quarta-feira, outubro 05, 2005

viciados em seriados. quando seinfeld é porta de entrada para seriados mais pesados como "sopranos" e "24 horas".

assisti o primeiro episódio de seinfeld meio que por acidente. hoje, 15 anos depois, tenhos gravado em vhs os mais de 160 episódios da série. já comprei as primeiras 4 temporadas em dvd. e volta e meia assisto as reprises na tv. eu sei que é estranho. muito estranho. caráio, como é que eu consigo assistir o mesmo seriado, ou melhor, o mesmo episódio do mesmo seriado repetidas vezes? a resposta é simples: o negócio vicia. bom, isso aconteceu com seinfeld. aí, um tempinho depois, comecei a assistir "six feet under" ou "a sete palmos" em português. me fodi bonito também. tenho 4 temporadas do seriado lá em casa. "a família soprano" apareceu depois e também passou a roubar várias horas das poucas que sobram no meu dia. bom, aí, quando eu já achava que estava tudo beleza, que eu tinha sobrevivido essas doses maciças de seriados, veio o "24 horas". o 24 horas, se você ainda não assistiu é a heróina injetável dos seriados. se o seinfeld é a maconha que você consome com regularidade durante anos. o 24 horas é a heróina das mais pesadas que te mata de overdose. o seinfeld acostumou o seu organismo a aguentar por horas a fio um seriado. agora o "24 horas" vai retirar você da sociedade numa maca. você vai querer consumir a temporada inteira de uma só vez. e não importa se já são quase cinco da manhã e você tem que "acordar" em três horas para ir pro trabalho. você caga para coisas tão simples como jantar e falar com a sua mãe no telefone. você liga o foda-se no máximo e vai em frente. o problema do "24 horas" é que o programa é em tempo real e o protagonista está sempre a um passo de salvar o mundo. dando a falsa impressão que se você desligar a porra do dvd, vai impedir tal façanha. bom, você entendeu, viciar em seriado é fácil, limpar seu organismo deles, é impossível. eu tenho um plano. um plano sério. vou abrir uma clínica de reabilitação de viciados em seriados. vai ser bem simples. é uma pousada sem televisão. e, para aqueles que estiverem nas últimas, eu terei um só quarto. uma espécie de solitária onde essa pessoa assistirá continuamente um episódio do seriado "carga pesada" da rede globo. o mesmo episódio. num loop, onde sempre que ele acabar, o mesmo episódio recomeça. o pior episódio do pior seriado de todos os tempos para dar um choque na cabeça do viciado. sei lá. é apenas uma idéia. acho que vou fazer milhões. fico imaginando o mercado negro rolando nas redondezas da minha pousada/clínica, um mercado negro de dvds players portáteis com episódios da "super máquina", "friends" e o sempre clássico "o homem de seis milhões de dólares."

terça-feira, outubro 04, 2005

a primeira cerveja é como aquele guerreiro que sai correndo na frente das tropas pronto para declarar guerra.

a primeira cerveja tem um papel muito nobre. a primeira cerveja é aquela que entra no seu corpo com o papel de abrir a porteira, ou portão. ela entra em território inimigo. um território até então habitado por refrigerantes, águas minerais e talvez leite. a primeira cerveja tem o papel de chegar no organismo do índividuo e avisar: "prepara a área que vem chumbo grosso!" é por isso que a primeira cerveja vem sempre seguida de uma estrondoso "ahhhhh!". esse som é uma espécie de sirene que esperneia e diz com todas as palavras que a partir daquele instante, muitas cervejas estão sendo geladas no freezer, exclusivamente com o objetivo de lutar ferozmente contra os ternos e as alatas temperaturas das tardes de sábados e porque não também as noites de quinta. a primeira cerveja é como aquele amigão do peito que quando chega na boate é o primeiro a chegar naquele grupo grande de mulheres. sem medo de ser feliz. abrindo espaço para todos os mais tímidos também terem chance de se dar bem. a primeira cerveja é como aquele cara que quando sente que a porrada é inevitável, respira fundo e parte pra cima. o que faz com que ele sempre tenha que responder aonde ganhou aquela cicatriz no queixo. a primeira cerveja simboliza tudo aquilo que nós queremos ser. destemidos, sem medo de ser feliz. sem medo de enfrentar o desconhecido. bom, você pode estar se perguntando: "caráio, esse cara está exagerando! pourra, nenhuma cerveja é isso tudo!" bom, é fácil você comprovar a minha tese. faça o teste. espere chegar quinta-feira. depois do trabalho. trânsito. entre num boteco. daqueles que conhecem você por nome. peça um chopp, uma cerveja, estupidamente gelada e, bem, você vai ver. a primeira cerveja é tudo. ou nada, sete segundos depois que o copo pousar na mesa.

segunda-feira, outubro 03, 2005

pequenas preocupações e a língua que resvala nos dentes.

frango preso nos dentes deve ser uma das maiores preocupações mundiais. não estou falando de preocupações como armas de destruição em massa, terrorismo, furacões e etc... estou das pequenas preocupações. aquelas que a gente sente durante o dia. aquelas preocupações mínima, de detalhes que não vão afertar ninguém como um ataque terrorista. bem, você entendeu, preocupações como "será que tem uma meleca fazendo polichinelo no meu nariz?" , "será que o meu desodorante venceu" ou "hmmm, será que eu aviso pra ele que os cantos dos olhos dele está cheio de remela ou foda-se?" mas, de todas essas mini-preocupações, o frango preso nos dentes é sem dúvida das mais fodas. não existe língua que consiga arrancar uma lasca de frango de um dente. frango desfia com facilidade. frango é como aquele vilão do filme exterminador do futuro 2 (sabe aquele que se transformava em qualquer coisa). então, o frango possui uma constituição que permite ao fêla da puta se alojar em qualquer dente, e por quanto tempo for necessário. você tem que ser um craque com o fio-dental para salavr o seu dente. não é qualquer um, não. o que eu acho mais engraçado é as madames nos restaurantes no horário do almoço tentando arrancar os pedacinhos de frango. algumas colocam as mãos sobre a boca tentando em vão esconder o trabalho árduo que as línguas estão fazendo. outras tentam ser mais delicadas e levam as línguas lá pros cantos da boca com a esperação de que o frango vai ceder após um breve carinho. o franguinho é tarado por dentes molares. aqueles grandões lá de trás. passei o almoço inteiro tentando desapropriar um frango dos meus. usei todos os 47 músculos em perfeita sintonia e nada. e foi pensando nisso, ou melhor, e foi cutucando os meus dentes com a língua a caminho da minha mesa que eu comecei a pensar nisso. no frango. até pouco tempo, tinha a mais absoluta certeza que "a meleca que parece estar lá, mas não está" era a maior mini-preocupação que existia no nosso dia-a-dia. estava enganado. é o franguito.

sexta-feira, setembro 30, 2005

os bicos entumecidos (os biquinhos duros dos peitos) dos manequins do shopping morumbi.

qual foi a última vez que você foi ao shopping morumbi? meu amigo, dei um pulo no shopping hoje para almoçar e o que foi que eu encontrei? um novo tipo de manequim, na verdade eles já existiam, mas agora evoluiram: são os manequins com bicos entumecidos do shopping morumbi. é uma nova espécie de manequim. com bicos dos seios duros como se estivessem em contínuo estado de tesão. deve funcionar. porque todas as lojas fazem isso agora. eu acho que segue o seguinte raciocínio: o consumidor, eu, está lá passeando procurando uma camisa social. ele olha a vitrine de uma loja, olha a da outra, até que de repente, ele se de frente com um manequim feminino com os bicos dos seios entumecidos, ou em português claro, com os bicos duros. e, vamos citar o exemplo da loja richard's. uma loja unisex. bem ao lado da manequim excitada, está um manequim homem vestindo uma camisa social nova que custa uns duzentos mangos. o que você faz? porra, você compra cararalho. se essa camisa deixou um manequim com os bicos dos seios entumecidos, meu amigo essa camisa vai fazer as mulheres de verdade pularem em cima de você. o mesmo funciona para as mulheres. de um outro ângulo, é claro. acho que com as mulheres funciona da seguinte maneira. a mulher passa e vê aquele manequim com os bicos dos seios entumecidos e pensa: "caceta, essa mulher está pegando fogo com essa camisa... e eu aqui nesse marasmo! vou comprar cinco. também quero estar me sentindo assim." os bicos entumecidos dos manequins do shopping morumbi. vai lá ver você mesmo, em pessoa. é bico para todo lado. um novo tipo de manequim. quem sabe esses bicos entumecidos (palavra legal essa de escrever hein?) não convencem você a comprar aquela camisa que você tanto precisa mas não se decide.

quinta-feira, setembro 29, 2005

quando parar num buffet e porque o segundo pão de queijo é uma ameaça para o bem-estar da sociedade.

saber parar de comer num buffet é uma arte. eu, particularmente, não sei. se a minha mulher não me afastar da mesa eu explodo. sério, não estou exagerando. ir a um restaurante bacanudo em que você pode comer comidinhas gostosas sem parar, é uma aventura. é muita emoção: da cestinha de pão de queijo ao carrinho de sobremesa. tem gente que é tão boa nesse esporte (comer em buffet) que sabe a quantidade certa de pães de queijo que se deve comer no início para não foder o resto da experiência. essas pessoas comem no máximo um, um pão de queijo. quem come dois, depois se arrepende. esse segundo pão de queijo é a diferença entre voltar para casa soltando mini-arrotos e voltar tranquilo. o segundo pão de queijo é o que separa você de abrir a calça em pleno restaurante. depois vem a salada. ou melhor, depois você vai até a salada se servir. o certo é evitar coisas como palmito, salada de batata e aquele mega tomates. prefira as folhas. você volta para casa com a consciência leve de quem comeu uma saladinha, e ainda tem espaço para o prato principal. falando nele, concentre-se nas carnes, nos peixes e nas aves. porco não. só se você tiver um metabolismo como do "the flash", a carne de porco vai se arrastar dentro do seu sistema. evite arroz, feijão e maçarocas como mandioca frita e batata frita. meu amigo, você não quer chegar na hora da sobremesa suando bicas pela testa. bom, pelo menos isso foi o que eu escutei por aí. até porque, eu tentei, mas não consegui. ainda não aprendi a a arte do buffet. quando parar e principalmente o que evitar. quando parar no buffet. uma das coisas mais importantes da humanidade. algo que todos deveriam saber. quem sabe um dia não ensinam nas escolas. vou ficar aqui torcendo.

quarta-feira, setembro 28, 2005

estacionamento. ahhh... estacionamento.

você pára o seu carro sempre no mesmo lugar? eu tento. mas nem sempre é possível. estacionamento é foda. é tudo igual. as vagas são do mesmo tamanho. as paredes da mesma cor de concreto. a luz é fraquinha fraquinha e não ajuda picas na hora de encontrar o seu querido carrinho. estacionamento é uma aventura na hora de estacionar mas principalmente na hora de ir embora. o pessoal tenta de tudo. principalmente o pessoal do shopping. inventam nomes criativos para os andares: "andar fanta laranja", "andar coca-cola", "andar tulipa", "andar rosas selvagens", "andar beija-flor". mas é foda, quanto mais os caras tentam simplificar, mais complicam. eu já passei horas em shoppings procurando o meu carro. já peguei carona em carrinhos de golf com os tiozinhos que cuidam do estacionamento atrás do meu carro. já fui até de taxi para o trabalho para depois voltar e continuar procurando o carro. sério, estava tão atrasado para uma reunião que não podia mais perder tempo procurando onde eu tinha estacionado. as vezes quando eu entro no estacionamento de um shopping e sinto um "vibe" negativo, eu dou meia volta e saio. isso acontece geralmente quando tem fila para entrar, muitas motos pilotadas por guardinhas uniformizados e é claro, quando a sinalização é uma bosta. é por isso que eu acho que todo shopping deveria ser estilo "valet park". da noite para o dia, tinha que mudar tudo. a minha vida seria melhor. a sua vida também. eu te garanto. isso teria um efeito cascata na sociedade. todos seriam mais felizes no trânsito. e eu provavelmente não teria mandado a tiazinha que me fechou na saída do estacionamento "à merda!". mas é só a minha opinião. se você gosta tanto assim de estacionamento de shopping, vá em frente. eu provavelmente terei que passar uma boa meia hora procurando o meu carro no estacionamento aqui do prédio onde eu trabalho-- antes de ir para casa.

terça-feira, setembro 27, 2005

o s.a.c. dos bancos.

s.a.c. de banco é coisa de fêla da puta. não sei se você já tentou tirar uma dúvida, resolver algum problema. é de foder. cada vez mais esse negócio de sac é automatizado. é sempre uma gravaçãozinha meia boca. gravada nas coxas. não entendo como é que banco, uma instituição que toma conta de bilhões de reais (não os meus bilhões é claro), não consegue pagar uns carinhas pra falar com você. hoje, por exemplo, liguei para falar com o meu banco, me fodi. escutei a nona sinfonia de bethovem inteira. mas inteira mesmo. não estou exagerando. vai dar meia hora de bunda. não aceito perder meia hora do meu dia falando com gravações e apertando o meu cpf, a minha data de nascimento, repetindo o meu endereço. sério, acho que alguma coisa deveria ser feita. não é possível que ninguém ainda não se revoltou. não é possível que alguém ainda não achou o endereço da central de atendimento para ir até lá lançar uns coquetéis molotovs, aquelas garrafinhas com alcool e um um pano na ponta. quase mandei um carinha tomar no meio do olho do cu da mãe dele quando ele teve a cara de pau de falar que iria me repassar para mais uma gravação. "se você me passar para mais uma gravação, você tem que mudar a porra do disco! não aguento mais bethovem. coloca chopin!" mas ele cagou para mim. me jogou no beethovem novamente. acho que eles estão acostumados a mandar os clientes à merda. acho que é a falta de opção. é tão difícil, dá tanto trabalho cancelar uma conta de banco e abrir outra que você, o cliente, acaba engolindo tanta bosta. já sei o que eu vou fazer. sempre que eu estiver em casa e atender alguma ligação do banco, vou acionar uma secretária eletrônica com os seguintes comandos: "aperte 1 para tomar no cu, aperte 2 para ir para a puta que te pariu ou aparte 3 para ir a merda." e depois jogava música em cima dos caras.

segunda-feira, setembro 26, 2005

mais algumas observações.

-headphones deveriam ser chamar ear-phones.
- o hamburguer tem esse nome pois foi criado na cidade de hamburgo.
- o cheeseburguer tem esse nome mesmo sem existir uma cidade com o nome de cheeseburgo.
- existe coca-cola. mas não existe maconha-cola.
- a revista veja deveria ser chamada "leia".
- apesar de ser uma musiquinha de criança, se você "atirar o pau no gato-to-to" você é preso.
- o trânsito sempre está livre entre três e quatro da tarde em qualquer lugar do mundo.
- se você estudar numa escola comum e responder que 2+2= 5, vão te chamar de burro.
- se você der a mesma resposta numa escola de artes plásticas, vão te chamar de criativo.
- uma criança chorando no avião equivale a dezoito chorando num restaurante de shopping.
- uma sujeito que sai com uma mulher que usa uma mini saia e um decote que revela metade dos peitos, não tem o direito de ficar putinho se alguém olhar para ela. vai dar tomar no cu.
- churrascaria rodízio deveria tirar o cupim do cardápio.
- o mcdonald's deveria tirar o picles do big mac.
- o bob's deveria fechar as portas e abrir uma sorveteria.
- sete e meia da mahã deveria deixar de existir. por lei.
- os deputados do brasil deveriam ser obrigados a trocar o "vossa excelência" por "seu fêla duma puta" quando se dirigir uns aos outros.
- segundas-feiras deveriam trocar de nome para "dia de merda".
- o kid abelha deveria ser proibido de lançar mais discos com as mesmas músicas com nomes diferentes.
- restaurantes deveriam ser divididos em duas partes: as pessoas que mudam os pratos do cardápio e gente que não muda e está satisfeita com forma que o chef criou o prato em primeiro lugar.
- a seleção brasileira deveria ser autorizada a ter dois times, a seleção "a" e a seleção "b" e inscrever as duas nas eliminatórias da copa do mundo.
- a porção de batata frita deveria ter a mesma quantidade de batatas em qualquer boteco.
- mais pessoas deveriam morrer nos episódios do seriado "er- plantão médico".
- a novela das 8 passa as 9 e 15.
- se você colocar todas as músicas dos beatles lado a lado, são menos de 3 horas de música.

a volta do acento.

depois de uma semana usando um computador sem acentuação. o acento está de volta. o acento é de foder. poucas pessoas dão valor pra ele. ou para eles. afinal são muitos, os acentos. mas no dia que os seus dedinhos percorrem o teclado atrás deles e você não encontrar, aí meu amigo, aí você vê a diferença que eles fazem. aí que você sente falta deles. acento é como um chapéu, um boné para a palavra. o acento para a palavra é como o gergelim em cima do pão do big mac, o telhado de uma casa, o cadarço de um sapato, a calda de chocolate do sundae do mcdonald's. a neve no topo do monte fuji, o filtro do cigarro, a tampinha do saleiro e o catchup da salsicha. ou seja, quando ele não existe, faz uma puta falta. por isso mesmo decidi escrever um textinho em homenagem ao acento. tava com saudade deles. eles ajudam você e eu a não travar na hora de ler as palavras e as frases que elas constroem. o acento do "pão", do "pé", do "incrível", e de "você". ahhh, os acentos. nunca, nos meus trinta anos de vida achei que escreveria um texto em homenagem aos acentos. acento é de foder, mesmo que volta e meia não tenho a menor idéia onde colocar os fêla da puta.

quinta-feira, setembro 22, 2005

observacoes.

- porque quanto mais voce fica na cama, mais dificil e levantar depois?
- voce ja notou que voce so fode o esqueminha do AM e PM do alarme quando voce realmente precisa acordar cedo?
- mulher usa salto alto mas vive dizendo que sao os homens que mentem.
- o clube do flamengo fica na gavea.
- existe queijo-quente. existe misto-quente. nao existe presunto-quente.
- maes estao sempre certas mesmo quando estao erradas.
- os mesmo com esposas e sogras.
- voce usa cada vez mais a internet para ir ao banco, mas mesmo assim sobra cada vez menos tempo livre no almoco.
- o codigo da vinci esta no top 3 da lista de bestsellers desde 1968.
- existe uma banda que toca musica de elevador e que de vez em quando esta mesma banda toca em salas de espera de consultorios medicos.
- a bala perdida sempre encontra alguem.
- se o roberto carlos nao tivesse aquele chutao, voce estaria pergunta para alguem agora: quem e roberto carlos?
- o brazil so e escrito com "s" no brasil.
- os japoneses estao sempre doze horas na sua frente, nao importa a velocidade que voce faz as suas coisas.
- e que eles estao dormindo enquanto voce esta trabalhando duro.
- existem mais chicletes debaixo de cadeiras e carteiras do que em lojas para vender.
- um elefante incomoda muita gente. mas duas pessoas falando no cinema incomodam muito mais.
- nao e possivel ver a muralha da china do ceu.
- mas e possivel ver o ceu da muralha da china.

o croque madame e ovo que subiu na vida.

continuamos sem acentos. mas vamos la.

acabei de comer um cafe da manha de cafuzar a cabeca. um cafe com leite, daqueles com espuminha em cima. bastante espuma. e, para acompanha um "croque madame". o croque madame, descobri hoje, e primo do croque monsieur. daqueles tipos de primos que se comportam como se fossem irmaos. bom, voce entendeu. o croque madame, e uma sanduba de queijo, presunto, uma manteiga daquelas de vacas obesas e um belo ovo por cima. e e ai que a historia fica interessante. afinal, esse ovo, ele nao e mexido, ou sanduichado entre camadas de frios e paes. esse ovo vem por cima. e literalmente um ovo que subiu na vida. e como se ele tivesse tido a oportunidade que um simples ovo frito nao teve. o ovo do croque madame teve a chance de estudar numa escola particular em paris. conheceu formadores de opiniao. o ovo que vem por cima do croque madame, e como o nome diz, uma madame. ele e o mesmissimo ovo que vem misturado na farofa, ou estourado sobre o arroz. mas ele teve uma chance. ele viu uma luz no fim do tunel e pulou pra cima do croque monsieur, e assim foi criado o croque madame. esse ovo, corajoso, e a maior prova de que tudo e possivel. a vida e um mar de oportunidades. quando voce acha que tudo esta perdido, voce pode subir na vida. voce pode escalar montanhas. vencer objetivos. pular obstaculos. o croque madame e um exemplo. um exemplo que eu vou para sempre seguir. ate porque, depois de comer o fela da puta hoje no cafe da manha, com certeza vou comer varios outros. croque madame, o ovo que subiu na vida.

quarta-feira, setembro 21, 2005

o cafe e o tapa nos cantos do cerebro.

hoje acordei com muito sono. tanto sono que eu achava que nao tinha acordado. tanto sono que mesmo colocando os oculos eu nao conseguia enxergar nada na minha frente. tanto sono que eu pensei que tinha sido sequestrado e estava no alasca com tudo branco ao meu redor. mas, foi so tomar o primeiro gole de cafe que tudo veio ao normal. bom, nao foi automatico. mas foi relativamente rapido. eu nao sei como e que o cafe faz isso. tudo bem, eu sei que o cafe tem cafeina. o que eu nao sei e como o fela da puta faz isso tao rapido. fiquei imaginando o cafe entrando garganta abaixo. o caminho que ele fez pelo meu corpo. e foi ai que eu cheguei a conclusao que, diferente dos outros liquidos, o cafe nao desce pela garganta. o cafe sobe. e, ele sobe. na direcao do seu cerebro. o cafe funciona como aquela mangueira que o pessoal da padaria usa para limpar as calcadas. o cafe sobe queimando cada onda do cerebro. cada curvinha dele. e como se ele desse uns tapas nos cantos mais dormentes da sua cabeca. so pode ser verdade. eu acho que as pessoas nao divulgam isso como medo da repercusaao. mas nao existe outra explicacao. o cerebro esta viciado no cafe. o cerebro precisa da fumacinha e principalmente das temperaturas elevadas. apenas uma teoria. eu, por exemplo, estou com um dos olhos no momento quase fechando. o que eu vou fazer? vou socar os cantos do meu cerebro com cafe, e claro. experimente. tente. vai por mim. funciona. todas as manhas.

o desodorante sem cheiro.

obs: cade os acentos? tambem nao encontrei nesse computador.

dia desses comprei um desodorante sem cheiro. acho que o termo oficial e "neutro". bom, esse desodorante e um misterio. porque? e um misterio porque diferente dos outros com cheirinhos de flores, "fresh", "powder" e similares, o desodorante sem cheiro, como o nome diz, nao tem nenhum cheiro. essa porra esta me causando problemas. problemas serios. eu nunca sei se eu coloquei o desodorante ou nao. todos os dias pela manha eu tenho que colocar a lente de contato, fazer a barba, colocar a locao pos barba, escovar os dentes e passar o fio dental depois do cafe. e, no meio disso tudo, eu coloco o desodorante. e e ai que esta o problema. como ele nao tem cheiro, chega um determinado ponto do dia que eu nao consigo me lembrar se eu estou ou nao usando desodorante. chega um ponto do dia em que eu nao sei se entre a barba e a lente de contato, eu me lembrei de colocar a camada protetora debaixo de cada subaca. com o meu desodorante atigo, o "powder fresh" eu sentia aquele odor falso de "limpinho" de longe. minhas narinas conseguiam na hora sentir o drama. eu me sentia seguro. eu sabia que eu podia entrar confiante num elevador lotado sem o risco de causar um incidente internacional. agora por exemplo, acabei de sair de uma reuniao. e eu sai com a sensacao estranha de que eu nao coloquei o caraio do desodorante sem cheiro. nunca mais. a partir de agora so desodorantes como avanco, rastro e similares. aqueles desodorantes de spray. aqueles que despejam uns 100 ml de alcool nas subaca. pode ate incomodar alguem mais fresco. mas eu caguei. nao saber se voce esta com o desodorante e de foder. e inquietante. nao entendo quem compra. nao entendo quem faz. nao entendo como e que eu fui car nessa.

segunda-feira, setembro 19, 2005

a camisa cinza.

obs: mais uma vez o textinho vai sem acentuacao porque noi ainda nao descobriu como se faz isso nesse computador.

camisa cinza definitivamente nao deve ser nunca usada em reunioes, encontros ou qualquer situacao que envolva algum tiquinho de tensao. camisa cinza e uma especie de termometro que revela o que esta passando na sua cabeca. a camisa cinza reage a qualquer mudanca de temperatura no seu corpo. se voce estiver nervoso, da subaca nasce uma pequena ilha mais escura, ou como algumas pessoas gostam de descrever esse efeito, forma uma pizza. bom, o problema de nascer a tal ilha na subaca, e que nao tem como voce esconcer de ninguem. qualquer pessoa num raio de dez kilometros consegu ver esse suor acumulando debaixo do seu braco. e dai para tomar conta do resto da camisa e questao de minutos. uma pessoa que sai no primeiro encontro com a giselle bundchen de camiseta cinza e uma lenda viva. um heroi que merece ser eternizado com uma estatua em praca publica, vestindo e claro, a sua camisa cinza. uma sujeito que entra numa reuniao de diretoria com uma camisa de terno cinza clara, e um heroi que merece ser eleito o presidente da compania por unanimidade. isso tudo, e claro, e somente, se os dois, tanto o cara que saiu com a giselle como o executivo da reuniao, nao suarem uma gota sequer. nada, nem uma mililitro de suor. meu amigo, isso precisa de treino. agora, se voce nao se garante, e entra numa situacao de tensao, vestindo uma camisa dessas, ai, voce e muito mane. do maiores que existem. por isso, va por mim, evite a todo custo a camisa cinza. e um perigo. do maiores que existem. nao arrisque. a nao ser e claro que voce sej o dalai lama e, e por lei, o cara mais zen que existe. a camisa cinza te entrega. mas se voce leu isso aqui, ja sabe disso.

sábado, setembro 17, 2005

quem esta cozinhando no aviao?

obs.: esse textinho nao tem acentos porque o teclado em que ele esta sendo escrito e bem esquisitinho.

aviao. tem gente que tem medo de aviao. eu nao tenho medo, eu tenho mais e claustrofobia. do lugar fechado. de nao poder abrir a janela pra pegar um ar. de nao poder dar uma paradinha numa loja de conveniencia no caminho para tomar uma agua, esticar os joelhos e voltar para encarar o resto da viagem. bem, voce entendeu. aviao e foda. umas trezentas pessoas socadas dentro de uma lata. se voce se levantar, periga ficar preso entre o carrinho da comida e uma tiazinha nervosa que foi ao banheiro pela centesima vez. mas o que mais me deixa cafuzo no aviao e as comidinhas. o mini pratinho. o mini garfinho. o mini copinho. o que mais me deixa cafuzo e o fato desses caras servirem frango recheado com queijo e arroz com amendoas como se tivesse acabado de ser cozinhado. caraio, de onde esses caras tiram essas comidas? quem e que esta cozinhando essa comida? sera que o co-piloto faz um bico de assistente de chef? "file com molho de cogumelos, frango em tiras com lascas de gengibre ou ravioli de vitela?" quando a aeromoca me pergunta o que eu vou querer comer no jantar, eu fico pensando: "puta que pariu, e se as trezentas pessoas deste aviao pedirem o mesmo prato? cacete, lascas de gengibre? vai dar meia hora de bunda, como e que voces arrumaram tempo de tirar lascas de gengibre nos quinze minutos que o aviao ficou no solo?" agora, o que de foder, e o cafe da manha. a mulher, a aeromoca, novamente aparece cheio de opcoes: "omelete? cereais? sanduiche de peito de peru?" caceta, onde e que esses caras guardam tudo isso? sera que eles viraram a noite cozinhando enquantos os passageiros dormiam? e, eu nao sei. acho tudo muito estranho. trezentas pessoas, tres opcoes de jantar. tres opcoes de cafe da manha. no meio do nada. dez mil metros de altura. tem algo estranho acontecendo la naquele lugarzinho em que as aeromocas se reunem de madrugada. alguma coisa sinistra. piloto, co-piloto e aeromocas descascando batatas e cortando carne enquantos os passageiros dormem. da proxima vez eu nao durmo. vou entrar la de madrugado e pegar esse felas das puta com a faca e o queijo na mao.

sexta-feira, setembro 16, 2005

o aeroporto.

aeroporto é um lugar engraçado. engraçado não, diferente. é como se fosse um universo quase paralelo. onde as pessoas usam roupas que geralmente não colocam em outras ocasiões, como calças de veludo marrom escura, por exemplo. no aeroporto também, as pessoas comem comidas que nunca comeriam em outro lugar. suco de maçã e sanduíche frio de queijo e presunto é um bom exemplo. e como o seinfeld disse uma vez, você paga em média uns quinze mangos para comer esses quitutes com prazo de validade de dois meses. leitura é outra coisa. você acaba comprando revistas que você nunca comprou porque, sei lá, a porra do aeroporto tem esse efeito em você. um bilhão de pessoas socadas num portão de embarque a espera de um avião que está vindo do rio de janeiro ou que está trocando de tripulação em recife. é de foder. esse textinho por exemplo, estou escrevendo numa sala de espera, com um grego suado fungando o meu cangote. o fêla da puta quer tomar o teclado de mim. mas como essa é a última cadeira disponível na sala de emabarque, eu quero que ele se foda. bom, pensando bem, a subáca do cara tá ardendo as narinas. tchau.

quinta-feira, setembro 15, 2005

a teoria das roupas.

que roupa escolher para vestir pela manhã? não fico muito tempo escolhendo. juro. não tenho frescuras. tenho é preguiça de escolher. as vezes eu abro a janela só para ver como é que as pessoas estão vestidas lá fora. tento copiar. mas geralmente não tenho nada igual no armário. as vezes eu vejo o céu. coloco o dedo para fora da janela. "tá frio?" "tá quente?" "tá morno?" "tá bom! eu já tô indo porra!" canso de ir para a mesa tomar café de toalha. as vezes dá um branco--não sei o que colocar. tenho medo de ter uma reunião e não me lembrar. me cago de ficar suando o dia inteiro por ter finalmente decidido usar o sweater bordado com renas amarelas com bolinha azuis dado pela minha vó. muitas vezes não me lembro que calça ou camisa eu usei no dia anterior. tenho que começar a anotar. semana passada por exemplo, vim três dias seguidos para o trabalho com uma camisa azul e jeans. o mesmo tênis. as camisas eram da mesma cor. marcas diferentes. mas da mesma cor. não sei se passei a impressão de sujo ou de apenas 'quisito'. vou fazer como einstein. einstein pelo o que reza a lenda se vestia sempre igual. com a mesmíssima roupa. não mudava a combinação. todos os dias. faça frio ou faça sol. ele não queria gastar seus neurônios escolhendo a roupa logo pela manhã. e olha que o cara tinha muitos neurônios. tô pensando em seguir o exemplo . afinal, se ele que tinha bilhões de neurônios--fazia isso. imagina eu--que ontem matei uma dúzia dos que restam-- secando 3 cervejas.

quarta-feira, setembro 14, 2005

garfos, facas, colheres e etiquetas.

garfo pequeno, garfo grande, faca pequena, faca grande, colher pequena, colher grande. alguns restaurantes, os mais caros tem o costume de entulhar a mesa com talheres. os pequenos para a salada ou entrada, os maiores para o prato principal, a faca sem dente pra o peixe, a afiada para a carne, a super afiada para a carne que custa o dobro da carne da faca que é apenas afiada e assim por diante. quando eu era mais moleque, caí de pára-quedas num restaurante desses e não consegui entender picas. não consegui decorar a ordem. e desde então tenho ignorado todas as etiquetas: só uso os talheres grandões. garfo e faca grande pra salada, o prato principal e sobremesa. no começo as pessoas olham, observam, e olham novamente pra ver se você se tocou que você está comendo a salada com os talheres errados. mas depois elas se acostumam, ou pelo menos se comportam como se fosse a coisa mais normal do mundo. a primeira coisa que eu faço quando sento numa mesa dessas, é pegar todos os talheres supérfluos e entregar para o garçom. não sei se você teve dificuldade na hora de aprender a usar os talheres, comigo foi foda. aprender a cortar um bife então, foi mais difícil que dominar uma equação de segundo grau. a minha teoria é a seguinte, já é difícil fazer uma criança largar a colher. agora, fazer um moleque decorar com que garfo e com que faca ela deve rasgar as folhas de alface é de fuder. sei que já estou mais crescidinho e já não é tão difícil decorar a ordem, mas e me recuso. vai dar meia hora de bunda o pessoal que inventou essa história de garfos e facas de vários formatos e tamanhos. é como os orientais, você não vê eles comerem salada com palitos pequenos. não, é tudo do mesmo tamanho. na próxima vez que você for a um restaurante e se ver cercado de talheres, pegue o guardanapo do colo, embrulhe todos os talheres que você não vai usar e chame o garçom. assim, meu amigo, você pode concentrar em driblar as espinhas do peixe, dobrar as folhas de alface, desfiar o frango e tirar aquela casca de titânio dos camarões de buffet. vai por mim, fica muito mais fácil. e se alguém levantar uma sobrancelha quando notar que você não está comendo com o garfo certo, pergunte se na casa dele, ele almoça todos os dias com essa putaria toda.

terça-feira, setembro 13, 2005

esse é um trabalho para sobrancelha man!

quando eu era mais moleque, inventei um super-herói bem quisitinho, o nome dele era sobrancelha man. isso mesmo. dia desses fuçando numa papelada lá em casa, encontrei um esboço com o sobrancelha man. ele era um super-herói para os dias modernos. ele não soltava raios lasers pelo rabo, não era feito de titânio, mas tinha lá seus super poderes. é, o sobrancelha man, carregava uma pinça em cada mão. daquelas pinças bem fucking fuckers feitas para arrancar os pêlos mais difíceis. sobrancelha man, tinha duas mega sobrancelhas. gigantes mesmo. elas subiam quase um metro e depois curvavam. bom, você deve estar pensando que caráio essas mega sobrancelhas faziam? elas funcionavam mais ou menos como o escudo do capitão américa. além de serem a prova de bala, também funcionavam como um puta charme para a mulherada. sobrancelha man era pegador. dos mais pegadores. a mulherada chegava perto pra olhar as sobrancelhas e ele cráu. e as pinças? quem já arrancou um band-aid com força sabe a dor que é arrancar cabelos de suas respectivas raízes. mas com a pinça doi mais. doi muito mais. se uma vovó estivesse sendo assaltada num beco escuro por um fêla da puta... sobrancelha man surgiria munido de suas micro-pinças para arrancar fios de cabelo da base da nuca do ladrão (estudos comprovam que arrancar um fio de cabelo da base da nuca resulta na maior dor que um ser humano pode sentir.) depois de encontrar os rabiscos do sobrancelha man tentei me lembrar como é que ele nasceu. a resposta estava no verso da mesma folha de caderno. a inimiga nº1 dele era uma professora minha de matemática bem babaca. ela era o lex luthor, o duende verde do sobrancelha man. ele nasceu no dia que ela, a professora, me fodeu ao dar um teste surpresa de algebra, eu acho. e porque, sobrancelha man e as pinças? a fela da mãe tinha umas sobrancelhas que enrolavam na testa, uns tufos de cabelo nos braços e um bigodinho, um buço bem visível. e foi aí que eu pensei no sobrancelha man. depois de pensar em todas as alternativas, cheguei a conclusão que a melhor maneira de me vingar dela seria arrancando cada cabelinho daquele bigode. um por um. mas como eu já estava bem fodido naquela matéria... aquilo era um trabalho para o sobrancelha man... man...man....man... (eco)

segunda-feira, setembro 12, 2005

o cheque de papelão.

reza a lenda que o pai das irmãs williams (venus e serena) teve a idéia de matricular as filhas numa escolinha de tênis depois de assistir a entrega de uma premiação de um torneio de tênis. aquele cheque gigante de papelão cheio de zeros -- que os caras entregam nessas finais fodem a cabeça de qualquer um. o cheque gigante de papelão quase levou o cara a locura. ele não sossegou enquanto não viu as filhas ganharem um. 15 anos depois, as duas já ganharam mais de 10 milhões de dólares cada uma. caráio. é dinheiro que não acaba mais. o que nos leva ao assunto desse textinho. ontem, assisti a final do us open. assisti a entrega do prêmio. e do cheque gigante de papelão. no valor de 1 milhão de dólares. puta que pariu-- 1 milhão de dólares! foi aí que eu decidi. como eu ainda não tenho filhos e não posso forçar eles a jogar-- vou jogar tênis eu mesmo. é resolvi jogar tênis. noite e dia. dia e noite. fiz os cálculos. eu tenho 30. posso treinar duro uns 2, 3 anos. me dedicar de verdade. aí-- com 32 eu entro no circuto profissional (o agassi tem 35). jogo uns 3 torneios desses dos grandes e me aposento. é. quero ganhar um cheque gigante de papelão. esse passou a ser o meu grande objetivo na vida. não vou lutar pela paz mundial não. muito menos plantar uma dúzia de árvores para um mundo melhor. quero ganhar o checão de papelão. é apenas uma questão de tempo e dedicação. vou me aposentar com o checão. e aí, sempre que chegar a conta do restaurante e o garçom me perguntar: "cartão? dinheiro? cheque?" eu vou simplesmente responder: "não! eu vou pagar com o meu checão de papelão." deve ser de fuder.

onze pior que... um melhor que...

- pior que sentir dor de cabeça, é ter que sair pra comprar aspirina.
- pior que não picanha ou fraldinha, é só ter cupim.
- pior que esquecer de tirar as lentes de contato, é acordar com elas.
- pior que pegar um trânsito, é pegar um caminho alternativo e se perder.
- pior que trabalhar no fim de semana, é trabalhar na vespera do natal.
- pior que sinal de ocupado, é ficar escutando a musiquinha da espera.
- pior que dor de dente, é dor da maquininha do dentista.
- pior que uma espinha no rosto, é uma de peixe atravessada na garganta.
- pior que especial do roberto carlos, é a reprise do mesmo.
- pior que coçar o saco, é levar uma bolada nele.
- pior que estar com o nariz sujo, é não estar ciente disso.

- melhor que acordar tarde no sábado é acordar tarde na segunda.

sexta-feira, setembro 09, 2005

diferenças.

as mulheres vão juntas ao banheiro.
os homens vão separados.
as mulheres gostam de atender o telefone.
os homens gostam de desligar.
as mulheres gostam de comidas como "quiche" e "confit de pato".
os homens gostam de "bolinho de bacalhau" e "filé a cavalo"
as mulheres não entendem porque o homem precisa saber quanto foi "fortaleza x cruzeiro" pela segunda rodada da copa sulamericana, mesmo que você não torça por nenhum dos dois.
os homens não entendem como a mulher não percebe a beleza que existe num gol de bico aos 47 minutos do segundo tempo num jogo que não vale pourra nenhuma, mas que vai deixar algum amigo seu bem puto.
as mulheres choram ao final de filmes como "titanic" e "notting hill".
os homens choram quando levam uma bolada na sáca.
as mulheres acham que entendem o homem.
os homens acham que não entendem as mulheres.
as mulheres acham que mandam nos homens.
os homens acham que eles mandam nas mulheres mas fingem que as mulheres mandam neles.
as mulheres amam a sandra bullock.
os homens acham que a sandra bullock quebra um galhão, mas amam a angelina jolie.
as mulheres odeiam a daniella cicarelli.
os homens adoram.
as mulheres gostam de conversar.
os homens fingem gostar de escutar.
as mulheres entendem que homem tem barriga.
os homens não entendem quando mulher tem.
as mulheres gostam de escrever, de falar, de conversar e provavelmente não terminariam esse textinho por aqui.
os homens são mais práticos.

quinta-feira, setembro 08, 2005

pessoas que espirram e depois apertam a sua mão.

já aconteceu com você? comigo já. eu apertei é claro. o que é que eu vou falar? desculpa aí cara, mas você acabou de espirrar na sua mão. não dá, o cara vai achar que eu estou de sacanagem. eu também já fiz minhas vítimas. já espirrei e apertei a mão de alguém. é complicado, você não controla. as vezes você está lá trabalhando e espirra. seis minutos depois chega um amigo e oferece a mão. o espirro já perdeu a validade, ele não viu você espirrar e muitas vezes você esqueceu até que espirrou. e você estende a mão e aperta. existem algumas maneiras de evitar apertar a mão espirrada. a melhor, na minha opinião é oferecer a outra mão. por exemplo, o cara espirrou na mão direita e logo em seguida oferece a mesma mão direita para você apertar... estenda a mão esquerda. mas faça isso com convicção. não desista, deixe ela lá no ar, como se você não entendesse ao certo o que está acontecendo. até ele trocar de mãos. mas se comporte com naturalidade como se você fosse canhoto. pessoas que espirram e depois apertam a sua mão não fazem isso de propósito. essas pessoas não acordam com um plano maquiavélico na cabeça. eles não fazem parte de um grupo cuja especialidade é espalhar germes. não, pessoas que espirram e depois apertam a sua mão simplesmente espirram com tanta frequência que cresceram apertando a mão dos outros depois de um atchim. dia desses estava tomando um café depois do almoço quando esbarrei num cara que eu conhecia de algum lugar só não sabia de onde. o rosto era familiar, mas se a minha vida dependesse de dar o nome dele, você não estaria lendo isso aqui agora. ele acenou de longe e veio na minha direção. só que, no caminho ele espirrou. um daqueles espirros que você vê em slow motion. com gotículas densas e viscosas voando para toda direção. bom, o cara usou a mão direita pra cobrir o espirro. eu estendi a mão esquerda e levantei o café com a direita, deixando claro que estava com a aquela mão impossibilitada de apertar a dele. não fode, vi depois que o cara também não lembrava o meu nome. já inventei apertos de mão no momento em que eu noto que se trata de um espirrador. apertos como aquele famoso em que as pessoas batem os punhos ao invés de apertar a mão. já dei golpes baixos também: recusei a apertar a mão de um amigo e dei um abraço seguido de frases como: "apertar mão!? vai tomar no cu! a gente é amigo desde pequeno! não fode! abraça aqui, irmão, porrrrra!" pessoas que espirram e depois apertam a sua mão. preste atenção, você pode ser a próxima vítima.

terça-feira, setembro 06, 2005

você só vai entender um milkshake de verdade, o que se passa dentro dele... no dia que você colocar ele no congelador.

você deve estar se perguntando que caráio eu estou querendo dizer com isso. bom, deixa eu tentar explicar. quando você pega um milkshake no drive-thru do mcdonald's, por exemplo, você soca o canudinho amarelo e vermelho e começa a chupar com a mesma força de uma mãe que tenta tirar o ferrão de abelha do braço de uma criança. bem, você entendeu. o ponto que eu estou tentando chegar é o seguinte: é impossível compreender a magnitude de um milskhake consumindo ele em seu estado líquido. é difícil abstrair, calcular a densidade, a espessura, a quantidade de ingredientes de um milkshake, simplesmente com um canudo. quando você coloca as mãos num copo de milkshake, você bebe rápido. o negócio é gostoso e você bebe até dar aquele choque gelado na cabeça. ou, você aprecia cada gole, mas bebe em goles grandes. desta maneira, você não consegue visualizar a quantidade de sorvete que está engolindo em segundos. por isso, vale a pena fazer essa experiência. congelar o milkshake. eu fiz e é bem simples. vai ajudar você a entender o milkshake. congele ele no freezer por algumas horas. uma vez que você tirar o milkshake do freezer, pegue uma colher de aço inox daquelas que nem o uri geller conseguiria entortar. aí, você coloca um filme no dvd e comece a comer o milkshake. coma o bicho como se fosse sorvete. colher por colher. você vai ter uma surpresa. é, quando você chegar na metade do copo, você não vai aguentar dar mais uma colherada. vai estar com as bordas da boca lambuzada de chocolate e uma sensação de peso no estômago. o copo ainda estará pesado, cheio de milkshake congelado, mas você não vai conseguir comer. nem se a vida daquela velhinha boazinha do andar debaixo dependesse disso. aí você guarda o milkshake congelado no freezer e volta para ler as conclusões deste textinho. vai lá, eu espero. a idéia desse teste é mostrar pra você que o milkshake que você bebe com o canudo é monstruoso. contem 1 bilhão de calorias. sete bolas de sorvete, meio litro de leite. mas a sua cabeça não computa isso. você não consegue visualizar isso. então você bebe tudo como se fosse toddynho. mas, assim como eu aprendi, você agora já sabe o que é um milkshake. o que se passa ali dentro. congelado, fica beeeeem mais fácil entender que se trata de meia tonelada de açucar. assim como todo jovem que completa 18 anos deve se apresentar ao exército, acho que também deveria existir uma lei forçando a molecada a fazer esse teste. e mais, todo milkshake deveria vir com fotos como os cigarros. e no lugar de gente impotente e de pulmões podres, os milkshakes teriam fotos de barrigas enormes, celulite e cirurgia de redução de estômago. milkshake... aprecie com moderação.

segunda-feira, setembro 05, 2005

o alface, a chupadinha de macarrão, o naco de picanha preso nos dentes e o cardápio do primeiro encontro.

sempre achei engraçado primeiros encontros em restaurantes. acho que a grande maioria dos primeiros encontros acontecem num restaurante. o casal pode até ter se encontrado num bar, numa festa, na escola ou no trabalho. mas o primeiro encontro sério acontece numa mesa no canto de um restaurante que provavelmente foi indicado por alguém que já teve um primeiro encontro lá. bom, a idéia do primeiro encontro no restaurante, obviamente é chegar ao final dele com um segundo encontro programado. isso é claro, se tudo der certo. mas não vamos desviar do assunto deste textinho. que é o fato desses encontros acontecerem em restaurantes. porque é engraçado isso? bem, qualquer comida que você pedir pode influenciar diretamente no que pode acontecer. se você pedir uma salada, você pode passar o jantar inteiro com um pedaço de alface agarrado nos dentes da frente sem saber. lembre-se que a menina ainda não tem lá essa intimidade com você para avisar sobre o alface. se você pedir fetuccine, espaguete e similares, você tem que dar aquela chupadinha com barulho pra levar todo macarrão para a sua boca. ou, você morde o que cabe na sua boca e devolve o restante ao prato. ou seja, nada simpático para quem quer impressionar alguém. bom, aí você pensa: "hmmmm... acho que vou pedir um peixe com molho de maracujá!" se fodeu também. as chances de você ter que levar a mão inteira pra dentro da boca pra retirar uma espinha que ameaça te sufocar são enormes. filé acebolado. bafo de cebola. file sem cebola. aí, você fica sem o bafo, mas vai ter que esfregar a língua nos dentões lá de trás para liberar o naco de carne preso. é só por isso que eu acho engraçado o fato de primeiros encontros acontecerem em restaurantes. as variáveis que podem acabar, destruir com esse primeiro encontro são muitas. não sei, mas deve ser exatamente por isso que é assim. afinal, se você passar por esse teste.... significa que você é o cara. pourra, depois de traçar dezoito tipos de carnes jorrando sangue e de bochechar café, se a mulher encarar te beijar no final, é porque você mandou bem. e, se ela aceitar um segundo encontro mesmo depois de você passar a noite fazendo aquele barulhinho ensurdecedo ao chupar o espaguete, aí meu amigo, pode pedir bife a cavalo caprichado no alho e na cebola com dois ovos mal passados no próximo encontro. essa mulher te ama.

sexta-feira, setembro 02, 2005

o 'babe' cozido e o 'nemo' grelhado.

você já assistiu o filme "babe"? aquele do porquinho que conversa com os animais da fazenda? e "procurando nemo"? do peixinho que vai para um aquário e o pai passa o filme tentando salvar? dia desses, acho que foi domingo passado, assisti pequenas partes dos dois na televisão. quando existem mais de 60 canais na tv, as chances disso acontecer são grandes. primeiro vi o "babe" e depois o "nemo". o problema é que tudo isso aconteceu antes do almoço. uma meia hora antes. saí de casa com o babe e o nemo na cabeça. cheguei no restaurante cheio de fome. muita fome. o couvert evaporou em questão de segundos. se o garçom demorasse mais um milésimo para tirar a mão da minha frente, ao colocar a cestinha de pães na mesa, eu teria arrancado o dedo dele. bom, aí chegou o cardápio. a pessoa que estava a minha direita, pediu cachorro quente. e, a que estava a minha esquerda pediu peixe a milanesa. ou seja, eu estava prestes a testemunhar uma pessoa comer o babe, o porquinho atrapalhado do filme, com catchup, mostarda e maionese. e uma outra pessoa, o nemo, empanado com molho tártaro. você deve estar pensando que eu estou de putaria, exagerando. mas tente você mesmo, assistir "procurando nemo" e depois degustar um sashimi. ou melhor, alugue o dvd do "babe" e depois mastigue uma linguiça de porco suculenta. mas mastigue devagar. eu dúvido que você não tem uma pontinha de dó. de pena do peixe e do porquinho. a primeira coisa que vai vir a sua cabeça e o pai do nemo atravessando o mundo atrás do filho. tudo isso, para encontrar, ele, o nemo, sendo fatiado por você num restaurante qualquer. chegou a minha vez de escolher o que comer. eu pensei, pensei, pensei, olhei o cardápio de ponta a ponta. prato por prato. e decidi. pedi um frango grelhado com batatas. afinal eu consegui sair de casa antes de começar o desenho "a fuga das galinhas". vai, alugue o filme e faça o teste. aposto um pirulito qe você não passa.

quinta-feira, setembro 01, 2005

gente que conversa em elevadores.

não estou falando de um pequeno comentário sobre o tempo, as horas ou algo parecido. estou falando de pessoas que conversam coisas íntimas no elevador como se não existisse ninguém ao redor. vou dar um exemplo: "amor, você lembrou de jogar fora a fralda suja de cocô do nenem?" ou "diz aí, armando, você não acha que aquela menina do financeiro tá louquinha pra me dar?" ou "você se lembrou de rebobinar 'dando de 4 é mais gostoso'? tô cansada de pagar multa no vídeo clube!" bem, você entendeu. nada contra quem fala em elevador. só acho estranho. quer falar sobre o seu período mestrual no meio de estranho? beleza, não me importo em escutar. mas como é que uma pessoa não consegue esperar o elevador abrir a porta para confessar para o amigo que não foi capaz de segurar a bufa? quer saber as horas? onde vamos comer? beleza. que tesão louco é esse de falar coisas íntimas na presença de estranhos? será que dá uma onda? será que causa um formigamento na base da nuca? não sei, deve ser mais ou menos a sensação que as pessoas têm ao transar em estacionamentos de shopping, elevadores e banheiros de aviões. só pode ser. o elevador lá do meu prédio é pequeno. muito pequeno. cabem 6 pessoas prendendo a respiração. dia desses, uma mulher perguntou para o marido com quem ele tinha ido tomar chopp na noite anterior. gaguejando, ele emendou uns três nomes de amigos (aqueles três que são casados, e que toda mulher confia). tava na cara que estava mentindo. como o elevador é pequeno, a mulher notou que eu estava a par de tudo. ela olhou para mim, como se pedisse um veredito. eu cocei a sobrancelha direita e o elevaador chegou. quase entrei no meio de uma briga conjugal. vai dar meia hora de bunda. espera o elevador chegar e interroga o cara no carro. no subsolo do prédio, onde ninguém poderá testemunhar o crime de vingança. não fode.

quarta-feira, agosto 31, 2005

esteira de academia.

esteira de academia. enquanto caminhava sobre uma hoje, comecei a analizar o que é uma esteira de academia. mais especificamente, como é o dia-a-dia de uma esteira. como é a vida dela. sua rotina, suas preocupações. vida de esteira não é fácil. esteira acorda cedo, bem cedo, quase de madrugada. antes do sol nascer. o dia na academia começa cedo. bem, daí pra frente é que fode. hoje, por exemplo, do meu lado, tinha um sujeito de quase dois metros de altura e relativamente acima do peso. cada passo que o cara dava, a esteira estremecia. ela sambava, pulava, cada parafuso dela prendia a respiração. e aí, quando esse cara acabou o programa de corrida dele, e a esteira achou que ia poder descansar um pouquinho, aparece uma tiazinha quase do mesmo tamanho. com um agravante: ela suava demais. o que é normal, numa academia. mas fico imaginando a esteira lá debaixo, recebendo gotas grossas e fartas da tiazinha. e a tiazinha ainda tinha um jeitão de pisar que com certeza não era dos mais prazerosos para a esteira. eram oito e tal da manhã, o dia estava só começando, e a esteira já tinha sofrido bastante. aí, eu comecei a pensar se a esteira, como eu, tinha o seu intervalo na hora do almoço pra dar uma relaxada. mas é claro que não. de acordo com a mocinha que fica na porta da academia, o horário do almoço é o mais cheio. o mais lotado. é quando a esteira se fode bonito. minutos depois, o meu programa acabou. ou melhor, cansei. desliguei a minha esteira e pulei fora. trinta e dois minutos sofrendo. respirando fundo. fiquei com pena da minha esteira e passei um pano nela, para remover as gotículas de suor. afinal, a fêla da puta ainda tinha muito trabalho pela frente. esteira de academia. um masoquista que acredita em reencarnação sonha em um dia voltar para a terra como uma esteira. pra passar o resto da vida sendo pisoteado. e feliz.

terça-feira, agosto 30, 2005

o dilema do limão.

desde que eu nasci. desde que eu me conheço por gente... sempre que eu peço para o garçom uma coca-cola, a pergunta sempre foi a mesma: "gelo e limão?" pra ser sincero, na grande maioria das vezes os caras sequer perguntavam. já fazia parte do esquema. o refrigerante vinha obrigatoriamente num copo com gelo e limão. é como se os copos de restaurantes já chegassem na caixa assim: com uma rodela de limão e três pedras de gelo. mas aí, os caras inventaram a pepsi twist e a coca cola lemon. o negócio já vem com limão. agora é só adicionar o caráio do gelo. agora é que complicou a cabeça dos garçons de vez. o cara passou anos com essa fórmula do limão e gelo na cabeça e agora tem que se adaptar. por exemplo, eu tenho um amigo que sempre pede pepsi twist. eu, particularmente bebo só com gelo, e é aí que fode. é aí que o garçom entra em pane. todas as mesas querem ou não se importam no esqueminha do gelo com limão. o meu amigo quer pepsi twist. eu, só com gelo. aí, eu aposto um pirulito que o garçom não acerta. sempre erra. porque quando ele chega na cozinha com aquele bloquinho com papel carbono escorregando pelos lados e em três vias, o maluco também tem na mão o pedido acumulado de mais umas doze mesas. é o que eu chamo de "o dilema do limão". ah, esqueci de mencionar uma outra variedade do limão no copo em que vai será servido o refrigerante. tem uns caras, poucos, mas tem, que pedem o suquinho do limão num copo à parte. só pra foder mais com o nosso amigo garçom. mas voltando ao meu copo que sempre chega com limão por engano. bom, isso não me deixa assim tão puto. eu entendo, se eu tivese na pele do garçom eu serviria todos os copos com gelo limão. proporcionalmente eu levaria bem menos esporro. o que me deixa puto é que o carinha da cozinha que prepara o copo que o garçom vai levar para a minha mesa é um fêla da puta. parece que ele sabe que eu não curto o tal limão. é, o limão vem sempre trançado entre três pedras de gelo escorregadiças que me impede de tirar a rodela. isso sim, me deixa com a sáca ardendo. o que falar para o garçom? o que pedir pra escapar do limão? até a cerveja vem com a lasquinha. já não sei se devo tomar coca-cola ou mandar o garçom tomar no cu. o dilema do limão.

segunda-feira, agosto 29, 2005

o homem da caverna que não usava óculos.

tenho quase 4 graus de miopia em cada olho. não dá pra ver picas sem óculos ou lentes de contato. o que nos leva ao assunto deste textinho. o que faziam os homens das cavernas que eram míopes? fico imaginando as crianças nas escolinhas dentro das cavernas. o professor pintava aqueles símbolos e animais nas paredes da caverna e pedia para a criança responder a pergunta. devia ter sempre uma meia dúzia lá no fundo que sempre tirava zero. afinal, essa molecada era míope mas não sabia o que era isso. o moleque chegava em casa com a nota zero marcada no bloco de pedra, e já levava uma porrada de tacape na fuça pra ver se aprendia. os não míopes deviam achar os míopes malucos, cafuzos da cabeça. "caráio og, como é que você não viu a cratera do vulcão? você quase caiu seu moleque burro!" porra, já era complicado ter nascido numa época em que a roda estava prestes a ser descoberta, o fogo, bem o fogo ainda dava um trabalho infernal para acender. numa época em que você tinha que morar cavernas e o pior, numa época em que ainda não existiam lojas de conveniência e os 38 canais da net. tudo isso, e você ainda era míope e ninguém sabia que porra tinha errado com você. seu pai, o prezado homem da caverna não podia mandar você para o oftalmologista. como a gente já conversou aí em cima, os oftalmologistas não existiam. e foi pensando nisso que eu cheguei a uma conclusão: o que levou os povos a se espalhar pelos cinco continentes não foi o espírito de sobrevivência. não, foram os míopes. é, imagine o líder de um povo com uns 6 graus de míopia. agora imagine um outro grupo sendo liderado por um outro cegueta com os mesmos 4 graus que eu tenho. eles não conseguiam ver um caráio de longe. por isso, tinham que chegar cada vez mais perto. e mais perto. e mais perto. os líderes míopes não conseguiam distinguir nada. então eles andavam mais, e mais, e mais, sempre tentando chegar mais perto pra ver que caráio tinha lá na frente. e como os caras também não eram grandes comunicadores, o povo ia atrás, sem perguntar. e assim o mundo se formou. os cinco continentes. civilizações inteiras devem tudo aos homens das cavernas míopes. que sem conseguir ver nada, foram muito mais longe.

sexta-feira, agosto 26, 2005

vinhetas de abertura de programas de tv que despertam sensações nem sempre boas.

o que você sente quando escuta, mesmo que de longe, a musiquinha da abertura do fantástico? eu fico meio deprê. na verdade, eu fico bem deprê. é o sinal oficial de que segunda está chegando e não adianta lutar, não adianta fazer nada que fôdeu. outra musiquinha de programa que desperta uma sensação desconfortável é a da abertura do programa zorra total. sempre existe aquele sábado que seu amigo fura, a namorada está cansada pra sair, chove, e você acaba ficando em casa. aí, meio que sem querer, quando você ainda acha que pode existir alguma chance de salvar os últimos minutos de sábado, lá vem o zorra total. aquela musiquinha sem-vergonha me leva ao fundo do poço. é um soco no estômago. é o sinal oficial de que você desperdiçou o seu sábado. quer ver outra musiquinha de abertura que afeta o seu comportamento? a do plantão da globo. você pode estar no meio do banho com sabão nos olhos, colocando em prática a página 186 do kama sutra, com o fogo ligado. não importa. é tocar a primeira nota do plantão da globo, que um sentimento de pânico misturado com uma curiosidade quase mórbida faz com que você largue tudo. não importa se a cozinha vai pegar fogo. você precisa saber por que caráio tocou aquela musiquinha. é sempre alguma merda das grandes. alguém importante morreu ou acabaram de invadir o planeta terra. pegaram o bush de porrada no meio de um discurso ou a scheila carvalho do "é o tchan" colocou implantes de silicone ainda mais carnudos. mas, de todas essas musiquinhas, tem uma que é de fôder. é a música da abertura do faustão. meu amigo, se você escutar essa música corra. mas corra com todas as forças. é um sinal de que ainda dá tempo de aproveitar o que resta do fim de semana. pense na musiquinha do faustão como um alarme de incêndio pra você fugir do prédio. porque você sabe, depois do faustão vem o fantástico. é aí é um caminho sem volta.

quarta-feira, agosto 24, 2005

"ahhh... o powerpoint!"

powerpoint é um software para roubar o seu tempo. não importa o que está escrito na manual do usuário do powerpoint. ele não foi feito para conduzir reuniões como você achava. ele também não existe para ilustrar o faturamento ou o market share de um produto num determinado segment. na-na-ni-na-não. powerpoint é o maior ladrão de tempo de todos os tempos. se você entra numa reunião e alguém liga uma apresentação de powerpoint, você pode ter uma certeza, você só vai sair daquela sala quando meio mundo já estiver em casa coçando a sáca. é um fato. eu nunca presenciei uma reunião em que o powerpoint não roubou pelo menos umas 3 horas do meu dia. é de foder. eu não sei ao certo como ele faz isso, mas faz. o carinha que está na frente do projetor conduzindo a reunião e a apresentação de powerpoint consegue frear e acelerar o tempo. frear, porque quando ele aponta para aquele gráfico de pizza e fala de porcentagens, parece que ele está falando em câmera lenta. e acelerar o tempo, porque o fêla da puta consegue fazer uma reunião que começou meio-dia terminar oito da noite num piscar de olhos. e tem outra coisa que me deixa bem puto com apresentação de powerpoint. elas sempre acontecem, ou pelo menos começam na hora do almoço. e aí, quando você já mastigou três biscoitos molengas para segurar a fome, o carinha no comando do powerpoint aciona um slide no formato de pizza no telão. e só de putaria, o gráfico tem a cor de uma pizza metade calabreza, metade frango catupiry. terça-feira, por exemplo, entrei numa sala para assistir uma apresentação dessas de powerpoint. acabei de sair de lá. e só porque eu tinha que tirar uns seis litros de água do joelho.

terça-feira, agosto 23, 2005

o veríssismo. uma nova religião. a minha religião.

"só acredito naquilo que eu posso tocar. não acredito em luiza brunet, por exemplo." essa frase genial do luiz fernando veríssimo é a base de toda minha crença. se eu tivesse tempo, criaria uma religião. o "veríssismo". essa religião não teria um livro grosso como a bíblia como base. teria apenas essa frase do veríssimo. as missas seriam mais curtas. não teria sermão. bo lugar do bom e velho sermão, apenas uma crônica. de preferência curtinha. se alguém me perguntasse qual era a base dessa nova religião e o que ela pregava-- eu simplesmente responderia: "eu só acredito naquilo que eu posso tocar." não acredito em sundae de chocolate, não acredito em marcianos e espíritos. não acredito em giselle bündchen. não acredito em prêmio acumulado da mega-sena. não acredito em aro de cesta de basquete. mas principalmente, não acredito na última prateleira da cozinha que eu não alcanço. eu só acredito naquilo que eu possa cutucar com o meu indicador. simples assim. o veríssismo arrastaria multidões. fiéis surgiriam de todos os lados. lotariam estádios. peregrinações surgiriam de todos os continentes. os livros do veríssimo iriam esgotar. o novo profeta. sem mais segundas interpretações. e sempre que alguém ficasse com vontade de entrar em contato com o lado espiritual--era só abrir uma crônica do veríssimo. com começo, meio e um fim surpreendente e geralmente sarcástico. essa é a minha religião. é isso que eu escrevo em formulários. venha também para esse mundo. acredite. acredite no veríssismo. vamos! juntos!

segunda-feira, agosto 22, 2005

o lugar mais escroto do mundo de todos os tempos.

o pior lugar do mundo para mim é a poltrona do meio de um avião. não tenho medo de avião. tenho medo da poltrona do meio. tenho pavor. é quase uma sentença de morte. quando eu vou fazer o check in e a aeromoça me entrega o bilhete do embarque e diz: "poltrona 6b ou 17e", os meus olhos enchem de lágrimas. eu sinto uma dor fina que começa na base do pescoço e explode na testa. a poltrona do meio de um avião é tão ruim, tão ruim que eu já peguei um vôo mais cedo para o rio uma vez porque no seguinte eu seria obrigado a voar na poltrona do meio. uma vez na poltrona do meio, fudeu. é pra lá que deveriam mandar os maiores criminosos do país: "você foi condenado a fazer uma viagem de ida e volta para o japão na poltrona do meio da classe econômica de um boeing fabricado na década de 70 quando os americanos ainda não eram obesos!" na poltrona do meio não tem para onde fugir. você é o recheio de um sanduiche de gente. gente quase suada que gosta de ler o jornal com os braços abertos. de um lado no corredor, um psicopata que não pára de levantar e checar se o laptop dele está intacto no compartimento de cima. do outro na janela, um sujeito que é tão gordo que quando serviram o jantar, ele perguntou se sobrou alguma bandeija da "massa com provolone ao molho quatro queijos". e você ali no meio. sem lugar para apoiar os cotovelos e refém do fêla da puta que ligou um dia antes que você e fez a reserva para sentar na poltrona do corredor. é meu amigo, você quer levantar para fazer xixi no meio da noite, azar o seu, mije pra dentro. o sujeito que está na poltrona do corredor, está dormindo, com a barba por fazer e até então não falou uma palavra sequer com você. ele deixou bem claro que está com sono, colocou uma máscara daquelas pra tapar a luz e esticou as pernas. já o carinha que está na janela, deitou a cabeça contra a janela e dormiu o tempo todo. é, porque o carinha que está na poltrona da janela te fode é de manhã. durante a noite você fica puto com o sujeito que está na poltrona do corredor. de manhã, quando o avião está ao lado do sol, o fêla da puta que está na poltrona da janela, abre a janela. aí, entra uma luz tão forte que além de queimar a suas retinas, faz você acreditar, nem que por alguns segundos, que você está numa sala de tortura no afeganistão em que os terroristas jogam gasolina nos seus olhos. não sei porque, mas isso sempre acontece. o carinha que está na janela tem esse tesão louco de abrir a janela no momento em que o ser humano chega mais perto do sol. tenho uma teoria. é bem simples. acho que quando alguém é bem escroto na terra, deve realmente ir para o inferno. mas o inferno não é um lugar em chamas debaixo da terra. não. o inferno é a poltrona do meio de qualquer avião.

sexta-feira, agosto 19, 2005

a mãe jussara.

dia desses, a caminho do trabalho, vi preso no poste um cartaz de uma vidente--'mãe jussara'. fiquei intrigado. será que ela sabia que eu ia ler o cartaz? ou melhor, que eu ia escrever sobre ela? será que ela sabia que você estaria lendo isso neste exato instante? a 'mãe jussara' me deixou intrigado. caráio, a 'mãe jussara' sabe que me deixou intrigado? porra, queria mandar a 'mãe jussara a merda. a partir do momento que eu vi o cartaz da mãe jussara, não conseguia parar de pensar se a fêla da puta estava antecipando cada frase que eu escrevia. pensei em ligar para ela. tirar dúvidas. descobrir como estaria o tempo neste final de semana. se o flamengo finalmente ganharia uma partida. queria saber também o que ela achava dos filmes que estão em cartaz. algum deles vale a pena assistir? hein, mãe jussara! mas aí eu comecei a pensar com mais calma e decidi não ligar. sabe porque. o raciocínio é até simples. porra, se a mãe jussara é tão fodalhona assim. se ela realmente sabe tudo. o futuro e o escambau. porque ela ainda não acertou na mega sena acumulada. é, aquele cartaz lambido no poste entregou a mãe jussara. mostrou que ela é uma enganação. vou fazer uma denúncia. vai dar meia hora de bunda, mãe jussara. caráio, se você é tão boa, o que está fazendo aí, nesse cartaz meia boca, mãe jusssara? hein? só ligaria pra ela, se ela aparecesse estampada na primeira página do jornal como a vencedora do maior prêmio acumulado de todos os tempos. dezoito vezes seguidas. não fode, mãe jussara.

irmãos gêmeos.

- oi.
- oi.
- o que você tá fazendo?
- o que você tá fazendo?
- para de repetir o que eu falo!
- para de repetir o que eu falo!
- eu vou falar pra mamãe hein!?
- eu vou falar pra mamãe hein!?
- pára!
- pára!
- [silêncio.]
- [silêncio.]
- eu sou um babaca!
- eu sou um babaca!
- ah! te peguei, você falou que era babaca!
- ah! te peguei, você falou que era babaca!
- eu sou escroto!
- eu sou escroto!
- ah! te peguei de novo! se fudeu!
- ah! te peguei de novo! se fudeu!
- eu torço para o vasco!
--fim--

quinta-feira, agosto 18, 2005

água e sal. o biscoito sem gosto. o biscoito sem sal. o biscoito que desafia o bom senso. o biscoito mais sem graça de todos os tempos.

biscoito água e sal é uma das comidas-- uma das coisas mais curiosas que tem por aí. também conhecido como cream cracker. biscoito água e sal não tem gosto. é uma maçaroca feita de farinha e nada. que faz crunch-crunch quando você morde. mas não proporciona nenhum prazer. nenhum. dá uma freiada na fome, mas não deixa nenhuma memória de prazer. eu, por exemplo, nunca cheguei em casa e disse: "hmmmm! hoje eu comi um biscoito de água e sal ma-ra-vi-lho-so!" caráio-- mas o que eu acho curioso mesmo-- é que a porra do biscoito continua vendendo. em embalagens de todos os tamanhos e todas as marcas. não sai do mercado. é uma incógnita de grandes proporções. como é que um biscoito que não tem sabor vende? e o melhor, quem é que compra? biscoito água e sal-- até o nome é engraçado. não é nada apetitoso como: "recheados, deditos, wafer, bono, amandita..." é o tipo do biscoito que você só come em reunião de trabalho, avião e encontros na casa dos outros. ou seja, você só come quando não tem nenhuma opção. você só come quando ele for a única coisa que separe você da morte. um exemplo: você ficou perdido durante dois meses nas montanhas do tibet. numa dieta rígida de neve e unha. com a barriga colada nas costas. aí, um helicóptero te encontra. eles te dão um cobertor, soro e oferecem um pacote de biscoito água e sal. bem, aí você come. mas só em situações como essa. como ele continua vendendo é um enigma tão difícil de responder que se você começar a pensar nisso, fudeu, enlouquece. além disso, o fêla da puta suja. aposto one billion dollars que você não consegue comer um sem deixar cair uma migalha. biscoito água e sal é o terror dos carpetes e também daquela área do seu cérebro responsável por registrar a sensação de sabor. gostaria muito de encontrar o gênio que inventou esse biscoito. primeiro eu daria os parabéns. afinal ele conseguiu criar um biscoito sem gosto que vende. e depois eu mandaria ele tomar no meio do olho do cu. custava adicionar algum ingrediente que desse sabor a porra do biscoito?

quarta-feira, agosto 17, 2005

pasta de dente que fica dura quando você esquece ela aberta e acumula no topo do tubo e explode quando você aperta depois.

não me lembro a última vez que eu consegui desativar esse míssil. a pasta de dente que endurece no topo do tubo quando você esquce ela aberta, e explode depois quando você tenta acioná-la no dia seguinte. ela explode dentro da pia. explode na sua mão. explode no seu braço. explode em algum lugar. sempre cagando tudo que existe ao redor. não sei ao certo quanto tempo demora para a pasta de dente endurecer até chegar a esse ponto. mas é foda. sempre que o tubo explode na minha mão, prometo para mim mesmo que aquilo nunca mais vai acontecer. juro de pés juntos que minha prioridade na vida é fechar a pasta de dente depois de escovar a arcada dentária. mas a história se repete. é uma espécie de "sexta-feira 13" ou "a hora do pesadelo". o enredo, os personagens, o desenrolar da história é sempre o mesmo. se eu fosse um executivo de uma grande empresa dessas que fabrica pastas de dente, concentraria todos os meus recursos, todo o meu tempo, em busca de uma solução para isso. contraria os caras mais fucking fuckers do mundo, abriria um centro de pesquisas dedicado exclusivamente para achar uma resposta para esse teco de pasta de dente que endurece. essa gosma branca, densa e pegajosa que agarra nos pêlos do braço e não sai com água corrente. aconteceu lá em casa ontem mais uma vez. estava com sono.um olho fechado. o outro quase aberto. sem óculos. me apoiei na pia. apertei o tubo e nada de pasta. apertei mais uma vez, e nada. apertei forte. apertei bem forte, como quem aperta um controle remoto com a pilha fraca e "bum". acordei hoje com fragmentos de pasta seca na mão e encontrei uma bala perdida atravessada no espelho. o fêla da puta que acertar uma fórmula que não deixe a porra da pasta endurecer, vai ser eleito presidente do brasil. da comunidade européia. vai ganhar nome de ruas. vou homenagear o meu primeiro filho com o nome dele. pasta de dente sabor "framboesa smile", "menta feliz", "hortelã super super" é o caralho. vamos focar no que importa. antes que um naco de pasta desses acerte uma velhinha nos óio. antes que seja tarde.

terça-feira, agosto 16, 2005

a fátima bernardes.

- alô.
- filho? (som da vinheta de abertura do jornal nacional ao fundo.)
- oi mãe.
- tá tudo bem aí em ny, meu filho?
- hmmmmm...
- fala filho. aconteceu alguma coisa?
- calma... hmmmmmm... hmmmm!
- filho fala comigo. tá frio aí?
- shhhh... não fala nada mãe.
- o que foi filho, quer que eu abaixe o volume da tv?
- não mãe, não. pode até aumentar um tiquinho.
- mas...
- tá bom assim. tá bom assim. shhh! não fala nada. shhhhh...
- mas o que aconteceu? tá precisando conversar?
- [silêncio]
- pelamordedeus diz alguma coisa, filho...
- pronto mãe...
- pronto o quê? meu filho?
- já matei as saudades.
- como assim, já matou as saudades? a gente não falou nada.
- da fátima bernardes, mãe. da fátima bernardes.

[desliga]

algumas regras do trânsito.

regras do trânsito. não me considero um ás no volante. muito pelo contrário. sou bem mais ou menos. mas tem algumas coisas que me deixam puto na rua. a seguir algumas leis que podemo ou não deixar as estradas mais tranqüilas.

1- se você colocar a seta para qualquer um dos lados e não virar, você será condenado a levar uma quantidade de tapas proporcional ao número de vezes que a seta do seu carro ficou piscando. detalhe: o tapa é de mão aberta (de mão aberta faz mais barulho) na orelha em que a seta estava apontando.
2- farol alto só será tolerado quando o carro da frente estiver 10km/h abaixo do limite da velocidade ou vindo na contra-mão. se alguém jogar farol alto de graça, porque perdeu a hora e está atrasado, ou simplesmente porque sente tesão quando faz isso, terá sua carteira de motorista suspensa. e, se após receber a carteira de volta, repetir, esta pessoa receberá uma pena mais drástica. ela será amarrada numa cadeira com as pálpebras coladas na testa e no queixo com fita isolante para manter os olhos abertos. e em seguida, a vítima deverá apontar lanternas de longo alcance diretamente nos olhos do infrator.
3- quem parar o carro em fila dupla na frente de restaurantes, boates, casas e apartamentos de namoradas e namorados sem ligar o pisca alerta ou par mais de dois minutos será condenado a trabalhar como manobrista do restaurante mais movimentado da cidade no turno da noite. e no maior prédio comercial do centro da cidade no turno do dia.
4- quem estacionar o carro na frente de uma padaria e abrir o porta-malas do carro para "dividir com o mundo" músicas de grupos ilustres como bruno & marrone, harmonia do samba e araketu, será condenado a cantar essas mesmas músicas em karaokês por todo o brasil. e, se o bar não tiver um aparelho de karaokê, essa pessoa estará encarregada de fornecer o mesmo. sem direito a apelação.
5- buzina. só serão permitidos dois tipos de buzina. um toque longo. ou dois breves. e só quando fecharem você, atravessarem a rua fora da faixa de pedestre e é claro, quando um ônibus escolar com 46 crianças a bordo surgir na sua direção. quebrou a regra, fudeu. esse fêla da puta será amarrado no capô de uma ambulância ou carro de bombeiro para ter uma amostra grátis do que ser metralhado por buzinas constantes na porta dos tímpanos.




segunda-feira, agosto 15, 2005

a esquadrilha da fumaça.

a noite prometia ser tranqüila. depois de assistir um dvd e meio, fui para a cama. com a pança cheia, os dentes escovados e fio dentalizados. só tinha um problema, o mosquito. o maior mosquito de todos os tempos. um fêla da puta que nasceu equipado com caixas de som de 1000 megawatts dolby stéreo surround. ele é fêla da puta não só porque é um mosquito. mas porque ele não queria me morder. não, o babaca só queria me manter acordado. é. fiquei parado esperando ver se ele me mordia, dava uns goles do meu sangue e ia embora. mas não, acho que ele já tinha jantado. ele tava mesmo querendo só fazer barulho. passou a noite dando rasantes no meu ouvido. acho, tenho quase certeza, que ele faz parte da esquadrilha da fumaça. só podia ser. fiquei lá, congelado, sem saber o que fazer, depois de dar tapas no meu próprio ouvido. em vão, é claro. fiquei imaginando uma turma de mosquitos sentados na beirada da minha cama, assistindo aquele show. durou uma meia hora. é, porque um hora, eu cansei , acendi a luz e matei o fêla da puta. caguei a parede de sangue. foi um tapão só. e depois voltei a dormir. mas eu tenho certeza que semana que vem a esquadrilha está de volta. a história é sempre a mesma. semana que vem , a quadrilha da fumaça vai fazer uma homenagem ao mosquito morto na apresentação de sábado. "uma tragédia, bateu contra a parede no momento em que executava um looping perfeito!"

e esse tempo hein? calor né?

o principal assunto para a falta de assunto é o tempo. não o tempo do relógio, dos segundos. o tempo lá fora. sol, chuva, nuvens carregadas. esse tipo de tempo que eu tô falando. pode notar, você pega o elevador com uma pessoa que trabalha no mesmo lugar que você, mas vocês não têm assim muita intimidade. ou melhor, vocês não têm assunto em comum. qual é o primeiro assunto que sai da sua boca? o tempo. é sempre ele. "calor, né?" ou a clássica "será que vai chover? parece que vai!" não podemos esquecer de outra bastante usada, "e o fim de semana, será que vai fazer sol?" o mais interessante desse papo do tempo é que todas essas perguntas você ja sabe a resposta antes mesmo de fazer. é claro que você sabe que está quente pra cacete lá fora. não é a afirmação dessa pessoa que vai confirmar que tem gente fritando ovos nas calçadas. outra coisa: que caráio de autoridade você tem para dizer para uma pessoa se vai ou não fazer sol no fim de semana? eu não tenho acesso a base de dados do satellite hubble da nasa. o máximo que eu posso fazer é chegar mais cedo em casa para pegar a fabiana scaranzi apontando para um mapa no jornal nacional. e por aí vai. é por isso que a partir de agora vou começar a falar de outras coisas com pessoas que eu não conheço assim tão bem. vou fazer uma experiência. um teste. se for um cara eu vou perguntar algo como: "responda rápido... o que você está pensando agora!?" ou "o que você prefere: uma foto 3x4 da giselle nua ou uma de corpo inteiro da aracy de almeida?". se for uma mulher acho que vou comentar algo do tipo: "o que você levaria para uma ilha deserta: o carregador do celular ou a lixa de unha?" ou porque não, "numa boa, como é que você consegue se equilibrar sobre esse salto alto o dia inteiro? é promessa ou você recebe um bônus no final do ano por isso?" é apenas um teste. se eu sentir que o pessoal prefere falar do tempo, eu volto. falando nisso, "que calor, hein?"

sexta-feira, agosto 12, 2005

o picasso daltônico.

e se...

-eu nunca mais fizesse a barba?
-alguém fizesse uma lei forçando todo mundo a usar somente calças de moleton?
-o meu vizinho soubesse que quando a secretária eletrônica dele atende uma ligação, quem está no corredor escuta tudo?
-eu viesse para o trabalho de havaianas, camisa do flamengo e short de elástico?
-eu conseguisse lembrar o nome do moleque que um dia jogou areia no meu olho no parquinho quando eu tinha 3 anos de idade?
-aparecesse um cara chamado caesar cobrando royalties de todas as saladas que já comeram com seu nome?
-eu tivesse um papagaio que não fala uma palavra, mas escreve todas?
-dois mais dois fosse cinco?
-a gente trocasse o nome da raça pitbull para fluffy happy?
-cada tempo de um jogo de futebol ganhasse mais 2 minutos e 37 segundos?
-fosse a coisa mais normal do mundo fazer topless?
-gol de bicicleta fosse chamado "de cabeça pra baixo"?
-o maradona fosse paraguaio?
-fidel só vestisse preto e chupasse pirulito ao invés de fumar charutos?
-o bush fosse gago?
-picasso daltônico?
-pizza se chamasse broto de feijão?
-o ronald mcdonald fizesse merchandise de tinta de cabelos?
-marte fosse na verdade uma bola que um bando aliens gigantes isolaram durante uma pelada?
-os estados unidos se chamassem "castelo rá tim bum"?
-o papa tivesse mentido no currículum?
-o luis fernando veríssimo ligasse pra você pra ler tudo o que ele pública antes de mandar para as redações dos jornais?
-você tivesse um apelido como "rôla"?
-todas as reuniões tivessem um grande relógio sobre a mesa em contagem regressiva de 15 minutos?
-você fosse escolhido para substituir o pierce brosnan no papel de james bond?
-aquele chapéu em formato de cone de festas de crianças passasse a ser uniforme oficial das forças armadas?
-sushi viesse enrolado em feijão?
-as mulheres fosse sozinhas ao banheiro nos restuarantes?
-homens soubessem o que é cutícula?
-cachorros se recusassem a buscar gravetos?
-ratos só comessem queijo camembert?
-você conseguisse pronunciar alemão perfeitamente? mas sem saber o que está dizendo?
-chiclete explodisse quando mastigado ao rítmo de "livin la vida loca"?
-o u2 se chamasse "hudson & udson"?
-o ano fosse dividido em seis meses de sessenta dias?
-você soubesse que sua mãe pensa sempre em você quando vê o william bonner?
-amanhã o alarme tocasse 9 da manhã ao som de "turma do balão mágico"?
-decretassem feriado nacional na segunda porque leram isso aqui.

quinta-feira, agosto 11, 2005

amigos por 48 segundos ou menos.

aqui no prédio que eu trabalho os elevadores são fucking fuckers. de última geração. todos têm sensores zambers e andam a 80 km/h. mas, de um tempinho para cá, eles ganharam um novo feature. colocaram monitores de notícias no teto. as últimas notícias. tipo plantão da globo. notícias fresquinhas. numa descida do 17º andar até o térreo, por exemplo, são umas 3, 4 notícias. e se algum fêla da puta ficar segurando a porta do elevador para fazer charme para aquela menina do financeiro que ele jura que dá mole pra ele, aí você consegue ler umas 5. e é aí que está o assunto deste textinho.é, essas mini-notícias estão gerando um negócio curioso aqui no prédio. são as mini-amizades, amizades que duram entre 30 e 48 segundos. nunca mais do que isso. como é que isso acontece? bem, numa bela segunda-feira chuvosa, você entra correndo no elevador, e enquanto cata as remelas dos cantos dos olhos, dá uma espiadela no monitor de notícias. "britney spears diz que o sexo melhorou depois que ficou grávida!" ao ler a tal notícia, uma mulher que você nunca viu antes na sua vida se vira para você e diz: "nossa, essa britney diz qualquer coisa, né?!" e eu, respondo, educadamente: "é. diz." o andar dela chega, a porta se abre, e a nossa amizade se acaba por ali. cada notícia, uma nova amizade. pessoas que nunca se falariam em qualquer outro lugar, viram grandes amigos. por uns 48 segundos ou menos. quer ver outro exemplo, "deputada heloísa helena ameaça quebrar os dentes de marcos valério na cpi." essa notícia eu li voltando do almoço. eram seis pessoas no elevador. cada um ia para um andar diferente. mas, por poucos segundos era como se fosse melhores amigos. após ler a notícia que falava da deputada heloísa helena, todos se viraram para o centro e falaram: "noooossa! essa mulher é foda!". eu balancei a cabeça como se concordasse e disse: "vocês não viram nada! e a vagabunda da britney spears que disse que depois que ficou grávida, o sexo ficou muito melhor! hein! hein!" e plim, meu andar chegou.

quarta-feira, agosto 10, 2005

o espirro no buffet.

peguei uma tiazinha aqui na praça de alimentação aqui do prédio espirrando em cima dos tomates. caráio, vi essa cena quase que em câmera lenta. ou melhor, foi quase que naquele estilo "matrix". sabe? quando a câmera faz um giro de 360 graus revelando cada detalhe? então. lá estava eu, na fila, com o meu prato cheio de rúcula. alface. uns ovos de codorna (já notou uma coisa sobre ovos de codorna? você só come isso em kilão ou buffet, nunca em casa. dá um trabalho infernal na hora de descascar eles.) queijos em cubinhos e só faltava o tomate. não coloquei tomates é claro. naquele dia, não comi tomate. e você sabe, salada sem tomate é como santos sem robinho, como teclado de computador sem a barra de espaço, como o controle remoto em que o botão do volume não funciona, como giselle bündchen sem a trema na letra 'u'. bem, você entendeu. a salada não funciona. fica uma bosta. o que me deixou puto. naquele momento, eu olhei para os lados e vi que ninguém tinha testemunhado o crime. um crime com uma única testemunha, eu. pensei em gritar: "agarra essa mulher que espirrou nos tomates! essa vagabunda vai escapar!!" mas sei lá, achei que poderia causar histeria, afinal quantas pessoas comiam tomates naquele momento. fiquei na minha. mas voltei pra mesa com a sensação estranha de que alguém já tinha espirrado antes na minha salada e eu nunca tinha tido a chance de ver. fiquei lá driblando a salada, mas não conseguia de jeito nenhum levar o garfo até a boca. pedi para a garçonete trocar o prato. ela não entendeu picas. mas zuzo bem. fui pegar meu prato quente. soquei o prato com carne. e foi aí, que eu vi que poderia me vingar da tiazinha. a mesma que espirrou nos meus tomates. é, vi ela comendo numa mesa junto ao lugar dos pratos quentes. tracei um caminho alternativo até a minha mesa, passando por ela antes, é claro. só que, assim como ela espirrou nos meus tomates, eu tinha que fazer alguma coisa. passei bem perto. quase esbarrando nela. e, milésimos de segundos antes de passar pela mesa, enfiei os dedos no nariz e arranquei um cabelinho. com isso, iniciei uma reação em cadeia que resultou num espirro monumental. mirei com mira laser em cima do prato da tiazinha. pedi desculpas e segui em frente. sem olhar para trás. no kilão aqui da firma é assim: é olho por olho. vai espirrar nos tomates da puta que te pariu.

terça-feira, agosto 09, 2005

o torto e o álibi perfeito.

quando eu era moleque usava aparelho. aquele aparelho fixo de metal pesado. titânio. ferro. os dois juntos. andava com a cabeça baixa de tanto peso. foram cinco anos de aperta aqui, aperta alí. cinco anos de aparelho. "não se preocupa erick, sua arcada dentária vai ficar certinha." e eu sempre respondia com aquele sorriso. meio amarelo. meio prateado. aparelho é foda. dói pra cacete. dói para dormir. dói pra comer. dói para rir. dói. mas o tempo passou. e hoje, enquanto escovava os dentes. os dentes de baixo. a escova derrapou e saiu dos trilhos. é. um dos dentes debaixo desalinhou. com o tempo foi saindo do lugar. saiu tanto do lugar que a escova de dente agora tem que parar e escovar bem devagar para não pular pra fora da boca. tá torto. tortíssimo. "puta que pariu!" pensei de frente pro espelho com a boca espumando. de raiva. não de pasta de dente. vai tomar no cu. foram cinco anos de aparelho fixo torturando a minha boca! e agora entortou tudo de novo!? passei o dedo sobre os dentes mais uma vez só pra ter certeza. é. tá torto. tô puto. só me resta uma opção. é. vou caçar o cara nas páginas amarelas. quinze anos depois. vou marcar uma hora com o mesmo ortodontista. e, na hora que ele se virar pra pegar alguma ferramenta, vou sentar os dentes no braço dele. tirar um naco do braço do fêla da puta. com força. assim, além de infeccionar bastante, vou deixar marcas profundas. o que, se você pensar, é o crime perfeito. com o álibi perfeito. afinal, ele nunca poderá dizer pra polícia que eu já fui paciente dele. nunca vai poder me entregar. o cara não é maluco. se ele fizesse isso, perderia toda clientela. a minha arcada dentária com um dente torto, marcada no braço dele, seria a pior propaganda que ele poderia ter. tá fudido.

traillers do cotidiano. uma idéia.

uma das melhores coisas de ir ao cinema é assistir aos traillers que passam antes do filme. os traillers te dão a chance de saber se vale a pena ou não se programar pra ir assistir aquele filme. o que nos leva ao assunto desse textinho. e se a gente pudesse assistir traillers do nosso cotidiano? pensa só. você liga a tv da sua casa num canal x e lá, antes de sair para o trabalho ou para um jantar com alguém, você pode assistir um trailler daquela reunião ou do jantar em questão. o trailler da reunião: "hoje, três horas da tarde, toda a ação, drama e emoção que você só encontra numa reunião! estrelando você! co-estrelando, o cliente! não perca! uma reunião que parece não ter fim! será que você vai conseguir escapar antes da meia-noite? ou será que você ficará até o fim!?" pronto, depois de assistir o trailler da reunião que ainda vai acontecer no trabalho, pelo menos eu já sei o que esperar. não entra achando que vai ser moleza. agora imagina um trailler para o primeiro encontro com uma pessoa que você nunca viu antes, mas que amigos em comum juram que vocês foram feitos um para o outro: "ele não conhecia ela! ela não conhecia ele! todos torciam por um final feliz! o que será que vai acontecer? ela, misteriosa e capaz de tudo para impressionar a sua vítima! ele, um conquistador para algumas, um cafajeste para outras! você não vai querer perder um segundo desse romance! indicado pelos amigos! hoje, dez da noite, num restaurante perto da sua casa!" mais um trailler que não estragou o final do jantar. mas pelo menos adiantou algumas coisas. a pessoa já sai de casa com alguma coisa na cabeça. a mulher sabe por exemplo que o cara é um cafajeste para algumas, mas também um galã para outras.em outras palavras, 50% de chance de dar certo. e ele, bem, ele sabe que ela vai querer impressionar ele a todo custo. o trailler resultou um jantar menos tenso. acho que ia ser do caráio. traillers do nosso cotidiano. agora por exemplo vou na cozinha aqui da agência. pegar um café. essa é a hora do rush quando o pessoal se estapeia por um lugar frente a cafeteira. gostaria de ver o trailler antes: "um homem! um café! entre eles, dezenas de pessoas desesperadas para colocar as mãos nesse líquido raro! um café! um homem! será que ele vai chegar a tempo?" então, será que eu vou chegar a tempo? sei lá? mas pelo menos o tal trailler já deixou esse momento muito mais emocionante. "não perca!!!"

segunda-feira, agosto 08, 2005

o tomate-cereja. uma bomba fantasiada de verdura.

não confio em tomate cereja. tenho medo. acho uma coisa muito traiçoeira. tomate-cereja para quem não sabe, é aquele mini tomate. aquele que geralmente anda de mãos dadas com mini bolinhas de queijo muzzarela de búfala. sabe? então, tenho medo dele por um motivo muito simples: tomate cereja explode na boca. você tá lá mastigando uma combinação perfeita de alface, rúcula, cenoura ralada, pedacinho de queijo, e quando menos espera, "buuuuum!", o tomate cereja explode. é mini sementinha e gosminha para todos os cantos da boca. é uma explosão quase-gelada. é assustador. antigamente eu não tinha problema em comer os tomates cereja fatiados, o problema surgiu no dia que eu soquei pra dentro da boca, ele inteiro. a bolinha de tomate rolou na direção daqueles dentões do fundo da boca e eu acionei a mandíbula. mordi. a sensação foi tão ruim que eu larguei o garfo e faca sobre o prato, tirei o copo de coca da mão de quem estava na minha frente e bebi tudo em três goles dos grandes. daqueles que fazem barulhinho de "glubt, glubt, glubt..." a sensação foi de pavor. como se aquela explosão matasse toda e qualquer vontade comer. voltei pra casa em estado de choque. não falava coisa com coisa no carro. estava pálido. e apenas resmungava: "a explosão... a explosão... o tomate.... o horror..." desde então nunca mais coloquei um tomate cereja no meu prato. evito buffets e restaurantes a kilo que colocam bandeijas repletas de tomates cereja. sou contra verduras que explodem na boca. fico imaginando o que plantam pra nascer esse negócio. será que adubam com pólvora? será que o garçom fica espiando da cozinha você comer. e no momento que você coloca na boca, ele aciona o detonador? pode ser uma combinação dos dois. não dúvido. por isso, se você passar na frente de um restaurante e ver uns quatro carros do esquadrão anti-bombas atravessados na rua. com fita de isolamento, policiais desviando o trânsito e o caráio. não se assuste. eles provavelmente estarão lá dentro do restaurante. com equipamentos de última geração e com a ajuda de agentes especiais do f.b.i via video-conferência. todos juntos, com um só objetivo-- desarmar um tomate cereja na boca de alguém.

sexta-feira, agosto 05, 2005

o fio de cabelo traidor fêla da puta.

homem tem cabelo no nariz. mulher também tem. mas homem tem 1.876 vezes mais cabelo no nariz que mulher, é um fato. cresce mais rápido, com mais intensidade e quando você menos espera, pimba, o fêla da puta começa a cutucar a borda do seu nariz como quem diz:"eu posso ser uma melequinha ou não... mas eu se fosse você iria até o banheiro para ter certeza!" e você acredita. larga tudo que está fazendo e vai até o banheiro para descobrir que o seu nariz está limpo. mas tem um cabelinho pequeno, quase invisível, que escapou 0.006 mm do seu nariz. mas o suficiente para fazer você sentir que "algo" está lá a mostra para o mundo inteiro ver e fotografar com celulares devidamente equipados com câmeras de 2 megapixels. eu tenho o costume de dar uma aparada geral. comprei uma maquininha especializada em cortar os cabelinhos que escapam as narinas. negócio profissional, panasonic made in japan. o problema é que tem um fio. um só. que vive escapando da maquininha, fugindo dela. e quando eu menos espero, geralmente em algum lugar como uma reunião ou um jantar com casal de amigos, esse fio-- cutuca a borda da narina. é incrível. o fêla da puta faz só de putaria. ele espera eu sentar numa sala de reuniões e começar a apresentar algum trabalho pra surgir das cinzas. resultado: eu inconscientemente começo a tentar racionalizar na minha cabeça se é realmente um fio de cabelo ou se a caráia do nariz está sujo. chega a ser engraçado. você deve estar se perguntando: porque o cara não liga o foda-se já que ele sabe que é um fio de cabelo e não uma meleca traiçoeira? bem, esse fio de cabelo do meu nariz sabe fazer o papel de uma meleca direitinho. é como se ele tivesse nascido para isso. ele foi criado para fazer isso. ele vem de uma família de fios de cabelos que tem a tradição de fazer tão bem esse papel (o de falsa meleca). está nos genes dele. ele é reconhecido internacionalmente pela destreza que executa seu trabalho. por isso ele me deixa puto. amanhã esta história vai se repetir. provavelmente num restaurante quando eu estiver no meio de um diálogo com a minha mulher. eu vou ter que levantar de repente. interromper o assunto e cutucar o fêla. esse traidor que volta e meia dá uma leve escorregadinha para fora, só para me sacanear. mas eu tenho que dar o braço a torcer. ele é bom no que faz. é o fio de cabelo de nariz mais sacana da história. pena, pena mesmo, que foi cair justamente no meu nariz.

o sofá no lugar da cama. a cama no lugar do sofá.

depois de dormir pela terceira noite seguida no sofá eu tive uma idéia. caráio: e se eu colocar a cama na sala e o sofá no quarto. porque ninguém não pensou nisso antes? cacete, se você vive dormindo no sofá, sinal de que ele é mais confortável que a cama. e se você tem que ficar se virando na cama, ligar ar condicionado, apagar a luz, ficar em silêncio total para pegar no sono na cama do seu quarto, então ela está no lugar errado. a cama tem que estar na sala, pra você não dormir no meio do filme. pensa só, se você dorme que nem uma pedra com a televisão ligada, pessoas falando ao seu redor, então o sofá possui algum poder, algum ingrediente que a cama não tem. eu acho que as pessoas vão estranhar no início quando entrarem aqui em casa e encontrarem uma cama de casal no meio da sala. mas tudo bem. não vou ter vergonha não. acho que o pessoal vai se empolgar. depois que eu explicar essa teoria, tenho certeza absoluta que um monte de gente vai tentar. argumento é o que não falta. o sofá cama com certeza nasceu assim. o inventor deve ter acordado uma caráiada de vezes no sofá de madrugada e resolveu fazer do sofá, uma cama. um sofá que virava cama. mas não é a mesma coisa. talvez seja psicológico. você saber que embaixo daquele sofá tem uma cama, não tem o mesmo efeito. o corpo se sente enganado. é, o corpo humano já decidiu, sofá é mais gostoso que cama. por isso eu vou trocar. vou chegar mais cedo em casa hoje e vou ter uma conversa séria com a minha mulher sobre isso. ela vai entender. pensando bem, vou esperar para dar essa idéia lá pelas duas e quarenta e seis da manhã de sábado. quando a gente acordar com os olhos costurados e a televisão chuviscando--no sofá da sala. aquele instante em que você tem que chamar os poderes de greyskull para conseguir forças para se mover até a cama. é definitivamente a melhor hora para dar essa idéia. aí meu amigo, não tem pra ninguém. sábado, é cama na sala e sofá no quarto.

quinta-feira, agosto 04, 2005

quando a espuminha da coca-cola sobe mas não volta.

existe um momento na vida de todo mundo que a espuminha da coca-cola sobe. e não volta. não desce para dentro do copo. sobe, sobe, sobe sem olhar para trás e se espalha pela mesa. ontem mesmo aconteceu lá em casa. peguei um copão de vidro desses que você tem que abraçar com as duas mãos para não cair e entupi ele de gelo. logo em seguida, pesquei uma garrafinha de coca light do fundo do armário da cozinha e entornei no copo. e é aí que está o problema. é aí que entra a habilidade. esse é o momento que separa os amadores dos profissionais. é, porque quando a coca encontra as pedras de gelo, uma reação química acontece e a coca entra em erupção e sobe. como um vulcão mesmo. a coca lança uma espuma para fora do copo numa velocidade quase incontrolável. você tem que saber o momento certo de recuar, para ela voltar. se você demorar um centésimo de segundo, o vulcão explode. é coca pra todo lado. você sempre acha que já dominou a técnica. o problema é que a temperatura da coca-cola influi diretamente na reação com o gelo. impossibilitando prever o que vai acontecer. se estiver frio demais, a coca demora pra subir. se estiver quente, ela sobe mais rápido. outra coisa que influi é a velocidade que você entorna o líquido dentro do copo. e não é só isso: a circunfêrencia do copo, o material, e principalmente, as condições ambientes como o vento e a humidade do ar são fatores determinantes na formação da espuma. cansei de levar cascudo quando moleque por ter cagado a toalha de linho da mesa. já vi vários moleques levarem pequenos pescotapas em restaurantes mundo a fora. é, isso acontece em todas as culturas. acho que deveriam ensinar nas escolas. ou melhor, acho que todo pai deveria sentar com o filho e conversar sobre isso. ensinar. explicar porque e como acontece. os lanches de sábado a tarde seriam mais felizes, com menos brigas, esporro, e dedada na sáca. pode notar, quando você for a um restaurante. preste bastante atenção quando o garçom começar a colocar a coca no copo. as pessoas prendem a respiração. é emocionante. deveria sempre tocar aquela música do filme "carruagens de fogo" nas caixinhas de som do restaurante. é um momento mágico. treine. veja a temperatura. mate a sua sede e boa sorte. porque você sabe, as vezes a espuminha da coca sobe. mas não volta.

quarta-feira, agosto 03, 2005

a lei da maionese.

se alguma comida precisa passar maionese pra você comer, não é boa o suficiente. pense nisso. sempre que a comida é mais ou menos, maionese nela. você abre a geladeira pra fazer um sanduíche, coloca uma fatia de queijo e quando vai colocar uma fatia de peito de perum descobre que o peito de peru acabou. o que você faz? soca maionese no paão. quitutes de festa quase-chique. o que é que o pessoal faz? preenche aqueles mini-bolinhos com uma colher de sopa de maionese. é uma lei. maionese tem um puta gosto forte. leva uma caráiada de ovos, três litros de azeite concentrado e uma dúzia de limões. porra, se você colocar maiones num sapato de couro véio, dá pra mastigar ele. acho que maionese deveria ser o principal item de viagem de qualquer mané que for acampar. fósforo, água, canivete porra nenhuma. eu se fosse acampar, ia levar dois potões de maionese. daqueles de cinco kilos que quando você deixa cair no chão da cozinha são duas semanas para limpar e tirar o cheiro. porque eu levaria maionese? bem, na floresta ou no mato, eu não precisaria ir muito longe para conseguir comida. pegaram uma rã? maionese nela. cobra? lagarto? maionese. folhas suspeita de plantas ainda mais suspeitas? maionese. o cara que inventou a maionese, o grande e inigualável sr. hellman, provavelmente era uma puta moleque chato de comer. inventou a pasta branca de ovos e azeite e passou a comer de tudo. por issso meu amigo, se você chegar num restaurante ou na casa de alguém e lhe oferecerem um prato em que a maionese é estrela principal... lembre dessa lei. a lei da maionese.

terça-feira, agosto 02, 2005

a conspiração e a maior pegadinha de todos os tempos.

quantas vezes você já escutou ou até mesmo comentou com alguém que a semana passou rápido? ou até mesmo, que o mês passou voando? mas e que o ano passou num piscar de olhos? sem putaria. caráio, tô começando a estranhar esse negócio de já estar em agosto. não sei, não é falta de assunto. é fato dos mais importantes. não tenho memórias de 2005 ao ponto de achar completamente normal já estar em agosto. me lembro do natal de 2004. me lembro do meu aniversário em janeiro. me lembro de mais uns 7 fins de semana. e só. acho que podemos estar fazendo parte da maior pegadinha da história do mundo. pense comigo. tente rebobinar o ano de 2005 na sua cabeça. vai, eu espero. viu! se fosse para colocar num papel, abrir uma planilha de excel e calcular ao certo, com exatidão que caráio de mês a gente deveria estar, acho que daria alguma coisa como março. meados de março no máximo. mas já é agosto. o que nos leva de volta a teoria da pegadinha. a conspiração. e se o joão kleber estivesse por trás disso? porque não? seria a pegadinha pra entrar pra história. aquela bosta de programa dele já não tem mais audiência. uma pegadinha dessas magnitude pode mudar o curso da televisão brasileira. acho que estou certo. e que a verdade será revelada no ano novo. a data perfeita. em copacabana. milhares de pessoas reunidas na praia e em todo o brasil. todos vestidos de branco com uma taça de champa na mão e com aquela expressão de quem está pensando "sete pulinhos no mar... o que será que eu devo desejar para 2006?" aí, quando estiver faltando dez segundos para a queima de fogos, a verdade será revelada. o fêla da puta do joão kleber aparecerá nos telões das praias de todo o brasil, ao vivo de copacabana. "parô...parô...parô... seus bando de mané, foi tudo uma pegadinha! vocês tão no programa do joão kleber e ainda é julho de 2005! tô falando. a maior pegadinha já feita. pra deixar aquele tiozinho do candid câmera chupando dedo. fique esperto.