quarta-feira, fevereiro 11, 2009

novela 2 - o final.

... eu, joão prometo que esperarei maria para o resto da minha vida.
sei que ela tem um casamento marcado amanhã com o meu maior inimigo, inácio antunes pereira pinto, mas mesmo assim, prometo esperar. pois apesar da dor, do sofrimento sem fim. e da humilhação de ver ela nas mãos do meu maior inimigo, inácio antunes de oliveira pereira pinto, tenho perfeita consciência de que meu amor por ela é ainda maior. portanto fica aqui assinado, registrado, com a assinatura reconhecida de três testemunhas, estas presentes no momento em que escrevi esta carta-- que, no dia em que maria se cansar... e resolver se separar do meu maior inimigo, inácio antunes de oliveira pereira pinto--- estarei a sua espera. eu, joão, metade envergonhado pela situação de humilhação e metade abismado por maria ter escolhido meu maior inimigo para casar, inácio antunes  de oliveira pereira pinto-- parto em meu caminho. sozinho. enquanto o meu maior inimigo, inácio antunes de oliveira pereira pinto fica com a minha amada. adeus.

e, no que ele deu o primeiro passo na direção contrária a dela. ela, maria, olhou para ele e disse:

- joão, só para ter certeza. essa carta que você me deu? é xerox, ou é a original?

novela 1 - o final

... ela, a mulher e a amante deitadas sobre o sofá de couro bege café da sala. sua mulher olhou para ele e disse:
- mas o que foi? que cara é essa?
e ele, embasbacado com a cena retrucou:
- porra, tudo bem me trair. afinal eu sou um fêla da pulta que fazia o mesmo com você.... mas precisava ser com a mesma pessoa?

a amante de ambos, que até aquele momento permanecera calada simplesmente disse:
- grandes merda alberto. ela está te traindo com a mulher que você está traindo ela. e eu, estou traindo você com a mulher que você está traindo. quer situação mais cômoda para você?

e ali, observando aquela cena, e com um certo cansaço e sabendo que teria que acordar cedo para um conference call na manhã seguinte, alberto murmurou:
- você tem razão. mas diz para mim.... e eu, não tinha razão quando dizia que ela era frígida?

a amante deitou a cabeça para o lado, apertou o lábio inferior sobre o superior e soltou o ar como quem diz:
"hmmm, não."

alberto passou a noite quase toda em branco. sua mulher não amava ele. e sua amante, menos do que ele achava. ele sintonizou no discovery channel-- que naquele momento passava um documentário sobre pandas e pensou em voz alta:
- vai comer bambú assim na casa do caralho.

estalou o dedão do pé e foi dormir.


terça-feira, fevereiro 10, 2009

novela 3

por um misto de falta de tempo, jogo do brasil e duas reuniões, hoje serão três posts estilo novela. ou seja. tem um começo. um esqueminha dramático no final e a conclusão só vem amanhã... e essa é a terceira.

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jana. esse era o nome dela. nome de dominatrix. cara de anjo.
o pai era polaco a mãe, americana.
ela fazia balé clássico e dominava o inglês, o alemão e o francês.
numa tarde de sábado enquanto cozinhava frango ensopado para o pai que sofria de parkinson, a campainha tocou. era um agente do serviço secreto.

ela sabia que aquele dia iria chegar.

só não espera que seria tão cedo, afinal...

(continua amanhã)

novela 2

por um misto de falta de tempo, jogo do brasil e duas reuniões, hoje serão três posts estilo novela. ou seja. tem um começo. um esqueminha dramático no final e a conclusão só vem amanhã... essa é a segunda...

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tudo começou com um beijo na testa. beijo dela na testa dele.
o sol estava quase indo dormir atrás da montanha.
ela disse: "eu queria dizer que te amo, mas não posso."
ele não disse nada, apenas retirou uma carta do bolso e começou a ler:
"


(continua amanhã.)

novela 1


por um misto de falta de tempo, jogo do brasil e duas reuniões, hoje serão três posts estilo novela. ou seja. tem um começo. um esqueminha dramático no final e a conclusão só vem amanhã... essa é a primeira.



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ele amava ela mas também amava outra.
ela não amava ele mas também amava outra.

os dois não sabiam, mas ela era a mesma pessoa.
tudo mudou quando ele chegou mais cedo em casa e viu pela primeira vez....

(continua amanhã)

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

(oi)



era quase tarde. ela usava um short adidas azul claro. daqueles de elástico. justo. cabelo grande quase enrolados. camiseta um dedo mais curta que a altura da cintura. em uma das mãos carregava uma garrafinha de sprite-- enquanto a outra mão ficava ocupada-- brincando com o lóbulo da orelha esquerda. em câmera lenta. de tempos em tempos ela fazia uma bola de goma de mascar. a bola estourou uma vez e ela lambeu a ponta do dedo indicador para desgrudar a goma da ponta do nariz.

de longe ele observava. "essa menina é o amor da minha."

e ela pensava: "quando é que aquele cara vai tomar coragem de falar comigo?"

e viveram felizes para sempre na imaginação dele.

já ela, esqueceu dele no verão seguinte.

não conta para ninguém.



- eu vou te contar um segredo.
- ok.
- mas você não pode comentar com ninguém.
- ninguém!
- ninguém.
-
- vai pô, conta.
- mas você promete que fica entre nós dois?
- prometo. tá, prometo.
- eu tô tendo um caso com a sua mulher.
- mas... mas... você! e ela! eu vou já ligar para aquela vagabunda...
- mas você prometeu.

a brigitte.



- pai?
- oi.
- você colocou filtro anti-pornô no computador?
- claro.
- claro?
- porra meu filho é muita putaria na internet.
- mas pai. eu já tenho 15 anos.
- na minha época até tornozelo nú era difícil de ver.
- tornozelo?
- é, uma mulher pelada então...
- mas que merda hein pai?
- você tem que aprender a valorizar cada centímetro da mulher.
- porra pai, libera lá...
- ok, só se...
- qualquer coisa...
- encontra umas fotos peladas da brigite bardot pro seu velho.


quarta-feira, fevereiro 04, 2009

o ditado


alí, ao pé da árvore que havia plantado, juvenal franziu a testa e pensou em voz alta: "caralho, será que depois de plantar uma árvore desse tamanho eu ainda preciso escrever um livro e ter um filho?"

as meias dela.


- amor.
- o que foi?
- você não pára de olhar para as pernas da minha irmã.
- pernas? eu estou olhando para as meias.

coisas que não importa em que lugar do mundo você está, pode sempre contar. 1



sempre achei curioso as pequenas coisas que eu sempre encontro quando viajo. o mais incrível é claro a coca-cola e suas variações. mas tem um negócio que em todo lugar também tem. qualquer quarto de hotel. não importa se tem uma estrela ou cinco: ou cnn ou csi miami dublado. csi miami dublado você encontra em qualquer lugar do mundo. aí eu coloquei uma mini lista aí embaixo de mais algumas coisas dessas.

coca-cola.


mcdonald's.


o cartão visa.


cnn no hotel.


jogo de futebol passando na tv colada no teto do bar.

jogo de futebol americano passando na tve colada no teto do bar americano.


dólar. alguém sempre vai fazer alguma conversão. mesmo que foda com você.


o mapinha que o carinha te dá na recepção do hotel e anota nele dois endereços com a caneta da recepção.

a caneta que você encontra na mesinha ao lado da cama do hotel.

heineken. pode notar, por algum motivo em praticamento todo bar do mundo tem heineken, mesmo que seja uma cerveja bem nota 7.


ketchup heinz.

csi miami passando legendado ou dublado na tv local num horário mais ou menos tarde.


pagar uma grana bacanuda para falar alguns segundos com o exterior porque os feras do hotel arrumaram um esqueminha para te foder em qualquer ligação que atravesse a porta do seu quarto.

a crônica do destak da semana.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

pourra.

pesquei num site desses de designers fucking fuckers. e tem um tempinho já. mas pourra, esqueci de postar aqui. taí a capa de revista mais bacanuda que eu vi nos últimos tempos. o que os jornais e revistas gastam árvores e baldes de tinta para tentar explicar sobre a crise econômica--- aqui, bem claro-- em duas palavras e um ponto de exclamação.

uma das coisas mais importantes do mundo.

uma cadeira quase sofá confortável em casa. seja para ler um jornal de sábado, tomar uma taça grande de vinho numa quinta-feira ou tirar 26 minutos de cochilo no domingo. acho, e posso estar cagando uma regra grande aqui-- mas todo ser humano deveria investir uma pequena fortuna numa cadeira quase sofá confortável. é como aquele esquema de previdência privada que você vai começar a receber em 25 anos. uma cadeira quase sofá confortável é uma previdência privada instantânea. é um tapa que você dá nas prórpias costas. vai por mim.

a aeromoça.

avião cheio. todos dormem. o jantar acaba de ser recolhido. as mesas já foram levantadas. uma ou outra pessoa ainda assiste o filme no monitor preso atrás da cadeira a frente. em 6 horas o avião pousará em shanghai. a aeromoça que está a caminho da sua cadeira é chamada por um jovem que está acordado. ele acena para ela.

ela: em que posso ajudar.
ele: eu tenho uma fantasia.
ela: como?
ele: você entendeu. eu tenho uma fantasia.
ela: mas...
ele: eu notei durante o jantar, você não tirava os olhos de mim.
ela: acho que você está confundindo as coisas. eu sou atenciosa.
ele: qual é o seu nome?
ela: júlia.
ele: bruno.
ela: prazer.
ele: é todo meu.
ela: boa noite. eu preciso...
ele: senta ao meu lado. está vago.
ela:
ele: posso fazer uma pergunta então?
ela: ok.
ele: também funciona ao contrário?
ela: como? não entendi.
ele: bom, todo homem tem a fantasia de transar com uma aeromoça linda como você no banheiro do avião de madrugada quando todos os passageiros estão dormindo. e vocês, as aeromoças, tem a fantasia de transar com passageiros?
ela:
ele: pode falar. ninguém está ouvindo.
ela: se eu contar estraga.
ele: mas...
ela: não é muito mais bacana passar o resto da vida e dos vôos com essa dúvida?
ele:
ela: por exemplo, eu vou continuar andando naquela direção. eu posso estar a caminho da minha cadeira-- como posso estar esperando por você perto do banheiro. não é mais interessante ficar aí confuso sem saber se você levanta em dois minutos e vai até lá ou não-- do que já saber a verdade?

ele: é, você tem razão, é mais emocionante.

ela: com turbulência então..

o lado bom.




o lado bom de um bife queimado é o garçom não cobrar pelo mesmo e oferecer a sobremesa grátis.

o lado bom de acordar cedo é pegar o melhor pão francês da mesa.

o lado bom de estar chovendo é não suar a subáca ao caminhar para o trabalho.

o lado bom de um filme bem mais ou menos é um cochilo bacanudo na cadeira do cinema vip do shopping amoreiras.

o lado bom de subir na balança e ver que você está na merda, é parar de comer merda.

o lado bom da cia. aérea perder a sua mala por dois dias na volta para casa é você se forçar a conhecer outras roupas esquecidas do seu armário.

o lado bom de um fiapo de frango agarrado no dentão lá de trás é você ter vergonha na cara e passar a usar a pourra do fio dental.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

a nasa e o mcdonald's.


quando eu era moleque eu nunca entendi o esqueminha que ia embaixo dos ônibus espaciais. sempre achei esquisito os caras, no meio do caminho, largarem aquele negócio gigante no espaço como se fosse qualquer bosta. aquele mega tanque de combustível laranja, sabe? bom, a comparação é bem mais ou menos-- mas acho que funciona. esses dias vi um cara de uns 20 e poucos anos jogando na calçada um copo dos grandes do mcdonald's vazio apenas com gelo. no chão. quando crescer esse fêla vai trabalhar na nasa. ou não.

a crônica do destak da semana.

o prato otimista.



tem um restaurante novo, ok, quase novo, ok, não é novo, mas eu meio que descobri recentemente. kaffehauss. é um esqueminha austríaco. aquelas sopas grossas com carne, umas saladas de batata e mais umas coisas bem interessantes que se come nas redondezas de viena. mas tem um prato que eu tenho comido quase que sempre que vou lá. summer salad. que não é escrito assim, mas quer dizer isso pela tradução da linha de baixo no cardápio. bom, a salada é boa? é. mas tem um marketing nela que eu curto. o nome dela. aqui em lisboa está chovendo bastante. está frio. meu amigo, tudo que você precisa num dia de frio é uma salada otimista. e você sabe, no frio, otimismo ajdua bastante. exemplo:

casal caminhando na rua a caminho de casa sem nenhum táxi por perto. chuva fina que não molha mas deixa a sensação de pequenas agulhas geladas pipocando a sua pele. duas da manhã, 4 graus.

ela: amor, você está com frio?
ele (com apenas um sweater fino de um tecido que imita lã mas não imita a proteção da lã): dá para segurar, dá para aguentar.
ela: mas eu estou com um sweater, um casaco, um cachecol e luvas e estou congelada.
ele: dá para aguentar. podia ser pior. eu poderia ter esquecido sobre a cadeira do restaurante, além do cachecol e das luvas-- o sweater também.
ela: silêncio.

a summer salad tem um pouco disso. quando você olha para o cardápio com os dentes brincando de código morse--- a summer salad aquece um pouco. e ainda serve para equilibrar o esqueminha das calorias da estação. dos baldes de vinho. dos pães e dos queijos feitos com o leite de vacas obesas. algo por aí.

o dilema do guarda-chuva.



não sou um cara alto. também não sou tão baixo. ok, muito mais baixo do que alto. médio-baixo. mais por aí. mas sem traumas. sem dramas. mas, o fato de eu não ser um jogador de basquete dos melhores e ter que usar um banquinho para pegar uma caixa na última prateleira do armário da cozinha causa uma situação engraçada quando estou com o guarda-chuva. que, aqui em portugal se chama chapéu. chapéu-de-chuva. quando chove, lisboa anda. caminha. sobe ladeiras abraçada a um guarda-chuva. o que é normal em qualquer lugar do mundo. mas aqui, as ruas são relativamente estreitas e com curvas escondidas. e quando a rua é estreita e as curvas repentinas, existe uma tendência grande de você andar bem perto das pessoas que andam na sua direção. e você sabe, o guarda-chuva pelo seu diâmetro acaba ainda por encurtar ainda mais a distância. resultado: sempre que eu passo lado a lado de um sujeito mais alto do que eu (viu como o papo lá em cima sobre a minha altura iria em algum lugar fazer algum sentido?)-- quando eu passo por um cara mais alto, o meu guarda-chuva fica na altura do rosto do fera. na altura do queixo se o fêla for realmente mais alto. e aí, o que acontece é uma série de quase acidentes quase mortais. quando chove eu sei que chegarei na agência com alguma história de um quase olho arrancado pela ponta do meu guarda-chuva. ou uma história dos 8 pontos que o sujeito teve que levar no rosto quando eu passei correndo por ele. mas como tem chovido com uma certa regularidade aqui-- já estou escolado. já sei driblar rostos, olhos e testas. já sei. o dilema do guarda-chuva.