terça-feira, abril 04, 2006

dois pensamentos do dia.

• waffle é uma panqueca com armadilhas de mel.

• se você não fingir que vai molhar uma planta de plástico, ela morre. (mitch hedberg)

a maior bufa de todos os tempos.

tinha um moleque lá no condomínio que eu morava que ganhou um apelido maldoso. daqueles apelidos bem sacanas. daqueles apelidos que não morrem com o tempo. apelidos tão fortes que não perdem sequer uma sílaba com o passar dos anos. o moleque era (e é) gente finíssima. boa gente, divertido e grande zagueiro central. mas ele teve o grande azar de um dia-- soltar uma bufa ruim. é. ele soltou uma bufa mortal, um peido de fazer os olhos lacrimejarem. Um conjunto de gases letais. e ele foi ainda mais azarado de estar perto de alguns "amigos" que sentiram o estrago da bufa. os mesmos amigos que lhe deram o glorioso apelido de "cubata". (o cheiro era insuportável de acordo com as testemunhas presentes no momento histórico.) causou tonteira, vertigem e enjôo. uma bufa tão violenta que teve gente que jura ter visto um filme da vida em fast-forward em questão de segundos. um estrondo ensurdecedor seguido de uma luz forte. definitivamente a maior bufa de todos os tempos. o apelido "cubata" vem de cubatão, que naquela época, meados dos anos 80, era considerada a cidade mais poluída do mundo. e--depois que ele soltou aquela bufa--passou a ser conhecido como "cubata". uma homenagem. Um jeito carinhoso de chamar um colega. era "cubata isso... cubata aquilo." e o tempo passou. a molecada cresceu, mas o apelido ficou. a fama da bufa também. Fico imaginando em quarenta anos, eu velhinho sentado na sombra apontando para o local do peido histórico: "quando eu era pequeno, eu vi um menino bufar ali na quadra de futebol, ao lado do gol do lado de lá... uma bufa que entrou para a história do condomínio..." e, para piorar ainda as coisas para ele, a cidade de cubatão deixou de ser a cidade mais poluída do mundo. deixou de ser sinônimo de poluição. e isso trouxe conseqüências terríveis. afinal, ninguém sabia porque caráio chamavam o sujeito de "cubata". ou seja: ainda hoje, quando uma menina escuta alguém chamando ele de "cubata", ela logo pergunta: "cubata? porque te chamam assim. qual é a origem desse apelido?" e ele, bem, ele tem que explicar a história inteira. começando pela bufa. a bufa do cubata.

segunda-feira, abril 03, 2006

três pensamentos do dia.

• você só dá o devido valor ao ar-condicionado central do lugar que trabalha no dia que o fêla da pulta não está funcionando.

• escada rolante nunca quebra. apenas vira uma escada normal. (mitch hedberg)

• passar embaixo de uma escada não dá azar. passar embaixo de um leão, sim.

a bateria do celular e o presuntão.

a bateria do celular e o presuntão. estava eu, numa sala aqui no trabalho trabalhando quando, de repente a bateria do meu celular acabou, morreu, deu adeus. bateria do celular tem dessas coisas, morre. acaba quando você menos espera. quando você mais precisa. e é aí que entra a história do presunto. o presuntão do título deste textinho. é que uma vez a bateria do seu celular morre, você também some do mapa. ou pelo menos é assim que as pessoas tratam você. depois de umas duas horas com o celular sem bateria, cheguei na minha mesa e encontrei uns seis recados do tipo: "erick, está tudo bem?", "alô, alô, alô, é o seu pai, tá tudo bem, liga pra mim...", "algum problema, meu filho....?", "erick? erick? erick?!!" e por aí vai. dois dias depois encontrei um amigo no shopping e a primeira coisa que ele perguntou foi: "erick, tá zuzo bem?" e eu com uma cara de bosta: "mas, mas como assim?" e ele: "te liguei, e nada, caixa postal... achei que tinha acontecido alguma coisa..." e eu: "pourra, a bateria do celular acabou... e só." e ele: "ah, achei que fosse algo mais sério..." minha própria mulher, quando finalmente me encontrou no telefone fixo mais tarde, o telefone da minha mesa, estava cafuza: "nunca mais me assuste assim!" e eu: "foi a bateria, a bateria do celular... a bateria acabou..." e ela riu. uma risada nervosa, mas riu. meu amigo, a dependência que as pessoas têm com o celular hoje em dia é tão grande que não tem mais jeito. o seu celular está desligado, sem bateria, fodeu, você não existe. bateu as botas, o par de botinas. boa sorte explicando para as pessoas mais próximas depois que na verdade, realmente, tudo está ok com você. você está vivo, disponível, respirando com algumas batidas cardíacas. até porque, só para avisar os outros que você está vivo, demora pra cacete, afinal, sem bateria, você também não consegue encontrar o telefone, o número das pessoas. e sem número é impossível ligar para dar um sinal de vida. ou seja: quando a bateria do celular acabar, você vira um presuntão. daqueles com data vencida e dois dedos de capa de gordura.

quinta-feira, março 30, 2006

três pensamentos do dia.

• a coca-cola light mudou de sabor. vai dar meia hora de bunda. eu gostava do sabor antigo e ninguém me perguntou picas.

• a impressora lá de casa é tintólatra.


• o primeiro astronauta brasileiro vai ficar uma semana no espaço. amanhã é dia 31. amanhã também é o dia que ele vai acordar suado na nave, puto por ter esquecido de colocar as contas no débito automático.

a colher.

tem um episódio de seinfeld em que ele filosofa sobre as vantagens dos talheres, especificamente o garfo e a faca. e como, o garfo e a faca são infinitamente superiores aos palitinhos que os japoneses e chineses usam. como é difícil entender como um povo reconhecidamente sábio prefere comer com o auxílio de palitinhos de madeira ao invés de garfo e faca. bom, mas como você pode ver pelo título deste textinho, o meu argumento, a minha cagação de regra é em favor da colher. acho, sinceramente, que deveríamos trocar o garfo e a faca pela colher. as vantagens são infinitas. pra começar, a colher vem de criança. o aprendizado da colher vem de pequeno. você cresce dominando a colher. pode notar, uma vez que a criança começa a tentar domar o garfo e a faca, fodeu. mas, na minha sincera opinião, o argumento mais forte para substituir permanentemente o garfo e a faca pela colher é que a colher ocupa apenas uma das mãos. é meu amigo, é uma coisa óbvia, mas é a mais pura verdade. colher ocupa apenas uma das mãos. e, se você pensar, jantar é um ato social em que você interage com pessoas. e, uma mão livre ajuda bastante. eu sempre me fodo com o garfo e a faca. até hoje, 31 anos depois, preciso inverter o garfo e a faca na hora de cortar, na hora de serrar o bife. é um troca, troca de garfo e faca, faca e garfo, que volta e meia jogo mini-poças de feijão sobre a mesa. grãos de arroz sobre convidados e lascas de bife no colo. outra vantagem da colher é que colher não vaza. outro ponto óbvio, mas que quando você está comendo um nhoque ao sugo, e entra numas de engolir cada gota do molho, ajuda. tente pescar o molho com o garfo. cai pelos buraquinhos e te deixa puto. aí você deve estar pensando: "pau no cu da colher, como é que eu vou cortar o bife?" a resposta é simples. eu proponho que a colher tenha um dos lados mais afiado que o outro. aí, na hora de cortar o bife, basta apertar um pouco o bife com a colher para picotar a carne. simples assim. quer ver outra coisa que é foda de garfo e faca? as frescuras dos restaurantes. você pede um peixe ao invés da picanha? lá vem o garçom trocando os seus talheres, tira a faca e coloca aquele coisa esquisito para comer o peixe. vai comer salada? ah, então que tal comer com um garfinho e uma faquinha pequenina? hein? as vantagens são infinitas. sai o garfo, sai a faca, fica a colher. um só talher. universal. para todos os povos. para todas as idades. desde pequeno. só a colher. vai por mim.

quarta-feira, março 29, 2006

três pensamentos do dia.

- walkman é para escutar música andando. runningman é para escutar música correndo.

- completei o tanque do meu carro ontem com gasolina comum, custou R$102 mangos. a pergunta que não quer calar: quem manda o carinha do posto completar com gasolina aditivada premium?

- acordei hoje 06:40 e pensei: "ah, foda-se, vou dormir mais cincão! cinco minutos!" me virei para o lado e quando abri os olhos já eram nove da manhã. não fodi. eu tinha a mais absoluta certeza que eu e alguma porção do meu cérebro tínhamos entrado num acordo, pourra.

o tempo e a falta de

o dia tem 24 horas. vinte e quatro. nem mais, nem menos. bom, aí você acorda sete e tal, toma um banho bacana, faz a barba, joga uma camisa por cima e parte para o trabalho. você chega ao trabalho entre nove e dez. vamos fechar em nove e meia. reunião, email, email, email, reunião, almoço, apresentação, trabalho, telefone, trânsito, quase nove da noite. você chega em casa nove e uns quebrados. aí, você chega, bate um papo rápido com a sua mulher ou marido e janta. jantou? dez da noite. se você tem filhos, onze. aí você parte para o banho, conversa mais un tanto, escova os dentes, joga duas mãos de água no rosto e cai na cama. o dia seguinte é meio replay do começo deste textinho. agora, vamos aos dias que você tem fôlego para sair direto do trabalho para algum lugar. vai que dos cinco dias que você trabalha, dois você sai com amigos, familiares ou com os dois. você, conseguiu se encontrar com duas pessoas, ou dois casais. ou com um grupo maior, se uma dessas saídas for a um bar daqueles com mesas grandes com 32 pessoas. mas você sabe, numa mesa dessas, de 32 pessoas, você só fala com 4. falar, falar mesmo, se lembrar de tudo que você falou, só com 4 pessoas. o que é quase a mesma coisa que sair com os dois casais de duas frases atrás. bom, agora o fim de semana. o fim de semana é o tempo mais livre que você tem. no fim de semana você viaja, você liga para os pais, lê jornais mais grossos, assiste filmes no cinema e frequenta restaurantes como churrascarias e cantinas italianas. ou seja, no fim de semana, apesar de parecer em tese que você vai fazer uma caráiada de coisas, encontrar uma porralhada de gente, você acaba fazendo coisas que consomem o seu tempo. não necessariamente chatas. mas que consomem o seu tempo. e, quando você menos espera, fodeu, é segunda-feira. e começa tudo de novo. aí você deve estar aí coçando a cabeça (ou não) e pensando: "porra, conclui logo esta merda!" ok, ok. o ponto é o seguinte, está cada vez mais complicado de encontrar conhecidos, amigos e até mesmo família. pourra, não sobra tempo. é você pensar em ligar para um amigo e quando você coloca os dedinhos no teclado do telefone para ligar, a semana já deu uma outra volta. já é semana que vem. falando nisso, tenho que ligar para um amigo que deixou um recado no meu celular para a gente marcar de almoçar. o fêla da puta ligou tem duas semanas. fêla da pulta.

terça-feira, março 28, 2006

três pensamentos do dia.

- comprei uma manteiga chamada "leco ao mel". manteiga com mel, que já vem misturada. e, enquanto eu passava no pão, (é bom pra caráio) comecei a pensar como eu não faço mais nenhum esforço físico. até o ato de misturar o mel e a manteiga no pão, já se encarregaram de fazer para mim. aí bateu uma preguiça.

- comi um cachorro-quente frio.


- porque o post-it é amarelo e não vermelho? do tipo: "alerta vermelho, lembra dessa bosta senão pode dar merda!"

a camiseta pólo azul piscina.

anos atrás ou meses, não me lembro ao certo quando, escrevi aqui sobre uma camisa salmão que eu não conseguia usar: "o exílio da camisa salmão." bom, hoje, pela vigésima vez, esbarrei numa camisa pólo azul piscina. daquelas piscina regan. azul bebê. sabe? então, não consigo colocar a fêla da puta. cheguei a pegar ela da gaveta, e pensei: "caráio, essa camisa combina com jeans..." mas... não. coloquei, tirei. coloquei, tirei. e comecei a pensar o que me levou a comprar a fêla da pulta. pensei, olhei para a camisa, pensei, olhei para a camisa e foi aí que eu caiu a ficha: caí no conto da liquidação. ano passado entrei numa loja dessas transadinhas em busca de um jeans. e, a caminho do provador, bati de frente com um bolo de roupas em promoção. uma montanha daquelas com uma plaquinha com o preço em cima. neste caso com uma placa com o tamanho do desconto: 70%! é, setenta por cento. o que, cá entre nós, é foda. setenta por cento grita: "compra essa porra meu irmão! compra caráio! pelamordedeus, compra!" e eu comprei. levei a camisa azul piscina. levei para o fundo do meu armário. de onde ela nunca mais saiu. essas promoções, liquidações, deveriam ter obrigatoriamente um aviso do tipo: "você periga nunca usar esta porra! e só vai comprar porque está barato!" é uma pena, mas é um fato. quantas vezes o descontão te pegou de jeito e quando você se deu conta, lá estava você levando uma camisa branca de linho, daquelas que amarrotam quando você respira. mas voltando a camisa azul piscina. assim como a camisa salmão, ela também tem uma cor pastel. aquele azul que não arde a vista nem chama atenção. azul bobo. acho que é uma maldição das camisas cor pastel: viver no exílio. para sempre. a camiseta pólo azul piscina fica sempre lá me espiando, me olhando de canto de olho. implorando para ser usada. pelo menos experimentada. é uma pena, mas hoje não foi o dia dela. quem sabe amanhã. a camiseta pólo azul piscina.

segunda-feira, março 27, 2006

três pensamentos do dia.

- em 2018, a dança da garrafa voltará. reciclada.

- quando eu era moleque, minha tv tinha 5 canais. hoje tem 82.

- tenho medo de altura e de profundidade. ou seja, ou moro nos primeiros andares ou numa casa. nunca no subsolo.

o replay dos casais®

dia desses fui fazer um curso de padrinho. é, parece que agora, para ser padrinho de uma criança, você precisa assistir uma palestra com uma tiazinha. uma palestra de duas horas num sábado pela manhã. no subsolo da igreja mais perto da sua casa. e a parada é cedo , não adianta ficar de putaria e chegar meia hora atrasado que a tiazinha de chuta de lá. ok, ela não chuta, mas pede educadamente para você se retirar e voltar no sábado seguinte. mas não é sobre a tiazinha que eu queria falar, mas sobre um negócio que eu observei durante a mini-palestra dela. bom, a tiazinha passou a manhã lecionando os casais que lá estavam presentes: "quando a mulher estiver com a razão, o marido deve respeitá-la e pedir perdão...", "quando a mulher estiver nervosa, o marido deve entender e dar espaço...", "quando o marido fizer cagada, ele deve rezar um pai nosso.... e madar flores..." e o mais engraçado é que enquanto ela falava essas coisas... tinha sempre uma mulher ou um homem, presente no curso que beliscava o marido ou a mulher e sussurrava: "te disse!', "escuta ela!", "eu estava certo(a)!". e foi, observando essas micro-cenas que eu pensei num negócio: o replay dos casais®. é a mesma idéia por trás do replay do futebol, mas para os casais. pintou alguma duvida num lance? replay nele. a mulher acha que você deu uma resposta grossa para ela? replay na resposta. você acha que a risada que a sua mulher deu ao final da piada que você contou, foi falso? replay no comentário dela. replay nisso. replay naquilo. replay. cada pessoa teria direito a fazer três intervenções, três replays por semana. dessa maneira, as discussões acabariam no ato. sem cu doce, gelo e frescuras. sem nenhuma duvida. ninguém circularia por aí com aquela nuvenzinha escura sobre a cabeça. o replay dos casais. a parada pode até não dar certo, o que é muito provável, mas não custa tentar.

sexta-feira, março 24, 2006

três pensamentos do dia.

- é impossível fazer um sanduíche de queijo minas quente (um mineiro-quente) idêntico ao da padaria. impossível.

- o melhor presente para dar de uma lista de casamento é a "galeteira" (aquele conjunto com o porta-azeite, o porta-vinagre, saleiro e o pimenteiro) o casal vai lembrar de você em todas as refeições: "o erick é tão bacana né... não sei porque , mas tive a vontade de falar isso.. amor passa o sal..."

- já estamos quase no mês 4. e caráio, ainda me lembro do reveillon... não fódi. acho, só acho, que a porra do ano está passando mais rápido que o normal. 1/3 do ano já se foi. na boa, tem alguma coisa rolando. algo de sujo, sinistro. alguma conspiração das horas. fica esperto.

a loja de azeite.

passei na frente de uma loja de azeite no morumbi esses dias. loja de azeite. não sabia que existia isso. e até que a loja estava cheia. mulheres e senhores analisando garrafas de azeite como quem segura uma carteira de couro importado, como quem analisa um par de sapatos gucci. azeite. achei estranho. azeite pra mim sempre veio de graça, na mesa, junto com o sal e a pimenta, no canto da mesa para esfregar o pão. "garçom, traz o azeite e mais uma cesta de pão!" e o garçom trazia sem cerimônia ou sem cobrar mais por isso. eu nunca recebi uma conta de restaurante com "azeite" especificado nela.o dia que isso acontecer acho que vai rolar um quebra-quebra generalizado no restaurante. bom, mas voltando a loja de azeite no meio do shopping morumbi. que fica localizada num ponto nobre, vamos deixar bem claro. comecei a pensar: "como é que uma loja de azeite consegue pagar o aluguel?", "quanto custa uma caráia de latinha de azeite?", e a pergunta mais importante: "quem é que compra?" é, porque não consigo me imaginar pagando 100 mangos numa latinha de azeite. não consigo me imaginar saindo de casa, enfrentar o trânsito para voltar com uma latinha de azeite socada na mochila. fico imaginando de quem foi a brilhante idéia de abrir uma loja dessas: "amor, tive uma idéia... mas é uma idéia boa, vamos pegar todas as nossas economias e vamos abrir uma lojas de azeites... sabe?" e o marido, puto, por ela ter interrompido o jogo de futebol que ele estava assistindo responde: "ok, ok, ok, azeite..." e, num belo dia, a mulher do cara abre a porra da loja. e, desde então faz de tudo para convencer as pessoas a entrarem lá gastar fortunas em litros de azeite. imagina outra cena curiosa-- um marido chega em casa e fala para a mulher: "amor, cancela aquele pacote de férias nas ilhas gregas... gastei tudo em azeite!" a loja do azeite. o próximo passo é a expansão. você sabe, nesse nosso mercado capitalista, uma só loja de azeite não basta. o próximo passo é abrir uma loja de vinagre. mas só se for ao lado da de azeite.

quinta-feira, março 23, 2006

quatro pensamentos do dia.

- uma das maiores invenções da humanidade não é o celular, mas o identificador de chamadas do celular.

- dia desses sonhei em francês. não sei falar francês.

- formiga sofre de diabetes?

- será que se eu dormir de óculo de grau, terei sonhos mais nítidos?

meia "expresso do oriente". meia "leonardo da vinci pré mona lisa".

pizza é provavelmente uma das coisas mais gostosas que existem. se não for a melhor. pizza fina. média. crocante. com queijo borbulhando. caráio. não tem quem não goste de pizza. se vc não gosta de calabresa, gosta de muzzarela. e vice-versa. não tem erro. massa fresca, bastante queijo e molho de tomate. depois é só escolher aleatoriamente mais uns ingredientes e inventar o nome da pizza. e é exatamente sobre isso que eu gostaria de falar. os ingredientes. os nomes. as invenções. exemplo: você vai a uma pizzaria, e no cardápio ao invés das pizzas clássicas, encontra uns troços muito cafuzo. primeira pizza do cardápio: raspas de abobrinha com gengibre, linguiça toscana e queijo emental. aí se você quiser essa pizza--com esses ingredientes, você chama o garçom e pede por uma "michelangelo renascentista", ou algo parecido. na linha de baixo, outra invenção: presunto de parma em cubos, com tiras de mamão papaya e salmão repicado sobre queijo bola. aí se você quiser essa: é a "cinema paradiso clássica". sei lá. nada contra uma invenção aqui e outra alí. mas na minha modesta opinião- -pizza é pizza porra! não fódi. é marguerita, calabreza, portuguesa e muzzarela. no máximo capitury. caráio. o negócio é pra ser prático e simples. pra comer com as mãos. e os cara ficam cafuzando tudo. dia desses fui a uma pizzaria ¬á perto de casa e perguntei se tinha pizza muzzarela. o carinha olhou para mim e disse: "a gente não tem pizza muzzarela, temos a pizza 'gladiador de roma em chamas', que até tem muzzarela, mas com raspas de goiaba e um toque sutil de manjericão banhado no azeite virgem extra cultivado de azeitonas pretas da namíbia oriental! e, se você quiser eu posso conversar com o pizzaiolo, que é muito amigo meu e quem sabe ele não quebra um galho pra você?!" aí eu olhei pra ele, respirei fundo e disse: "vai da meia hora de bunda!" ok, ok, não disse isso. mas deu vontade. caceta, está ficando quase impossível comer um triângulo de pizza como eu fazia quando era moleque. se eu tivesse um din din guardado, abriria uma pizzaria. com apenas 4 sabores no cardápio. somente os clássicos. não sei se faria uma fortuna. mas--facilitaria a vida de muita gente. não fódi.

terça-feira, março 21, 2006

três pensamentos do dia.

- as vezes, só as vezes, eu compro um kinder ovo e fico torcendo para encontrar uma nota de 100 reais lá dentro.

- o barney, amigo do fred flintston, tem cara de ser um dos amigos mais bacanas de todos os tempos.

- dia desses joguei "war" e conquistei a américa do sul, oceania e mais 18 territórios. sem matar ninguém. o dado bateu na mesa e sem querer bateu no olho de alguém, mas não matei ninguém.

"é isso aí..." - a invasão.

não sei se você tem o costume de escutar rádio. eu, geralmente acordo com ele. escuto um tantinho a caminho do trabalho e mais um pouco na volta. mas, existem outros lugares em que, quase sem querer dou umas mini-escutadas. elevador de shopping, taxi e música ambiente de restaurante. e é aí que entra título desse textinho: "é isso aí..." bom, para quem não sabe, esse é o nome da música mais tocada dos últimos 100 anos no brasil. no universo intergalático. eu aposto um pirulito que vira chiclete com que você vai escutar essa música antes de se deitar hoje. é um fato. não tem jeito. é praticamente impossível fugir dessa música do "seu jorge e da ana carolina". quem mandou esses dois adaptarem essa música? quem? pelamordedeus, quem? as vezes eu tento escapar, mas não dá. você está lá de bobeira e a porra da música começa a tocar na novela da globo, aí você pensa: "vou fugir?"e pula de canal e o “seu jorge” está sendo entrevistado na marília gabriela e dá uma canja. bom, aí você pensa, vou pular uns trinta canais, quem sabe lá não tem “é isso aí...:” mas tem. agora é a ana carolina que está cantando num intevalo dos "seinfeld" no music news da sony entertainment televison. “é isso aí...” toca tanto, mas tanto que a fêla da puta da música entra na sua cabeça, e sequestra todos os seus neurônios. um por um. e, quando você menos espera, lá está você cantarolando “é isso aí...” aí, é você que entra num elevador cantando esta pourra e todo mundo começa a cantarolar junto. “é isso aí...” é uma espécie de vírus que se espalhou pelo país e não tem fuga. não tem antídoto. não tem uma porra de uma injeção capaz de te proteger das notas musicais desta canção. ela entra na sua cabeça com o primeiro toque do alarme e vai te dando umas porradas, uns tapas de mão aberta, no decorrer do dia. nada contra a música. nada mesmo. o foda é que cada dia que passa tenho mais dificuldade de para de cantarolar a fêla da puta. toca demais. “é isso aí...” é como aquelas múmias de filmes de terror antigo que não adianta você correr, ela sempre te alcança no final. fique esperto, a qualquer momento você pode escutar essa música. fique esperto, a qualquer momento ela pode entrar na sua cabeça para nunca mais sair. fique esperto. antes, que seja tarde demais. é isso aí...

segunda-feira, março 20, 2006

dois pensamentos do dia.

- se você passar hidratante numa uva-passa, ela volta a ser uma uva?

- quando eu era moleque, minha casa tinha quatro pratos que sempre se alternavam no decorrer da semana: arroz, feijão, batata-frita e bife. bife, batata-frita, feijão e arroz. arroz, batata-frita, bife e feijão. e, feijão, bife, arroz e batata-frita.

sir pert.

quem foi pert? apesar do nome de lorde inglês: "sir pert", ninguém sabe ao certo quem foi pert. a expressão: "chupar cana e assobiar ao mesmo tempo" deve ter surgido com pert. quando criança, pert devia ser aquele moleque na escola que dominava matemática, sabia de cor a tabela periódica, os mapas e os livros de história. grande pert! talvez pert não era um lorde inglês. pert era suíço. o sujeito por trás da invenção do canivete, mas que provavelmente esqueceu de registrar a patente. "a patente! a patente do canivete suíço!" essas podem ter sido suas últimas palavras. quem sabe ainda, pert foi um gênio incompreendido. tinha mil idéias. queria realizar todas ao mesmo tempo. pegou fama de maluco. "quem, o pert? pert era um excêntrico!" tinha três esposas. meia dúzia de filhos e era um pai exemplar para todos. em nenhuma enciclopédia você encontra uma foto do pert. apenas em rodas de conversas e anedotas. todas elas com um ponto em comum. pert era um gênio. um cara que conseguia fazer de tudo um pouco. um sujeito tão especial que quando não tinha ninguém pra pegar no gol na pelada da firma, pert se oferecia e ainda era o menos vazado. uma coisa é certa, pert deixou um legado. pert escreveu seu nome na história. pert. em várias línguas, em todo o mundo. pert está em todas as casas. pert é lembrado diariamente por homens, mulheres e crianças. é, porque, pert pode ter partido, mas deixou para trás o grande "pert plus". o shampoo que leva seu nome. pert aprendeu. pode ter esquecido de registrar a patente do canivete suíço. mas pert não é bobo. registrou a patente do shampoo. aquele que além de shampoo, também é condicionador e remédio ani-caspa. grande pert. sir, pert.