terça-feira, agosto 08, 2006

cinco pensamentos do dia.

- aluguei o mesmo filme pela quarta vez e não consegui terminar de assistir. vou comprar.

- nenhum ser humano consegue programar o vídeo o cassete. ainda bem que o fêla da puta está sofrendo uma morte lenta nas mãos do dvd player.

- aquele negocinho do a.m., p.m. do alarme já fodeu a vida de muita gente.

- tem um moleque lá no prédio que se a mãe não deixar ele apertar o botão do andar, ele chora. copiosamente.

- uma dúzia de flores é um presente que dura uns dez minutos. uma caixa de bombons dura uns, uns vinte minutos. já um anel de diamante dura mais. mas custa uma fortuna. por isso mesmo, a dúzia de flores e a caixa de bombons.

sexta-feira, agosto 04, 2006

pensamentos da semana.

- o tipo de ressaca que você tem no dia seguinte de um porre não está 100% relacionado com o que você bebe. um dos fatores mais importantes para calcular o tamanho da dor de cabeça no dia seguinte, é o tipo de alarme que você tem em casa. se for um alarme ligado numa rádio daquelas tipo "antena um light fm", a ressaca vai ser mais ou quase tranqüila. agora, se o seu alarme for do estilo buzininha, fodeu. vai sair sangue pelos óio e espuma de cerveja pelas orelha.

- tem um lugar aqui perto do trabalho cuja a especialidade para o prato principal é salada. saladas grandes, médias e fartas. com folhas de todos os tipos, cenoura ralada e tomates fatiados. agora, a especialidade para sobremesa dos caras, é um cookie de chocolate mega chunks de chocolate. incoerente.


- tava na academia esses dias e um tiozinho começou a cantar em voz alta o tema de "titanic" na esteira ao lado. o fêla estava de headphone.


- os dois empregos mais rilécs do mundo: o designer da marca de camisa polo da lacoste, a do jacarézinho. e o designer dos tênis all star. as duas marcas, os dois produtos não mudam, são a mesmíssima coisa desde, de, de.


- manteiga é uma margarina com problema de colesterol alto.


- leite desnatado é um leite integral com problemas de anorexia.


- peito de peru, blanquet de peru é um presunto que pensa que é modelo.

quarta-feira, julho 26, 2006

pensamentos do dia.

- o nome da revista caras deveria ser "veja". o nome da revista veja deveria ser "leia".

- post-its deveriam ser da cor marrom ao invés de amarelo. marrom claro cor de bosta. "se você esquecer o compromisso que está anotado nele, vai dar merda."

- esteira de bagagem de aeroporto. taí 17 minutos da sua vida que você nunca mais terá de volta.


- a torradeira lá de casa é a favor da pena de morte. não importa como você ajusta o termostato/nível de calor da caráia, ela sempre tosta as torradas até elas virarem carvão.

quinta-feira, julho 20, 2006

pensamentos do dia.

- não existe chocolate light. existe chocolate com 390 calorias ao invés de 400.

- não existe salsicha light. existe salsicha sem gosto.


- moedas de um centavo e de cinco, deveriam ser abolidas do sistema econômico. no lugar das duas, a casa da moeda ou o banco central, não sei quem é que manda nessa pourra, deveria instituir "balinhas de menta" como a nova moeda. sabe aquela balinha de menta mequetrefe de porta de churrascaria? então, a partir de agora, ao invés de ganhar cinco centavos de troco, você ganha uma balinha de menta. simples assim. o mundo inteiro iria seguir o nosso exemplo. balinha de menta no lugar daquele saco de moedas balangueando nos bolsos das calças jeans. vai por mim.

- o principal ingrediente da nutela é a heroína.

- as salas de espera de todos os médicos são financiada pela revista caras.

- as salas de espera de todos os dentistas são financiadas pela revista veja velha.

terça-feira, julho 18, 2006

a bicicleta da academia.

bicicleta de academia é pior que esteira. pelo menos com a esteira você sabe que você está andando numa máquina e não vai a lugar algum. a cada pisada naquela esteira que corre por debaixo dos seus pés, você é lembrado que não se trata de um passeio no parque. não é areia fofa. não é o gramado do parque. é uma bosta de borracha que samba debaixo dos seus pés. com a bicicleta não. você pedala como se estivesse mesmo numa bicicleta. o pedal da bicicleta ergométrica não é diferente de uma bicicleta comum. a diferença é que você não sai do lugar. bicicleta é mais traiçoeira do esteira. começando pela localização nas academias, bicicletas sempre ficam jogada na frente das esteiras. ou seja, têm sempre um bando de alunos observando você tentando encaixar os pés naquele pedalzinho escroto, cuja borrachinha sempre cede no momento em que seu pé entra. bom, outra coisa pior da bicicleta é a suadeira. como você está inclinado para frente, aquele guidon, e quando eu digo guidon, incluo também o mostrador de calorias, milhas percorridas e tempo-- bem, aquela parafernália inteira na sua frente fica completamente submersa em suor. é pura física, como a pessoa está inclinada pedalando, o suor simplesmente usa os braços como escorregas na direção do guidon. outra coisa escrota: depois de 46 minutos pedaland, 96 calorias queimadas. a esteira, por algum motivo utiliza algum fator x na calculação de calorias e pisca algo nas redondezas de 300 calorias. uma recompensa um tantinho maior que a bosta da bicicleta. e porque, apesar de não curtir a bicicileta da academia, volta e meia uso a fêla da pulta? bom, a bicicleta da academia é o único aparelho vazio quando eu chego naquela pourra.

pensamentos do dia

- um senhor bigodudo enjoa rapido de leite achocolatado.


- um senhor bigodudo prefere cerveja sem colarinho.


- um senhor bigodudo prefere mulher sem buço.

segunda-feira, julho 17, 2006

pensamentos do dia.

- a diferença entre o superman e o clark kent são os óculos. o dia em que a lois lane sugerir um par de lentes de contato, fodeu o segredo do cara.

- a diferença de preço entre uma pipoca média e uma pipoca extra gigante no cinema kinolex é 0.50 centavos. mais 300 gramas, 500 calorias e quatro colheres cheias de colesterol por 0,50 centavos. uma pechincha.


- sábado fui almoçar num restaurante que servia de sobremesa "sorvete de cerveja guinness". eu tô vendo o que esses caras (os caras da guinness) estão fazendo. aos poucos eles estão entrando em lugares, horários, partes do cardápio em que cerveja não era bem vinda. já conseguiram um cantinho no cardápio de sobremesas. pode anotar, daqui uns três meses, você vai entrar numa padaria e vai encontrar uma senhora pedindo um pão na chapa e um pint de guinness. é questão de tempo. boa estratégia.


- o pente/escova de cabelos é a kriptonita do lex luthor.


- "caráio, eu não sabia que existia 05:00 da manhã?!" (family guy)

quarta-feira, julho 12, 2006

ressaca.

ressaca da copa do mundo deve ser um sintoma comum em milhões de pessoas. bilhões, para ser mais exato. você passa três semanas e tal assistindo jogos de duas em duas horas com mesa redonda entre eles, melhores momentos e o caralho a quatro e, de repente acaba. acaba a copa, acabam os anúncios e comerciais sobre o hexa, os gols, as estrelas na camisa. aquele clássico comercial da família que acorda cedo para colocar a amarelinha. acaba tudo. é foda. é tudo muito sem aviso, como um soco na boca do estômago. uma hora você tem jogos passando, reprisando e em ângulos diferentes em três canais. e, basta a pourra da copa acabar, para você ligar a caceta da tv e nada. só passa vídeo-show, ana maria braga e vale a pena ver de novo. não fódi. mas nada mesmo. acabaram as discussões sem fim sobre a qualidade do gramado, sobre a paisagem e a hospitalidade dos alemães. aquela rotina que você tinha se acostumado já era, meu amigo. boa sorte se re-ajustando. boa sorte arrumando o que fazer naquelas horas em que passava togo e suiça, equador e coréia do sul. você pode ficar sentado coçando a sáca, tentando entender que a copa realmente acabou e que é hora de fazer alguma coisa interessante com o seu tempo livre. mas não dá. você está de ressaca. tem até uma leve dor de cabeça. uma dor de cabeça fina. daquelas que começam na nuca e vão explodir no centro do crânio. seu corpo tem uma puta dificuldade de absorver essa informação. de que a copa acabou. é, acabou. é hora de respirar fundo e aprender que duas da tarde não é hora de assistir jogo. quatro da tarde então, nem se fala. pourra nenhum, se concentra que a copa só volta em quatro anos meu amigo. quer chorar? chora. quer gritar "gol!' pela janela. grita. mas entenda que não tem mais jogos. não tem mais jogo da argentina para torcer contra, muito menos jogo do brasil para torcer a favor. é difícil. mas uma hora a ficha cai e de repente, quando você menos espera, lá estará você tranquilo e com planos para a copa da áfrica do sul. e em quatro anos, a história se repete. os jogos. a ressaca. e a espera pela próxima. seleção fêla da pulta.

segunda-feira, julho 10, 2006

tagliatelle.

não sei a diferença entre tagliatelle e fetuccine. não sei nem se é assim que se escreve os dois. bom, me lembro de uma crônica do veríssimo daquela coletânea "comédia da vida privada" em que um moleque pertubava seu avô italiano com perguntas bestas. um dia, ele levou o velho a loucura quando teorizou, com certa destreza, que todo tipo de massa era igual. só mudava o formato. o que importava eram os molhos, as carnes que acompanhavam e a qualidade do queijo. no livro, pelo o que eu me lembro, o moleque foi enxotado para fora e só não levou porrada do avô de mão aberta pois o avô, bem, o avô já tinha seus oitenta anos. pensei nisso esse fim de semana. é sempre no fim de semana que se discute comida. é no fim de semana que se come em cantinas, churrascarias, pizzarias e restaurantes portugueses, árabes, indianos e japoneses. era sábado, estava lá eu em casa com a minha mulher prestes a entrar no milenar debate de onde comer. que lugar ir? será que hoje é dia de churrasco? ou será que hoje é dia de encarar uma pizza? conversa vai, conversa vem, surgiu a idéia de comer massa, uma cantina italiana. era final de copa, a itália estava presente, quem sabe as cantinas não se empolgam, com pratos do dia sensacionais como nunca fizeram antes? e foi aí, no momento em que pegava a chave do carro que eu me deitei de volta no sofá. não de cansaço, não. mas completamente certo de que não podia ir em frente com aquela escolha. ou melhor, que não deveria ter concordado com aquilo. abri meu coração, contei a verdade. olhei no fundo dos olhos da minha mulher e disse: "massa é tudo igual, só muda o formato!" senti uma pontinha de tristeza nela, afinal, ela definitivamente não concorada comigo. admira massa e suas variações. admira tudo que é comida italiana. e eu, ali, no sofá, repeti: "massa, é tudo igual, só muda o formato." olhei para o chão como quem pede desculpas e ela entendeu. ou fingiu que entendeu. acabamos num restaurante japonês. e, depois de temakis, tekamakis, sushis, uramakis, ela olhou para mim e disse: "já notou que..." e eu, com a boca cheia de sushi completei: "...sushi é tudo parecido, só muda o formato..." você ai do outro lado pode argumentar que mudam os peixes também. mas no fundo no fundo, o que muda mesmo é formato. do cone para os rolinhos, com alga, sem alga, com alga para dentro, com alga para fora. com salmão picado. com salmão inteiro. e por aí vai. pra compensar, no domingo comi massa. não sei se foi tagliatelle ou fetuccine. não sei ver a diferença.

quinta-feira, julho 06, 2006

pensamentos do dia.

- se a frança ganhar ela fica com dois títulos. se os italianos ganharem, eles ficam com quatro. mas, mesmo sabendo que se a itália ganhar, vai se aproximar do brasil, torço para que isso aconteça. eu durmo todas as noites sonhando com uma única coisa: que aquele goleiro fêla da pulta da frança, o barthez, perca umas duas noites de sono. sílvio santos: "erick, o que você prefere... um carro zero quilômetro e uma cozinha completa, ou ver o goleiro da frança chorar copiosamente que nem uma franga?" e eu: "sílvio, quero ver aquele filho da puta chorando, soluçando..."

- comi uma salada hoje com maçã como ingrediente. é como comer um sanduíche com feijão como ingrediente, ou pelo menos parecido. um ingrediente fora do seu habitat natural. a maçã numa salada. o feijão num sanduíche.


- halls tipo preto arde. listerine azul escuro arde muito mais. bolada no saco durante uma pelada, arde muito, muito mais.

terça-feira, julho 04, 2006

pensamentos do dia.

- paguei um mês de academia adiantado. oito dias depois, ainda não fui nenhuma vez. mas mesmo assim me sinto melhor, mais em forma. é o efeito placebo. o efeito psicológico de ser membro de um clube, de uma academia. é como se uma pequena porção do meu cérebro transmitisse para o corpo a informação de que eu faço parte dessa academia. tenho carteirinha para provar. e por isso, o corpo, automaticamente passa a se portar como se estivesse num shape mais bacana. é apenas psicológico. mas por algum motivo funciona.

- algodão-doce são duas mil calorias com peso de trinta.

- rúcula são vinte e seis calorias com peso de vinte e seis.

- o que é maior, o big-mac ou o big bob? quem bate em quem? quem causa uma maior azia? quem preenche mais a pança alheia? o vencedor terá o direito indisputável de ser o único a ser chamado de "big.

- toda batata que comete algum crime no campo, na plantação-- é condenada a fritadeira elétrica.


domingo, julho 02, 2006

o brasil, o domingo e a musiquinha do fantastico.

poucas combinações são tão mortais. você pega uma pitada de brasil fora da copa do mundo, adiciona um dia de domingo de inverno nublado e coloca duas colheres cheias de musiquinha do fantástico. meu amigo, se isso não te deixar puto com o saco na lua, você precisa de ajuda. mas ajuda daquelas brabas. se hoje fosse uma terça-feira, no meio de uma semana, beleza, o dia ia acabar engolindo você, e, quando você menos esperasse lá estaria você no meio de uma reunião com os olhos fincados numa apresentação de powerpoint no vigésimo terceiro slide. você ainda estaria puto com a derrota do brasil, mas, quase sem querer já estaria com outras preocupações na cabeça. o problema com a porra de um jogo desses num sábado, uma derrota num sábado a tarde, é que você tem o domingo inteiro pra ficar brocoxô. ficar nutrindo aquela sensação escrota de mais uma vez ver o caráio do zidane foder com a sua semana. com a sua copa. aí, vem o fantástico, aquele programa que todo mundo diz que não assiste, mas assiste religiosamente todos os domingos. vem o fantástico como acontece desde que você é moleque. com aquela musiquinha mortal. aquela musiquinha que te avisa que amanhã é segunda. vem o cid moreira e anuncia com aquele vozerão que o maurício kubrusly, aquele repórter ambulante está agora na casa do caralho experimentando um salsichão com mostarda feito por uma freira simpática que mora num monastério perto de frankfurt. aí você fica ainda mais puto. puto pra cacete. porque sabe, mas sabe no fundo do coração que você tinha certeza que o brasil ia ganhar a copa. a musiquinha do fantástico te dá um beliscão no braço e diz: "acorda moleque, deixa de ser palhaço, vai chorar essas mágoas no travesseiro e dormir, porque amanhã você tem trabalho..." o brasil, o domingo e a musiquinha. se eu fosse algum político influente daqueles que conseguem instituir leis com o rabisco de um caneta, mudaria a data dos jogos da copa. não todos os jogos. mas os jogos das oitavas, das quartas, das semis e da final. esses que se você perder, fodeu, tá fora. é, porque, puta que pariu, eles sempre acontecem num fim de semana desses de inverno. e, quando o brasil perde, fico aqui eu mais um país inteiro tendo que escutar a pourra do pedro bial no fantástico com suas crônicas sobre a bola que rola, que deita que morre no fundo do gol para o despertar de uma nação...blá...blá...blá... vai da meia hora de bunda. ainda me lembro do gol do cannigia na copa de 90 que eliminou o brasil. me lembro dos 3 do paolo rossi de 82. me lembro do goleiro francês de 86 que pegou o penalti do zico. me lembro do terceiro gol da frança em 98. todos ou no sábado ou num domingo de inverno. igual a esse fim de semana. todos com uma musiquinha do fantástico ao fundo pra te deixar ainda mais puto. que fosse numa terça-feira. caráio. francês fêla da puta.

quinta-feira, junho 29, 2006

três pensamentos do dia.

- hoje foi o primeiro dia sem jogo da copa desde o início da competição. vi um carinha com tremedeiras no elevador da firma. um outro suando bicas. e um terceiro fuçando a tabela da copa para ter certeza absoluta que realmente, mas realmente, não tinha nenhum jogo hoje. deveria ter um esquema tipo alcólatras anônimos para esses dias sem jogos. "ôpa, meu nome é erick e eu tive uma recaída... hoje, dia sem jogo, assisti uma fita gravada com o jogo equador e togo da primeira fase. três vezes..."

- salada com duas mãos de batata-palha não é salada.

- picanha sem dois dedos de gordura não é picanha.

quarta-feira, junho 28, 2006

dois pensamentos do dia de terça.

- subi no elevador com uma tiazinha que comentava com uma colega de trabalho sobre a posição do ronaldinho gaúcho. esquema tático. se o parreira deveria ou não colocar o gilberto começando na lateral esquerda... uma mulher que estava com ela perguntou: "você quis dizer gilberto silva?" e a tiazinha: "não, gilberto silva é outra história... esse completa o esquema tático quando o parreira optar pelo 3-5-2..." vai tomar no cu, em época de copa todo mundo vira analista de futebol.

- o que é mais irritante? fiapo de frango preso nos dentes lá de trás ou casquinha de pipoca agarrado na garganta?

três pensamentos do dia de segunda.

- copa do mundo é o crack dos sedentários. ou heroína, cocaína, a droga mais pesada que tiver.

- acordei com o despertador do rádio relógio tocando stevie wonder e peguei no sono.

- dormi de lente de contato e acordei duas horas depois achando que estava curado da minha miopia.

sexta-feira, junho 23, 2006

três pensamentos do dia.

- fui almoçar num buffet de sushi e sashimi. é uma das melhores idéias que se pode ter num meio gastronômico. a pourra do sushi nasce frio das mãos do sushiman e nunca, nunca corre o risco de alguém reclamar que está frio lá na mesinha do buffet. o mesmo não se pode dizer de um restaurante que tem no buffet, carnes, e massas. a carne sempre fica fria e requentada e as massas sempre acabam ficando com aquela casquinha de comida véia. já o sushi, bem, você pode até se achar o chef de cozinha, mas não vem me dizer que você sabe que o peixe e o bolinho de arroz estão lá fora na mesa de buffet desde meio dia, porque não dá pra saber. sushi nasce frio, continua frio na mesa do buffet, e termina frio entre os dois palitinhos que levam para sua boca.

- o único problema de cortar o próprio cabelo com a máquina é que não dá para ler a revista caras da semana passada enquanto você corta.

- fui me inscrever numa academia hoje. aqui do lado do meu trabalho. é academia perfeita, tem uns sete televisores grandes de tela plana na frente das esteiras. uma para cada esteira. para quem é sedentário e vive no sofá assistindo seriados, não existe incentivo melhor. é como aquela cenourinha na frente do coelho. é como aquela coxa de frango suculenta que o pica-pau fecha os olhos e sonha nos desenhos animados. é como um saco de dinheiro pendurado num carro-forte para um ladrão de bancos. é como um copinho daqueles de plástico de água gelada para um maratonista no último quilômetro da maratona. bom, você entendeu. com uma televisão ligado num seriado em dolby stéreo surround, é muito mais fácil arrancar um preguiçoso do sofá. é diferente daquelas academias com uma tv véia lá no fundo passando telecine pipoca. pau no cu. é uma tv plana para cada um que fica suando bicas na esteira.

quinta-feira, junho 22, 2006

quatro pensamentos do dia.

- com as doze horas do fuso, os japoneses já sabem o resultado do jogo contra o brasil.

- esqueci de fazer a barba, e, ao sair de casa, por alguns minutos achei que era sábado. estava de bermuda e havaianas daquelas com bandeirinha do brasil e bocejando enquanto coçava a barriga e cutucava as beiradas da orelha. era sexta-feira.

- garrafa de vinho é como uma granada. você abre e tem que correr para não foder na sua mão. corre pra beber antes que estrague. se você entrar numas de guardar pra tomar uns quatro dias depois, já era, perdeu preibói.

- sorvete de doce de leite da haagen-dazs é uma arma de destruição de massa corporal. comeu, explodiu.

três pensamentos do dia de quarta.

- pisei em bosta de cachorro esses dias. fiz um boletim de ocorrência na delegacia do bairro. vou fazr um teste de dna neste pedaço de bosta e vou cercar o quarteirão. todos os dias. todas as manhãs. todas as tardes. até pegar este vira-lata de bosta. não fodi, ele assassinou a minha manhã.

- tem uma vizinha lá no meu prédio que mora no primeiro andar, bem velhinha, bem velhinha. bom, eu moro no quinto. já quase mandei ela para o hospital umas vinte vezes. deixa eu explicar: assim que eu entro no elevador, eu aperto o "térreo". ela, mora no primeiro. aí, sem querer, quando o elevador pára no primeiro, eu, achando que é o térreo, empurro a porta com todas as forças como quem está pronto para começar o dia. mas, como nós já sabemos, o elevador não está no térreo, está no primeiro andar. e, lá do outro lado da porta está a velhinha do primeiro andar. e ela tem o costume de ficar com o corpo colado na porta, quase encostada. bom, sem querer, eu sempre quase-derrubo a velhinha. e, como se trata de uma senhora educada, ela nunca me mandou tomar no cu. mas com certeza já deu uma renovada no plano de saúde.

- fondue é uma maneira que as pessoas inventaram de levar todo o processo de cozinhar do forno/fogão para a mesa de jantar. outra coisa que o fondue fez também é acabar com as reclamações do tipo: "a carne está muito bem passada... pouco molho... hmmm, está como eu gosto..." pau no cu, com fondue, a pessoa é responsável pela comida e não tem o que e como reclamar. é ela que coloca o palitinho lá dentro e fica esperando a pourra da carne ficar pronta.

três pensamentos do dia de terça.

- vi um cara tirando um melecão no trânsito hoje. melecão mesmo. daqueles que quase não cabem no indicador quando é despejado do nariz. quase mandei o cara tomar no cu. não pela meleca. mas é que com o dedo submerso em catota, o fêla da pulta esqueceu de colocar a seta e indicar que ia virar. quase bati no carro dele.

- durante os jogos da copa, não pára de passar comercial de cerveja. o negócio influencia mesmo. sem putaria. quando você menos espera, lá tá você abrindo uma terceira cerveja quando já tem duas abertas no colo. no jogo contra a austrália, abri sete latinhas e dei sete goles. menos que uma lata inteira. vou ter que começar a assistir os jogos com um dedo no controle remoto. começou o intervalo comercial, pimba, muda de canal. pimba, volta.

- fui assistir uma pesquisa dessas de mercado que você fica atrás do espelho e as mulher não sabem qu você está lá. é uma espécie de big brother. com uma diferença, se uma dessas mulheres começar a falar mal do seu trabalho, você não pode eliminar ela.

segunda-feira, junho 19, 2006

três pensamentos do dia.

- a mastercard está com o mesmo comercial durante a copa inteira. um só comercial que passa umas 136 vezes por dia. mais uma vez, um só, apenas um, que repete o dia inteiro. amanhã eu vou ligar para o gerente do meu banco e pedir para trocar o meu mastercard por um visa.

- o jornal de domingo me derrotou. o dia acabou e eu não consegui ler dois cadernos.

- li em algum lugar, acho que na veja, um estudo que diz que quanto mais café você toma, menores as chances de desenvolver alguma doença relacionada a bebidas alcóolicas. vou tomar um porre de café.

tres pensamentos de sexta.

- de tanto assistir reportagens na globo sobre a copa do mundo, mais especificamente sobre o consumo de salsichas na caráia da alemanha fiquei com vontade de comer salsichão. almocei ontem, jantei, comi um cachorro quente de café hoje, almocei hoje e tem um tantinho na geladeira para o jantar de hoje. acho, só acho que a globo tá levando um dinheirinho por fora da sadia ou da perdigão para ficar fazendo essas matérias.

- comi um pão arabe com um queijo de minas e presunto italiano. os três se entenderam bem. não sei em que língua, mas se entenderam bem.

- um italiano entrou com uma cotovelada na cara de um jogador americano que ficou jorrando sangue-- e ficou reclamando da expulsão. é, ficou putinho. ou seja, para o tal zagueiro italiano, expulsão só quando você dá um tiro de escopeta ou serra a perna do adversário com uma faca de passar manteiga em campo.

sábado, junho 17, 2006

três pensamentos do dia de quinta.

- o robinho toma seis latinhas de red bull antes de entrar em campo.

- o ronaldinho não está gordo. é a namorada dele que é magra. top model, magra. aí, quando as pessoas olham ele ao lado dela, gordo.

- comi um pudim de leite condensado de mentira. desses light/diet, sabe? então. olhei no verso da caixinha e nada de leite condensado. procurei leite e também nada. incrível como os caras conseguem imitar o sabor do leite condensado sem as calorias do fêla da pulta. fiquei com vontade de ir ao supermercado aqui perto. é, chegando lá eu vou na prateleira do leite condensado de verdade, o leite moça... vou olhar no olho daquela moça que fica na embalagem e vou sussurrar no ouvido dela: "se fodeu!"

quarta-feira, junho 14, 2006

quatro pensamentos do dia.

- se você estiver com um alface preso nos dentes caninos, ninguém vai te avisar. talvez a sua mãe e a sua mulher comentariam alguma coisa. mas se for uma reunião de negócios, por exemplo, aí fodeu, você será lembrado pelo alface. ex.: "o que você achou da proposta de negócio que o erick fez?" "quem?" "aquele com o alface preso nos dentes..." "ah, sei, sei... agora eu me lembro."

- frango agarra mais no dente que cerâmica de obturação.

- durante o jogo da seleção, eu olhei pela janela e vi um casal passeando com o cachorro. eram marcianos.

- cheguei atrasado para uma reunião num prédio desses comerciais carregando um envelope dos grandes debaixo do braço. o carinha da portaria sequer olhou para a minha cara. ao ver o envelope que eu carregava, ele mandou: "ô rapazinho, as entregas você faz pela garagem... parece que não sabe?" eu olhei pra ele e disse, com a maior educação: "mas, eu tenho uma reunião no décimo segundo..." e ele, com um olho fixo no envelope pardo que eu carregava rebateu: "
ô rapazinho, as entregas você faz pela garagem..." é, com a invenção e proliferação do e-mail como ferramenta de trabalho, ninguém mais carrega envelopes por aí. é tudo por e-mail, tudo. ou seja, carregou um envelope, trabalha no serviço de entregas.

terça-feira, junho 13, 2006

três pensamentos do dia.

- reza a lenda que o presidente do real madrid rejeitou comprar o kaká quando ele ainda estava no são paulo porque kaká quer dizer cocô em espanhol. bom, o cara, o tal presidente deve estar se sentindo um bosta hoje em dia.

- a fátima bernardes foi para a alemanha e deixou o william bonner sozinho aqui no brasil. ela pode ir para a gandáia lá na alemanha sem estresse -- já que ninguém conhece ela. já o bonner, se partir para uma putaria, uma noitada violenta, tá fodido. todos os 180 milhões de brasileiros vão identificar ele: "caráio, aquele alí, dando uns pegas nervoso naquela menina com as peita escapando pela camisa, não ee o carinha do jornal nacional? chama a revista caras!"

- e de repente, com o começo da copa, as mulheres passam a gostar de futebol como os homens. se der mole, até mais.

três pensamentos do dia de segunda.

- o galvão bueno é a maior causa de infartes no país, quando narra e principalmente quando faz comentários. seguido pelas altas taxas de colesterol.

- dia desses comi 382 gramas de comida num restaurante a kilo. o cara que estava atrás de mim tinha quase 850 gramas. eu não falei nada porque eu não conhecia ele. mas acho que ele estava tentando se matar. é, acho que era uma tentativa de suicídio. ninguém coloca quase 1 kilo de comida sobre a balança do restaurante a kilo de putaria. aqueles números que piscavam na telinha da balança era uma maneira de dizer: "adeus mundo cruel..."

- o zagalo tem 106 anos de idade.

sexta-feira, junho 09, 2006

três pensamentos do dia

moro desde janeiro de 2000 no mesmo lugar. e, até hoje, chegam cartas de uma tal de josefina dos santos lá em casa. contas. contas e cartas. a josefina nunca bateu lá em casa. estranho.


prefiro perder a minha carteira com tudo dentro do que o crachá da empresa que eu trabalho. é muito mais fácil conseguir uma segunda via de todos os documentos... do que um crachá reserva para passar pela pourra da catraca aqui do prédio.


copa do mundo transforma qualquer joguinho em jogão. equador vs. polônia, por exemplo. semana passada: joguinho. hoje, no meio da copa: jogão.

quatro pensamentos do dia de quinta.

sempre que eu ligo para minha mãe ela diz que estava pensando em mim.

sempre que eu ligo para minha casa, as pessoas antendem falando "alô?", mesmo reconhecendo a minha voz.

sempre que eu ligo para o banco para falar com o gerente,ele finge que me conhece, mas logo logo se entrega e pergunta o meu nome.

sempre que o meu irmão me liga no celular, ele pergunta: "onde é que você tá?"

Três pensamentos do dia de quarta.

- quarta-feira é o meio da semana. preciso. exato. se você é um pessimista, encara a quata como se ainda faltasse meia semana para sexta-feira. se você é otimista, encara a quarta como se já passou meia semana, e já já é sexta.

- o dumbo não tem orelhas grandes. tem um corpo pequeno.

- deixei uma moeda cair entre as almofadas do sofá lá de casa, e, quando enterrei o braço para pegar, voltei com uma moeda de cruzados novos.

terça-feira, junho 06, 2006

três pensamentos do dia.

- sempre que eu sinto um calor infernal, imagino que lá em cima existe um bebê alien gigante com uma lente de aumento capturando a luz do sol e me fritando-- igualzinho como a molecada faz com as formiguinhas.

- as formigas são o maior exemplo de-- que diante da necessidade a gente se adapta a qualquer pourra. deixei cair um saquinho de adoçante no chão e as fêla da pulta cercaram os grão e fizeram a festa.

- recebi uma ligação de uma tiazinha pedindo uma colaboração financeira para uma instituição de caridade um dia desses. falou sem parar durante uns 3 minutos. mas, para o azar dela, eu estava, naquele momento pagando o meu cartão de crédito. resultado: eu inverti a ordem de prioridade da ligação e perguntei se ela não estava afim de doar um dinheirinho para me ajudar a pagar o meu cartão de crédito. ela desligou na minha cara.

segunda-feira, junho 05, 2006

três pensamentos do dia.

- o microondas fodeu com o romance do jantar.

- se você passar sundown numa torrada e colocar ela na torradeira, será que queima?

- fui num restaurante argentino e o garçom estava com a camisa da seleção brasileira. é um jeito que a dona do restaurante encontrou para dizer: "pelamordedeus não deixem de comer no meu restaurante durante a copa só porque nói somos hermanos! ou algo parecido."

sexta-feira, junho 02, 2006

quatro pensamentos dia.

- o sabor de um trident azul dura mais do que a bateria do meu celular.

- a recepcionista do meu endocrinologista está bem acima do peso. péssima imagem para um lugar onde as pessoas vão para perder uns quilinhos.

- a lapiseira matou o apontador de lápis.

- não deveriam existir livros sobre a floresta amazônica ou sobre o problema do desmatamento. afinal, para imprimir esses livros, uma caráiada de árvores são derrubadas.

quinta-feira, junho 01, 2006

três pensamentos do dia.

- descobri um vale (aquele papelzinho que as pessoas te dão quando você almoça num restaurante e paga com ticket refeição, geralmente com valores que variam de 0,60 centavos até 1 real.) perdido na minha mochila-- de 1 real. fui no restaurante aqui na esquina que me deu a porra do vale e ele estava fechado. fechou as portas. vou descobrir o nome da dona, fuçar as páginas amarelas e descobrir onde ela mora. vou bater na porta dela e pedir um café e um pão francês com manteiga. e, antes de ir embora vou dar o vale como pagamento. não fodi.

- para uma árvore, pior do que ser cortada é virar papel higiênico.

- coloquei o alarme para 6:30 da manhã e só levantei da cama 8:30. foram 27 apertadas de botão de soneca. a partir de hoje vou colocar o alarme debaixo da cama onde a minhã mão não alcança o fêla da pulta. botão de soneca deveria ser ilegal. como heroína, cocaína e similares. não faz bem, fodi a cabeça.

três pensamentos do dia de ontem.

- como é que astronauta tira meleca?

- queria instalar um interruptor dentro da minha geladeira. as vezes quando eu abro ela de madrugada, eu levo um susto com aquela luz acendendo automaticamente. com um interruptor eu posso me preparar e só depois acender a pourra da luz.

- o abacaxi é o rei das frutas.

terça-feira, maio 30, 2006

quatro pensamentos do dia.


-desci no elevador com uma tiazinha aqui do prédio e seu cachorro. acho que é um golden retriever. acho que ele cheira cocaína. sério, é o cachorro mais pilhado que eu já vi em toda a minha vida. não é ela que sai com o cachorro. é o cachorro que sai com ela. ele latia para mim e acho que queria dizer: "pufávô me arruma uma branquinha que eu prometo não mijar no seu pé!"

- olhei para o alface do kilão maldito aqui do prédio na hora do almoço hoje-- e ele olhou para mim e disse: "estou aqui desde onze da manhã. nessa travessa ao ar livre. murcho. murchinho. pelamordedeus não me coma. coma a rúcula que está mais fresquinha."

- será que meu médico também só toma duas pequenas taças de vinho por semana? uma fatia de pão magro pela manhã? salada de alface com peito de frango grelhado no almoço? meia colher de arroz e queijo cottage no jantar? será que ele também malha 3 x por semana, 1 hora por dia? será? ou será que o fêla soca chocolate garganta abaixo ao deixar o consultório? picanha fatiada com dois dedinhos de gordura? hein?


-colesterol é a kriptonita de uma churrascaria rodízio.


segunda-feira, maio 29, 2006

cinco pensamentos do dia.

- pedi uma lingüiça apimentada num restaurante e, ao tascar a primeira mordida não senti nada. ao perguntar para o garçom porque caráio eu não estava com a boca em chamas, ele disse: "eu achei que ela era muito forte para vocês."

- kibe é gordo. coxinha é gorda. pão de queijo é gordo. alface é fino. rúcula é fina. agrião é fino.

- a filha da angelina jolie e do brad pitt vai foder a cabeça de muito moleque quando crescer.

- quando a bala perdida é uma bala tipo frumelo framboesa que você encontra na sua mochila, aí é do caralho.

- comprei um relógio daqueles do mickey com os bracinhos que formam a hora e os minutos. quando são 22:25, ele, o mickey, parece que está imitando o john travolta em "os embalos de sábado a noite". com uma mãozinha apontando para o céu e outra para a pista de dança.

sexta-feira, maio 26, 2006

três pensamentos do dia.

- se um cara casado chegar em casa com marca de chocolate batom no canto da boca, beleza. agora, se o mesmo cara chegar em casa com marca de batom de verdade no canto da boca, fodeu.

- meu desodorante diz que protege 24 horas. mas eu nunca consigo ficar acordado para ver se é verdade.

- o que é que contém mais energia: duas pilhas palito duracell, uma latinha de red bull ou uma lata de nescau ("energia que dá gosto")?

quinta-feira, maio 25, 2006

três pensamentos do dia.

- a luz das farmácias é muito intensa. pode notar, tem sempre uns cem tubinhos de lâmpada no teto. além disso, as paredes são brancas, o chão é branco, o teto é branco. acho que é para foder com a nossa cabeça. você vê aquele branco todo, aquela luz e começa a pensar: "caráio, se eu não comprar esses remédio eu vou bater as botas e ir para o céu..."

- fui num restaurante italiano hoje mucho lôco. o couvert era de graça. e mesmo assim, o fêla da pulta do garçom ficou socando pão com azeite na mesa como se fosse espeto de churrascaria de rodízio. deixei 96% do prato na mesa.

- peguei um taxi em que o taxista conhecia menos são paulo do que eu. e eu, bem, eu sou carioca.

quarta-feira, maio 24, 2006

três pensamentos do dia

- se você adicionar um dedinho de vodka no seu copinho de bailey’s, você tem um bailey’s extra fucking fuckers.

-uva passa é a irmã mais nova da ameixa.

- acordei de madrugada para tirar a água do joelho e tive uma idéia. resolvi escrever num papel. no dia seguinte, não entendi a minha própria letra. e se for uma idéia do caralho? muito du caralho? se eu acordar de madrugada hoje novamente, vou perguntar para mim mesmo que pourra está rabiscado no papel.

três pensamentos do dia de terça-feira.

- tô viciado em tic-tac. mas só tem um problema: a pourra do tic-tac de laranja (que não tem gosto de laranja) não passa pela agulha da seringa.

- biscoito de polvilho tem validade de 18 segundos. depois de abrir o saco, conte até 18 que todas as bolinhas vão começar a murchar.

- hoje mais cedo fui pegar uma pasta de documentos no armário da cozinha e derrubei uma cerveja que quebrou ao lado da minha perna. entrei no quarto para se despedir da minha mulher e ela olhou pra mim como quem pensa: “esse cara foi pra noite depois que a gente dormiu e só chegou agora, que cara de pau!”

três pensamentos do dia de segunda-feira:

- a casas bahia tem uma promoção imperdível. você compra um tv de plasma de 42”. e, se o brasil ganhar a copa, eles te dão um outro igualzinho de graça. acho, só acho, que na véspera da final, os caras das casas bahia vão pagar uns capangas para comer o ronaldinho de porrada na concentração.

- pão árabe não segura a onda com queijo-minas. se você tentar fazer um queijo-quente com queijo minas no pão árabe, o fêla da pulta se desfaz.

- quando eu era moleque, bem moleque, eu tinha medo de escuro. hoje, eu me cago de medo de dormir no claro. morro de medo, por exemplo, daquela luz que pisca do vídeo cassete.

sexta-feira, maio 19, 2006

o tiozinho e a bufa.

agora uma história sobre o vôo de ida das férias. estava lá eu, sentado na cadeira do corredor, e, logo ao lado, tinha uma família de três na fileira do meio. um senhor, sua esposa e seu filho, já adulto com seus quarenta e tal. bom, durante as primeiras 10 horas de vôo, tudo tranquilo, rilécs. sem dramas. ninguém lustrou o cotovelo com paninhos quentes, ninguém gargalhou em voz alta em câmera lenta ou jogou comida na tela que passava o filminho. aí veio a hora final. serve o café da manhã. retira os restos do café da manhã. aeromoça avisa que estamos prestes a pousar e pede pro pessoal levantar a cadeira e apertar os cintos. tudo muito bem até o momento em que o avião pára no portão de desembarque. aí meu amigo que o tiozinho me fodeu. tudo indica, que, depois de comer o jantar, tomar duas taças de vinho tinto, uma de vinho branco seguido por sobremesa e um omelete de café da manhã-- o tiozinho estava fermentando por dentro. e, como ele estava na companhia da senhora sua esposa, não podia soltar aqueles 3 metros cúbicos de gases mortais na direção dela. a porta do avião se abre. eu me levanto. o tiozinho se levanta. e, numa virada de 180º perfeita, o fêla da pulta descarrega aquela arma de destruição em massa na minha direção. ele deve ter pensado: "caguei pra esse moleque, eu não posso é soltar essa bufa na direção do meu filho e da minha mulher." resultado, o meu vizinho de fileira olhou para mim. o pessoal da fileira de trás também. meus olhos começaram a arder e, por pouco as máscaras de oxigênio não são automaticamente acionadas. prendi o ar como quem acaba de testemunhar um acidente nuclear e corri para a porta do avião. um erro, já que essa corridinha acabou me incriminando. e lá, lá atrás, ficou o tiozinho, com um sorriso de canto de boca-- como quem diz: "amador... ah moleque amador!"

três pensamentos do dia.

- comi um hamburguer de fraldinha no almoço. mas, se o garçom me dissesse que era de picanha ou de alcatra eu não saberia a diferença. acho que a única diferença é uma bandeirinha que o cozinheiro espeta com o tipo da carne sobre a rodela do hamburguer. é, acho que comi um hamburguer de fraldinha.

- batata-chips é magra e seca. batata-frita é gorda e molhada de fritura. mas as duas engordam do mesmo jeito.


- dia desses vi um carinha aqui apontando o lápis num apontador daqueles elétricos-- e fiquei imaginando que, a qualquer momento, uma caráiada de lápis vestidos com o nome do greenpeace poderiam entrar pela porta e fazer uma manifestação.

quinta-feira, maio 18, 2006

três pensamentos do dia.

- o cotovelo é a parte mais importante do corpo. sem ele, você não consegue apoiar o braço na mesa para segurar a cabeça-- e pensar.

- jornal velho é a máquina do tempo mais barata que existe.

- descobri um jeito de fazer ginástica sem precisar pagar trezentos mangos para uma academia. agora, eu estaciono o carro no prédio do trabalho, no shopping, e propositalmente "esqueço" de anotar onde estacionei a caráia do carro. horas depois, sou obrigado a caminhar alguns vários minutos, ou horas atrás do meu carro para ir para casa.

a calça dedo-duro.

não sei se você já notou, mas as calças jeans levi's têm o número que você usa-- atrás. na verdade são dois números: o da sua cintura e o tamanho das pernas. é lôco, se você pensar. a calça entrega para as pessoas o tamanho verdadeiro da sua cintura ou até mesmo a sua verdadeira altura. eu, tenho 1,67 cm de altura. mas, já me peguei dizendo que tenho 1,69cm (que é bem mais perto de 1,70cm). mas, isso, eu só falo quando estou usando qualquer calça jeans, menos levi's. não quero ninguém achando que eu sou um mentiroso de bosta. agora, fico imaginando uma menina que acabou cultivando uma mini-pança, mas não quer divulgar isso por aí. e, lá vem a calça levi's e entrega que a cintura da muié é um tanto maior do que ela quer que pareça. a mulher acordou doze minutos mais cedo, procurou uma camisa bacana daquelas de cor escura, meio baggy, meio justa nos lugares certos para esconder aqueles dois quilos e meio extras e pimba, a etiqueta da levi's vem e fode tudo. dia desses subi a escada rolante com um casal na minha frente. os dois de calça levi's. ele. marrento "ai como sou fashion!" e ela, do tipo "sou gostosa mesmo e daí seu bando de gente mais ou menos!" mas, contra eles lá estava a calça dedo-duro. ou melhor, dois pares de levi's contavam para o mundo que ela, bem, ela estava acima do peso, e ele, era baixinho. mais baixinho que eu. um tampinha. a calça levi's não poupa ninguém. pode até ser prática na hora de comprar. você sabe que a pourra da calça vai ficar confortável e não vai fica pescando siri. mas, numa boa, não entendo porque uma empresa dessas fashion makers fuckers, entra numas de entregar para o mundo como anda as cinturas de terceiros. a minha calça levi's, por exemplo é bem fêla da pulta. todo dia que eu entro numas de vestir ela, me chama de "baixinho".

terça-feira, maio 16, 2006

três pensamentos do dia.

- o cúmulo do trânsito e ficar preso num trânsito na garagem do prédio.

- será que se o apresentador do "bom dia brasil", renato machado, estiver tendo um dia ruim, ele vai começar o programa dizendo "bom dia...". ou vai ser mais sincero e falar: "que diazinho de merda hein brasil."

- dia desses um mosquito me picou. tive uma chance de matar ele. mas preferi deixar ele preso debaixo da saboneteira: "mosquito, você acaba de ser condenado a prisão perpétua!" quando eu acordei, o fêla da puta já tinha batido as botas.

a teoria da mostarda.

mostarda é a irmã mais metida do ketchup. de nariz empinado. que acompanha pratos mais caros. que custa mais caro. o único lugar em que a mostarda e o ketchup são igualmente respeitados e valorizados é sobre uma salsicha de um cachorro quente. no mais, a mostarda custa, em alguns casos, o triplo de um ketchup. mostarda francesa com sementes, mostarda escura. mostarda alemã. já o ketchup, fora o heinz na garrafinha de vidro, é quase um genérico. ok, tem uma ou outra versão mais apimentada, mas é difícil ver a diferença. experimenta pedir ketchup num restaurante alemão, para cobrir a sua salsicha. agora, a caráia da mostarda, os carinhas trazem rindo. fiz uma mini pesquisa no google e descobri que a mostarda mais vendida do mundo, a heinz das mostardas, é a grey poupon. puta nomezinho fresco. vai dar meia hora de bunda. é boa, saborosa. mas só pelo nome, você já se sente quase obrigado a pagar mais. muito mais. outra coisa sobre a mostarda, é que o pote é menor. a garrafinha é menor. a mostarda não é muito oferecida. não tem excesso. mostarda é discreta. o ketchup é desperdiçado. tem sempre uma poça deixada para trás nos saquinhos de batata do mcdonalds. nos pratinhos de papel de pizza. a mostarda é servida em mini-gotinhas. linhas curtas e grossas. porque e metida. se acha e é gostosa. existe molho de mostarda para salada, para pratos mais sofisticados. e nada parecido com o ketchup. particularmente, eu acho que o ketchup está cagando baldes, se fodendo para isso. ele é do povo mesmo. deixa as elites para a mostarda. e, quando o ketchup encontra a mostarda sobre uma salsicha de cahorro-quente, bom, o ketchup convive. brevemente, mas convive. a teoria da mostarda.

segunda-feira, maio 15, 2006

três pensamentos dia.

- a islândia tem 280.000 habitantes. ou seja um fla x flu, um palmeiras x corinthians e um são paulo x mogi mirim.

- tomei café num lugar que servia ovo cozido, omelete, ovos mexidos, mas se recusava a servir ovo frito estrelado.

- estava de ressaca, em paris, e, quando me preparava pra pedir uma coca, descobri que a pourra de um copo de coca-cola era mais caro que uma taça de vinho. pedi o vinho. no dia seguinte, com um pouco mais de ressaca, a história se repetiu...

o tiozinho do avião.

voltando das férias, sentei ao lado de um cara muito lôco no avião. não lôco de enfiar a colher no nariz. lôco de pegar aquele paninho quente que a aeromoça dá antes de servir a refeição-- e passar no corpo inteiro. mas vamos voltar no tempo, antes do paninho. antes da aeromoça entregar os paninhos quentes. sentei na cadeira, coloquei minhas coisitas debaixo do banco na frente e comecei a ler um jornal. segundos depois, chega o tiozinho: "você fala francês, inglês ou português?" eu olhei para ele com uma cara de quem diz: "fiz alguma merda? será que eu trouxe para dentro do avião, sem querer, o cortador de unhas que é expressamente proibido?" ele continuou: "espanhol?" e eu: "português!" ele balançou a cabeça com um ar de aprovação e sentou ao meu lado, na janela: "nada como voltar para casa? aeromoça gostosa hein? se ela der, eu como." eu abri meio sorriso e voltei minha atenção para o jornal. um minuto depois, o tiozinho tira os sapatos, coloca num saco plástico, pega duas meias de seda, estica ambas até o joelho e coloca um par de pantufas. até aí beleza. aí começou a ginástica. pescoço pra lá. pescoço pra cá. estala cotovelos, estica as mãos até a ponta dos pés. respira, expira. respira, expira, coloca a língua pra fora. nisso, lá do fundo do corredor, surge a aeromoça com aquela bandeija cheia de paninhos quentes, fervendo. ele pede dois. dois paninhos. eu, particularmente não tenho nada em usar o paninho para passar no rosto e dar uma refrescada. mas o cara, meu amigo, tomou um banho com o paninho. primeiro passou no rosto, depois nas mãos. e aí, partiu para os braços. depois o pescoço, deu uma lustrada bacana nos cotovelos e terminou com uma enxugada nas canelas. mas o engraçado é que ele fez isso tudo numa velocidade tão grande que ninguém notou. apenas eu. chega a comida. ele pede três copos. um com wisky, outro com três dedos de suco de laranja e um terceiro com vinho tinto. com a saladinha, ele vira o suco de laranja. com o prato ele vira o vinho e com a sobremesa o wisky. a aeromoça passa e ele pede três copos d'água. bebe cada um deles como se fosse um daqueles corredores de maratona que ganha copinho de água nos quilômetros finais. bom, começa o filme. o carinha puxa o próprio headphone da bolsa. um mega headphone. solta gargalhadas contidas com uma das mãos, e, assim que o filme termina, estica as pernas, coloca uma daquelas máscaras para dormi e zzzzzzzzz. fiquei olhando ali de rabo de olho tentando entender o que se passava pela cabeça do tiozinho. mas desisti. dormi também. as luzes se acendem, em uma hora vamos pousar. olho para o lado, cadê o tiozinho. nada do tiozinho. será que ele pulou? será que está debaixo da cadeira? no compartimento de bagagem? nisso, vejo o tiozinho saindo do lavatório. com outra roupa. era outro cara. agora de bermudas no lugar das calças. uma camisa florida de mangas curtas. e, o mais engraçado: com um sanduíche em uma das mãos e uma lata de coca na outra. sentou do meu lado e disse bom-dia em inglês: "good morning!" eu olhei pra figura, e na maior naturalidade respondi: "bon jour!"

quarta-feira, abril 26, 2006

tres pensamentos do dia.

- estava comendo um sanduíche carregado de molho e, ao morder, uma pequena ilha de maionese caiu sobre a minha camisa. bom, e como eu estava usando uma daquelas camisas com o pequeno jacaré de boca aberta na altura do bolso, deixei a maionese lá por alguns minutos. afinal, a pourra do jacaré está de boca aberta alí desde 1960 e tal e ninguém dá de comer pro bicho.

- comi num restaurante italiano em que o garçom era indiano, a garçonete, alemã e o cardápio em francês.


- pedi para uma garçonete indicar uma cerveja. não necessariamente a mais cara. ela trouxe a mais barata, mas num copo de 700ml.

o campeonato de dardos.

taylor vs. donalvesen. um duelo de gigantes. um duelo de barrigudos. barrigudos, não. parrudos. liguei a tv aleatoriamente num canal alemão. e, por sorte minha, estava começando o campeonato alemão de dardos. lançamento de dardos. estádio cheio. público em alvoroço. jarras de cerveja esparramadas sobre as mesas. mas o que importava estava lá no palco. lá no centro. taylor e donalvesen. lado a lado, ombro a ombro. taylor era o mais barrigudo dos dois. com uma tatugem no braço "power". donalvesen era mais alto, mas igualmente dono de uma protuberancia abaixo da linha do pescoço. dos dois, donalvesen suava mais. suava bicas. donalvesen sabia de alguma coisa, provavelmente não era a primeira vez que enfrentava "power" taylor. melhor de "15". quem ganhasse 8 partidas primeiro levava o caneco. detalhe: a camisa (de gola e mangas curtas) dos dois são decoradas como as dos pilotos de fórmula 1. cervejas, marcas de cigarro, de lojas de apostas e até mesmo de cartão de crédito. mas de volta a partida. taylor ganhou as duas primeiras. a torcida foi a loucura. donalvesen virou o jogo, com três performances perfeitas. taylor empatou. donalvesen. taylor. taylor. donalvesen. donalvesen. donalvesen. taylor. taylor. sete vitórias para cada lado. agora os dois suavam. poças. baldes. e, diferente da torcida, ambos aparentemente não podiam saciar a sede com cerveja. um torcedor alemão levanta e manda "power" taylor tomar no cu. foi em alemão, mas pela reação dele, acho que foi isso mesmo. quase sai porrada. as torcidas organizadas correm para o centro. chove cerveja. seguranças entram em cena e apartam a briga. taylor está mais calmo. donalvesen não. está tenso. uma partida separa um dos dois da glória. da fortuna, das mulheres e da cerveja. começa a partida. donalvesen sai na frente, dispara. acerta na mosca. e na perna da mosca. e no pelo da perna da mosca. "power" taylor respira fundo. beija a tatuagem do braço. taylor tem um tique nervoso no olho esquerdo que se agrava com a tensão. o olho parece que vai pular. pá, pá, pá, pá, pá. taylor ganha. donalvesen chora. a torcida invade o palco. taylor entorna cerveja no corpo e dá entrevistas. fala dos patrocinadores, agradece deus, a mãe e beija o trofeu. beija a tatuagem mais uma vez. ronaldinho gaúcho pode estar em evidência agora. pode ser o mais bem pago do mundo. mas phil "power" taylor vem ai. ah, meu amigo, power taylor vem ai. impressionante. uma lenda viva. consigo imaginar no futuro, eu, sentado com meu filho na varanda de casa e tendo uma conversa de pai para filho: "filhão... uma vez eu liguei a tv na alemanha e tive a sorte de ver phil "power" taylor..."

terça-feira, abril 25, 2006

tres pensamentos do dia.

- no teclado alemão, as letras "z" e "y" trocaram de lugar. se voce digitar sem prestar atenção, zebra, vira yebra. e new york, new zork. e por aí vai, até voce olha para a pourra do monitor e entender que caráio está acontecendo.

- adoçante aqui em hamburgo vem em mini cápsulas tipo alka seltzer que diluem fazendo bolhinhas no café. ainda não pedi alka-seltzer, mas deve ser em gotinhas.

- pedi para a garçonete indicar uma cerveja, ela trouxe a mais cara. fela da pulta.

bratwurst.

desde moleque que eu me lembro das barraquinhas de salsichão nas festas juninas. duplos sentidos e conotações sexuais à parte, salsichão é bem bão. bom pra caráio. mergulhado na farinha, afogado no catchup, com aquela casquinha queimada. bom, e aconteceu que essa semana fui parar em hamburgo, na alemanha. anos depois do primeiro salsichão da festa junina, caí quase que por acidente numa ferinha dessas de rua. chuva fina. pessoal encasacado. e, a grande maioria dos locais brigando por um espaço numa barraquinha de salsichão. ou bratwurst como o alemão que estava ao meu lado gritava para o tiozinho que pilotava a grelha. o tiozinho com as bochechas vermelhas equilibrava um cigarro na boca, assim como os guitarristas das bandas de rock dos anos 70 faziam, e com maestria girava as salsichas na grelha. salsichas não, salsichões. e, conotações sexuais à parte, o negócio era grande. pedi uma. ou melhor, tentei pedir uma. acabei usando o dendo indicado da mão direita que apontava freneticamente para uma das salsichas sobre a grelha enquanto o da mão esquerda apontava para o sinal da parede que dizia "bratwurst". um alemão que estava ao meu lado já olhou enciumado para a grelha como quem diz: aquela salsicha ali é minha, pourra. mas tinha para todo mundo. ou quase. porque assim como eu tenho memórias dos salsichões das festas juninas, os alemães parecem ter similar relação afetuosa com os salsichões das feiras livres. ou seja, ou o tiozinho da grelha tinha o maior estoque do mundo de salsichões ou aquela pourra iria acabar nos próximos dez minutos. e eu, bem, eu não ia fiacar ali esperando ver a bosta que ia dar. multidões gritando, conotoções sexuais à parte, por um salsichão. e lá fui pelo meio da multidão com meu trofeu em mãos. um mini pote de mostarda na outra. comi rápido, porque eu sabia, que a qualquer minuto algum olho gordo iria lançar o meu salsichão no chão. bratwurst. festa junina numa pracinha em hamburgo. conotações sexuais à parte, salsichão bom pra caráio.

sexta-feira, abril 21, 2006

três pensamentos do dia.

- quem pula mais alto, o sapo ou o canguru? e, se uma princesa beijar um canguru, ele também vira um príncipe?

- descobri que o meu travesseiro é feito com penas de ganso. e, do jeito que ele é alto e recheado, devem ter depenado uns cinquenta gansos para deixar ele tão confortável. e agora, sempre que eu deito a cabeça nele, fico fazendo as contas, tentando adivinhar e perco o sono. vou ter que trocar de travesseiro.

- dia desses fui tirar sangue para um exame e a mulher enfiou uma agulha das grandes no meu braço. eu apertei o olho esquerdo e mordi o lábio inferior. ela perguntou: "doeu?" e eu respondi: "posso enfiar uma agulha desse tamanho no seu braço?"

quinta-feira, abril 20, 2006

o que se passa pela cabeça de uma mulher que coloca a maquiagem no trânsito?

todo mundo tem pressa. eu tenho pressa. você tem pressa. o sujeito ao seu lado tem pressa. é difícil encontrar quem não tem um tanto de pressa de sobra. bom, hoje, a caminho do trabalho, me deparo com uma cena insólita. eu já tinha visto uma mulher dar uma retocada de leve num batom. uma reforçada no lápis que contorna os olhos. mas nunca vi uma mulher fazer a maquiagem completa no trânsito. até hoje. entre a minha casa e o trabalho, são duas retas grandes com uma curva e um túnel entre elas. e uma sequência de uns 10 sinais, que invariavelmente estão vermelhos. e foi, entre esses 10 sinais que eu vi essa mulher hoje fazendo malabarismos com seu estojo de maquiagem. e quando eu digo estojo de maquiagem, não estou falando de um estojinho portátil daqueles que comportam duas ou três peças básicas. não, era quase uma valise. grande, que praticamente contava como um passageiro. no primeiro sinal, o batom. não, não, no primeiro sinal, o contorno dos lábios. o sinal abril. segundo sinal vermelho e lá vem o batom. terceiro sinal, lápis de olho. de olhos, no plural. o quarto sinal estava verde. quinto sinal: aquele pó para as bochechas, sabe? aplicou com jeito. como se estivesse de frente para o espelho de casa. sexto sinal amarelo e ela acelerou. com uma mão no volante e outra equilibrando o mini-espelhinho e um outro pozinho, daqueles mais avermelhados que passam a impressão de saudável. sétimo sinal verde. oitavo vermelho e a mulher me puxa uma escova da bolsa e começa a escovar os cabelos como se fizesse parte de um daqueles comerciais de shampoo. sabe aqueles em que a mulher sai do banheiro enrolada na toalha e penteia a cabeleira em câmera lenta? então. meu amigo, a mulher tem uns 20 anjos da guarda. porque por alguns segundos tive a impressão e a quase certeza que ela dirigia com os joelhos. afinal, as duas mãos estavam ocupadas cuidando do cabelo. uma com a escova e a outra desembaraçando os fios. ou algo do gênero. o nono sinal estava verde e no décimo a mulher quase bate num carro que estava parado. pediu desculpas ainda com a escova na mão. e eu, bem, eu peguei a esquerda e segui pelo túnel. a caminho do trabalho. mas quase, quase buzinei para a muié. queria perguntar para ela porque ela não acorda meia hora mais cedo? porque caráio ela corre esse risco de vida todos os dias? será a emoção? será a adrenalina? será como pular de uma ponte com um mini pára-quedas na mão? bom, só me resta uma alternativa. amanhã vou tentar algo parecido. é, vou fazer a barba no carro. a caminho do trabalho. creme de barbear numa mão, gillete na outra. sei lá, vai que é du caráio...

terça-feira, abril 18, 2006

três pensamentos do dia.

- meu celular tem o sinal perfeito dentro de elevadores e estacionamentos. mas de vez enquando falha dentro da minha casa e do meu trabalho. não fódi.

- comprei lá pra casa uma daquelas impressoras com 26 funções. ela é scanner, impressora é claro, fax e mais uma caráiada de coisas. mas, dia desses pedi pra ela fazer um cafezinho para mim e a fêla da pulta não fez. vou pedir o dinheiro de volta.
(de thiago carvalho & silvio medeiros)


- dia desses meu despertador amanheceu tocando lionel richie. lembra dele: "all night long... all night... all night long..." achei que era 1987. juro, levantei da cama e pensei em me vestir para ir ao colégio. que pena, em alguns segundos descobri que já era 2006.

iogurte e strogonoff.

e é por isso que eu acho que o iogurte é irmão gêmeo do strogonoff. calma. acho que eu me empolguei-- e acabei colocando a conclusão logo na primeira linha. na verdade não passa de uma tática barata. é. quem sabe revelando o final do textinho assim de cara, você não fica tentado a ler até o final e descobrir porque caráio o iogurte é irmão gêmeo do strogonoff. ou não. bom, mais de uma vez já me falaram que o strogonoff nada mais é-- do que os pedaços de carne que sobraram da última refeição. e é por isso, e só por isso, que usam aquele molho grosso e alaranjado. assim você não consegue identificar a textura e a qualidade dos pedacinhos de carne. e mais de uma vez me falaram que por esses motivos eu deveria sempre evitar pedir strogonoff em restaurantes. mas e o iogurte? bem, se você prestar atenção no iogurte. colocar e tirar a colher, colocar e tirar, colocar e tirar, você vai notar que os pedacinhos de frutas não são do mesmo tamanho. são diferentes. caráio. não dá pra saber a origem dos pedacinhos das frutas. que pourra de frutinhas são aquelas. se a minha vida dependesse de dar nomes as frutas perdidas no strogonoff, eu tava fudido. tenho quase certeza que o iogurte nasceu como o strogonoff. é. sobraram frutas. pedacinhos de frutas. e-- ao invés de jogar as frutinhas fora, no lixo, tiveram uma idéia: "e se a gente misturar com creme e leite e bastante açucar. de uma maneira que as pessoas não conseguissem saber que caráio tem ali dentro?" um é salgado, o strogonoff com seu creme de leite e os pedacinhos de carne suspeitos. o outro, bem, o outro é quase doce, com frutinhas e doses cavalares de adoçante para você acreditar que está comendo alguma coisa saudável enquanto sacia sua vontade primata por um doce. e é por isso que eu acho que o iogurte é irmão gêmeo do strogonoff. nasceram do mesmo jeito. na mesmíssima maternidade. qualquer exame de dna provaria a minha teoria. faça você mesmo o teste. peça os dois no restaurante. strogonoff e iogurte. nessa ordem. você vai ver. irmãos gêmeos-- separados no nascimento. talvez com um pai diferente. mas a mãe com certeza é a mesa. um, foi para o lado esquerdo do cardápio. e o outro foi parar no lado direito, naquele cantinho sem vergonha, reservado para as sobremesas. mas isso, você já sabia. desde a primeira linha.

segunda-feira, abril 17, 2006

três pensamentos do dia.

- o acento circunflexo é uma espécie de boné que as vogais usam quando querem se disfarçar das consoantes.

- camisas pretas emagrecem. 18 gramas.

- o cabelo branco não envelhece você. sua carteira de identidade com aquela foto sua de 12 anos atrás, sim.

o triângulo das bermudas.

você já pediu para sua mulher guardar sua carteira na bolsa dela? e as chaves? aquele papelzinho sem vergonha da entrada do estacionamento do shopping? e o trident azul? vou assumir que, se você é um homem lendo isso, respondeu "sim" para todas as perguntas anteriores. e, se você é mulher, já teve sua bolsa "alugada" em todas essas situações. bolsa de mulher cabe tudo. mas cabe mesmo. e quando eu digo bolsa de mulher, incluo aí aquelas mini-bolsas que as mulheres usam para casamentos, formaturas e entregas do oscar. sabe? aquelas do tamanho de um tubo de creme de barbear? então, bolsa de mulher cabe tudo. fui a um casamento com a minha mulher, e ela consegiu colocar dois celulares, duas carteiras e as chaves de casa, ou melhor, o chaveiro de casa numa micro bolsinha daquelas. sem suar. sem reclamar. falando em festas de casamento: você já notou que quanto maior o evento, menor a bolsa. trabalho? bolsa grande. almoço com as amigas? bolsa média. formatura da sobrinha? bolsa média-pequena. casamento? bolsa micro. entrega do prêmio nobel? bolsa quase invisível. mas voltando ao assunto do início desse textinho. sempre pego uma carona na bolsa da minha mulher, assim como vejo que meio mundo faz a mesma coisa. e foi, observando isso que eu cheguei a conclusão que a bolsa das mulheres não têm fundo. é, têm um fundo falso. assim como palco e cartola de mágico, a bolsa da mulher tem um fundo falso. isso é um fato. não adianta você observar o exterior da bolsa e tentar estabelecer, calcular o espaço interno. com bolsa de mulher não funciona assim. faça o teste hoje ao chegar em casa. ou, alcance a bolsa de uma colega de trabalho que você tem um tantinho a mais de intimidade e mergulhe o braço lá dentro. mas vai fundo. vai por mim: a bolsa pode ter lá seus 15 centímetros de altura, mas você vai enterrar o braço até o ombro. dependendo do tamanho da bolsa, cuidado, você pode ir junto. e eu não quero e não vou me responsabilizar por isso. sempre suspeitei disso. tive certeza nesse sábado. tinha deixado meu celular na bolsa da minha mulher. e, quando fui atrás dela, não consegui encontrar a fêla da pulta. soquei a mão lá dentro. explorei todos os lados e nada. até que minha mulher gritou lá de dentro do quarto: "amor, você já procurou atrás da caixa de bombons?" e eu, ali, segurando aquela bolsa pequena, respondi: "mas... caráio, eu estou procurando na sua bolsa?" e ela, como se notasse que acabara de revelar para mim, um homem, a verdade sobre o fundo falso das bolsas das mulheres, respondeu: "eu sei, eu sei..."

quinta-feira, abril 13, 2006

dois pensamentos do dia.

- se cenouras tivessem algum teor alcóolico, os coelhos seriam um bando de bebâdos.

- na páscoa todos deveriam, por lei, ter que usar calças de moletom, ao consumir os ovos de chocolate.

o imperador dos tridents.

o trident azul é o rei dos tridents. o imperador. o todo poderoso. o bam-bam-bam. o rei da cocada preta. o...bem, você entendeu. nenhum outro trident proporciona semelhante sensação de refrescância. o trident azul para quem não sabe, é sabor hortelã. concentrado. que não acaba com dez minutos de mastigadas não. trident azul, dura. já mastiguei o mesmo durante um filme inteiro no cinema. não era 'jfk', mas tinha lá suas duas horas. trident azul é para mim, a 'segunda coisa' na minha lista de coisas que eu levaria para uma ilha deserta. ele tem o tamanho perfeito. se vc é carregado de surpresa para uma reunião-- dá pra estacionar ele no cantinho da boca-- despercebido. fico puto quando me pedem um e cospem minutos depois. dá vontade de "mandar-tomar-no-cú". porra. trident azul deve ser apreciado. mastigado de bocafechada para não deixar escapar o sabor. e o melhor de tudo: trident azul não faz bola. e bola distrai você do sabor. chicle de bola na minha opinião foi inventado por marcas de goma de mascar que não se garantiam tanto com o próprio sabor. e além disso tudo--trident azul é popular. custa 1 real (as vezes menos). é isso. trident azul é um verdadeiro imperador. daqueles que passam a vida inteira na boca do povo. literalmente. com trocadilho e tudo. o fodalhaço dos fodalhaço dos chicré.

quarta-feira, abril 12, 2006

três pensamentos do dia.

- biscoito "são luiz bono" agarra nos dentes para você não esquecer o sabor e continuar comendo até explodir.

- vou comprar dois ovos de páscoa e fazer um ovo mexido na frigideira pro café da manhã da páscoa.

- bigode é uma espécie de quintal gramado do nariz.

o neon e a aposentadoria.

concordo que luzes de neon não são muito bonitas. estéticamente o neon é um tanto feio. corcordo. mas tem uma coisa do neon que é muito bacana. lugar que tem neon na fachada, é muito mais fácil achar. é um fato. quantas vezes você se encontrou com o estômago perfurado de fome, longe de tudo e foi salvo por um luminoso do mcdonald's? você não precisa ficar perguntando no posto de gasolina onde fica tal lugar. não precisa procurar no mapa. com o neon, você não se perde. basta seguir a luz. não tem erro. neon geralmente tem cores gritantes. vermelhão. amarelão. verdão. cores que terminam em "ão". eu, que tenho um problema sério com endereços, direções e mapas adoro uma fachada gigante de queimar as retinas. tô sempre perdido na casa do caralho com uma mão na trava da porta e outra catando os números do celular atrás de ajuda. nada existe nada melhor, mais seguro que quando alguém me diz: "erick, pode ficar calmo, o bar é fácil de achar, tem um puta sinal de neon em cima, com luzes piscantes!" é um alívio. setas de neon. neon que pisca. que alterna entre o vermelhão e o amarelão. neon, é uma espécie de bússola que me guia. uma luz no fim do túnel. e não apenas no sentido figurativo. é uma caceta de luz no fim do túnel que me resgata quando eu mais preciso. e é por isso, e só por isso que apesar de ser carioca e ter saudades do rio, quando eu me aposentar, não vou morar no rio, não. não vou atrás da ilha deserta, nem das palmeiras que balançam em câmera lenta com o vento que acaricia os cabelos da amada. não vou seguir o por-do-sol, nem a lua cheia. vou sacrificar todos os clichês pelo neon. vou procurar um algum lugar com mais neon que são paulo. com mais mini-lampadinhas piscantes por metro quadrado. é. se um dia sobrar um din-din para uma aposentadoria bacana, eu não vou morar de frente pra praia não. vou fazer um lobby lá em casa pra gente se mudar para las vegas. é, las vegas, mesmo. depois de véio, a última coisa que eu quero -- é não saber o caminho de volta pra casa. a última coisa que eu quero é ficar dando voltas com uma cara de pastel de banana passada com a esperança de esbarrar no caminho de volta. já consigo imaginar as pessoas lá de casa argumentando: "mas erick! porra, caráio! las vegas fica no meio do deserto!? não fódi! las vegas é uma bosta!" mas tudo bem. zuzo bem. eu já tenho a resposta na ponta da língua. eu vou simplesmente dizer: "amor, eu sei. eu sei...mas tem neon lá. tem neon."

terça-feira, abril 11, 2006

três pensamentos do dia.

- minha mãe só me chama no diminutivo: "meu filhinho", "equinho"...

- meu pai só me chama no aumentativo: "fala filhão"...

- batom é como aquela tinta preta que você coloca na alfândega para tirar suas digitais. batom tira as digitais da boca. assim como digital, não existe marca de batom igual.

não confio em pessoas que abotoam o último botão da camisa.

você já viu essas pessoas? coloca uma camisa social e abotoa todos os dezesseis botões. um a um, até chegar lá em cima no pescoço? então, não confio num sujeito que tem a manha de andar sufocado para cima e para baxo. com aquele tecido grosso roçando no pescoço. apertando a barba para um lado e para o outro. sufocando os poros do sujeito com as últimas forças. não confio em pessoas que abotoam o último botão da camisa social pelo simples motivo que ninguém está 100% confortável com uma camisa 100% abotoada. e cá entre nós, não dá para confiar num cara que, por opção, resolve passar o dia com as vias de entrada e saída de oxigênio quase-fechadas. se eu fosse dono de uma loja de camisas sociais, mataria o último botão de todas as camisas sociais. mataria os dois últimos, para ser sincero. poderia até dar o braço a torcer e colocar dois botões falsos daqueles que as vezes aparecem nos ternos, sabe? botões com os buracos costurados? é, minha loja seria conhecida pela camisa banguela. caráio, taí um nome bacana: "a camisa banguela". acho que faria bastante sucesso. fico imaginando os quase-executivos fazendo fila na porta da loja clamando por uma camisa banguela. e aqueles caras que até hoje tentam resistir o "establishment". que lutam contra o sistema. todos comprariam uma camisa na minha loja. eu ficaria milionário. não, eu ficaria bilionário. eu desconfio de pessoas que abotoam o último botão da camisa social porque ele tem que ser mucho lôco. tem que ter problemas sérios para andar para cima e para baixo com uma circulação de oxigênio deficitário. só perdôo o masoquista. o masoquista pode. faz parte do jeitão dele. do estilo de vida dele. já um carinha comum. um carinha pai de família, que freqüenta a faculdade. um carinha que tem amigos. esse, não. esse não pode e não deve abotoar o último botão da camisa social. desconfie dele. mantenha um pé sempre atrás. esse cara não bate bem. não, esse cara tem outra prioridade na vida. ele não dá valor nem ao ar que respira. pensando bem, se você conhece um cara desses, ajude ele. abra o último botão da camisa dele como quem desarma uma bomba, uma granada. como quem tira uma aranha caranguejeira do pescoço de um cara querido.

segunda-feira, abril 10, 2006

três pensamentos do dia.

- é impossível jogar fora um iô-iô. (mitch hedberg)

- comprei uma caneta de 100 dólares. cansei de perder canetas e não dar a mínima.

- aqueles folhetos com lançamentos imobiliários que entregam nos sinais de trânsito são como o "spam" do email. neste caso, a caixa do email, é o banco de trás do seu carro.

o hambúrguer congelado.

não sei cozinhar. não morro de fome. mas não sei cozinhar. sou um "macaco gordo", ou seja, quebro um galho. se precisar fazer um macarrão, faço, improviso, nunca fiz dois pratos de macarão iguais. sei gerenciar uma torrada numa torradeira, e, de cada dez ovos que eu frito, oito saem da frigideira sem quebrar a gema. o que nos leva ao assunto desse textinho, o hambúrguer congelado. o hambúrguer congelado é à prova de "não cozinheiros". é impossível errar um hambúrguer. é ligar a frigideira, nem precisa de óleo. e deixar o fêla da pulta gritar lá. três minutão de um lado, três minutão do outro. o bicho já vem temperado. já vem no tamanho certo e combina com tudo. deixaram arroz pronto na geladeira? hambúrguer nele. ah, não deixaram arroz pronto? duas fatias de pão e soca o hambúrguer no meio. bom, não tem pão, não tem arroz? meu amigo, a solução é simples: faça uma piscina de ketchup, com pitadas generosas de mostarda e uma colher cheia de maionese-- e você tem um banquete. o segredo está na qualidade do hambúrguer. invista no hambúrguer. se você está entre um sadia, um perdigão e um bassi, vá pelo bassi. é mais caro? é. vale a pena? vale. vamos lembrar que a idéia toda é a lei do menor esforço, a idéia é ter você com a pança cheia, socada de comida sem se preocupar em ser um chef, ou um cozinheiro reconhecido pela associação dos restauranters e chefs da cidade em que você reside. e o hambúrguer congelado é a resposta. o hambúrguer congelado é o caminho mais curto para enganar suas papilas gustativas. com um certo respeito para com o seu sistema digestivo. por isso, vale lembrar que a mortadela e a salsicha não devem ser usadas da mesma maneira desenfreada do hambúrguer. o hambúrguer de qualidade é feito com carne das boas (isso é claro, se você ainda estiver de acordo em escolher a carne mais cara). apenas uma sugestão. se você é dos meus, que não sabe a diferença entre rúcula e agrião, arroz branco e arroz parabolizado, o hambúrguer congelado é a saída. é a salvação. vai por mim. compre a sua meia dúzia hoje. coloque num cantinho bacana do freezer e depois é partir para o abraço.

quinta-feira, abril 06, 2006

quatro pensamentos do dia.

- se você entendesse código morse, um homem fazendo sapateado enlouqueceria você.
(mitch hedberg)

- toda bola de tênis sofre de calvície.

- todas as pessoas que eu conheço cabem num chip do meu celular.

- minha vó e os irmãos dela têm nomes que começam com "z". minha mãe e os irmãos dela têm nomes que começam com "a". não sei porque eu e meus irmão não temos nomes que começam com "b".

decotes.

não pega bem para um homem sair com uma camisa com a gola em "v" e dois palmos de peitoral expostos. não se trata de questionar a opção sexual de ninguém. é uma questão de estética. o fato é que um decote fica melhor numa mulher do que num marmanjo. mulher é diferente. mulher usa decote. pode usar. é esperado, apreciado e vigiado. o decote de uma mulher possui uma força magnética. e digo infernal porque é realmente difícil de controlar a espiada. na grande maioria das vezes um homem olha para um decote não pelo simples prazer de desvendar o que tem no meio daquele tecido cuidadosamente rasgado. homem olha para o decote porque ele está lá. o decote tem em todos os países e línguas. o francês sofre com o decote. o americano, o brasileiro e o escandinavo sofrem com o decote. pelo simples motivo dele estar lá. pode notar num bar qualquer. preste atenção numa mesa que tenha um casal aparentemente apaixonado. espere passar uma mulher com decote. você vai como o cara, sem querer, ira seguir o decote com os olhos. suas pupilas quicarão com o mesmo compasso do decote. para lá e para cá. zigue e zague. e, a mulher do cara, dependendo do clima, vai perdoar. pois ela sabe, mas sabe do fundo do coração que ele não fez por mal. teve seus olhos teleguiados por uma força da natureza. até o decote dela, da mulher/namorada, um dia atraiu os olhos do marido/namorado. e continuou atraindo durante um bom tempo, o que levou os dois a estarem ali sentados naquela situação. existem vários tipos de decotes. os mais discretos, pequenos, que as vezes passam imperceptíveis. os médios, os grandes e os falsos recatados, que são os piores. os falsos recatados, ah, os falsos recatados. esses são aqueles decotes que fazem parte de um vestido ou uma roupa mais séria, recatada. exemplo: um vestido de noiva que cobre o corpo quase que inteiro mais que tem um decote que deixa o "cofrinho" para fora. ou seja, a muié cubriu tudo, tudo, mas deixou pra fora dois centímetros de cofrinho para atrair olhares pecaminosos. decote pra lá, decote pra cá. o grande, apesar do tamanho, da grandeza, é o pior, porque mostra muito, revela demais. alguns decotes são tão grandes que deixam de ser decotes. outra coisa desses decotões, é que se um cara for pego no flagra olhando um desses, tá fudido. não tem jeito. não tem desculpa. decote é uma espécie de pegadinha universal.

quarta-feira, abril 05, 2006

as subaca moiada.



é complicado descobrir a validade do desodorante. é. porque quem está usando o desodorante é você. ou seja--você não consegue sentir o cheiro do seu próprio desodorante. (é claro que se for daqueles futuns atômico você sente. mas é quase impossível.) já fui mais paranóico com isso. mas descobri uma maneira de nunca mais me preocupar: coloco o equivalente de 12 dias de desodorante todos os dias antes de sair de casa. é uma melequeira só. umas 4 camadas. mas me deixa em paz no decorrer do dia. e falando em desodorantes, me lembrei de uma história curiosa: dia desses acordei atrasado. e fiz tudo correndo: banho, barba, os dentes, a lente e a roupa em 10 minutos. nessa ordem. e assim que eu cheguei na firma--corri para uma reunião. só que tinha um problema: naquela correria eu não me lembrava se tinha passado ou não o desodorante. e como eu não podia checar minhas axilas durante a reunião, fui ficando tenso. e comecei a pensar: "caráio...será que eu estou exalando um cheiro de bode velho?" o que me levou a transpirar. não foi muito. mas como tava frio, ficou estranho. a reunião acabou e eu corri para farmácia aqui da esquina. comprei um. comprei dois tubos. e na hora de passar--descobri o que já suspeitava, eu já tinha passado desodorante em casa. desde então arrumei uma maneira de evitar problemas como esse. alterei a rotina entre o toque do alarme e a saída para o trabalho. é. agora eu coloco o desodorante depois das lentes de contato. e não antes. assim eu vejo claramente o que eu estou fazendo. funciona. não esqueço se coloquei ou não a porra do desodorante. lentes de contato antes do desodorante. essa é a fórmula. e as subacas deixaram de ficar moiadas.

terça-feira, abril 04, 2006

dois pensamentos do dia.

• waffle é uma panqueca com armadilhas de mel.

• se você não fingir que vai molhar uma planta de plástico, ela morre. (mitch hedberg)

a maior bufa de todos os tempos.

tinha um moleque lá no condomínio que eu morava que ganhou um apelido maldoso. daqueles apelidos bem sacanas. daqueles apelidos que não morrem com o tempo. apelidos tão fortes que não perdem sequer uma sílaba com o passar dos anos. o moleque era (e é) gente finíssima. boa gente, divertido e grande zagueiro central. mas ele teve o grande azar de um dia-- soltar uma bufa ruim. é. ele soltou uma bufa mortal, um peido de fazer os olhos lacrimejarem. Um conjunto de gases letais. e ele foi ainda mais azarado de estar perto de alguns "amigos" que sentiram o estrago da bufa. os mesmos amigos que lhe deram o glorioso apelido de "cubata". (o cheiro era insuportável de acordo com as testemunhas presentes no momento histórico.) causou tonteira, vertigem e enjôo. uma bufa tão violenta que teve gente que jura ter visto um filme da vida em fast-forward em questão de segundos. um estrondo ensurdecedor seguido de uma luz forte. definitivamente a maior bufa de todos os tempos. o apelido "cubata" vem de cubatão, que naquela época, meados dos anos 80, era considerada a cidade mais poluída do mundo. e--depois que ele soltou aquela bufa--passou a ser conhecido como "cubata". uma homenagem. Um jeito carinhoso de chamar um colega. era "cubata isso... cubata aquilo." e o tempo passou. a molecada cresceu, mas o apelido ficou. a fama da bufa também. Fico imaginando em quarenta anos, eu velhinho sentado na sombra apontando para o local do peido histórico: "quando eu era pequeno, eu vi um menino bufar ali na quadra de futebol, ao lado do gol do lado de lá... uma bufa que entrou para a história do condomínio..." e, para piorar ainda as coisas para ele, a cidade de cubatão deixou de ser a cidade mais poluída do mundo. deixou de ser sinônimo de poluição. e isso trouxe conseqüências terríveis. afinal, ninguém sabia porque caráio chamavam o sujeito de "cubata". ou seja: ainda hoje, quando uma menina escuta alguém chamando ele de "cubata", ela logo pergunta: "cubata? porque te chamam assim. qual é a origem desse apelido?" e ele, bem, ele tem que explicar a história inteira. começando pela bufa. a bufa do cubata.

segunda-feira, abril 03, 2006

três pensamentos do dia.

• você só dá o devido valor ao ar-condicionado central do lugar que trabalha no dia que o fêla da pulta não está funcionando.

• escada rolante nunca quebra. apenas vira uma escada normal. (mitch hedberg)

• passar embaixo de uma escada não dá azar. passar embaixo de um leão, sim.

a bateria do celular e o presuntão.

a bateria do celular e o presuntão. estava eu, numa sala aqui no trabalho trabalhando quando, de repente a bateria do meu celular acabou, morreu, deu adeus. bateria do celular tem dessas coisas, morre. acaba quando você menos espera. quando você mais precisa. e é aí que entra a história do presunto. o presuntão do título deste textinho. é que uma vez a bateria do seu celular morre, você também some do mapa. ou pelo menos é assim que as pessoas tratam você. depois de umas duas horas com o celular sem bateria, cheguei na minha mesa e encontrei uns seis recados do tipo: "erick, está tudo bem?", "alô, alô, alô, é o seu pai, tá tudo bem, liga pra mim...", "algum problema, meu filho....?", "erick? erick? erick?!!" e por aí vai. dois dias depois encontrei um amigo no shopping e a primeira coisa que ele perguntou foi: "erick, tá zuzo bem?" e eu com uma cara de bosta: "mas, mas como assim?" e ele: "te liguei, e nada, caixa postal... achei que tinha acontecido alguma coisa..." e eu: "pourra, a bateria do celular acabou... e só." e ele: "ah, achei que fosse algo mais sério..." minha própria mulher, quando finalmente me encontrou no telefone fixo mais tarde, o telefone da minha mesa, estava cafuza: "nunca mais me assuste assim!" e eu: "foi a bateria, a bateria do celular... a bateria acabou..." e ela riu. uma risada nervosa, mas riu. meu amigo, a dependência que as pessoas têm com o celular hoje em dia é tão grande que não tem mais jeito. o seu celular está desligado, sem bateria, fodeu, você não existe. bateu as botas, o par de botinas. boa sorte explicando para as pessoas mais próximas depois que na verdade, realmente, tudo está ok com você. você está vivo, disponível, respirando com algumas batidas cardíacas. até porque, só para avisar os outros que você está vivo, demora pra cacete, afinal, sem bateria, você também não consegue encontrar o telefone, o número das pessoas. e sem número é impossível ligar para dar um sinal de vida. ou seja: quando a bateria do celular acabar, você vira um presuntão. daqueles com data vencida e dois dedos de capa de gordura.

quinta-feira, março 30, 2006

três pensamentos do dia.

• a coca-cola light mudou de sabor. vai dar meia hora de bunda. eu gostava do sabor antigo e ninguém me perguntou picas.

• a impressora lá de casa é tintólatra.


• o primeiro astronauta brasileiro vai ficar uma semana no espaço. amanhã é dia 31. amanhã também é o dia que ele vai acordar suado na nave, puto por ter esquecido de colocar as contas no débito automático.

a colher.

tem um episódio de seinfeld em que ele filosofa sobre as vantagens dos talheres, especificamente o garfo e a faca. e como, o garfo e a faca são infinitamente superiores aos palitinhos que os japoneses e chineses usam. como é difícil entender como um povo reconhecidamente sábio prefere comer com o auxílio de palitinhos de madeira ao invés de garfo e faca. bom, mas como você pode ver pelo título deste textinho, o meu argumento, a minha cagação de regra é em favor da colher. acho, sinceramente, que deveríamos trocar o garfo e a faca pela colher. as vantagens são infinitas. pra começar, a colher vem de criança. o aprendizado da colher vem de pequeno. você cresce dominando a colher. pode notar, uma vez que a criança começa a tentar domar o garfo e a faca, fodeu. mas, na minha sincera opinião, o argumento mais forte para substituir permanentemente o garfo e a faca pela colher é que a colher ocupa apenas uma das mãos. é meu amigo, é uma coisa óbvia, mas é a mais pura verdade. colher ocupa apenas uma das mãos. e, se você pensar, jantar é um ato social em que você interage com pessoas. e, uma mão livre ajuda bastante. eu sempre me fodo com o garfo e a faca. até hoje, 31 anos depois, preciso inverter o garfo e a faca na hora de cortar, na hora de serrar o bife. é um troca, troca de garfo e faca, faca e garfo, que volta e meia jogo mini-poças de feijão sobre a mesa. grãos de arroz sobre convidados e lascas de bife no colo. outra vantagem da colher é que colher não vaza. outro ponto óbvio, mas que quando você está comendo um nhoque ao sugo, e entra numas de engolir cada gota do molho, ajuda. tente pescar o molho com o garfo. cai pelos buraquinhos e te deixa puto. aí você deve estar pensando: "pau no cu da colher, como é que eu vou cortar o bife?" a resposta é simples. eu proponho que a colher tenha um dos lados mais afiado que o outro. aí, na hora de cortar o bife, basta apertar um pouco o bife com a colher para picotar a carne. simples assim. quer ver outra coisa que é foda de garfo e faca? as frescuras dos restaurantes. você pede um peixe ao invés da picanha? lá vem o garçom trocando os seus talheres, tira a faca e coloca aquele coisa esquisito para comer o peixe. vai comer salada? ah, então que tal comer com um garfinho e uma faquinha pequenina? hein? as vantagens são infinitas. sai o garfo, sai a faca, fica a colher. um só talher. universal. para todos os povos. para todas as idades. desde pequeno. só a colher. vai por mim.

quarta-feira, março 29, 2006

três pensamentos do dia.

- walkman é para escutar música andando. runningman é para escutar música correndo.

- completei o tanque do meu carro ontem com gasolina comum, custou R$102 mangos. a pergunta que não quer calar: quem manda o carinha do posto completar com gasolina aditivada premium?

- acordei hoje 06:40 e pensei: "ah, foda-se, vou dormir mais cincão! cinco minutos!" me virei para o lado e quando abri os olhos já eram nove da manhã. não fodi. eu tinha a mais absoluta certeza que eu e alguma porção do meu cérebro tínhamos entrado num acordo, pourra.

o tempo e a falta de

o dia tem 24 horas. vinte e quatro. nem mais, nem menos. bom, aí você acorda sete e tal, toma um banho bacana, faz a barba, joga uma camisa por cima e parte para o trabalho. você chega ao trabalho entre nove e dez. vamos fechar em nove e meia. reunião, email, email, email, reunião, almoço, apresentação, trabalho, telefone, trânsito, quase nove da noite. você chega em casa nove e uns quebrados. aí, você chega, bate um papo rápido com a sua mulher ou marido e janta. jantou? dez da noite. se você tem filhos, onze. aí você parte para o banho, conversa mais un tanto, escova os dentes, joga duas mãos de água no rosto e cai na cama. o dia seguinte é meio replay do começo deste textinho. agora, vamos aos dias que você tem fôlego para sair direto do trabalho para algum lugar. vai que dos cinco dias que você trabalha, dois você sai com amigos, familiares ou com os dois. você, conseguiu se encontrar com duas pessoas, ou dois casais. ou com um grupo maior, se uma dessas saídas for a um bar daqueles com mesas grandes com 32 pessoas. mas você sabe, numa mesa dessas, de 32 pessoas, você só fala com 4. falar, falar mesmo, se lembrar de tudo que você falou, só com 4 pessoas. o que é quase a mesma coisa que sair com os dois casais de duas frases atrás. bom, agora o fim de semana. o fim de semana é o tempo mais livre que você tem. no fim de semana você viaja, você liga para os pais, lê jornais mais grossos, assiste filmes no cinema e frequenta restaurantes como churrascarias e cantinas italianas. ou seja, no fim de semana, apesar de parecer em tese que você vai fazer uma caráiada de coisas, encontrar uma porralhada de gente, você acaba fazendo coisas que consomem o seu tempo. não necessariamente chatas. mas que consomem o seu tempo. e, quando você menos espera, fodeu, é segunda-feira. e começa tudo de novo. aí você deve estar aí coçando a cabeça (ou não) e pensando: "porra, conclui logo esta merda!" ok, ok. o ponto é o seguinte, está cada vez mais complicado de encontrar conhecidos, amigos e até mesmo família. pourra, não sobra tempo. é você pensar em ligar para um amigo e quando você coloca os dedinhos no teclado do telefone para ligar, a semana já deu uma outra volta. já é semana que vem. falando nisso, tenho que ligar para um amigo que deixou um recado no meu celular para a gente marcar de almoçar. o fêla da puta ligou tem duas semanas. fêla da pulta.

terça-feira, março 28, 2006

três pensamentos do dia.

- comprei uma manteiga chamada "leco ao mel". manteiga com mel, que já vem misturada. e, enquanto eu passava no pão, (é bom pra caráio) comecei a pensar como eu não faço mais nenhum esforço físico. até o ato de misturar o mel e a manteiga no pão, já se encarregaram de fazer para mim. aí bateu uma preguiça.

- comi um cachorro-quente frio.


- porque o post-it é amarelo e não vermelho? do tipo: "alerta vermelho, lembra dessa bosta senão pode dar merda!"

a camiseta pólo azul piscina.

anos atrás ou meses, não me lembro ao certo quando, escrevi aqui sobre uma camisa salmão que eu não conseguia usar: "o exílio da camisa salmão." bom, hoje, pela vigésima vez, esbarrei numa camisa pólo azul piscina. daquelas piscina regan. azul bebê. sabe? então, não consigo colocar a fêla da puta. cheguei a pegar ela da gaveta, e pensei: "caráio, essa camisa combina com jeans..." mas... não. coloquei, tirei. coloquei, tirei. e comecei a pensar o que me levou a comprar a fêla da pulta. pensei, olhei para a camisa, pensei, olhei para a camisa e foi aí que eu caiu a ficha: caí no conto da liquidação. ano passado entrei numa loja dessas transadinhas em busca de um jeans. e, a caminho do provador, bati de frente com um bolo de roupas em promoção. uma montanha daquelas com uma plaquinha com o preço em cima. neste caso com uma placa com o tamanho do desconto: 70%! é, setenta por cento. o que, cá entre nós, é foda. setenta por cento grita: "compra essa porra meu irmão! compra caráio! pelamordedeus, compra!" e eu comprei. levei a camisa azul piscina. levei para o fundo do meu armário. de onde ela nunca mais saiu. essas promoções, liquidações, deveriam ter obrigatoriamente um aviso do tipo: "você periga nunca usar esta porra! e só vai comprar porque está barato!" é uma pena, mas é um fato. quantas vezes o descontão te pegou de jeito e quando você se deu conta, lá estava você levando uma camisa branca de linho, daquelas que amarrotam quando você respira. mas voltando a camisa azul piscina. assim como a camisa salmão, ela também tem uma cor pastel. aquele azul que não arde a vista nem chama atenção. azul bobo. acho que é uma maldição das camisas cor pastel: viver no exílio. para sempre. a camiseta pólo azul piscina fica sempre lá me espiando, me olhando de canto de olho. implorando para ser usada. pelo menos experimentada. é uma pena, mas hoje não foi o dia dela. quem sabe amanhã. a camiseta pólo azul piscina.

segunda-feira, março 27, 2006

três pensamentos do dia.

- em 2018, a dança da garrafa voltará. reciclada.

- quando eu era moleque, minha tv tinha 5 canais. hoje tem 82.

- tenho medo de altura e de profundidade. ou seja, ou moro nos primeiros andares ou numa casa. nunca no subsolo.

o replay dos casais®

dia desses fui fazer um curso de padrinho. é, parece que agora, para ser padrinho de uma criança, você precisa assistir uma palestra com uma tiazinha. uma palestra de duas horas num sábado pela manhã. no subsolo da igreja mais perto da sua casa. e a parada é cedo , não adianta ficar de putaria e chegar meia hora atrasado que a tiazinha de chuta de lá. ok, ela não chuta, mas pede educadamente para você se retirar e voltar no sábado seguinte. mas não é sobre a tiazinha que eu queria falar, mas sobre um negócio que eu observei durante a mini-palestra dela. bom, a tiazinha passou a manhã lecionando os casais que lá estavam presentes: "quando a mulher estiver com a razão, o marido deve respeitá-la e pedir perdão...", "quando a mulher estiver nervosa, o marido deve entender e dar espaço...", "quando o marido fizer cagada, ele deve rezar um pai nosso.... e madar flores..." e o mais engraçado é que enquanto ela falava essas coisas... tinha sempre uma mulher ou um homem, presente no curso que beliscava o marido ou a mulher e sussurrava: "te disse!', "escuta ela!", "eu estava certo(a)!". e foi, observando essas micro-cenas que eu pensei num negócio: o replay dos casais®. é a mesma idéia por trás do replay do futebol, mas para os casais. pintou alguma duvida num lance? replay nele. a mulher acha que você deu uma resposta grossa para ela? replay na resposta. você acha que a risada que a sua mulher deu ao final da piada que você contou, foi falso? replay no comentário dela. replay nisso. replay naquilo. replay. cada pessoa teria direito a fazer três intervenções, três replays por semana. dessa maneira, as discussões acabariam no ato. sem cu doce, gelo e frescuras. sem nenhuma duvida. ninguém circularia por aí com aquela nuvenzinha escura sobre a cabeça. o replay dos casais. a parada pode até não dar certo, o que é muito provável, mas não custa tentar.

sexta-feira, março 24, 2006

três pensamentos do dia.

- é impossível fazer um sanduíche de queijo minas quente (um mineiro-quente) idêntico ao da padaria. impossível.

- o melhor presente para dar de uma lista de casamento é a "galeteira" (aquele conjunto com o porta-azeite, o porta-vinagre, saleiro e o pimenteiro) o casal vai lembrar de você em todas as refeições: "o erick é tão bacana né... não sei porque , mas tive a vontade de falar isso.. amor passa o sal..."

- já estamos quase no mês 4. e caráio, ainda me lembro do reveillon... não fódi. acho, só acho, que a porra do ano está passando mais rápido que o normal. 1/3 do ano já se foi. na boa, tem alguma coisa rolando. algo de sujo, sinistro. alguma conspiração das horas. fica esperto.

a loja de azeite.

passei na frente de uma loja de azeite no morumbi esses dias. loja de azeite. não sabia que existia isso. e até que a loja estava cheia. mulheres e senhores analisando garrafas de azeite como quem segura uma carteira de couro importado, como quem analisa um par de sapatos gucci. azeite. achei estranho. azeite pra mim sempre veio de graça, na mesa, junto com o sal e a pimenta, no canto da mesa para esfregar o pão. "garçom, traz o azeite e mais uma cesta de pão!" e o garçom trazia sem cerimônia ou sem cobrar mais por isso. eu nunca recebi uma conta de restaurante com "azeite" especificado nela.o dia que isso acontecer acho que vai rolar um quebra-quebra generalizado no restaurante. bom, mas voltando a loja de azeite no meio do shopping morumbi. que fica localizada num ponto nobre, vamos deixar bem claro. comecei a pensar: "como é que uma loja de azeite consegue pagar o aluguel?", "quanto custa uma caráia de latinha de azeite?", e a pergunta mais importante: "quem é que compra?" é, porque não consigo me imaginar pagando 100 mangos numa latinha de azeite. não consigo me imaginar saindo de casa, enfrentar o trânsito para voltar com uma latinha de azeite socada na mochila. fico imaginando de quem foi a brilhante idéia de abrir uma loja dessas: "amor, tive uma idéia... mas é uma idéia boa, vamos pegar todas as nossas economias e vamos abrir uma lojas de azeites... sabe?" e o marido, puto, por ela ter interrompido o jogo de futebol que ele estava assistindo responde: "ok, ok, ok, azeite..." e, num belo dia, a mulher do cara abre a porra da loja. e, desde então faz de tudo para convencer as pessoas a entrarem lá gastar fortunas em litros de azeite. imagina outra cena curiosa-- um marido chega em casa e fala para a mulher: "amor, cancela aquele pacote de férias nas ilhas gregas... gastei tudo em azeite!" a loja do azeite. o próximo passo é a expansão. você sabe, nesse nosso mercado capitalista, uma só loja de azeite não basta. o próximo passo é abrir uma loja de vinagre. mas só se for ao lado da de azeite.

quinta-feira, março 23, 2006

quatro pensamentos do dia.

- uma das maiores invenções da humanidade não é o celular, mas o identificador de chamadas do celular.

- dia desses sonhei em francês. não sei falar francês.

- formiga sofre de diabetes?

- será que se eu dormir de óculo de grau, terei sonhos mais nítidos?

meia "expresso do oriente". meia "leonardo da vinci pré mona lisa".

pizza é provavelmente uma das coisas mais gostosas que existem. se não for a melhor. pizza fina. média. crocante. com queijo borbulhando. caráio. não tem quem não goste de pizza. se vc não gosta de calabresa, gosta de muzzarela. e vice-versa. não tem erro. massa fresca, bastante queijo e molho de tomate. depois é só escolher aleatoriamente mais uns ingredientes e inventar o nome da pizza. e é exatamente sobre isso que eu gostaria de falar. os ingredientes. os nomes. as invenções. exemplo: você vai a uma pizzaria, e no cardápio ao invés das pizzas clássicas, encontra uns troços muito cafuzo. primeira pizza do cardápio: raspas de abobrinha com gengibre, linguiça toscana e queijo emental. aí se você quiser essa pizza--com esses ingredientes, você chama o garçom e pede por uma "michelangelo renascentista", ou algo parecido. na linha de baixo, outra invenção: presunto de parma em cubos, com tiras de mamão papaya e salmão repicado sobre queijo bola. aí se você quiser essa: é a "cinema paradiso clássica". sei lá. nada contra uma invenção aqui e outra alí. mas na minha modesta opinião- -pizza é pizza porra! não fódi. é marguerita, calabreza, portuguesa e muzzarela. no máximo capitury. caráio. o negócio é pra ser prático e simples. pra comer com as mãos. e os cara ficam cafuzando tudo. dia desses fui a uma pizzaria ¬á perto de casa e perguntei se tinha pizza muzzarela. o carinha olhou para mim e disse: "a gente não tem pizza muzzarela, temos a pizza 'gladiador de roma em chamas', que até tem muzzarela, mas com raspas de goiaba e um toque sutil de manjericão banhado no azeite virgem extra cultivado de azeitonas pretas da namíbia oriental! e, se você quiser eu posso conversar com o pizzaiolo, que é muito amigo meu e quem sabe ele não quebra um galho pra você?!" aí eu olhei pra ele, respirei fundo e disse: "vai da meia hora de bunda!" ok, ok, não disse isso. mas deu vontade. caceta, está ficando quase impossível comer um triângulo de pizza como eu fazia quando era moleque. se eu tivesse um din din guardado, abriria uma pizzaria. com apenas 4 sabores no cardápio. somente os clássicos. não sei se faria uma fortuna. mas--facilitaria a vida de muita gente. não fódi.

terça-feira, março 21, 2006

três pensamentos do dia.

- as vezes, só as vezes, eu compro um kinder ovo e fico torcendo para encontrar uma nota de 100 reais lá dentro.

- o barney, amigo do fred flintston, tem cara de ser um dos amigos mais bacanas de todos os tempos.

- dia desses joguei "war" e conquistei a américa do sul, oceania e mais 18 territórios. sem matar ninguém. o dado bateu na mesa e sem querer bateu no olho de alguém, mas não matei ninguém.