sexta-feira, maio 19, 2006

o tiozinho e a bufa.

agora uma história sobre o vôo de ida das férias. estava lá eu, sentado na cadeira do corredor, e, logo ao lado, tinha uma família de três na fileira do meio. um senhor, sua esposa e seu filho, já adulto com seus quarenta e tal. bom, durante as primeiras 10 horas de vôo, tudo tranquilo, rilécs. sem dramas. ninguém lustrou o cotovelo com paninhos quentes, ninguém gargalhou em voz alta em câmera lenta ou jogou comida na tela que passava o filminho. aí veio a hora final. serve o café da manhã. retira os restos do café da manhã. aeromoça avisa que estamos prestes a pousar e pede pro pessoal levantar a cadeira e apertar os cintos. tudo muito bem até o momento em que o avião pára no portão de desembarque. aí meu amigo que o tiozinho me fodeu. tudo indica, que, depois de comer o jantar, tomar duas taças de vinho tinto, uma de vinho branco seguido por sobremesa e um omelete de café da manhã-- o tiozinho estava fermentando por dentro. e, como ele estava na companhia da senhora sua esposa, não podia soltar aqueles 3 metros cúbicos de gases mortais na direção dela. a porta do avião se abre. eu me levanto. o tiozinho se levanta. e, numa virada de 180º perfeita, o fêla da pulta descarrega aquela arma de destruição em massa na minha direção. ele deve ter pensado: "caguei pra esse moleque, eu não posso é soltar essa bufa na direção do meu filho e da minha mulher." resultado, o meu vizinho de fileira olhou para mim. o pessoal da fileira de trás também. meus olhos começaram a arder e, por pouco as máscaras de oxigênio não são automaticamente acionadas. prendi o ar como quem acaba de testemunhar um acidente nuclear e corri para a porta do avião. um erro, já que essa corridinha acabou me incriminando. e lá, lá atrás, ficou o tiozinho, com um sorriso de canto de boca-- como quem diz: "amador... ah moleque amador!"

três pensamentos do dia.

- comi um hamburguer de fraldinha no almoço. mas, se o garçom me dissesse que era de picanha ou de alcatra eu não saberia a diferença. acho que a única diferença é uma bandeirinha que o cozinheiro espeta com o tipo da carne sobre a rodela do hamburguer. é, acho que comi um hamburguer de fraldinha.

- batata-chips é magra e seca. batata-frita é gorda e molhada de fritura. mas as duas engordam do mesmo jeito.


- dia desses vi um carinha aqui apontando o lápis num apontador daqueles elétricos-- e fiquei imaginando que, a qualquer momento, uma caráiada de lápis vestidos com o nome do greenpeace poderiam entrar pela porta e fazer uma manifestação.

quinta-feira, maio 18, 2006

três pensamentos do dia.

- o cotovelo é a parte mais importante do corpo. sem ele, você não consegue apoiar o braço na mesa para segurar a cabeça-- e pensar.

- jornal velho é a máquina do tempo mais barata que existe.

- descobri um jeito de fazer ginástica sem precisar pagar trezentos mangos para uma academia. agora, eu estaciono o carro no prédio do trabalho, no shopping, e propositalmente "esqueço" de anotar onde estacionei a caráia do carro. horas depois, sou obrigado a caminhar alguns vários minutos, ou horas atrás do meu carro para ir para casa.

a calça dedo-duro.

não sei se você já notou, mas as calças jeans levi's têm o número que você usa-- atrás. na verdade são dois números: o da sua cintura e o tamanho das pernas. é lôco, se você pensar. a calça entrega para as pessoas o tamanho verdadeiro da sua cintura ou até mesmo a sua verdadeira altura. eu, tenho 1,67 cm de altura. mas, já me peguei dizendo que tenho 1,69cm (que é bem mais perto de 1,70cm). mas, isso, eu só falo quando estou usando qualquer calça jeans, menos levi's. não quero ninguém achando que eu sou um mentiroso de bosta. agora, fico imaginando uma menina que acabou cultivando uma mini-pança, mas não quer divulgar isso por aí. e, lá vem a calça levi's e entrega que a cintura da muié é um tanto maior do que ela quer que pareça. a mulher acordou doze minutos mais cedo, procurou uma camisa bacana daquelas de cor escura, meio baggy, meio justa nos lugares certos para esconder aqueles dois quilos e meio extras e pimba, a etiqueta da levi's vem e fode tudo. dia desses subi a escada rolante com um casal na minha frente. os dois de calça levi's. ele. marrento "ai como sou fashion!" e ela, do tipo "sou gostosa mesmo e daí seu bando de gente mais ou menos!" mas, contra eles lá estava a calça dedo-duro. ou melhor, dois pares de levi's contavam para o mundo que ela, bem, ela estava acima do peso, e ele, era baixinho. mais baixinho que eu. um tampinha. a calça levi's não poupa ninguém. pode até ser prática na hora de comprar. você sabe que a pourra da calça vai ficar confortável e não vai fica pescando siri. mas, numa boa, não entendo porque uma empresa dessas fashion makers fuckers, entra numas de entregar para o mundo como anda as cinturas de terceiros. a minha calça levi's, por exemplo é bem fêla da pulta. todo dia que eu entro numas de vestir ela, me chama de "baixinho".

terça-feira, maio 16, 2006

três pensamentos do dia.

- o cúmulo do trânsito e ficar preso num trânsito na garagem do prédio.

- será que se o apresentador do "bom dia brasil", renato machado, estiver tendo um dia ruim, ele vai começar o programa dizendo "bom dia...". ou vai ser mais sincero e falar: "que diazinho de merda hein brasil."

- dia desses um mosquito me picou. tive uma chance de matar ele. mas preferi deixar ele preso debaixo da saboneteira: "mosquito, você acaba de ser condenado a prisão perpétua!" quando eu acordei, o fêla da puta já tinha batido as botas.

a teoria da mostarda.

mostarda é a irmã mais metida do ketchup. de nariz empinado. que acompanha pratos mais caros. que custa mais caro. o único lugar em que a mostarda e o ketchup são igualmente respeitados e valorizados é sobre uma salsicha de um cachorro quente. no mais, a mostarda custa, em alguns casos, o triplo de um ketchup. mostarda francesa com sementes, mostarda escura. mostarda alemã. já o ketchup, fora o heinz na garrafinha de vidro, é quase um genérico. ok, tem uma ou outra versão mais apimentada, mas é difícil ver a diferença. experimenta pedir ketchup num restaurante alemão, para cobrir a sua salsicha. agora, a caráia da mostarda, os carinhas trazem rindo. fiz uma mini pesquisa no google e descobri que a mostarda mais vendida do mundo, a heinz das mostardas, é a grey poupon. puta nomezinho fresco. vai dar meia hora de bunda. é boa, saborosa. mas só pelo nome, você já se sente quase obrigado a pagar mais. muito mais. outra coisa sobre a mostarda, é que o pote é menor. a garrafinha é menor. a mostarda não é muito oferecida. não tem excesso. mostarda é discreta. o ketchup é desperdiçado. tem sempre uma poça deixada para trás nos saquinhos de batata do mcdonalds. nos pratinhos de papel de pizza. a mostarda é servida em mini-gotinhas. linhas curtas e grossas. porque e metida. se acha e é gostosa. existe molho de mostarda para salada, para pratos mais sofisticados. e nada parecido com o ketchup. particularmente, eu acho que o ketchup está cagando baldes, se fodendo para isso. ele é do povo mesmo. deixa as elites para a mostarda. e, quando o ketchup encontra a mostarda sobre uma salsicha de cahorro-quente, bom, o ketchup convive. brevemente, mas convive. a teoria da mostarda.

segunda-feira, maio 15, 2006

três pensamentos dia.

- a islândia tem 280.000 habitantes. ou seja um fla x flu, um palmeiras x corinthians e um são paulo x mogi mirim.

- tomei café num lugar que servia ovo cozido, omelete, ovos mexidos, mas se recusava a servir ovo frito estrelado.

- estava de ressaca, em paris, e, quando me preparava pra pedir uma coca, descobri que a pourra de um copo de coca-cola era mais caro que uma taça de vinho. pedi o vinho. no dia seguinte, com um pouco mais de ressaca, a história se repetiu...

o tiozinho do avião.

voltando das férias, sentei ao lado de um cara muito lôco no avião. não lôco de enfiar a colher no nariz. lôco de pegar aquele paninho quente que a aeromoça dá antes de servir a refeição-- e passar no corpo inteiro. mas vamos voltar no tempo, antes do paninho. antes da aeromoça entregar os paninhos quentes. sentei na cadeira, coloquei minhas coisitas debaixo do banco na frente e comecei a ler um jornal. segundos depois, chega o tiozinho: "você fala francês, inglês ou português?" eu olhei para ele com uma cara de quem diz: "fiz alguma merda? será que eu trouxe para dentro do avião, sem querer, o cortador de unhas que é expressamente proibido?" ele continuou: "espanhol?" e eu: "português!" ele balançou a cabeça com um ar de aprovação e sentou ao meu lado, na janela: "nada como voltar para casa? aeromoça gostosa hein? se ela der, eu como." eu abri meio sorriso e voltei minha atenção para o jornal. um minuto depois, o tiozinho tira os sapatos, coloca num saco plástico, pega duas meias de seda, estica ambas até o joelho e coloca um par de pantufas. até aí beleza. aí começou a ginástica. pescoço pra lá. pescoço pra cá. estala cotovelos, estica as mãos até a ponta dos pés. respira, expira. respira, expira, coloca a língua pra fora. nisso, lá do fundo do corredor, surge a aeromoça com aquela bandeija cheia de paninhos quentes, fervendo. ele pede dois. dois paninhos. eu, particularmente não tenho nada em usar o paninho para passar no rosto e dar uma refrescada. mas o cara, meu amigo, tomou um banho com o paninho. primeiro passou no rosto, depois nas mãos. e aí, partiu para os braços. depois o pescoço, deu uma lustrada bacana nos cotovelos e terminou com uma enxugada nas canelas. mas o engraçado é que ele fez isso tudo numa velocidade tão grande que ninguém notou. apenas eu. chega a comida. ele pede três copos. um com wisky, outro com três dedos de suco de laranja e um terceiro com vinho tinto. com a saladinha, ele vira o suco de laranja. com o prato ele vira o vinho e com a sobremesa o wisky. a aeromoça passa e ele pede três copos d'água. bebe cada um deles como se fosse um daqueles corredores de maratona que ganha copinho de água nos quilômetros finais. bom, começa o filme. o carinha puxa o próprio headphone da bolsa. um mega headphone. solta gargalhadas contidas com uma das mãos, e, assim que o filme termina, estica as pernas, coloca uma daquelas máscaras para dormi e zzzzzzzzz. fiquei olhando ali de rabo de olho tentando entender o que se passava pela cabeça do tiozinho. mas desisti. dormi também. as luzes se acendem, em uma hora vamos pousar. olho para o lado, cadê o tiozinho. nada do tiozinho. será que ele pulou? será que está debaixo da cadeira? no compartimento de bagagem? nisso, vejo o tiozinho saindo do lavatório. com outra roupa. era outro cara. agora de bermudas no lugar das calças. uma camisa florida de mangas curtas. e, o mais engraçado: com um sanduíche em uma das mãos e uma lata de coca na outra. sentou do meu lado e disse bom-dia em inglês: "good morning!" eu olhei pra figura, e na maior naturalidade respondi: "bon jour!"

quarta-feira, abril 26, 2006

tres pensamentos do dia.

- estava comendo um sanduíche carregado de molho e, ao morder, uma pequena ilha de maionese caiu sobre a minha camisa. bom, e como eu estava usando uma daquelas camisas com o pequeno jacaré de boca aberta na altura do bolso, deixei a maionese lá por alguns minutos. afinal, a pourra do jacaré está de boca aberta alí desde 1960 e tal e ninguém dá de comer pro bicho.

- comi num restaurante italiano em que o garçom era indiano, a garçonete, alemã e o cardápio em francês.


- pedi para uma garçonete indicar uma cerveja. não necessariamente a mais cara. ela trouxe a mais barata, mas num copo de 700ml.

o campeonato de dardos.

taylor vs. donalvesen. um duelo de gigantes. um duelo de barrigudos. barrigudos, não. parrudos. liguei a tv aleatoriamente num canal alemão. e, por sorte minha, estava começando o campeonato alemão de dardos. lançamento de dardos. estádio cheio. público em alvoroço. jarras de cerveja esparramadas sobre as mesas. mas o que importava estava lá no palco. lá no centro. taylor e donalvesen. lado a lado, ombro a ombro. taylor era o mais barrigudo dos dois. com uma tatugem no braço "power". donalvesen era mais alto, mas igualmente dono de uma protuberancia abaixo da linha do pescoço. dos dois, donalvesen suava mais. suava bicas. donalvesen sabia de alguma coisa, provavelmente não era a primeira vez que enfrentava "power" taylor. melhor de "15". quem ganhasse 8 partidas primeiro levava o caneco. detalhe: a camisa (de gola e mangas curtas) dos dois são decoradas como as dos pilotos de fórmula 1. cervejas, marcas de cigarro, de lojas de apostas e até mesmo de cartão de crédito. mas de volta a partida. taylor ganhou as duas primeiras. a torcida foi a loucura. donalvesen virou o jogo, com três performances perfeitas. taylor empatou. donalvesen. taylor. taylor. donalvesen. donalvesen. donalvesen. taylor. taylor. sete vitórias para cada lado. agora os dois suavam. poças. baldes. e, diferente da torcida, ambos aparentemente não podiam saciar a sede com cerveja. um torcedor alemão levanta e manda "power" taylor tomar no cu. foi em alemão, mas pela reação dele, acho que foi isso mesmo. quase sai porrada. as torcidas organizadas correm para o centro. chove cerveja. seguranças entram em cena e apartam a briga. taylor está mais calmo. donalvesen não. está tenso. uma partida separa um dos dois da glória. da fortuna, das mulheres e da cerveja. começa a partida. donalvesen sai na frente, dispara. acerta na mosca. e na perna da mosca. e no pelo da perna da mosca. "power" taylor respira fundo. beija a tatuagem do braço. taylor tem um tique nervoso no olho esquerdo que se agrava com a tensão. o olho parece que vai pular. pá, pá, pá, pá, pá. taylor ganha. donalvesen chora. a torcida invade o palco. taylor entorna cerveja no corpo e dá entrevistas. fala dos patrocinadores, agradece deus, a mãe e beija o trofeu. beija a tatuagem mais uma vez. ronaldinho gaúcho pode estar em evidência agora. pode ser o mais bem pago do mundo. mas phil "power" taylor vem ai. ah, meu amigo, power taylor vem ai. impressionante. uma lenda viva. consigo imaginar no futuro, eu, sentado com meu filho na varanda de casa e tendo uma conversa de pai para filho: "filhão... uma vez eu liguei a tv na alemanha e tive a sorte de ver phil "power" taylor..."

terça-feira, abril 25, 2006

tres pensamentos do dia.

- no teclado alemão, as letras "z" e "y" trocaram de lugar. se voce digitar sem prestar atenção, zebra, vira yebra. e new york, new zork. e por aí vai, até voce olha para a pourra do monitor e entender que caráio está acontecendo.

- adoçante aqui em hamburgo vem em mini cápsulas tipo alka seltzer que diluem fazendo bolhinhas no café. ainda não pedi alka-seltzer, mas deve ser em gotinhas.

- pedi para a garçonete indicar uma cerveja, ela trouxe a mais cara. fela da pulta.

bratwurst.

desde moleque que eu me lembro das barraquinhas de salsichão nas festas juninas. duplos sentidos e conotações sexuais à parte, salsichão é bem bão. bom pra caráio. mergulhado na farinha, afogado no catchup, com aquela casquinha queimada. bom, e aconteceu que essa semana fui parar em hamburgo, na alemanha. anos depois do primeiro salsichão da festa junina, caí quase que por acidente numa ferinha dessas de rua. chuva fina. pessoal encasacado. e, a grande maioria dos locais brigando por um espaço numa barraquinha de salsichão. ou bratwurst como o alemão que estava ao meu lado gritava para o tiozinho que pilotava a grelha. o tiozinho com as bochechas vermelhas equilibrava um cigarro na boca, assim como os guitarristas das bandas de rock dos anos 70 faziam, e com maestria girava as salsichas na grelha. salsichas não, salsichões. e, conotações sexuais à parte, o negócio era grande. pedi uma. ou melhor, tentei pedir uma. acabei usando o dendo indicado da mão direita que apontava freneticamente para uma das salsichas sobre a grelha enquanto o da mão esquerda apontava para o sinal da parede que dizia "bratwurst". um alemão que estava ao meu lado já olhou enciumado para a grelha como quem diz: aquela salsicha ali é minha, pourra. mas tinha para todo mundo. ou quase. porque assim como eu tenho memórias dos salsichões das festas juninas, os alemães parecem ter similar relação afetuosa com os salsichões das feiras livres. ou seja, ou o tiozinho da grelha tinha o maior estoque do mundo de salsichões ou aquela pourra iria acabar nos próximos dez minutos. e eu, bem, eu não ia fiacar ali esperando ver a bosta que ia dar. multidões gritando, conotoções sexuais à parte, por um salsichão. e lá fui pelo meio da multidão com meu trofeu em mãos. um mini pote de mostarda na outra. comi rápido, porque eu sabia, que a qualquer minuto algum olho gordo iria lançar o meu salsichão no chão. bratwurst. festa junina numa pracinha em hamburgo. conotações sexuais à parte, salsichão bom pra caráio.

sexta-feira, abril 21, 2006

três pensamentos do dia.

- quem pula mais alto, o sapo ou o canguru? e, se uma princesa beijar um canguru, ele também vira um príncipe?

- descobri que o meu travesseiro é feito com penas de ganso. e, do jeito que ele é alto e recheado, devem ter depenado uns cinquenta gansos para deixar ele tão confortável. e agora, sempre que eu deito a cabeça nele, fico fazendo as contas, tentando adivinhar e perco o sono. vou ter que trocar de travesseiro.

- dia desses fui tirar sangue para um exame e a mulher enfiou uma agulha das grandes no meu braço. eu apertei o olho esquerdo e mordi o lábio inferior. ela perguntou: "doeu?" e eu respondi: "posso enfiar uma agulha desse tamanho no seu braço?"

quinta-feira, abril 20, 2006

o que se passa pela cabeça de uma mulher que coloca a maquiagem no trânsito?

todo mundo tem pressa. eu tenho pressa. você tem pressa. o sujeito ao seu lado tem pressa. é difícil encontrar quem não tem um tanto de pressa de sobra. bom, hoje, a caminho do trabalho, me deparo com uma cena insólita. eu já tinha visto uma mulher dar uma retocada de leve num batom. uma reforçada no lápis que contorna os olhos. mas nunca vi uma mulher fazer a maquiagem completa no trânsito. até hoje. entre a minha casa e o trabalho, são duas retas grandes com uma curva e um túnel entre elas. e uma sequência de uns 10 sinais, que invariavelmente estão vermelhos. e foi, entre esses 10 sinais que eu vi essa mulher hoje fazendo malabarismos com seu estojo de maquiagem. e quando eu digo estojo de maquiagem, não estou falando de um estojinho portátil daqueles que comportam duas ou três peças básicas. não, era quase uma valise. grande, que praticamente contava como um passageiro. no primeiro sinal, o batom. não, não, no primeiro sinal, o contorno dos lábios. o sinal abril. segundo sinal vermelho e lá vem o batom. terceiro sinal, lápis de olho. de olhos, no plural. o quarto sinal estava verde. quinto sinal: aquele pó para as bochechas, sabe? aplicou com jeito. como se estivesse de frente para o espelho de casa. sexto sinal amarelo e ela acelerou. com uma mão no volante e outra equilibrando o mini-espelhinho e um outro pozinho, daqueles mais avermelhados que passam a impressão de saudável. sétimo sinal verde. oitavo vermelho e a mulher me puxa uma escova da bolsa e começa a escovar os cabelos como se fizesse parte de um daqueles comerciais de shampoo. sabe aqueles em que a mulher sai do banheiro enrolada na toalha e penteia a cabeleira em câmera lenta? então. meu amigo, a mulher tem uns 20 anjos da guarda. porque por alguns segundos tive a impressão e a quase certeza que ela dirigia com os joelhos. afinal, as duas mãos estavam ocupadas cuidando do cabelo. uma com a escova e a outra desembaraçando os fios. ou algo do gênero. o nono sinal estava verde e no décimo a mulher quase bate num carro que estava parado. pediu desculpas ainda com a escova na mão. e eu, bem, eu peguei a esquerda e segui pelo túnel. a caminho do trabalho. mas quase, quase buzinei para a muié. queria perguntar para ela porque ela não acorda meia hora mais cedo? porque caráio ela corre esse risco de vida todos os dias? será a emoção? será a adrenalina? será como pular de uma ponte com um mini pára-quedas na mão? bom, só me resta uma alternativa. amanhã vou tentar algo parecido. é, vou fazer a barba no carro. a caminho do trabalho. creme de barbear numa mão, gillete na outra. sei lá, vai que é du caráio...

terça-feira, abril 18, 2006

três pensamentos do dia.

- meu celular tem o sinal perfeito dentro de elevadores e estacionamentos. mas de vez enquando falha dentro da minha casa e do meu trabalho. não fódi.

- comprei lá pra casa uma daquelas impressoras com 26 funções. ela é scanner, impressora é claro, fax e mais uma caráiada de coisas. mas, dia desses pedi pra ela fazer um cafezinho para mim e a fêla da pulta não fez. vou pedir o dinheiro de volta.
(de thiago carvalho & silvio medeiros)


- dia desses meu despertador amanheceu tocando lionel richie. lembra dele: "all night long... all night... all night long..." achei que era 1987. juro, levantei da cama e pensei em me vestir para ir ao colégio. que pena, em alguns segundos descobri que já era 2006.

iogurte e strogonoff.

e é por isso que eu acho que o iogurte é irmão gêmeo do strogonoff. calma. acho que eu me empolguei-- e acabei colocando a conclusão logo na primeira linha. na verdade não passa de uma tática barata. é. quem sabe revelando o final do textinho assim de cara, você não fica tentado a ler até o final e descobrir porque caráio o iogurte é irmão gêmeo do strogonoff. ou não. bom, mais de uma vez já me falaram que o strogonoff nada mais é-- do que os pedaços de carne que sobraram da última refeição. e é por isso, e só por isso, que usam aquele molho grosso e alaranjado. assim você não consegue identificar a textura e a qualidade dos pedacinhos de carne. e mais de uma vez me falaram que por esses motivos eu deveria sempre evitar pedir strogonoff em restaurantes. mas e o iogurte? bem, se você prestar atenção no iogurte. colocar e tirar a colher, colocar e tirar, colocar e tirar, você vai notar que os pedacinhos de frutas não são do mesmo tamanho. são diferentes. caráio. não dá pra saber a origem dos pedacinhos das frutas. que pourra de frutinhas são aquelas. se a minha vida dependesse de dar nomes as frutas perdidas no strogonoff, eu tava fudido. tenho quase certeza que o iogurte nasceu como o strogonoff. é. sobraram frutas. pedacinhos de frutas. e-- ao invés de jogar as frutinhas fora, no lixo, tiveram uma idéia: "e se a gente misturar com creme e leite e bastante açucar. de uma maneira que as pessoas não conseguissem saber que caráio tem ali dentro?" um é salgado, o strogonoff com seu creme de leite e os pedacinhos de carne suspeitos. o outro, bem, o outro é quase doce, com frutinhas e doses cavalares de adoçante para você acreditar que está comendo alguma coisa saudável enquanto sacia sua vontade primata por um doce. e é por isso que eu acho que o iogurte é irmão gêmeo do strogonoff. nasceram do mesmo jeito. na mesmíssima maternidade. qualquer exame de dna provaria a minha teoria. faça você mesmo o teste. peça os dois no restaurante. strogonoff e iogurte. nessa ordem. você vai ver. irmãos gêmeos-- separados no nascimento. talvez com um pai diferente. mas a mãe com certeza é a mesa. um, foi para o lado esquerdo do cardápio. e o outro foi parar no lado direito, naquele cantinho sem vergonha, reservado para as sobremesas. mas isso, você já sabia. desde a primeira linha.

segunda-feira, abril 17, 2006

três pensamentos do dia.

- o acento circunflexo é uma espécie de boné que as vogais usam quando querem se disfarçar das consoantes.

- camisas pretas emagrecem. 18 gramas.

- o cabelo branco não envelhece você. sua carteira de identidade com aquela foto sua de 12 anos atrás, sim.

o triângulo das bermudas.

você já pediu para sua mulher guardar sua carteira na bolsa dela? e as chaves? aquele papelzinho sem vergonha da entrada do estacionamento do shopping? e o trident azul? vou assumir que, se você é um homem lendo isso, respondeu "sim" para todas as perguntas anteriores. e, se você é mulher, já teve sua bolsa "alugada" em todas essas situações. bolsa de mulher cabe tudo. mas cabe mesmo. e quando eu digo bolsa de mulher, incluo aí aquelas mini-bolsas que as mulheres usam para casamentos, formaturas e entregas do oscar. sabe? aquelas do tamanho de um tubo de creme de barbear? então, bolsa de mulher cabe tudo. fui a um casamento com a minha mulher, e ela consegiu colocar dois celulares, duas carteiras e as chaves de casa, ou melhor, o chaveiro de casa numa micro bolsinha daquelas. sem suar. sem reclamar. falando em festas de casamento: você já notou que quanto maior o evento, menor a bolsa. trabalho? bolsa grande. almoço com as amigas? bolsa média. formatura da sobrinha? bolsa média-pequena. casamento? bolsa micro. entrega do prêmio nobel? bolsa quase invisível. mas voltando ao assunto do início desse textinho. sempre pego uma carona na bolsa da minha mulher, assim como vejo que meio mundo faz a mesma coisa. e foi, observando isso que eu cheguei a conclusão que a bolsa das mulheres não têm fundo. é, têm um fundo falso. assim como palco e cartola de mágico, a bolsa da mulher tem um fundo falso. isso é um fato. não adianta você observar o exterior da bolsa e tentar estabelecer, calcular o espaço interno. com bolsa de mulher não funciona assim. faça o teste hoje ao chegar em casa. ou, alcance a bolsa de uma colega de trabalho que você tem um tantinho a mais de intimidade e mergulhe o braço lá dentro. mas vai fundo. vai por mim: a bolsa pode ter lá seus 15 centímetros de altura, mas você vai enterrar o braço até o ombro. dependendo do tamanho da bolsa, cuidado, você pode ir junto. e eu não quero e não vou me responsabilizar por isso. sempre suspeitei disso. tive certeza nesse sábado. tinha deixado meu celular na bolsa da minha mulher. e, quando fui atrás dela, não consegui encontrar a fêla da pulta. soquei a mão lá dentro. explorei todos os lados e nada. até que minha mulher gritou lá de dentro do quarto: "amor, você já procurou atrás da caixa de bombons?" e eu, ali, segurando aquela bolsa pequena, respondi: "mas... caráio, eu estou procurando na sua bolsa?" e ela, como se notasse que acabara de revelar para mim, um homem, a verdade sobre o fundo falso das bolsas das mulheres, respondeu: "eu sei, eu sei..."

quinta-feira, abril 13, 2006

dois pensamentos do dia.

- se cenouras tivessem algum teor alcóolico, os coelhos seriam um bando de bebâdos.

- na páscoa todos deveriam, por lei, ter que usar calças de moletom, ao consumir os ovos de chocolate.

o imperador dos tridents.

o trident azul é o rei dos tridents. o imperador. o todo poderoso. o bam-bam-bam. o rei da cocada preta. o...bem, você entendeu. nenhum outro trident proporciona semelhante sensação de refrescância. o trident azul para quem não sabe, é sabor hortelã. concentrado. que não acaba com dez minutos de mastigadas não. trident azul, dura. já mastiguei o mesmo durante um filme inteiro no cinema. não era 'jfk', mas tinha lá suas duas horas. trident azul é para mim, a 'segunda coisa' na minha lista de coisas que eu levaria para uma ilha deserta. ele tem o tamanho perfeito. se vc é carregado de surpresa para uma reunião-- dá pra estacionar ele no cantinho da boca-- despercebido. fico puto quando me pedem um e cospem minutos depois. dá vontade de "mandar-tomar-no-cú". porra. trident azul deve ser apreciado. mastigado de bocafechada para não deixar escapar o sabor. e o melhor de tudo: trident azul não faz bola. e bola distrai você do sabor. chicle de bola na minha opinião foi inventado por marcas de goma de mascar que não se garantiam tanto com o próprio sabor. e além disso tudo--trident azul é popular. custa 1 real (as vezes menos). é isso. trident azul é um verdadeiro imperador. daqueles que passam a vida inteira na boca do povo. literalmente. com trocadilho e tudo. o fodalhaço dos fodalhaço dos chicré.

quarta-feira, abril 12, 2006

três pensamentos do dia.

- biscoito "são luiz bono" agarra nos dentes para você não esquecer o sabor e continuar comendo até explodir.

- vou comprar dois ovos de páscoa e fazer um ovo mexido na frigideira pro café da manhã da páscoa.

- bigode é uma espécie de quintal gramado do nariz.

o neon e a aposentadoria.

concordo que luzes de neon não são muito bonitas. estéticamente o neon é um tanto feio. corcordo. mas tem uma coisa do neon que é muito bacana. lugar que tem neon na fachada, é muito mais fácil achar. é um fato. quantas vezes você se encontrou com o estômago perfurado de fome, longe de tudo e foi salvo por um luminoso do mcdonald's? você não precisa ficar perguntando no posto de gasolina onde fica tal lugar. não precisa procurar no mapa. com o neon, você não se perde. basta seguir a luz. não tem erro. neon geralmente tem cores gritantes. vermelhão. amarelão. verdão. cores que terminam em "ão". eu, que tenho um problema sério com endereços, direções e mapas adoro uma fachada gigante de queimar as retinas. tô sempre perdido na casa do caralho com uma mão na trava da porta e outra catando os números do celular atrás de ajuda. nada existe nada melhor, mais seguro que quando alguém me diz: "erick, pode ficar calmo, o bar é fácil de achar, tem um puta sinal de neon em cima, com luzes piscantes!" é um alívio. setas de neon. neon que pisca. que alterna entre o vermelhão e o amarelão. neon, é uma espécie de bússola que me guia. uma luz no fim do túnel. e não apenas no sentido figurativo. é uma caceta de luz no fim do túnel que me resgata quando eu mais preciso. e é por isso, e só por isso que apesar de ser carioca e ter saudades do rio, quando eu me aposentar, não vou morar no rio, não. não vou atrás da ilha deserta, nem das palmeiras que balançam em câmera lenta com o vento que acaricia os cabelos da amada. não vou seguir o por-do-sol, nem a lua cheia. vou sacrificar todos os clichês pelo neon. vou procurar um algum lugar com mais neon que são paulo. com mais mini-lampadinhas piscantes por metro quadrado. é. se um dia sobrar um din-din para uma aposentadoria bacana, eu não vou morar de frente pra praia não. vou fazer um lobby lá em casa pra gente se mudar para las vegas. é, las vegas, mesmo. depois de véio, a última coisa que eu quero -- é não saber o caminho de volta pra casa. a última coisa que eu quero é ficar dando voltas com uma cara de pastel de banana passada com a esperança de esbarrar no caminho de volta. já consigo imaginar as pessoas lá de casa argumentando: "mas erick! porra, caráio! las vegas fica no meio do deserto!? não fódi! las vegas é uma bosta!" mas tudo bem. zuzo bem. eu já tenho a resposta na ponta da língua. eu vou simplesmente dizer: "amor, eu sei. eu sei...mas tem neon lá. tem neon."

terça-feira, abril 11, 2006

três pensamentos do dia.

- minha mãe só me chama no diminutivo: "meu filhinho", "equinho"...

- meu pai só me chama no aumentativo: "fala filhão"...

- batom é como aquela tinta preta que você coloca na alfândega para tirar suas digitais. batom tira as digitais da boca. assim como digital, não existe marca de batom igual.

não confio em pessoas que abotoam o último botão da camisa.

você já viu essas pessoas? coloca uma camisa social e abotoa todos os dezesseis botões. um a um, até chegar lá em cima no pescoço? então, não confio num sujeito que tem a manha de andar sufocado para cima e para baxo. com aquele tecido grosso roçando no pescoço. apertando a barba para um lado e para o outro. sufocando os poros do sujeito com as últimas forças. não confio em pessoas que abotoam o último botão da camisa social pelo simples motivo que ninguém está 100% confortável com uma camisa 100% abotoada. e cá entre nós, não dá para confiar num cara que, por opção, resolve passar o dia com as vias de entrada e saída de oxigênio quase-fechadas. se eu fosse dono de uma loja de camisas sociais, mataria o último botão de todas as camisas sociais. mataria os dois últimos, para ser sincero. poderia até dar o braço a torcer e colocar dois botões falsos daqueles que as vezes aparecem nos ternos, sabe? botões com os buracos costurados? é, minha loja seria conhecida pela camisa banguela. caráio, taí um nome bacana: "a camisa banguela". acho que faria bastante sucesso. fico imaginando os quase-executivos fazendo fila na porta da loja clamando por uma camisa banguela. e aqueles caras que até hoje tentam resistir o "establishment". que lutam contra o sistema. todos comprariam uma camisa na minha loja. eu ficaria milionário. não, eu ficaria bilionário. eu desconfio de pessoas que abotoam o último botão da camisa social porque ele tem que ser mucho lôco. tem que ter problemas sérios para andar para cima e para baixo com uma circulação de oxigênio deficitário. só perdôo o masoquista. o masoquista pode. faz parte do jeitão dele. do estilo de vida dele. já um carinha comum. um carinha pai de família, que freqüenta a faculdade. um carinha que tem amigos. esse, não. esse não pode e não deve abotoar o último botão da camisa social. desconfie dele. mantenha um pé sempre atrás. esse cara não bate bem. não, esse cara tem outra prioridade na vida. ele não dá valor nem ao ar que respira. pensando bem, se você conhece um cara desses, ajude ele. abra o último botão da camisa dele como quem desarma uma bomba, uma granada. como quem tira uma aranha caranguejeira do pescoço de um cara querido.

segunda-feira, abril 10, 2006

três pensamentos do dia.

- é impossível jogar fora um iô-iô. (mitch hedberg)

- comprei uma caneta de 100 dólares. cansei de perder canetas e não dar a mínima.

- aqueles folhetos com lançamentos imobiliários que entregam nos sinais de trânsito são como o "spam" do email. neste caso, a caixa do email, é o banco de trás do seu carro.

o hambúrguer congelado.

não sei cozinhar. não morro de fome. mas não sei cozinhar. sou um "macaco gordo", ou seja, quebro um galho. se precisar fazer um macarrão, faço, improviso, nunca fiz dois pratos de macarão iguais. sei gerenciar uma torrada numa torradeira, e, de cada dez ovos que eu frito, oito saem da frigideira sem quebrar a gema. o que nos leva ao assunto desse textinho, o hambúrguer congelado. o hambúrguer congelado é à prova de "não cozinheiros". é impossível errar um hambúrguer. é ligar a frigideira, nem precisa de óleo. e deixar o fêla da pulta gritar lá. três minutão de um lado, três minutão do outro. o bicho já vem temperado. já vem no tamanho certo e combina com tudo. deixaram arroz pronto na geladeira? hambúrguer nele. ah, não deixaram arroz pronto? duas fatias de pão e soca o hambúrguer no meio. bom, não tem pão, não tem arroz? meu amigo, a solução é simples: faça uma piscina de ketchup, com pitadas generosas de mostarda e uma colher cheia de maionese-- e você tem um banquete. o segredo está na qualidade do hambúrguer. invista no hambúrguer. se você está entre um sadia, um perdigão e um bassi, vá pelo bassi. é mais caro? é. vale a pena? vale. vamos lembrar que a idéia toda é a lei do menor esforço, a idéia é ter você com a pança cheia, socada de comida sem se preocupar em ser um chef, ou um cozinheiro reconhecido pela associação dos restauranters e chefs da cidade em que você reside. e o hambúrguer congelado é a resposta. o hambúrguer congelado é o caminho mais curto para enganar suas papilas gustativas. com um certo respeito para com o seu sistema digestivo. por isso, vale lembrar que a mortadela e a salsicha não devem ser usadas da mesma maneira desenfreada do hambúrguer. o hambúrguer de qualidade é feito com carne das boas (isso é claro, se você ainda estiver de acordo em escolher a carne mais cara). apenas uma sugestão. se você é dos meus, que não sabe a diferença entre rúcula e agrião, arroz branco e arroz parabolizado, o hambúrguer congelado é a saída. é a salvação. vai por mim. compre a sua meia dúzia hoje. coloque num cantinho bacana do freezer e depois é partir para o abraço.

quinta-feira, abril 06, 2006

quatro pensamentos do dia.

- se você entendesse código morse, um homem fazendo sapateado enlouqueceria você.
(mitch hedberg)

- toda bola de tênis sofre de calvície.

- todas as pessoas que eu conheço cabem num chip do meu celular.

- minha vó e os irmãos dela têm nomes que começam com "z". minha mãe e os irmãos dela têm nomes que começam com "a". não sei porque eu e meus irmão não temos nomes que começam com "b".

decotes.

não pega bem para um homem sair com uma camisa com a gola em "v" e dois palmos de peitoral expostos. não se trata de questionar a opção sexual de ninguém. é uma questão de estética. o fato é que um decote fica melhor numa mulher do que num marmanjo. mulher é diferente. mulher usa decote. pode usar. é esperado, apreciado e vigiado. o decote de uma mulher possui uma força magnética. e digo infernal porque é realmente difícil de controlar a espiada. na grande maioria das vezes um homem olha para um decote não pelo simples prazer de desvendar o que tem no meio daquele tecido cuidadosamente rasgado. homem olha para o decote porque ele está lá. o decote tem em todos os países e línguas. o francês sofre com o decote. o americano, o brasileiro e o escandinavo sofrem com o decote. pelo simples motivo dele estar lá. pode notar num bar qualquer. preste atenção numa mesa que tenha um casal aparentemente apaixonado. espere passar uma mulher com decote. você vai como o cara, sem querer, ira seguir o decote com os olhos. suas pupilas quicarão com o mesmo compasso do decote. para lá e para cá. zigue e zague. e, a mulher do cara, dependendo do clima, vai perdoar. pois ela sabe, mas sabe do fundo do coração que ele não fez por mal. teve seus olhos teleguiados por uma força da natureza. até o decote dela, da mulher/namorada, um dia atraiu os olhos do marido/namorado. e continuou atraindo durante um bom tempo, o que levou os dois a estarem ali sentados naquela situação. existem vários tipos de decotes. os mais discretos, pequenos, que as vezes passam imperceptíveis. os médios, os grandes e os falsos recatados, que são os piores. os falsos recatados, ah, os falsos recatados. esses são aqueles decotes que fazem parte de um vestido ou uma roupa mais séria, recatada. exemplo: um vestido de noiva que cobre o corpo quase que inteiro mais que tem um decote que deixa o "cofrinho" para fora. ou seja, a muié cubriu tudo, tudo, mas deixou pra fora dois centímetros de cofrinho para atrair olhares pecaminosos. decote pra lá, decote pra cá. o grande, apesar do tamanho, da grandeza, é o pior, porque mostra muito, revela demais. alguns decotes são tão grandes que deixam de ser decotes. outra coisa desses decotões, é que se um cara for pego no flagra olhando um desses, tá fudido. não tem jeito. não tem desculpa. decote é uma espécie de pegadinha universal.

quarta-feira, abril 05, 2006

as subaca moiada.



é complicado descobrir a validade do desodorante. é. porque quem está usando o desodorante é você. ou seja--você não consegue sentir o cheiro do seu próprio desodorante. (é claro que se for daqueles futuns atômico você sente. mas é quase impossível.) já fui mais paranóico com isso. mas descobri uma maneira de nunca mais me preocupar: coloco o equivalente de 12 dias de desodorante todos os dias antes de sair de casa. é uma melequeira só. umas 4 camadas. mas me deixa em paz no decorrer do dia. e falando em desodorantes, me lembrei de uma história curiosa: dia desses acordei atrasado. e fiz tudo correndo: banho, barba, os dentes, a lente e a roupa em 10 minutos. nessa ordem. e assim que eu cheguei na firma--corri para uma reunião. só que tinha um problema: naquela correria eu não me lembrava se tinha passado ou não o desodorante. e como eu não podia checar minhas axilas durante a reunião, fui ficando tenso. e comecei a pensar: "caráio...será que eu estou exalando um cheiro de bode velho?" o que me levou a transpirar. não foi muito. mas como tava frio, ficou estranho. a reunião acabou e eu corri para farmácia aqui da esquina. comprei um. comprei dois tubos. e na hora de passar--descobri o que já suspeitava, eu já tinha passado desodorante em casa. desde então arrumei uma maneira de evitar problemas como esse. alterei a rotina entre o toque do alarme e a saída para o trabalho. é. agora eu coloco o desodorante depois das lentes de contato. e não antes. assim eu vejo claramente o que eu estou fazendo. funciona. não esqueço se coloquei ou não a porra do desodorante. lentes de contato antes do desodorante. essa é a fórmula. e as subacas deixaram de ficar moiadas.

terça-feira, abril 04, 2006

dois pensamentos do dia.

• waffle é uma panqueca com armadilhas de mel.

• se você não fingir que vai molhar uma planta de plástico, ela morre. (mitch hedberg)

a maior bufa de todos os tempos.

tinha um moleque lá no condomínio que eu morava que ganhou um apelido maldoso. daqueles apelidos bem sacanas. daqueles apelidos que não morrem com o tempo. apelidos tão fortes que não perdem sequer uma sílaba com o passar dos anos. o moleque era (e é) gente finíssima. boa gente, divertido e grande zagueiro central. mas ele teve o grande azar de um dia-- soltar uma bufa ruim. é. ele soltou uma bufa mortal, um peido de fazer os olhos lacrimejarem. Um conjunto de gases letais. e ele foi ainda mais azarado de estar perto de alguns "amigos" que sentiram o estrago da bufa. os mesmos amigos que lhe deram o glorioso apelido de "cubata". (o cheiro era insuportável de acordo com as testemunhas presentes no momento histórico.) causou tonteira, vertigem e enjôo. uma bufa tão violenta que teve gente que jura ter visto um filme da vida em fast-forward em questão de segundos. um estrondo ensurdecedor seguido de uma luz forte. definitivamente a maior bufa de todos os tempos. o apelido "cubata" vem de cubatão, que naquela época, meados dos anos 80, era considerada a cidade mais poluída do mundo. e--depois que ele soltou aquela bufa--passou a ser conhecido como "cubata". uma homenagem. Um jeito carinhoso de chamar um colega. era "cubata isso... cubata aquilo." e o tempo passou. a molecada cresceu, mas o apelido ficou. a fama da bufa também. Fico imaginando em quarenta anos, eu velhinho sentado na sombra apontando para o local do peido histórico: "quando eu era pequeno, eu vi um menino bufar ali na quadra de futebol, ao lado do gol do lado de lá... uma bufa que entrou para a história do condomínio..." e, para piorar ainda as coisas para ele, a cidade de cubatão deixou de ser a cidade mais poluída do mundo. deixou de ser sinônimo de poluição. e isso trouxe conseqüências terríveis. afinal, ninguém sabia porque caráio chamavam o sujeito de "cubata". ou seja: ainda hoje, quando uma menina escuta alguém chamando ele de "cubata", ela logo pergunta: "cubata? porque te chamam assim. qual é a origem desse apelido?" e ele, bem, ele tem que explicar a história inteira. começando pela bufa. a bufa do cubata.

segunda-feira, abril 03, 2006

três pensamentos do dia.

• você só dá o devido valor ao ar-condicionado central do lugar que trabalha no dia que o fêla da pulta não está funcionando.

• escada rolante nunca quebra. apenas vira uma escada normal. (mitch hedberg)

• passar embaixo de uma escada não dá azar. passar embaixo de um leão, sim.

a bateria do celular e o presuntão.

a bateria do celular e o presuntão. estava eu, numa sala aqui no trabalho trabalhando quando, de repente a bateria do meu celular acabou, morreu, deu adeus. bateria do celular tem dessas coisas, morre. acaba quando você menos espera. quando você mais precisa. e é aí que entra a história do presunto. o presuntão do título deste textinho. é que uma vez a bateria do seu celular morre, você também some do mapa. ou pelo menos é assim que as pessoas tratam você. depois de umas duas horas com o celular sem bateria, cheguei na minha mesa e encontrei uns seis recados do tipo: "erick, está tudo bem?", "alô, alô, alô, é o seu pai, tá tudo bem, liga pra mim...", "algum problema, meu filho....?", "erick? erick? erick?!!" e por aí vai. dois dias depois encontrei um amigo no shopping e a primeira coisa que ele perguntou foi: "erick, tá zuzo bem?" e eu com uma cara de bosta: "mas, mas como assim?" e ele: "te liguei, e nada, caixa postal... achei que tinha acontecido alguma coisa..." e eu: "pourra, a bateria do celular acabou... e só." e ele: "ah, achei que fosse algo mais sério..." minha própria mulher, quando finalmente me encontrou no telefone fixo mais tarde, o telefone da minha mesa, estava cafuza: "nunca mais me assuste assim!" e eu: "foi a bateria, a bateria do celular... a bateria acabou..." e ela riu. uma risada nervosa, mas riu. meu amigo, a dependência que as pessoas têm com o celular hoje em dia é tão grande que não tem mais jeito. o seu celular está desligado, sem bateria, fodeu, você não existe. bateu as botas, o par de botinas. boa sorte explicando para as pessoas mais próximas depois que na verdade, realmente, tudo está ok com você. você está vivo, disponível, respirando com algumas batidas cardíacas. até porque, só para avisar os outros que você está vivo, demora pra cacete, afinal, sem bateria, você também não consegue encontrar o telefone, o número das pessoas. e sem número é impossível ligar para dar um sinal de vida. ou seja: quando a bateria do celular acabar, você vira um presuntão. daqueles com data vencida e dois dedos de capa de gordura.

quinta-feira, março 30, 2006

três pensamentos do dia.

• a coca-cola light mudou de sabor. vai dar meia hora de bunda. eu gostava do sabor antigo e ninguém me perguntou picas.

• a impressora lá de casa é tintólatra.


• o primeiro astronauta brasileiro vai ficar uma semana no espaço. amanhã é dia 31. amanhã também é o dia que ele vai acordar suado na nave, puto por ter esquecido de colocar as contas no débito automático.

a colher.

tem um episódio de seinfeld em que ele filosofa sobre as vantagens dos talheres, especificamente o garfo e a faca. e como, o garfo e a faca são infinitamente superiores aos palitinhos que os japoneses e chineses usam. como é difícil entender como um povo reconhecidamente sábio prefere comer com o auxílio de palitinhos de madeira ao invés de garfo e faca. bom, mas como você pode ver pelo título deste textinho, o meu argumento, a minha cagação de regra é em favor da colher. acho, sinceramente, que deveríamos trocar o garfo e a faca pela colher. as vantagens são infinitas. pra começar, a colher vem de criança. o aprendizado da colher vem de pequeno. você cresce dominando a colher. pode notar, uma vez que a criança começa a tentar domar o garfo e a faca, fodeu. mas, na minha sincera opinião, o argumento mais forte para substituir permanentemente o garfo e a faca pela colher é que a colher ocupa apenas uma das mãos. é meu amigo, é uma coisa óbvia, mas é a mais pura verdade. colher ocupa apenas uma das mãos. e, se você pensar, jantar é um ato social em que você interage com pessoas. e, uma mão livre ajuda bastante. eu sempre me fodo com o garfo e a faca. até hoje, 31 anos depois, preciso inverter o garfo e a faca na hora de cortar, na hora de serrar o bife. é um troca, troca de garfo e faca, faca e garfo, que volta e meia jogo mini-poças de feijão sobre a mesa. grãos de arroz sobre convidados e lascas de bife no colo. outra vantagem da colher é que colher não vaza. outro ponto óbvio, mas que quando você está comendo um nhoque ao sugo, e entra numas de engolir cada gota do molho, ajuda. tente pescar o molho com o garfo. cai pelos buraquinhos e te deixa puto. aí você deve estar pensando: "pau no cu da colher, como é que eu vou cortar o bife?" a resposta é simples. eu proponho que a colher tenha um dos lados mais afiado que o outro. aí, na hora de cortar o bife, basta apertar um pouco o bife com a colher para picotar a carne. simples assim. quer ver outra coisa que é foda de garfo e faca? as frescuras dos restaurantes. você pede um peixe ao invés da picanha? lá vem o garçom trocando os seus talheres, tira a faca e coloca aquele coisa esquisito para comer o peixe. vai comer salada? ah, então que tal comer com um garfinho e uma faquinha pequenina? hein? as vantagens são infinitas. sai o garfo, sai a faca, fica a colher. um só talher. universal. para todos os povos. para todas as idades. desde pequeno. só a colher. vai por mim.

quarta-feira, março 29, 2006

três pensamentos do dia.

- walkman é para escutar música andando. runningman é para escutar música correndo.

- completei o tanque do meu carro ontem com gasolina comum, custou R$102 mangos. a pergunta que não quer calar: quem manda o carinha do posto completar com gasolina aditivada premium?

- acordei hoje 06:40 e pensei: "ah, foda-se, vou dormir mais cincão! cinco minutos!" me virei para o lado e quando abri os olhos já eram nove da manhã. não fodi. eu tinha a mais absoluta certeza que eu e alguma porção do meu cérebro tínhamos entrado num acordo, pourra.

o tempo e a falta de

o dia tem 24 horas. vinte e quatro. nem mais, nem menos. bom, aí você acorda sete e tal, toma um banho bacana, faz a barba, joga uma camisa por cima e parte para o trabalho. você chega ao trabalho entre nove e dez. vamos fechar em nove e meia. reunião, email, email, email, reunião, almoço, apresentação, trabalho, telefone, trânsito, quase nove da noite. você chega em casa nove e uns quebrados. aí, você chega, bate um papo rápido com a sua mulher ou marido e janta. jantou? dez da noite. se você tem filhos, onze. aí você parte para o banho, conversa mais un tanto, escova os dentes, joga duas mãos de água no rosto e cai na cama. o dia seguinte é meio replay do começo deste textinho. agora, vamos aos dias que você tem fôlego para sair direto do trabalho para algum lugar. vai que dos cinco dias que você trabalha, dois você sai com amigos, familiares ou com os dois. você, conseguiu se encontrar com duas pessoas, ou dois casais. ou com um grupo maior, se uma dessas saídas for a um bar daqueles com mesas grandes com 32 pessoas. mas você sabe, numa mesa dessas, de 32 pessoas, você só fala com 4. falar, falar mesmo, se lembrar de tudo que você falou, só com 4 pessoas. o que é quase a mesma coisa que sair com os dois casais de duas frases atrás. bom, agora o fim de semana. o fim de semana é o tempo mais livre que você tem. no fim de semana você viaja, você liga para os pais, lê jornais mais grossos, assiste filmes no cinema e frequenta restaurantes como churrascarias e cantinas italianas. ou seja, no fim de semana, apesar de parecer em tese que você vai fazer uma caráiada de coisas, encontrar uma porralhada de gente, você acaba fazendo coisas que consomem o seu tempo. não necessariamente chatas. mas que consomem o seu tempo. e, quando você menos espera, fodeu, é segunda-feira. e começa tudo de novo. aí você deve estar aí coçando a cabeça (ou não) e pensando: "porra, conclui logo esta merda!" ok, ok. o ponto é o seguinte, está cada vez mais complicado de encontrar conhecidos, amigos e até mesmo família. pourra, não sobra tempo. é você pensar em ligar para um amigo e quando você coloca os dedinhos no teclado do telefone para ligar, a semana já deu uma outra volta. já é semana que vem. falando nisso, tenho que ligar para um amigo que deixou um recado no meu celular para a gente marcar de almoçar. o fêla da puta ligou tem duas semanas. fêla da pulta.

terça-feira, março 28, 2006

três pensamentos do dia.

- comprei uma manteiga chamada "leco ao mel". manteiga com mel, que já vem misturada. e, enquanto eu passava no pão, (é bom pra caráio) comecei a pensar como eu não faço mais nenhum esforço físico. até o ato de misturar o mel e a manteiga no pão, já se encarregaram de fazer para mim. aí bateu uma preguiça.

- comi um cachorro-quente frio.


- porque o post-it é amarelo e não vermelho? do tipo: "alerta vermelho, lembra dessa bosta senão pode dar merda!"

a camiseta pólo azul piscina.

anos atrás ou meses, não me lembro ao certo quando, escrevi aqui sobre uma camisa salmão que eu não conseguia usar: "o exílio da camisa salmão." bom, hoje, pela vigésima vez, esbarrei numa camisa pólo azul piscina. daquelas piscina regan. azul bebê. sabe? então, não consigo colocar a fêla da puta. cheguei a pegar ela da gaveta, e pensei: "caráio, essa camisa combina com jeans..." mas... não. coloquei, tirei. coloquei, tirei. e comecei a pensar o que me levou a comprar a fêla da pulta. pensei, olhei para a camisa, pensei, olhei para a camisa e foi aí que eu caiu a ficha: caí no conto da liquidação. ano passado entrei numa loja dessas transadinhas em busca de um jeans. e, a caminho do provador, bati de frente com um bolo de roupas em promoção. uma montanha daquelas com uma plaquinha com o preço em cima. neste caso com uma placa com o tamanho do desconto: 70%! é, setenta por cento. o que, cá entre nós, é foda. setenta por cento grita: "compra essa porra meu irmão! compra caráio! pelamordedeus, compra!" e eu comprei. levei a camisa azul piscina. levei para o fundo do meu armário. de onde ela nunca mais saiu. essas promoções, liquidações, deveriam ter obrigatoriamente um aviso do tipo: "você periga nunca usar esta porra! e só vai comprar porque está barato!" é uma pena, mas é um fato. quantas vezes o descontão te pegou de jeito e quando você se deu conta, lá estava você levando uma camisa branca de linho, daquelas que amarrotam quando você respira. mas voltando a camisa azul piscina. assim como a camisa salmão, ela também tem uma cor pastel. aquele azul que não arde a vista nem chama atenção. azul bobo. acho que é uma maldição das camisas cor pastel: viver no exílio. para sempre. a camiseta pólo azul piscina fica sempre lá me espiando, me olhando de canto de olho. implorando para ser usada. pelo menos experimentada. é uma pena, mas hoje não foi o dia dela. quem sabe amanhã. a camiseta pólo azul piscina.

segunda-feira, março 27, 2006

três pensamentos do dia.

- em 2018, a dança da garrafa voltará. reciclada.

- quando eu era moleque, minha tv tinha 5 canais. hoje tem 82.

- tenho medo de altura e de profundidade. ou seja, ou moro nos primeiros andares ou numa casa. nunca no subsolo.

o replay dos casais®

dia desses fui fazer um curso de padrinho. é, parece que agora, para ser padrinho de uma criança, você precisa assistir uma palestra com uma tiazinha. uma palestra de duas horas num sábado pela manhã. no subsolo da igreja mais perto da sua casa. e a parada é cedo , não adianta ficar de putaria e chegar meia hora atrasado que a tiazinha de chuta de lá. ok, ela não chuta, mas pede educadamente para você se retirar e voltar no sábado seguinte. mas não é sobre a tiazinha que eu queria falar, mas sobre um negócio que eu observei durante a mini-palestra dela. bom, a tiazinha passou a manhã lecionando os casais que lá estavam presentes: "quando a mulher estiver com a razão, o marido deve respeitá-la e pedir perdão...", "quando a mulher estiver nervosa, o marido deve entender e dar espaço...", "quando o marido fizer cagada, ele deve rezar um pai nosso.... e madar flores..." e o mais engraçado é que enquanto ela falava essas coisas... tinha sempre uma mulher ou um homem, presente no curso que beliscava o marido ou a mulher e sussurrava: "te disse!', "escuta ela!", "eu estava certo(a)!". e foi, observando essas micro-cenas que eu pensei num negócio: o replay dos casais®. é a mesma idéia por trás do replay do futebol, mas para os casais. pintou alguma duvida num lance? replay nele. a mulher acha que você deu uma resposta grossa para ela? replay na resposta. você acha que a risada que a sua mulher deu ao final da piada que você contou, foi falso? replay no comentário dela. replay nisso. replay naquilo. replay. cada pessoa teria direito a fazer três intervenções, três replays por semana. dessa maneira, as discussões acabariam no ato. sem cu doce, gelo e frescuras. sem nenhuma duvida. ninguém circularia por aí com aquela nuvenzinha escura sobre a cabeça. o replay dos casais. a parada pode até não dar certo, o que é muito provável, mas não custa tentar.

sexta-feira, março 24, 2006

três pensamentos do dia.

- é impossível fazer um sanduíche de queijo minas quente (um mineiro-quente) idêntico ao da padaria. impossível.

- o melhor presente para dar de uma lista de casamento é a "galeteira" (aquele conjunto com o porta-azeite, o porta-vinagre, saleiro e o pimenteiro) o casal vai lembrar de você em todas as refeições: "o erick é tão bacana né... não sei porque , mas tive a vontade de falar isso.. amor passa o sal..."

- já estamos quase no mês 4. e caráio, ainda me lembro do reveillon... não fódi. acho, só acho, que a porra do ano está passando mais rápido que o normal. 1/3 do ano já se foi. na boa, tem alguma coisa rolando. algo de sujo, sinistro. alguma conspiração das horas. fica esperto.

a loja de azeite.

passei na frente de uma loja de azeite no morumbi esses dias. loja de azeite. não sabia que existia isso. e até que a loja estava cheia. mulheres e senhores analisando garrafas de azeite como quem segura uma carteira de couro importado, como quem analisa um par de sapatos gucci. azeite. achei estranho. azeite pra mim sempre veio de graça, na mesa, junto com o sal e a pimenta, no canto da mesa para esfregar o pão. "garçom, traz o azeite e mais uma cesta de pão!" e o garçom trazia sem cerimônia ou sem cobrar mais por isso. eu nunca recebi uma conta de restaurante com "azeite" especificado nela.o dia que isso acontecer acho que vai rolar um quebra-quebra generalizado no restaurante. bom, mas voltando a loja de azeite no meio do shopping morumbi. que fica localizada num ponto nobre, vamos deixar bem claro. comecei a pensar: "como é que uma loja de azeite consegue pagar o aluguel?", "quanto custa uma caráia de latinha de azeite?", e a pergunta mais importante: "quem é que compra?" é, porque não consigo me imaginar pagando 100 mangos numa latinha de azeite. não consigo me imaginar saindo de casa, enfrentar o trânsito para voltar com uma latinha de azeite socada na mochila. fico imaginando de quem foi a brilhante idéia de abrir uma loja dessas: "amor, tive uma idéia... mas é uma idéia boa, vamos pegar todas as nossas economias e vamos abrir uma lojas de azeites... sabe?" e o marido, puto, por ela ter interrompido o jogo de futebol que ele estava assistindo responde: "ok, ok, ok, azeite..." e, num belo dia, a mulher do cara abre a porra da loja. e, desde então faz de tudo para convencer as pessoas a entrarem lá gastar fortunas em litros de azeite. imagina outra cena curiosa-- um marido chega em casa e fala para a mulher: "amor, cancela aquele pacote de férias nas ilhas gregas... gastei tudo em azeite!" a loja do azeite. o próximo passo é a expansão. você sabe, nesse nosso mercado capitalista, uma só loja de azeite não basta. o próximo passo é abrir uma loja de vinagre. mas só se for ao lado da de azeite.

quinta-feira, março 23, 2006

quatro pensamentos do dia.

- uma das maiores invenções da humanidade não é o celular, mas o identificador de chamadas do celular.

- dia desses sonhei em francês. não sei falar francês.

- formiga sofre de diabetes?

- será que se eu dormir de óculo de grau, terei sonhos mais nítidos?

meia "expresso do oriente". meia "leonardo da vinci pré mona lisa".

pizza é provavelmente uma das coisas mais gostosas que existem. se não for a melhor. pizza fina. média. crocante. com queijo borbulhando. caráio. não tem quem não goste de pizza. se vc não gosta de calabresa, gosta de muzzarela. e vice-versa. não tem erro. massa fresca, bastante queijo e molho de tomate. depois é só escolher aleatoriamente mais uns ingredientes e inventar o nome da pizza. e é exatamente sobre isso que eu gostaria de falar. os ingredientes. os nomes. as invenções. exemplo: você vai a uma pizzaria, e no cardápio ao invés das pizzas clássicas, encontra uns troços muito cafuzo. primeira pizza do cardápio: raspas de abobrinha com gengibre, linguiça toscana e queijo emental. aí se você quiser essa pizza--com esses ingredientes, você chama o garçom e pede por uma "michelangelo renascentista", ou algo parecido. na linha de baixo, outra invenção: presunto de parma em cubos, com tiras de mamão papaya e salmão repicado sobre queijo bola. aí se você quiser essa: é a "cinema paradiso clássica". sei lá. nada contra uma invenção aqui e outra alí. mas na minha modesta opinião- -pizza é pizza porra! não fódi. é marguerita, calabreza, portuguesa e muzzarela. no máximo capitury. caráio. o negócio é pra ser prático e simples. pra comer com as mãos. e os cara ficam cafuzando tudo. dia desses fui a uma pizzaria ¬á perto de casa e perguntei se tinha pizza muzzarela. o carinha olhou para mim e disse: "a gente não tem pizza muzzarela, temos a pizza 'gladiador de roma em chamas', que até tem muzzarela, mas com raspas de goiaba e um toque sutil de manjericão banhado no azeite virgem extra cultivado de azeitonas pretas da namíbia oriental! e, se você quiser eu posso conversar com o pizzaiolo, que é muito amigo meu e quem sabe ele não quebra um galho pra você?!" aí eu olhei pra ele, respirei fundo e disse: "vai da meia hora de bunda!" ok, ok, não disse isso. mas deu vontade. caceta, está ficando quase impossível comer um triângulo de pizza como eu fazia quando era moleque. se eu tivesse um din din guardado, abriria uma pizzaria. com apenas 4 sabores no cardápio. somente os clássicos. não sei se faria uma fortuna. mas--facilitaria a vida de muita gente. não fódi.

terça-feira, março 21, 2006

três pensamentos do dia.

- as vezes, só as vezes, eu compro um kinder ovo e fico torcendo para encontrar uma nota de 100 reais lá dentro.

- o barney, amigo do fred flintston, tem cara de ser um dos amigos mais bacanas de todos os tempos.

- dia desses joguei "war" e conquistei a américa do sul, oceania e mais 18 territórios. sem matar ninguém. o dado bateu na mesa e sem querer bateu no olho de alguém, mas não matei ninguém.

"é isso aí..." - a invasão.

não sei se você tem o costume de escutar rádio. eu, geralmente acordo com ele. escuto um tantinho a caminho do trabalho e mais um pouco na volta. mas, existem outros lugares em que, quase sem querer dou umas mini-escutadas. elevador de shopping, taxi e música ambiente de restaurante. e é aí que entra título desse textinho: "é isso aí..." bom, para quem não sabe, esse é o nome da música mais tocada dos últimos 100 anos no brasil. no universo intergalático. eu aposto um pirulito que vira chiclete com que você vai escutar essa música antes de se deitar hoje. é um fato. não tem jeito. é praticamente impossível fugir dessa música do "seu jorge e da ana carolina". quem mandou esses dois adaptarem essa música? quem? pelamordedeus, quem? as vezes eu tento escapar, mas não dá. você está lá de bobeira e a porra da música começa a tocar na novela da globo, aí você pensa: "vou fugir?"e pula de canal e o “seu jorge” está sendo entrevistado na marília gabriela e dá uma canja. bom, aí você pensa, vou pular uns trinta canais, quem sabe lá não tem “é isso aí...:” mas tem. agora é a ana carolina que está cantando num intevalo dos "seinfeld" no music news da sony entertainment televison. “é isso aí...” toca tanto, mas tanto que a fêla da puta da música entra na sua cabeça, e sequestra todos os seus neurônios. um por um. e, quando você menos espera, lá está você cantarolando “é isso aí...” aí, é você que entra num elevador cantando esta pourra e todo mundo começa a cantarolar junto. “é isso aí...” é uma espécie de vírus que se espalhou pelo país e não tem fuga. não tem antídoto. não tem uma porra de uma injeção capaz de te proteger das notas musicais desta canção. ela entra na sua cabeça com o primeiro toque do alarme e vai te dando umas porradas, uns tapas de mão aberta, no decorrer do dia. nada contra a música. nada mesmo. o foda é que cada dia que passa tenho mais dificuldade de para de cantarolar a fêla da puta. toca demais. “é isso aí...” é como aquelas múmias de filmes de terror antigo que não adianta você correr, ela sempre te alcança no final. fique esperto, a qualquer momento você pode escutar essa música. fique esperto, a qualquer momento ela pode entrar na sua cabeça para nunca mais sair. fique esperto. antes, que seja tarde demais. é isso aí...

segunda-feira, março 20, 2006

dois pensamentos do dia.

- se você passar hidratante numa uva-passa, ela volta a ser uma uva?

- quando eu era moleque, minha casa tinha quatro pratos que sempre se alternavam no decorrer da semana: arroz, feijão, batata-frita e bife. bife, batata-frita, feijão e arroz. arroz, batata-frita, bife e feijão. e, feijão, bife, arroz e batata-frita.

sir pert.

quem foi pert? apesar do nome de lorde inglês: "sir pert", ninguém sabe ao certo quem foi pert. a expressão: "chupar cana e assobiar ao mesmo tempo" deve ter surgido com pert. quando criança, pert devia ser aquele moleque na escola que dominava matemática, sabia de cor a tabela periódica, os mapas e os livros de história. grande pert! talvez pert não era um lorde inglês. pert era suíço. o sujeito por trás da invenção do canivete, mas que provavelmente esqueceu de registrar a patente. "a patente! a patente do canivete suíço!" essas podem ter sido suas últimas palavras. quem sabe ainda, pert foi um gênio incompreendido. tinha mil idéias. queria realizar todas ao mesmo tempo. pegou fama de maluco. "quem, o pert? pert era um excêntrico!" tinha três esposas. meia dúzia de filhos e era um pai exemplar para todos. em nenhuma enciclopédia você encontra uma foto do pert. apenas em rodas de conversas e anedotas. todas elas com um ponto em comum. pert era um gênio. um cara que conseguia fazer de tudo um pouco. um sujeito tão especial que quando não tinha ninguém pra pegar no gol na pelada da firma, pert se oferecia e ainda era o menos vazado. uma coisa é certa, pert deixou um legado. pert escreveu seu nome na história. pert. em várias línguas, em todo o mundo. pert está em todas as casas. pert é lembrado diariamente por homens, mulheres e crianças. é, porque, pert pode ter partido, mas deixou para trás o grande "pert plus". o shampoo que leva seu nome. pert aprendeu. pode ter esquecido de registrar a patente do canivete suíço. mas pert não é bobo. registrou a patente do shampoo. aquele que além de shampoo, também é condicionador e remédio ani-caspa. grande pert. sir, pert.

sexta-feira, março 17, 2006

três pensamentos do dia.

- estava sem lente de contato, com sono, sem óculos e sem querer ajustei o meu rádio-relógio para duas da manhã ao invés de meia noite. acordei duas horas mais cedo sem saber, tomei banho, me vesti e só fui descobrir que ainda era cinco da matina quando liguei a tv e estava passando telecurso 2º grau. tarde demais.

- zorro tinha um irmão chamado mário. na primeira vez que ele foi "rabiscar" com a espada a letra "m" no corpo de um cara, demorou muito e se fodeu.

- não escrevo uma carta com selo desde 1999.

a unha do meu dedão do pé.

a unha do meu dedão do pé é afiada como uma espada samurai. corta aço. corta tecido. corta madeira. não sei porque, nem como. só sei que ela é assim. e não adianta cortar, tem sempre uma quina, uma pontinha que fica pra fora, pronta para atacar. pronta para tirar um naco do pé da mesa de jantar. a unha do meu dedão do pé é tão, mas tão afiada que eu não poderia entrar num país como os estados unidos sem escolta armada. a unha do meu dedão do pé é letal. compro sempre um tênis com um número maior, para não correr o risco de ter a unha fodendo com a frente dele. minha mulher morre de medo. em respeito a ela, durmo de meias. ou melhor, em respeito as canelas dela, durmo de meias. outra razão de ter um tênis com um número maior é que quando eu estiver em perigo, posso simplesmente lançar o meus tênis a distância e me defender. cortar o assaltante em pedacinhos. filé de assaltante. essa minha unha não é nojeta. muito menos, suja. ela, por algum motivo possui uma quina, uma ponta cortante, dura e firme como aço inox. é o "dedo ginsu". meu amigo, tenho muito orgulho da unha do meu dedão do pé. como ela me sinto mais seguro. com ela ninguém se atreve a chegar perto. a unha do meu dedão do pé é uma espécie de arma secreta. ou era, até eu escrever sobre ela, aqui.

quinta-feira, março 16, 2006

três pensamentos do dia.

- porque batatas fritas não são chamadas de fritas francesas ("french fries")?

- se você estiver lendo o jornal, e uma pessoa pedir para você ler o horóscopo para ela, leia o que está logo abaixo do dela. é a melhor maneira de ajudar essa pessoa a nunca mais perder tempo com isso.

- tem um post-it no meu monitor que eu grudei em novembro de 2005, quero ver até quando ele aguenta. (eu não preciso mais da informação, mas preciso ver até quando ele aguenta...)

a prisão perpétua dos peixes.

dia desses fui num restaurante que tinha um aquário dentro. daqueles grandes com peixes coloridos, grandes, médios e pequenos. acabei sentando numa mesa perto do aquário. de onde eu estava eu podia ver os peixinhos com a cara colada no vidro abrindo e fechando as boquinhas. bom, sem pensar muito, pedi um salmão. é, um salmão grelhado com molho de maracujá e uma salada verde. acho que foi o primeiro item que eu vi no cardápio e para ser sincero não pensei duas vezes. o salmão chegou, fatiei o bicho, e soquei garganta abaixo. delicioso. mas, foi só depois, depois de comer o peixe que eu me toquei da cagada. da crueldade que eu tinha submetido os peixinhos. caráio, comi um peixe enquanto outros peixes assistiam da primeira fila. caceta, como é que eu fui fazer isso? como? o que eu fiz é o equivalente a um canibal comer uma pessoa enquanto eu assisto tudo de uma jaula bem pertinho. ou pelo menos, é quase isso. bom, e foi pensando nesse ato bárbaro e cruel que eu comecei a pensar nos peixes. nos peixinhos do aquário. aquele aquário alí no meio de um restaurante que serve peixes como prato principal, é uma prisão perpétua da pior espécie. aquele aquário alí é uma espécie de "bangu 1" do mundo, do universo dos peixes. a "alcatraz". a prisão de segurança máxima. os peixinhos que mataram outros peixinhos e foram condenados a morte, vão para aquele aquário. os piores da espécie. todo peixe que é "fêla da puta" vai para lá. só pode ser. "você, peixe listrado, com barbatana esquisita, foi condenado a passar dez anos no aquário do restaurante cuja especialidade é frutos do mar... e uma vez lá, assistir outros peixes serem devorados com requinte de crueldade máxima...."

quarta-feira, março 15, 2006

dois pensamentos do dia.

• os paralamas do sucesso criaram um nome que desde o início exerceu grande pressão sobre o grupo. convenhamos que o nome é tanto pretensioso "...do sucesso". caráio, imagina o drama na hora de compor cada música: "não, não, herbert, essa música é legal, nota 8, mas a porra do nome do grupo é do sucesso! cacete, a música tem que ser do caralho! não pode ser mais ou menos."

• rodasol é a kriptonita do homem-aranha.

o cara do ibope. cadê o fêla da pulta?

o cara do ibope nunca foi na minha casa. taí uma coisa que eu sempre achei estranho, ou no mínimo curioso. é. porque todo programa tem lá os seus números de ibope. e, se cada número representa uma caralhada de casas, como é que até hoje ninguém foi bater lá em casa com uma pranchetinha na mão? será que eles tão me incluíndo nessa conta? e o meu vizinho? também nunca vi ninguém com crachá do ibope e pranchetinha-- na casa do vizinho. para ser sincero, nunca vi um fêla da puta desses entrando no meu prédio, descendo o elevador, muito menos em pé lá fora pedindo autorização para entrar e entrevista o sr. ariovaldo do 81. pensando bem, não conheço ninguém que já tenha visto o cara do ibope. o que se você pensar, é muito esquisito. o cara do ibope é como o monstro do loch ness. como o pé grande. como elvis. você escuta por aí histórias que o cara do ibope existe, vê as pesquisas sendo divulgadas nas manchetes dos jornais-- mas nunca viu ele com seus próprios olhos. confesso que isso já me deixou triste. quando eu era moleque não entendia porque eles não iam lá em casa perguntar porque eu assistia tanto o 'pica-pau' e os 'thundercats'. e depois mais tarde, 'magnum' e 'duro na queda'. mas o tempo foi passando, e a cada pesquisa divulgada, fui aceitando o fato de que talvez o cara do ibope nunca toque a campainha lá de casa. fico puto quando sai o resultado de uma pesquisa presidencial falando que tal e tal pode levar no primeiro turno. vai dar meia hora de bunda, e eu? e minha opinião? conta? o cara do ibope é um mistério tão tão grande que periga você sentar no avião ao lado do elvis presley, o original-- e nunca esbarrar no fêla que carrega a pranchetinha marcando "x". olha, e antes que eu me esqueça, obrigado aí pelo seu ibope.

segunda-feira, março 13, 2006

três pensamentos do dia.

• "goleiro frangueiro pega a gripe do frango?" (alessandro "cabelinho" bernardo)

• o woody allen é o contrário do superman. se ele tira os óculos de grau, vira um cidadão comum.

• tenho saudades da ana paula padrão. desde que ela foi para o sbt, nunca mais vi ela ler uma notícia.

três espirros e a gripe do frango.

espirrei esses dias, três vezes seguidas. três. não duas, três. o que para mim, é um tanto raro. não me lembro da última vez que isso aconteceu. desde pequeno espirro meu, só sai em dupla. pá, pum. pum, pá. nunca pá, pum, pá. com você, deve ser a mesma coisa, você deve ter o seu estilinho próprio de espirrar. sua própria sequência. cada ser humano tem um "espirro assinatura". é como uma impressão digital. ninguém espirra igual. mas voltando ao "meu" espirro. fiquei cagado, com medo, caráio, três espirros! você sabe, não se fala em outra coisa a não ser a tal gripe do frango. todo dia tem alguma notícia dessas aterrorizantes nos telejornais. tem sempre um coitado que sem querer esbarrou num pato, num frango a caminho de casa e se fodeu. será que eu estava gripado? será? caráio. comecei a buscar na minha memória minha rotina. por onde eu tinha andado. que lugares frequentei. será que eu tinha subido no elevador com um pato, e não notei? será? será que peguei algum taxi em que o motorista era uma galinha e também não notei? caceta, eu tinha que pensar mais. mais. tinha que eliminar toda e qualquer chance de ter contraído a tal gripe do frango. me lembrei que dois dias antes tinha ido a uma churrascaria. mas, para sorte minha, não aceitei nem o espeto de coração de frango, muito menos o de coxinhas de frango. ufa. e em casa? também nada. me lembrei que a mocinha que cozinha lá perguntou se eu preferia o bife ou o frango a milanesa... e eu, fiquei com o bife. grande bife, companheiro de todas as horas. bom, nenhum frango. nenhum pato. nenhum ganso no meu caminho. nem mesmo patê de figado de ganso. estava a salvo. aquela seqüência de três espirros não passava de uma simples anomalia. um erro de sistema. um momento atípico na minha existência. eu, erick rosa, não tinha a gripe do frango. não, meu amigo. estou saudável. pau no cu do frango. e na gripe dele. fêla da puta. saúde.

sexta-feira, março 10, 2006

dois pensamentos do dia.

- tenho um amigo que consegue lamber a ponta do próprio cotovelo.

- se eu tivesse um din din sobrando, abriria um restaurante com pratos com nomes como: "angelina jolie", "jennifer aniston", "bárbara borges" e "luana piovani". porque? bom, imagina somo seria na hora de pedir os pratos: "e você senhor, o que vai querer comer?" "angelina jolie, mal passada, com batatinhas assadas, por favor!"

lê bigodon.

vou crescer um bigodon. um bigode. essa faixa de cabelos espessos entre o nariz e o lábio superior. até o bicho começar a entrar na boca. aí, você pergunta: "porque raios eu vou entrar numas de crescer um bigodon?" bom, tenho notado que tem grandes figuras sempre têm um bigodon. não confundir com bigodinho. hitler tinha um bigodinho. bigodon tinha charles muller-- que trouxe o futebol para o brasil. bigodon tem os grandes chefs. salvador dalí tinha lê bigodon. não sei quanto tempo vai demorar, mas vou tentar, só pra ver que bosta dá. bigodon daqueles que você segura nas pontas e enrola com o indicador e o polegar como se tivesse dando corda no relógio de ponteiros do seu avô. já tive um vizinho engraçado que quando falava por de trás daquele bigodon dele, parecia ainda mais engraçado. groucho marx tinha um bigodon. o bigodon é um espécie de escudo, que você pode ficar alí atrás falando bosta, cagando regra e se safando de situações. "pourra não entendi picas o que o erick quis dizer com aquele argumento, mas acho que faz algum sentido..." com o bigodon, de repente, frases desconexas ganham pseudo-significados. caráio, "pseudo-significado?" parece até que eu já possuo o tal bigodon. fico imaginando o que isso pode me ajudar. posso estar completamente errado. mas vamos a um exemplo: restaurante. chego, na hora do pico de movimento, num restaurante da moda-- que se encontra lotado. aí, vem a hostess cheia de marra e pergunta: "mesa para quantos?" e eu, já munido do meu bigodon disparo: "mesa para quatro!" e ela: "nome?" e eu, "erick bigodon!" aí, ela vai olhar para a listinha que está na mão dela, de canto de olho, para não dar muita bandeira e vai dizer: "sua mesa está pronta, sr. bigodon." quem é que vai deixar um sujeito com um bigodon esperando. caráio, eu posso ser um crítico gastrônomico. só um crítico gastrônomico para ter um bigodon desses. posso ser editor de uma revista dos paises baixos. posso ser um vencedor do prêmio nobel de literatura. lê bigodon tem esse poder. pelo menos é o que eu vejo quando assisto algum programa na tv com um bigodon presente. é uma cagação de regra que parece ser autorizada e aplaudida pela simples presença daque naco de pelos. bom, não custa tentar, qualquer coisa, é só cortar. que venha lê bigodon. quem sabe. hein?

quarta-feira, março 08, 2006

três pensamentos do dia.

- halls preta arde mais a boca do que listerine.

- será que o bush gosta de jogar "war" com os amiguinhos dele?

- o tufo branco* na cabeça do william bonner não pára de crescer. se ele der mole, um dia, durante uma notícia do jornal nacional, o tufo vai engolir ele vivo.

*aquela mancha branca no cabelo dele.

ah, o joelho. ah, o joelho. o tarado por joelhos.

gosto para tudo. cada um com seus fetiches e preferências. tem gente que gosta de pé. tem gente que prefere as nádegas, a tão popular bunda. e foi, pensando nisso, nas preferências que eu me lembrei de um amigo meu. o cara tinha uma preferência curiosa. curiosíssima por sinal. ele curtia joelhos. é, tinha uma tara por joelhos femininos. a mulher chegava na praia e a primeira coisa que ele mirava, era o par de joelhos. só depois vinha a bunda, os seios e o rosto. não necessariamente nessa ordem. me lembro uma vez, numa mesa de bar, um amigo em comum chegou todo empolgado dizendo que tinha ficado com tal tal e menina. bom, a primeira coisa que o tarado por joelhos falou foi: "parabéns, ela tem um joelhinho lindo!" numa outra ocasião, ele conversando com um outro amigo disse: "olha, tem uma menina bacana amiga da minha namorada que tá afim de ficar com você.... mas vou logo te avisando... ela tem o joelho feio!" ninguém nunca levou o cara assim tão a sério. era engraçado. mas eu, para ser sincero, me sentia um privelegiado em conhecer um expert em joelhos. é como conhecer um expert em vinhos ou literatura francesa do século 18. você sempre aprende alguma coisa nova. fico imaginando esse amigo hoje, mais velho, trabalhando num escritório, sofrendo. é, sofrendo, porque a maioria das mulheres vão de terninho, sem expor os joelhinhos.

terça-feira, março 07, 2006

três pensamentos do dia.

- ainda não sei de cor o meu cpf.

- perguntei para a minha mãe quantas senhas ela tinha que lembrar quando ela tinha a minha idade. ela respondeu: "acho que uma."

- no playstation, você joga futebol com as mãos.

já não vou mais ao banco, a locadora de video e a pizzaria... a era dos "coça sacos"

vídeo, pizzaria e banco são três lugares que eu não frequento mais. não vou. são eles que vão até a minha casa. seu eu preciso de alguma coisa no banco, entro na internet, click, click, click e chega um pacote, uma carta lá em casa. com a pizzaria a mesma coisa. não me lembro de ter sentado numa pizarria no ano passado. desde moleque sempre pedi pizza, mas de um tempo para cá, sequer entro mais numa pizzaria. o serviço dos caras é tão prático que não consigo mais entrar num carro, enfrentar a caráia do trânsito para comer uma pizza. agora, o mesmo aconteceu com o vídeo clube. é, tem um vídeo clube que eu nunca entrei, não sei nem onde fica a sede, mas todos os dias leva um filme e retira outro lá em casa. tudo pela internet. nunca falei com um funcionário desse video. tô começando a ficar preocupado. não preciso me mover mais para nada. antigamente as pessoas gastavam suas calorias a caminho do banco, da locadora.... hoje, eu fico sentado em casa no ar-condicionado coçando a minha sáca esperando as coisas chegarem. é foda. as vezes eu tenho a vontade de ir pessoalmente ao banco, a locadora só para ver se existe. se não tão de putaria comigo. ou mesmo só para exercitar um pouco as pernas. é a era dos "coça sacos". na era dos coça sacos, se uma pessoa entra numas de ir ao banco ou até uma pizzaria em pessoa, os outros estranham estranham. essa parada tá ficando perigosa. cada dia mais gritante. dia desses notei que tinha feito uma caráiadas de coisas sem sair de casa. se minha mãe ligou e perguntou o que eu tinha feito naquele dia e eu listei: "aluguei dois fimes, comi uma pizza, paguei 8 contas, fiz um depósito, comprei uns remédios..." minha mãe ficou impressionada: "mas, nossa meu filho, isso tudo, mas você não pára em casa hein?" e eu, ali, sete da noite, ainda de pijama, não quis decepcioná-lá: "é, mãe, é..."

segunda-feira, março 06, 2006

quatro pensamentos do dia.

- meu desodorante de bolinha (roll-on) emperrou. a bolinha não gira para nenhum dos lados. desodorante de roll-on deveria ser vendido com "estepe", uma bolinha extra em caso de acidentes como o meu.

- beber 1 copo de coca-cola normal é a mesma coisa que beber 260 copos de coca-cola light.

- o apontador de lápis é o irmão mais novo da serra elétrica.

- meu alarme está sempre dois minutos adiantado. ou seja, eu estou dois minutos adiantado do resto do mundo.

sorvete de baunilha e uma long neck gelada. lições de um dia de verão quente pra caráio.

poucas coisas conseguem domar o calor como um sorvete de baunilha e uma cerveja bem gelada. e quando eu digo sorvete de baunilha, estou falando de sorvete de baunilha daqueles que entortam a colher de aço inox ao servir. sabe? e, quando eu digo cerveja gelada, estou falando daquela long neck "esquecida" no canto da geladeira. é diferente de comprar um cerveja e colocar no freezer. uma cereveja esquecida por uns cinco dias no canto da geladeira, precisa de apenas uns 16 minutos no freezer para atingir o ponto perfeito. uma cerveja dessas não fica gelada, é gelada, o que é diferente. mas voltando ao sorvete de baunilha. dia desses comprei um sorvete de baunilha "la basque". super premium fuckers makers. o bacana do sorvete de baunilha é que ele combina com qualquer coisa. mas não caia nessa tentação de colocar brownie quente, petit gateau e o caráio a quatro. mantenha o foco no sorvete. lembre-se está um calor infernal, quanto mais gelado estiver o sorvete melhor. se você colocar um pedaço de brownie fervendo ao lado do sorvete, ah, meu amigo, o sorvete deixa de ser sorvete, derrete em questão de segundos. bom, muitas pessoas preferem comer o sorvete em pequenas colheradas. saboreando cada momento. eu não--curto pegar uma colher daquelas grandes e colocar porções generosas goela abaixo. porções de sorvete que baixem a minha temperatura quase que instantâneamente. sorvete no verão só faz sentindo quando dá aquele choque gelado na cabeça. então está combinado: num dia infernal de verão, sorvete tem que ser de baunilha, servido em porções generosas em colheres grandes e sem coadjuvantes quentes como brownies e similares. detalhe importante, evite também sorvetes como brigadeiro, chocolate choc chip e pistache. esses sorvetes dão sede depois. a cerveja gelada. bom, a cerveja gelada não precisa de muitas introduções. mas, aqui vão algumas dicas para um dia de verão em que você acha que pode pegar fogo a qualquer instante. evite beber a tal cerveja estupidamente gelada acompanhada de bolinhos fritos em gordura quente. evite frango a passarinho e linguiça calabresa fatiada e banhada na cachaça. foco na cerveja. o problema desses acompanhamentos, é que, você fica tão preocupado em conquistar alguns pedaços de frango que a cerveja fica em segundo plano. a temperatura sobe, e você agora é um sujeito fadado a se lambuzar de frango a passarinho e bebericar uma cerveja morna. num dia infernal de verão, o frango a passarinho é um inimigo. última dica: prefira a cerveja em garrafa log neck. a latinha passa a impressão de ser mais gelada. mas é só imprssão. com uma long neck, você segura pelo "pescoço" da garrafa, mantendo suas mãos quentes longe do líquido, da cerveja. com a lata, não. e é aí que está o problema, com a lata, sua mão funciona como uma lareira aquecendo a cerveja. lições de um dia de verão. sorvete de baunilha e uma cerveja gelada.

quinta-feira, março 02, 2006

três pensamentos do dia.

- comi uma salada com mais de 1.000 calorias hoje.

- fui a um restaurante japonês que não tinha palitos de dente.
o restaurante tem milhares de palitinhos. nenhum de dente.

- meu dentista tem gibis da mônica na sala de espera.

hostess, os dentes grandes e a dancinha câmera lenta.

hostess é um emprego complicado. dos mais complicados que existem no mundo. sempre achei que fosse fácil. sempre desmereci completamente o ofício de uma hostess. estava errado. puta trabalhinho difícil. hoje, no almoço sentei de frente para a porta da entrada do restaurante. e, detalhe, num dia quente como hoje, o trabalho de uma hostess é ainda mais foda, mais vital para um restaurante. você deve estar aí pensando: "esse fêla da puta está exagerando..." não tô não. alí, em pé com uma mão na porta e uma outra acenando para as pessoas que entram, a hostess deve controlar a entrada, a saída das pessoas, sem deixar o ar-condicionado sair. e é claro, sem deixar o cliente com o saco na mão. quantas vezes eu já quis mandar uma hostess tomar no cu. (e acho que já mandei baixinho.)hostess tem que ter o braço forte e dentes grandes. não adianta ser só bonitinha não, meu amigo. tem que ter dentes grandes. o sorriso tem que ser visto de longe. de bem longe. hostess não é preocupada com os pés de galinha nos cantos dos olhos. hostess é preocupada com as rugas nos cantos da boca de tanto sorrir. a hostess do restaurante de hoje tinha trinta e tantos dentes do tamanho dos da mônica das revistas em quadrinho. só tem uma coisa ruim essa história de dente grande de hostess. é que, mesmo quando você está na merda, quando ela te fala que sua mesa vai demorar uns 45 minutos, ela fala isso sorrindo. não fodi. só mais uma coisa que eu não curto em hostess. e que complica ainda mais esse emprego. é aquela dancinha em slow-motion que hostess fica fazendo lá na frente do restaurante. como se fosse a pessoa mais cool do mundo. você fica ali, sem saber se aquilo é normal, se ela está recebendo algum espírito. que dancinha aquela que ela está fazendo com os olhos fechados, balançando a cabeça para os lados. que pourra é aquela, alí na frente do restaurante? você pensa: "é, ela é cool e tal.. acho que ela pode...zuzo bem, a mulher tem o direito a tal comportamento. afinal, hostess é um emprego complicado.

quarta-feira, março 01, 2006

três pensamentos do dia.

- o zoom da minha câmera digital me deixou mais preguiçoso.

- depois de chegar em cima da hora no cinema e ter que assistir o filme da primeira fila... minha televisão ficou pequena.

- cortei o cabelo com uma máquina em casa. ela me cobrou 20 reais depois.

o barulhinho do caixa eletrônico quando cospe notas de dinheiro.

poucos sons despertam a atenção de um ser humano como o barulhinho que um caixa eletrônico de um banco 24 horas faz quando cospe o dinheiro na sua mão. e eu digo "cospe", porque a máquina não é nada sutil, quando você menos espera, lá vem as notas estourando pelo buraco a espera da sua mão. hoje fui buscar um din din para pagar o salário da pessoa que trabalha aqui em casa. o banco estava cheio. fiquei uns três minutos na fila do caixa eletrônico esperando a minha vez. e, enquanto esperava, ficava lá escutando o "dig, dig, dig, dig, dig..." (esse é o som que as notas de dinheiro fazem ao serem cuspidas pela maquininha.) esse som é um mix de prazer e de tristeza. prazer, porque é como se você tivesse acertado na loto, e lá vem o seu prêmio. e tristeza, porque, milésimos de segundo depois, cai a ficha e você se lembra de que não ganhou porra nenhuma de prêmio. bom, mas voltando ao "dig... dig... dig..." chegou a minha vez de pegar o meu dinheiro. digitei os números como quem protege um segredo nuclear, esperei, esperei e de repente: "dig... dig... dig...dig... dig... dig...dig... dig... dig..." não era uma fortuna, não. é que a caráia da máquina só tinha nota de 10. mais um segundo de espera e pimba, a máquina abriu a portinhola e parou de fazer o barulho. e, na paranóia de que alguém estava me observando, ou melhor, escutando o meu "dig... dig... dig...dig... dig... dig...", dobrei o din din e coloquei no bolso com a esperança de abafar o som. por sorte minha, a próxima pessoa a retirar dinheiro no caixa eletrônico também foi pega no contrapé. sem saber que a máquina só estava com notas de 10-- deve ter pegado o din din do aluguel do apartamento, porque, foi ela apertar o último botão para todos que estavam ao redor escutarem uma saraivada de "dig... dig... dig... dig... dig... dig...dig... dig... dig...dig... dig... dig..." a mulher abriu um sorriso amarelo, assustada, afinal, não é todo mundo que pode escutar tanto "dig... dig... dig..." de uma só vez. naquele momento, com o banco prestes a fechar as portas, o banco tinha definido a sua campeã. a grande campeã dos "dig... dig... dig..." não havia mais tempo hábil para que uma outra pessoa retirasse tantas notas de dinheiro de um caixa eletrônico. e, num misto de orgulho e agonia de ser reconhecida ao sair pelas ruas, a tiazinha socou o maço de notas na bolsa. no dia 1º de março, nenhuma pessoa conseguiu superar o número de "dig... dig... dig...". "uma fortuna!!!", dirão algumas testemunhas. agora é esperar ela voltar amanhã e insistir para o gerente daquela agência não colocar uma foto em sua homenagem na entrada. "é perigoso!", ela vai dizer. "não quero ninguém sabendo o número de dig... dig... dig... que eu faço a cada saque de dinheiro!" e o gerente, de cara fechada, triste, vai entender, mas vai dizer, do fundo do coração, que nunca sentiu tanto prazer como no dia que ela sacou aquele dinheiro. "nunca escutei tanto dig... dig... dig... na minha vida!" e, ela, para fazer um afago no bom gerente, vai dizer: "tá bom, só mais uma vez!" "dig... dig... dig...dig... dig... dig...dig... dig... dig...dig... dig... dig...dig... dig... dig..."

terça-feira, fevereiro 28, 2006

três pensamentos do dia.

- no japão, já é amanhã. vou ligar pra saber quem ganhou o carnaval do rio.

- aposto 1 bilhão de reais que você não se lembra de 4 refrões do sambas das escolas de samba que desfilaram na sapucaí.

- quando eu era moleque, minha escola enforcava quinta e sexta-feira na semana do carnval. acho que essa é a diferença entre ser criança e adulto.

a "sussuradeira" do cinema. a tarada por falar durante o filme.

fui ao cinema umas três vezes nesse carnaval. e, nas três vezes, tive o azar de sentar perto de falantes. pessoas que sentem tesão em falar no cinema. é, acho que taí mais um fetiche; falar sussurrando no cinema. tem gente que tem tara por pés, tem gente que tem tara por um chicote, e agora, acabo de descobrir que tem uma galera que é completamente louca, taradíssima por sussurrar no cinema. é, porque não faz sentido falar tanto durante um filme. é um puta negócio sem sentido. primeiro, você não consegue acompanhar o filme e segundo não dá pra entender picas da conversa, afinal ninguém consegue se entender sussurando. e, foi observando uma tiazinha dessas que gosta de falar no cinema que eu cheguei a conclusão que ela só podia estar falando tanto, porque aquilo devia estar despertando alguma sensação indescritível dentro dela. é aquela coisa, tem gente que curte se pegar dentro do carro num estacionamento cheio porque o perigo de ser pego deixa a parada, sei lá, mais interessante. a mesma coisa com essa história de falar no cinema. é "proibido", não por lei, mas ninguém curte alguem sussurrando na cadeira ao lado, muito menos na fileira de trás. e é aí que deve estar a essência dessa pourra. falar no cinema, durante um filme denso, legendado de três hora de duração-- é perigo puro. quem arrisca falar numa situação dessas, periga levar um saco de pipoca na fuça. a pessoa que fala durante o filme deve ficar com o coração a mil-- na boca, a respiração ofegante e uma sensação de que a qualquer minuto alguém vai gritar mandando calar a boca. bom, mas voltando a tiazinha... ao final do filme, quando as luzes se acenderam, olhei nos olhos da fêla da puta que falou durante o filme inteiro-- muitas vezes fazendo perguntas imbecis para o marido. olhei nos olhos dela como um policial que olha nos olhos de um criminoso pego em flagrante. ela não me deu muita bola. agarrou a mão do marido com uma violência de quem diz: "vamô embora que eu tô louca para continuar sussurando no seu ouvido em outro lugar..." olhei para a cara do marido e ele, bem, ele levantou as sobrancelhas. o fêla da puta sabia que eu havia descoberto o segredo deles. do casal. essa tara de sair nas tardes de sábado para falar, ou melhor, sussurrar nas salas de cinema para apimentar a vida entre quatro paredes dos dois. a tiazinha sentada atrás de mim no cinema. ahhh, a tiazinha.

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

três pensamentos do dia.

- prefiro queimar o dedo do que o céu da boca. não dá pra colocar band-aid no céu da boca.

-o chocolate granulado do brigadeiro é o irmão mais doce do gergelim do big-mac.

- depois de assistir "a marcha dos pingüins" cheguei a conclusão que o primeiro pingüim que chega no mar estava dopado. se você assistir, pode notar, o tal pingüim parece que está num domingo no parque quando os outros estão completamente estafados.

9 entre 10 dentistas recomendam sensodyne. um dos maiores enigmas de todos os tempos.

sensodyne para quem não sabe é uma pasta de dente para dentes sensíveis. é aquela pasta de dente do comercial em que a moça pede um sorvete no restaurante e ao colocar uma colher na boca ela morre de dor. sabe? aí, logo depois que a moça coloca a mão na boca e faz uma cara feia, entra um dentista em cena e diz: "dentes sensíveis? use sensodyne! eu recomendo! só sensodyne possuí os ingredientes certos para acabar com a sensação de hipersensibilidade nos dentes blá blá blá..." acho que desde que eu nasci esse comercial passa na televisão. o mesmo roteiro, diferente atores e dentistas. mas a cena é sempre a mesma e a chamada no final também: "9 entre 10 dentistas recomendam sensodyne!" bom, e foi pensando nisso, ou melhor, e foi de tanto assistir esse comercial que eu comecei a fazer a minha própria pesquisa por aí. é meu amigo, tem um tempinho já que eu venho perguntando para os meus dentistas se eles recomendam sensodyne ou não. tô falando sério, desde moleque eu faço a mesma pergunta: "então___________, você recomedaria sensodyne para dentes sensíveis?" e a resposta tem sido sempre a mesma: "mas é claro erick! somente sensodyne possui os ingredientes certos para...." ok, ok, essa parte eu inventei. mas todos os dentistas sempre respondem que sim. eles recomendam sensodyne. essa pesquisa começou lá em 1980 e tal quando minha boca era um hotel de cáries. e, de lá pra cá, lá se vão duas décadas e 9 dentistas. isso mesmo, 9. não 8, nem 10. 9 dentistas. aí você deve estar pensando: "grandes bosta, o cara teve 9 dentistas diferentes em 20 anos!" mas se você prestou atenção no título desse textinho você deve ter notado que falta apenas um para eu chegar ao meu objetivo. só mais um dentista. só mais uma pergunta para desvendar se o comercial está de putaria comigo ou não. é, porque todos os 9 dentistas até hoje disseram "sim!". todos até agora recomendaram a caráia da pasta de dente sensodyne. falta uma resposta. seguindo a estátistica que o comercial não pára de afirmar, o próximo dentista não pode recomendar sensodyne. esse décimo dentista é a chave de todo esse mistério. preciso saber se o fêla da puta vai indicar ou não sensodyne. esse é o meu código da vinci. desde que atingi o dentista número 9, comecei a mastigar açucar como se fosse chiclete. sai o pão francês, entra o pão doce. tenho escovado os meus dentes com algodão doce. tudo isso para acelerar o desenvolvimento de um cárie das braba. é, porque só assim eu vou poder desvendar um dos maiores segredos da humanidade: "9 entre 10 dentistas recomendam sensodyne." será? porque se o fêla da puta, o dentista de número 10 também recomendar sensodyne, aí meu amigo, o mundo fica de cabeça para baixo. tudo sai dos eixos. tudo fica cafuzo. eu terei que reavaliar tudo e todos. agora é sentar e esperar a tal cárie crescer.

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

quatro pensamentos do dia.

- carnaval foi uma festa criada por algum mestre cervejeiro.

- se alguma lei tornasse proibido o uso da palavra "babe" em música românticas cantadas em inglês, as gravadoras fechariam as portas.

- tenho uma camisa salmão no armário que não uso desde 2002. a fêla da puta continua cismando que não combina com nada.

- assim com existe multa de velocidade, deveria existir multa de lentidão.

a barriga e os 28 anos.

o que acontece com todo ser humano quando passa dos 28 anos de idade? alguma coisa tem que acontecer na estrutura molecular das pessoas para fazer com que a barriga não encolha mais. alguma coisa que faz com que a barriga de homens e mulheres aumentem e aumentem, para nunca mais voltarem ao tamanho original. depois dos 28 anos de idade você nunca mais terá a mesma barriga de tanquinho que você teve quando era um adolescente de 17 aninhos. não importa se você está matriculado na maior academia da américa latina. não importa se você não consome carboidratos. depois dos 28 anos todo ser humano terá uma barriga. barriguinha. barrigão. não importa o tamanho, a verdade nua e crua é que alguma coisa acontece depois dos 28, que faz com que o seu corpo ligue o foda-se e desenvolva uma barriga mais saliente, mais farta, mais adiposa, maior. acho que quando você atinge esse ponto na sua vida, os 28 anos, começa uma nova fase. a fase da barriga. é, você nunca mais vai tirar a camisa ao chegar na praia com orgulho. a partir de agora, nada de estufar o peito. o segredo é encolher a barriga. o ideal é frequentar um pico, um ponto na praia em que as pessoas tenham em média a sua idade, acima dos 28. assim, todos estarão na mesma situação. com bermudas um tantinho maiores, algumas de elástico e as mulheres com biquinis não tão cavados. é pura ciência. a barriga ganha vida depois dos 28. e não tem nada, nada, mas nada mesmo que você possa fazer. é um daqueles mistérios da ciência que deixa todo ser humano puto mas que ninguém pode fazer nada.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

três pensamentos do dia.

- sundae de chocolate do mcdonald's são mil calorias que você consome em quatro colheradas.

- cenoura é um afrodisíaco. você já viu um coelho...

- o iô-iô e o bumerangue são irmãos quase-gêmeos que se separaram no nascimento.

gravatas e a pena de morte...

gravata é uma espécie de pena de morte disfarçada de acessório. é sério. não tô exagerando. preste atenção ao ver executivos em elevadores cheios ou praças de alimentação de prédios lotados de empresas. tem sempre um engravatado asfixiado contando os andares como quem conta os segundos que restam de vida. ok, ok, tô exagerando. mas gravata é foda. nos últimos 5 anos usei gravata três vezes, duas como padrinho de casamento e uma vez no meu casamento. juro que tentei negociar com a minha mulher casar sem gravata. pra ser sincero pensei em negociar mas desisti sabia que não ia rolar, mas desde então nunca mais. odeio muito. hoje, para colocar uma gravata só se me pagarem. mas pagarem muito. ou se for numa situação do tipo: "erick se você colocar essa gravata o terrorista tal e tal não solta a bomba nuclear aqui!!!" aí, talvez eu coloque. mas voltando ao assunto levantado pelo título desse textinho, a pena de morte. fico imaginando o dia que um juiz, após o juri ter chegado a conclusão que um sujeito merece a pena de morte, pergunta para o culpado: "você prefere morrer na câmara de gás ou usando uma gravata?" não é a toa que quando um sujeito chega em casa num filme ou numa novela, a primeira coisa que ele faz é afrouxar a gravata, fechar os olhos e soltar o ar. é uma maneira de dizer: "estou livre, fui absolvido da pena de morte!" se o ibope resolvesse investir uma grana em pesquisa, descobriria que o número de mortes envolvendo pessoas que usam gravatas é infinitamente maior do que dos sem-gravatas. é um fato. se você tiver um amigo bacana que vive de gravata, salve ele. arranque a gravata do pescoço do fêla da pulta. para o bem dele. gravata é uma espécie de pena de morte disfarçada de acessório. é sério. não tô exagerando.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

três pensamentos do dia.

- que marca de desodorante o cascão da turma da mônica usa?

- água mineral custa mais caro que gasolina.

- o bono vox vê tudo lilás.