é certa, quanto mais velho você fica, mais você dá valor as coisas.
uma coisa é certa, não é fácil fazer um pão de queijo que não fica uma bosta quando esfria.
uma coisa é certa, qualquer coisa que tenha leite condensado na receita engorda.
uma coisa é certa, você vai trocar cada vez mais o lápis e papel pelo teclado, e sua letra vai ficar cada vez mais feia.
uma coisa é certa, era divertido quando ainda não existia celular.
uma coisa é certa, minha conta de cartão de crédito de dezembro vai ser mais alta que a de novembro.
uma coisa é certa, o shopping amanhã, dia 23 de dezembro vai estar muito muito meu deus do céu cheio.
uma coisa é certa, coxinha de frango é uma das coisas mais gostosas do mundo.
uma coisa é certa, se pistache fosse fácil de abrir, perderia a graça.
uma coisa é certa, semana que vem, você ter alguma história muito engraçada pra contar.
uma coisa é certa, você está com desejo de comer peru defumado, chocotone ou os dois.
uma coisa é certa, trocar uma lâmpada é mais difícil do que parece.
uma coisa é certa, o flamengo já foi um time mais bacana pra se torcer.
uma coisa é certa, antes do dia 31, você ainda vai tomar um chopp no seu bar favorito.
uma coisa é certa, esse textinho já está ficando longo demais.
uma coisa é certa, amanhã é sexta-feira.

quarta-feira, dezembro 21, 2005

três pensamentos do dia.

- todo sadômasoquista sonha em um dia voltar numa outra encarnação como uma bola de futebol.

- são 68 apertadas de "get message" para cada email que você recebe de verdade.

- quando um grego não entende picas do que alguém fala, que expressão ele usa no lugar de "fulano falou grego?

o pirulito que vira chiclete vai ao médico.

sabe o pirulito que vira chiclete? aquele que começa como um pirulito qualquer, e, depois de alguns minutos, ou segundos, dependendo da sua paciência, termina como um chiclete. acho sensacional. é provavelmente o único produto ou coisa que quando você acha que está acabando e começa a ficar triste, lá vem ele como quem diz: "calma erick, relaxa, ainda tem um chicletinho pra você." e foi pensando no pirulito que vira chiclete que eu comecei a imaginar como é a vida dele. é, do pirulito. imagine o pirulito que vira chiclete fazendo uma consulta no ginecologista.

moça da recepção: boa tarde sra. pirulito que vira chiclete. o doutor está te esperando, pode entrar.
sra. pirulito que vira chiclete: obrigado, depois eu queria anotar de novo o nome daquela farmácia que você disse na semana passada.
doutor: então, vamos lá, a senhora pode vestir a camisola e se deitar.
sra. pirulito que vira chiclete: obrigada... doutor será que já está grande?
doutor: vamos ver... deixa eu ligar o ultrassom. sentiu algum incômodo desde a última vez?
sra. pirulito que vira chiclete: não, acho que não. tá tudo bem. um pouquinho pesada, mas acho que é normal, né?
doutor: hmmmm, deixa eu ver, nooooossa! sra. pirulito que vira chiclete....
sra. pirulito que vira chiclete: diz doutor... diz!
doutor: tá vendo aquela luz grande alí?
sra. pirulito que vira chiclete: sei... tô... tô...
doutor: é um chicletão! meus parabéns.
sra. pirulito que vira chiclete: snif! não sei nem o que falar dotô. estou emocionada. sempre foi meu sonho ter um chicletão.

terça-feira, dezembro 20, 2005

3 pensamentos do dia.

- se um urso panda tiver insônia, os círculos pretos ao redor dos olhos dele aumentam?

- quem é que come 'chester' nos outros 364 dias do ano?

- van gogh não podia usar óculos de grau.

o raio supersônico de câmera lenta.

o nome é estranho, eu concordo. mas fique esperto, a qualquer minuto você pode ser atingindo por esse raio. esse raio supersônico de câmera lenta. você deve estar se perguntando: "que caráio esse cara está querendo dizer com isso?" bem, estamos em dezembro, dia 20, última semana de trabalho antes do natal. e é exatamente nesta semana que somos atingidos por esse raio. você está lá trabalhando, de frente para o computador, quando de repente, zooooom!, zaaaaap!, e você leva um tiro de raio supersônico na testa. aí, meu amigo, fodeu. você passa a fazer as coisas em câmera lenta. não tem jeito. tudo ao seu redor faz com que você se comporte como se estivesse em câmera lenta. arrastado, quase parando. tá duvidando? dê uma olhado ao seu redor agora, se tem alguém, quase não está trabalhando. quase não se move. nessa semana, todos serão atingidos pelo raio. isso, é claro, se ainda não foram. não tem como fugir, se esconder. não adianta gritar, esperniar. na semana que antecede o natal, todos nós somos vítimas em potencial do raio supersônico de câmera lenta. eu, por exemplo, acabo de ser acertado em cheio. na testa. no corpo. nos braços. nesses dias que restam, me sinto um fita cassete agarrada no cabeçote do vídeo. com a imagem falhando e voz cada vez mais grave. fique esperto. o próximo pode ser você.

segunda-feira, dezembro 19, 2005

alguns opcionais que eu queria ter no meu carro.

fiquei imaginado que tipo de opcional poderia melhorar minha vida no meu carro. o ar-condicionado por si só já é do caralho. na minha opinião, o melhor opcional que existe. melhor do que a própria direção hidráulica. prefiro ficar com os braços tremendo de dor do que derreter a caminho do trabalho. e foi pensando nisso que passei a listar uma lista de possíveis opcionais que podem fazer toda a diferença. na verdade são cinco. o primeiro deles e acho que um que todos já imaginaram é o "auto-piloto-do-seu-bar-favorito". acho que é auto-explicativo. o segundo item seria o "farol-super-alto-pra-cacete". esse farol teria a luminosidade de todos os refletores do maracanã juntos. ele serve pra mandar aquele cara que te fechou tomar no meio do olho do cu. o terceiro item é o "choque 3000 watts-em manobrista que corre e bufa no seu carro." nada contra manobrista, mas tem uma meia dúzia por aí que é fóda. o quarto item opcional, que até hoje nenhuma montadora colocou nas ruas é o "baliza-makers" ou "estaciona-nenem". não conheço ninguém que consiga estacionar o carro numa baliza de uma só vez. o "baliza-makers" seria du caráio para aquelas horas que você está com pressa e mija nas calças ao ver o tamanho da vaga que te espera (vaga que geralmente existe entre uma mercedes e um porsche cayenne). e finalmente, o quinto item opcional é bem simples, mas ao mesmo tempo tem um valor inestimável: uma camada invisível de ar supersônico que permite que um mesmo carro tenha diferentes temperaturas dentro dele: a muito fria, do homem, a quente, da mulher, e a fria, pro pessoal do banco de trás. acabaria com com as discussões mais bobas entre casais e a suadeira dos amigos que ficam sambando lá atrás. alguns opcionais que eu queria ter no meu carro. quem sabe você ainda não compra um carro com algum deles?

o amigo-nada-secreto.

se eu pudesse organizar o amigo secreto da firma, ele se chamaria "amigo-nada-secreto". simples assim. cada funcionário tiraria um nome do saco e logo em seguida, ele gritaria em voz alta o nome da pessoa. pra todo mundo escutar. aí, meu amigo, não teria muito como escapar de comprar um presente bacana. não teria essa putaria de, ai, eu não sabia o que você queria então comprei esse vale-livro." pau no cu. acabaram as desculpas. eu sei quem você é. eu sei onde você senta. eu sei o seu ramal. e eu vou te caçar até você sair pra comprar um presente decente pra mim. o amigo nada secreto.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

nunca....

nunca estale as costas só por que você consegue. nunca peça uma pizza portuguesa se você não sabe o que é. nunca aceite um convite para uma festa de casamento se você não conhece a noiva e é um quase amigo do noivo. nunca entre em apostas que envolvam as seguintes frases: "duvido que você consiga virar." "tem um cara que eu conheço que consegue." e a clássica "vai amarelar é?" nunca invente uma desculpa de que você estava olhando para a prateleira de vinhos no supermercado-- a sua mulher sabe que você estava olhando para as pernocas daquela mulher. e o fato que você inventou uma desculpa bem mais ou menos-- só vai piorar as coisas. nunca se ofereça para cozinhar um pene a putanesca. pode parecer fácil no restaurante, mas é difícil pra cacete. nunca se ofereça para segurar a porta de entrada de uma firma depois do almoço. esse seu cavaleirismo vai te custar uns 6 minutos. nunca aceite a sugestão da sobremesa do garçom. você já está cheio, e um pote gigante de profiteroles empapuçado em calda de chocolate gorda só vai te foder ainda mais. nunca acene de longe numa festa de casamento para um cara que você não lembra o nome. nunca compre a promoção do mcdonalds. compre a la carte, item por item. não fodi, quem disse que você quer batata grande? nunca procure aquele cd que um amigo seu gravou pra você, com o carro em movimento. você tem mais chances de encontrar um poste do que o cd. nunca troque um cinema ou um almoço com alguém por um jogo do flamengo. o flamengo, cá entre nós tá cagando pra você. se ele se importasse com você, ele teria um time um pouquinho melhor. nunca esqueça de perguntar para o garçom a marca da vodka ou do gin da sua bebida. pode parecer frescura. mas e a dor de cabeça no dia seguinte não é. nunca saia de casa vestindo um par de sapatos cor de caramelo nestlé, não fodi. nunca beba cerveja antes de meio dia e whisky antes de 8 da noite. nunca coloque o alarme numa estação de rádio legal, você vai escutar as músicas mas não vai acordar. nunca deixe de anotar recados numa folha de papel. uma hora o palmtop fica sem pilha, o celular pifa e o pc explode. nunca dê muito valor a textinhos "caga regra" que começam com nunca.

quinta-feira, dezembro 15, 2005

quem é aquele cara? ou dois casos de pessoas que você não conhece mais se comportam como se fossem seus melhores amigos.

existem dois caras que sempre aparecem quando você menos espera. você não sabe o nome deles. mas eles estão sempre lá. eu sei, essa explicação está meio confusa, mas vamos em frente que acho que você vai entender. o primeiro cara é um sujeito clássico, tenho certeza que você já encontrou ele. ou melhor, que ele já encontrou você. esse é aquele rapaz que brota numa mesa grande de bar. sabe aquela mesa de bar que não pára de crescer? você chega lá com dois amigos, logo chega mais um e mais um, e a mesa cresce. e, quando já são quase duas da matina, se você prestar atenção, mas prestar atenção mesmo, você vai notar lá no canto da mesa. naquele lugar ímpar, quase na quina, entre um amigo do seu amigo, e ao lado daquela menina que tá ficando com aquele carinha da firma, tem um sujeito que você nunca viu antes. você passa o pente fina na memória e nada. aí você dá um gole de cerveja e se pergunta: "quem é esse cara?" no dia seguinte, você vai se encontrar com alguns amigos que estavam naquela mesa de bar e todos farão a mesma pergunta: "quem era aquele cara?" e ninguém, ninguém saberá a resposta. preste atenção, ele pode brotar na sua mesa hoje a noite. agora, o outro cara é ainda mais esquisito. esse na verdade são muitos. mas todos com a mesma personalidade. calma, você vai entender aonde eu quero chegar. fim de semana na praia, você tira uma porrada de fotos com a galera. e, quando você revela. quando você pega as fotos na revelação 1 hora, surpresa! lá atrás do grupo reunido. atrás dos amigos, bem na pontinha da foto.... lá está ele: um cara que você não sabe quem é. mas ele está lá fazendo o sinal de paz para a foto. e agora, sempre que você mostrar essa foto para alguém, uma única pergunta surgirá: "quem é aquele cara?" hein?

quarta-feira, dezembro 14, 2005

chinelo de dedo.

eu não costumo usar chinelo de dedo. gostaria de usar mais, confesso pra você. poucas coisas proporcionam tanto prazer como dedos branquelos se espreguiçando num chinelo de dedo. não sei ao certo o que aconteceria se o chinelo de dedo fosse liberado para todas as horas. para o trabalho, para o jantar a luz de velas e a festa de casamento. acho que são esses momentos de aperto que fazem cada um de nós valorizar o chinelo de dedo. pense num sapato como se fosse a prisão de alcatraz. a solitária de alcatraz. já o chinelo de dedo, é aquela prova de dna que apareceu para libertar seus pés. o que eu mais curto no chinelo de dedo é a areia. aquela fina camada de areia entre a sola dos pé e a borracha do chinelo de dedo. areia em sapato de couro é uma bosta. em chinelo de dedo é uma delícia. os farelos, os micro-grãos de areia que roçam entre a sola do seu pé e a borracha do chinelo de dedo funcionam como um lembrete de que existe vida lá fora. longe do asfalto quente. você já experimentou voltar da praia sem lavar os pés naquela mangueirinha sem-vergonha. é du caralho. você chega em casa, leva esporro da mãe que você está cagando a casa, mas como uma sensação fantástica de um trabalho bem feito. já entrei em elevador social do meu prédio com as canelas meladas de areia. com os cantos dos dedinhos dos pés recheados de areia. aquela quase seca, quase molhada. o pessoal dá uma olhada como se falasse: "pega o elevador de serviço, seu bosta." quando na verdade eles estão é com uma puta inveja. fivam ali olhando, e imaginando: "caráio, onde é que eu guardei os meus chinelos de dedo?" vai por mim, nesse verão, evite o balde d'água, a mangueirinha quebra galho do quiosque da praia. volte pra casa com os chinelos de dedo cagados de areia. fazendo aquela "ôla" perfeita com os dedinhos do pé. faz uma senhora diferença. o verão dura mais um pouquinho.

terça-feira, dezembro 13, 2005

4 pensamentos.

- em são paulo um sujeito de lambreta, motoca, mobilete chega mais rápido no trabalho do que um cara com uma ferrari.

- salaminho é feito com porcos que têm sardas.

- vou fazer o teste-cego com panetones lá em casa na noite de natal. vou usar três panetones e uma barra de chocolate toblerone. aposto que as pessoas vão eleger o toblerone.

- será que o fundador do greenpeace tem uma árvore de natal na sala da casa dele?

duas formigas se encontram.

sábado nublado. duas formigas se encontram na quina da parede da cozinha lá de casa.

formiga 1: "tô com fome!"
formiga 2: "também."
formiga 1: "você já notou que o erick parou de comprar doces?"
formiga 2: "dieta, o fêla da puta tá de dieta."
formiga 1: "caráio, na época do meu tataravô não tinha essa putaria de adoçante!"
formiga 2: "são outros tempos, nós formigas estamos fadadas a morrer de fome. "
formiga 1: "ou aprender a comer essas bostas de barra de cereal..."
formiga 2: "farelo de pão light..."
formiga 1: "o mundo está acabando."
formiga 2: "você acha que ele emagreceu?"
formiga 1: "um pouco... mas também não fodi... até eu emagreci..."
formiga 2: "rola por aí um boato que a mulher dele coloca umas barras de chocolate onde ele não pode achar... e o pior, que foi o próprio erick que pediu pra ela fazer isso, se não ele come tudo, até os dedos melados de chocolate."
formiga 1: "você sabe aonde ela escondeu?"
formiga 2: "atrás da lata de azeitonas na segunda prateleira do armário."
formiga 1: "o erick odeia azeitonas. o esconderijo perfeito."
formiga 2: "tive uma idéia. vamos chamar uma galera, o frmigueiro inteiro pra cercar a barra de chocolate..."
formiga 1: "... assim o erick vai suspeitar que tem algum doce atrás da lata de azeitonas! o plano perfeito, você é um gênio."
formiga 2: "e você sabe, o erick está tão sedento por um chocolate que ele vai destroçar a barra..."
formiga 1: "... e uma porrada de migalhas vão cair, migalhas das grandes... é festa, é festa meu amigo!"

minutos depois, o erick entra na cozinha e, ao abrir o armário da cozinha para pegar o pó do café, se depara com um grupo de formigar rondando a lata de azeitonas. como previsto, o erick encontra a barra de chocolates e deixa pra trás nacos, migalhas do mais puro chocolate ao leite para as formigas. dias depois, as formigas voltam a se encontrar.

formiga 1: "tô com sede..."
formiga 2: "sei..."
formiga 1: "rola um boato por aí que tem uma lata de toddy..."

domingo, dezembro 11, 2005

a carta que eu escreveria pro bom velhinho se eu tivesse uns 7 anos de idade.

fala noel,
zuzo bem?
olha, esse ano eu acho que eu mereço ganhar aquele presentão que você tá me devendo desde quando eu tinha 5 anos. eu só não escrevi ano passado cobrando, porque ainda não tinha aprendido a escrever. que ironia do destino que agora que eu aprendi a colocar as letrinhas lado a lado no papel, eu começo a duvidar da sua existência. em primeiro lugar, vi você ontem nas lojas americanas, suado, emburrado e sem paciência para tirar fotos com as crianças da fila. bom, ninguém é de ferro. o problema é que no mesmo shopping, também vi você, agora com uma roupa mais transada, na entrada de uma outra loja. papai noel, ou você chama a polícia pra prender esse impostor ou eu vou começar a questionar se valeu a pena ir dormir cedo todos esses dias, quando o senhor sabe, que é de madrugada que passa umas moças com pouca ropa na tv. agora, o que mais tá me deixando cafuzo, mas cafuzo mesmo, é o fato de o senhor andar todo encasacado aqui no brasil. o senhor é louco? pirou? precisa de ajuda? o brasil é quente pra cacete. não fodi noel, você não assiste a previsão do tempo antes de sair pelas ruas? faz o seguinte: não esquece de deixar anotado o nome do seu desodorante perto da árvore de natal. eu estou curioso pra saber que marca que segura a onda dessas subácas suadas. outra coisa: e essa história de chaminé? eu moro em apartamento. me fodi? estou preocupado. vou deixar uma frestinha da janela aberta pro senhor. só não deixo a porta aberta, porque você sabe como anda a violência por aqui. noel, agora me diz, como é que você arruma esse dinheiro pra comprar tudo isso? você não é aquele moço que assaltou seis bancos esse ano? não, né? já sei, você deve ser um daqueles ganhadores anônimos da megasena. parabéns noel. você merece. só mais uma coisa antes de me despedir.... posso ficar acordado na sala te esperando? cansei dessa putaria de ter que ficar no quarto fingindo que estou dormindo. porra, na boa noel. eu não conto pra ninguém que você veio. que eu te vi. beleza? bom, eu vou ficando por aqui. quem sabe depois que você me der aquele senhor presente que está me devendo, eu não te escrevo outra cartinha agradecendo. ôpa, olha lá, já tá começando o tal programa que eu te falei. "sex alguma coisa". ahhhh, noe,
as coisas que uma criança não faz por um presente.
um abraço forte. erick

sexta-feira, dezembro 09, 2005

a pança do papai noel, o panetone e o peru defumado.

papai noel sempre foi pançudo. gordito. balofinho. com pneus largos. cinto apertado. obeso. bem, você entendeu, o bom velhinho está acima do peso. não cabe mais nas calças. ou melhor, até cabe, mas trocou o zíper pelo elástico. fez uma calça de moleton classuda de veludo vermelho. eu tenho uma suspeita. não é assim tão 100% certeza porque eu nunca vi isso acontecendo. mas eu suspeito que o véio curte um panetone. curte também uma farofa, um chester e um arroz daqueles cheio de passas e frango desfiado cuidadosamente pela vovó. tenho notado duas coisas: a barriga do papai noel tem crescido e os nacos de panetone lá de casa têm sumido na mesma proporção. não vou entrar numas de acusar o véio. não é a toa que chamam ele de bom velhinho. mas, se você prestar atenção nas decorações de natal das lojas, nos comerciais, na figura do papai noel, fica muito claro que o cara está ficando cada vez mais gordito. ao mesmo tempo, lá em casa, tem sido cada vez mais difícil encontrar rabanadas nos cantos da geladeira pra comer uns 4 dias depois do natal. por isso mesmo, vou tomar a liberdade e aproveitar esse espaço pra tocar uma idéia com ele. vai que ele lê este blog. papai noel, eu tenho me comportado bem. não tenho feito bosta por aí. então, papai noel, na boa, tira a mão do meu panetone. não fodi. seu colesterol deve estar explodindo. dá uma mão aí, segura a onda, eu vou deixar umas barrinhas de cereais ao lado da geladeira, e da mesa, vou deixar em pontos estratégicos da casa. aí, você come as barrinhas, e quem sabe ano que vem, você não volta a usar aquelas calças bacanas de uns anos atrás. um abraço, erick.

quinta-feira, dezembro 08, 2005

o google e a preguiça.

o google me deixou preguiçoso. eu já não me levanto para procurar nada. "o telefone da pizzaria?" google nele. "quanto custa uma árvore de natal?" google nela. qual é a capital do acre mesmo?" google no acre. o problema é que você sempre encontra o que está procurando. aí, aquela função do seu cérebro, a vontade de sair em busca das coisas, procurar respostas e razões para tudo que ocorre ao seu redor-- essa vontade acaba. engordei uns quilinhos por causa do google. caráio, as páginas amarelas são pesadas pra cacete. agora, ao invés de me levantar e ir até a estante pegar as páginas amarelas e pesquisar, ou pegar aquele tijolão do dicionário aurélio pra descobrir o que significa uma palavra, eu google geral. geral. fiquei mais preguiço por causa do google. ele atrofiou essa vontade de levantar a bunda da cadeira. a preguiça é como um músculo. quanto mais eu uso o google, mais forte fica essa preguiça. menos vontade eu tenho de pegar a escada para subir na estante e mais vezes eu uso o google para encontrar tudo. fique esperta, sempre que você sentir que dá pra arrancar a bunda da cadeira pra encontrar alguma resposta, vá pessoalmente. tô falando sério, não é putaria não. pra você ter uma idéia como isso é verdade, eu ia pensar um pouquinho mais como terminar esse texto, mas fiquei com preguiça.

barbeiragem e o meu dna.

tem gente que diz que a obesidade é genética. o mesmo ocorre com a calvície, miopia e por aí vai. cheguei a conclusão que a habilidade de manobrar o carro também é. manobrar o carro, fazer baliza, estacionar em vagas de shopping, naquela sua vaga apertada pra cacete do seu prédio e é claro, no estacionamento da firma. eu digo isso, porque se tem uma coisa que a minha mãe é bem amadora, é em pilotar um automóvel. e ela sabe disso. ela é bem fraquinha. e acho que foi daí que peguei a minha pouca habilidade de pilotar o carro. as calotas do meu carro, por exemplo, vivem arranhadas. o carro também, tem sempre um arranhãozinho daqueles bacanas que se vê de longe. se você mandar para um laboratório uma foto de um arranhão do carro da minha mãe e uma foto de um arranhão do meu carro, o resultado vai confirmar o nosso parentesco. hoje estava saindo da vaga do prédio aqui da firma quando sem olhar pelo retrovisor, quase entro em um carro que estava passando. o fêla da puta atrás do volante sentou o cotovelo na buzina. me mandou à merda. e o que foi que eu fiz? bem, abaixei o vidro e o som. coloquei a cabeça pra fora e gritei: "vai tomar no cu! a minha barbeiragem é hereditária! não é culpa minha!! está nos genes, no dna! seu bosta!" ok, eu não fiz isso. mas deveria. afinal, como eu disse lá em cima no comecinho desse texto, barbeiragem, manobrar o carro, isso tudo é hereditário.

terça-feira, dezembro 06, 2005

mulheres e homens 2

mulher prefere fazer compras em hipermercados.
homem faz compras em loja de conveniências de posto de gasolina.
mulher pede molho à parte.
homem pede molho extra.
mulher fala coisas como: "amôzin, lindjin, saudadinhas" em público.
homem fala coisas como: "ahã, sei, também, depois a gente se fala" em público.
mulher gosta de vinho branco.
homem prefere cerveja e vinho branco.
mulher sabe que a o brad pitt trocou a jennifer aniston pela angelina jolie.
homem sabe que o edmundo trocou o figueirense pelo palmeiras.
mulher lembra do aniversário de todos os amigos e amigas.
homem não lembra de aniversário dos membros da família.
mulher chama garçom de "garçom".
homem chama garçom de "campeão".
mulher sente frio no carro, no cinema e no trabalho.
homem não sente frio.
mulher combina uma camisa lilás com uma saia verde-pistache.
homem combina uma camisa preta com uma calça preta.
mulher pede uma meia porção de pasteis.
homem pede duas.
mulher pede a limonada suíça com adoçante.
homem pede o chopp com colarinho.
mulher tem tpm.
homem tem passeio no shopping com a mulher.
mulher gosta escrever um cartão para acompanhar o presente.
homem coloca o nome.
mulher se preocupa com o tamanho do armário.
homem com o tamanho do sofá.
mulher tem pavor de barata.
homem tem pavor de grito de mulher que tem pavor de barata.
mulher lembra da data do primeiro beijo, do noivado, do casamento.
homem olha no verso da aliança.
mulher nota se o garçom colocou um chopp a mais na conta.
homem acena para o garçom e diz: "valeu campeão!"