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dia desses peguei um taxista cheio de assunto. tá bem, isso é uma redundância, todos os taxistas são repletos de assuntos. os caras sabem de tudo. as vezes com uma certa profundidade, as vezes apenas superficialmente. mas os caras se adaptam a quase qualquer público. você torce pro flamengo, o cara sabe a escalação e os principais títulos. você é um advogado, o cara vai comentar com você sobre alguma condenação injusta que acabou de estampar as principais manchetes dos jornais. os reis dos assuntos. os fucking fuckers dos assuntos. e foi pensando nisso, escutando o taxista que eu comecei a pensar num negócio. é apenas uma hipotése. mas vai que eu estou certo. será que existe uma escola, um curso de assuntos. uma espécie de cursinho, uma mini-faculdade em que todo taxista aprende coisas básicas sobre futebol, economia, política e fofocas. uma mini-faculdade com professores, provas, até um vestibular de conhecimentos gerais para entrar. o sujeito tem que assistir as novelas, o futebol de quarta e é claro o de domingo, o jornal nacional e até um ana maria braga para decorar umas receitas. só pode ser. o taxista que eu peguei sabia puxar uma conversa ou outra, mas acho que ele repetiu a matéria do "futebol". o fêla da puta não sabia qual era o líder do campeonato brasileiro. não sabia se preferia o ronaldo fenômeno ou o ronaldinho gaúcho. deve ter comprado o diploma.
- porque chove mais no sábado do que na segunda-feira?
- você pode comprar um mc lanche feliz se estiver triste?
- porque sempre que passa os gols da rodada no fantástico, o grito da torcida é ensurdecedor mesmo quando é um jogo de bosta em um estádio quase vazio de volta redonda?
- quando falta luz e o meu alarme fica piscando repetidamente "12:00", o tempo pára?
- canibal usa tempero?
- quem assiste a tv record?
tive uma idéia pra copa. não sei se é boa. mas acho que pode deixar o campeonato mais divertido, mais imprevisível. lá vai...
e se a fifa trocasse os uniformes de todos os times. o brasil jogasse com o uniforme de bahrein, a argentina com a camisa da suíça e a itália com o da austrália. meu amigo, imagine a emoção de assistir o bahrein dar uma goleada nos paraguaios que na verdade seriam o japão. tudo ficaria imprevisível. sem nome nas costas, com a câmera um tantinho mais distante, não seria possível distinguir seleção de seleção. sem essa putaria de achar que o jogo já está decidido antes do juiz apitar. sem aquela babaquice de entrar numas de que só porque o jogo é contra a seleção da costa rica que vai ser uma goleada. com essa troca de uniformes, o mundo inteiro teria que assistir todos os jogos, todos os minutos. e, no último dia, depois da final, a seleção campeão levantaria a camisa para revelar sua verdadeira identidade. quando o mundo inteiro achasse que a seleção campeã era do bahrein, quando os sheiks do óleo estourassem as champa, o cafú tiraria a camisa do bahrein para revelar o grande mistério. só uma idéia. quem sabe.
- quando um peixe grande come u peixe menor, será que ele também fica puto quando ao mastigar, encontra uma espinha?
- será que quando passa um peixe gordo, os outros peixes também chamam ele de "baleia"?
- será que as piranhas mastigam antes de engolir?
- se o camarão soubesse quanto custa o kilo dele próprio, ele ficaria ainda mais puto ao cair numa frigideira quente.
- quando um peixe solta uma bufa ele tem que estourar as bolhas com a nadadeira para um outro peixe sentir o cheiro.
- a sardinha não sofre de claustrofobia.
- o último peixe na fila do cardume se chama "maria".
- água viva é melhor morta.
- um peixe grande come um peixe pequeno. mas será que ele curtiria um sushi, ou quem sabe um temaki de salmão.
sala de espera tem esse nome porque você tem que esperar. se o médico ou dentista atendesse você voando, não teria esse nome. não faria qualquer sentido. fico imaginando o médico e a secretária lá dentro, do outro lado da porta da sala de espera conversando:
- doutor, o erick, seu próximo paciente está na sala de espera...
- sei...
- sei o quê dotô? ele está lá...
- na sala de espera?
- é.... e isso já tem uns dez minutos.
- paciente? na sala de espera? dez minutos?
- porra dotô, caralho, é isso mesmo... o paciente tá aí...
- eu sei muié, já entendi! vê a minha agenda!
- tá vazia... e ele é o próximo!
- hmmmm... sei...
- porra como é que você ganhou um diploma de médico é que eu não entendo!
- quanto tempo ele já está lá?
- agora já são 15 minutos!
- 15?
- você é surdo seu fêla da puta!?
- não, não, não sou...
- então porque fica fazendo essas perguntas imbecís!?
- é que, você sabe, o sr. erick está na sala de espera...
- isso mesmo dotô....
- mas ele só está lá pouco tempo... acho que 15 minutos, cá entre nós, não se qualifica como uma espera.
- caráio dotô!??
- é, faz o seguinte, eu tirar um cochilo bacana... quando der 37 minutos de espera, você me chama. beleza?
- mas dotô...
- não fodi... o nome da porra da sala não é "sala de espera"?
existem alguma maneiras de saber se você está com preguicite aguda. os sintomas são claros e um tanto fáceis de serem identificados. portanto, eu se fosse você, prestaria bastante atenção neste textinho. vai que você está sofrendo de preguicite aguda e não sabia. o primeiro sintoma e o mai óbvio é o bocejo. se você boceja entre sete da manhã e nove e meia, beleza. mas se você está bocejando repetidamente en horários como onze da manhã, três da tarde e cinco, bom fique esperto, marque um "x" no papel. outro sintoma, é o alarme entre estações. o que é o alarme entre estações? bem, sabe quando você está com tanto sono que, ao dar um tapa no alarme você sem querer tira da estação e ele fica chiando? é, quando o ponteirinho da rádio fm está entre duas estações? então, se o seu alarme encontra-se entre estações e mesmo assim você não consegue abrir os olho, marque mais um "x" no papel. ou você virou a noite acordado carregando sacas de café no porto, ou você está com algum problema. mais um sintoma é o "dormir no sofá de calça jeans e lente de contato". duas coisas bastante incomôdas. dormir de calça jeans é uma bosta, mas pior ainda é acordar com as lentes colando os seu olhos fechados. se isso já aconteceu com você uma vez, beleza, acontece com todo mundo. agora, se isso acontece sempre, marque um outro "x" no papel. porque. meu amigo. tem que ser muito preguiçoso para não conseguir se levantar e tirar a porra da lente de contato antes de pegar no sono. o mesmo para a calça jeans. não perca a conta, já são três "x". agora, se você ainda está em dúvida se você sofre de preguçia crônica, aqui vai o sintoma mais claro que tem alguma coisa bem errada com você. preste bastante atenção. se você também marcar um "x" no papel, aí fodeu de vez, você está sofrendo de uma das maiores inimigas da sociedade moderna: a preguicite aguda. você precisa de ajuda. alguém apertou o seu botão de "pause" e saiu correndo. esse último sintoma é o seguinte, "assistir por horas um canal italiano na tv a cabo simplesmente porque a pilha do controle remoto da tv acabou e você está com preguiça de ir lá trocar o canal pessoalmente ou roubar as pilhas do controle remoto do dvd". o nome desse sintoma é longo assim mesmo. pensei num jeito mais bacana, abreviado pra falar, mas fiquei com preguiça.
- 10 entre 10 homens usam óculos escuros na praia pra olhar bundas que passam em câmera lenta.
- pessoas que conversam em cinemas não conversam em casa.
cheguei a conclusão que a vida gira ao redor de de rodinhas. é. as rodinhas que você pertence. desde pequeno é assim. toda criança tem sua rodinha na escola. se não é a rodinha do futebol, é a rodinha dos cdfs. se não é a rodinha dos cdfs, é a rodinhas dos que ficam no fundo da sala gritando-- atormentando as professoras. tem também a rodinha dos que estudam na véspera-- os quase vagabundos. já na adolescência, tem a rodinha dos metaleiros. a dos maconheiros. dos festeiros. é rodinha pra cá. rodinha pra lá. tem gente que nunca está satisfeita com a rodinha que pertence e passa a vida inteira tentando mudar de rodinha. é. as vezes é o certinho que quer pular pra rodinha dos sacanas. outras vezes é o surfista que quer pular pra rodinha dos cdfs. e isso-- é bem complicado na vida de uma pessoa. ela tem que trabalhar duro pra mudar de rodinha. não é nada fácil fazer isso. e poucos conseguem. tem ainda gente quer quer participar de duas rodinhas, três, quatro e acaba não fazendo parte de nenhuma. fica de fora. e convenhamos, não dá pra viver fora de uma rodinha. eu, pessoalmente, tive sorte do meu pai um dia cismar em me matricular numa escolinha de futebol. é. quase sem querer entrei na rodinha do futebol. a grande rodinha do futebol. e de lá nunca mais saí. vale dizer que eu nunca fui craque. em time nenhum. mas sei que de todas as rodinhas, a do futebol é uma das melhores. as mulheres também tem suas rodinhas. a rodinha do balé. a rodinha da praia. a do volei. a do condomínio. rodinhas. como a dos meninos. convivendo lado a lado. as vezes uma rodinha dentro da outra. as vezes distantes. as vezes com o mesmo núcleo, mas cada uma com um diâmetro diferente. rodinhas. rodinhas. rodinhas. grupos. de todos os tipos. idades. e cada um com a sua mania. então, agora que você terminou de ler, vá cuidar do seu lugar na sua rodinha porque pode ter alguém de olho nele.
- o cara que trabalha na sedex não pode chegar nunca em casa atrasado.
um cooler não, tem uma geladeira, o que é consideravelmente maior. bom, uma geladeira daquelas de bar cheia de cerveja tinindo de gelada. isso existe aqui no trabalho como título já disse. hoje aconteceu um troço curioso. quinta-feira já é quase sexta então fica aquele cheiro de sexta no ar. então, voltando ao troço curioso que aconteceu. estava eu aqui na minha mesa com as pupilas fritando e os neurônios se suicidando quando resolvi ir até a geladeira. pensei: "pourra preciso jogar um lúpulo, uma cevada e uma água cristalina pra esfriar o cérebro. fui lá, abri a porta e a long neck. dei um gole, dei dois. e foi aí que de repente comecei a acreditar cegamente que hoje não era quinta, mas sexta. sexta-feira. sem querer, coloquei os pés sobre a mesa e comecei a planejar o dia de amanhã, o sábado que como você sabe, é uma sexta. e, quando eu já começava a ensaiar uma batucada na mesa, o telefone tocou, um email chegou, meu relógio apitou. "ainda é quinta moleque, não fódi!" dei mais um gole e fiquei imaginando quantas pessoas naquele exato instante no escritório estavam passando pela mesma coisa. freezer de cerveja no trabalho é du caralho. o problema é quando ele te pega no contra-pé. e te fodi bonito. como fez comigo hoje.
- fiquei imaginando a mulher de qualquer alfredo servindo fettucini alfredo para ele: "seu fettucine alfredo, afredo!"
- imagine a pressão que deve ser para qualquer alfredo cozinhar um fettucine alfredo.
"quem é que cozinhou esse fettucine alfredo?" "ah... foi o alfredo mesmo que fez!"
- para uma tribo de canibais, fettucine alfredo, é um prato completamente diferente: é fettucine com lascas do próprio alfredo.
sempre preferi manteiga. mateiga daquelas amarelas. com bastante sal. mas de vez em quando. só de vez em quando eu uso o requeijão. quando eu digo requeijão quero dizer, não é qualquer requeijão. na minha sincera opinião, só existe um requeijão que merece ser chamado assim no aumentativo. o único dos requeijões que volta e meia oferece algum tipo de resistência para o reinado da mateiga na minha torrada. requeijão itambé. provavelmente o único requeijão que agarra na faca, ou melhor que a faca agarra nele. requeijão itambé tem gosto de queijo fresco. salgadinho. o que é bem diferente das outras marcas. umas bostas que parecem plástico derretido. as outras marcas parecem ser feitas do mesmo material usado para fabricar aquela rodelinha branca de plástico que fica vedando a tampa do requeijão. sabe aquele merdinha que você tem que cutucar com a unha para abrir? então, itambém não fodi contigo. itambé é ponta firme. é o amigo das horas mais difíceis, aquela segunda de manhã que você tem os olhos cobertos de remela e um dor de cabeça bem fininha que faz com que você sinta vontade de mandar o alarme à merda. vai por mim. não dê mole. nnao encontrou itambém no supermercado? chame o gerente, dê um esporro daqueles que vão entrar para a história. escreva uma carta para o presidente da rede de supermercados. e nunca mais coloque os pés nele. requijão só se for itambé. esse paragrafozinho não tem um fim assim muito claro. ele acaba assim-- de
repente-- quando você menos espera. como o pote de requeijão itambé lá de casa.
130. 130 pra quem não sabe era o telefone da hora certa no rio de janeiro. é, quando eu era moleque não existia celular pra ficar olhando as horas. então a gente ligava para a hora certa. bom, acho que um dia o serviço acabou ou eu simplesmente parei de usar. mas isso não vem a questão agora. o que interessa é que você entenda o espírito do 130. sua simplicidade e praticidade. a idéia é expandir o serviço. além da hora certa, pensei em criar alguns outros. como, por exemplo: a roupa certa. a "roupa certa" seria um número que você ligaria para tirar dúvidas rápidas. "caráio hoje tem festa de noivado da prima da minha sogra, com que roupa eu vou?" fácil, basta ligar para a roupa certa que você se informa. mais um serviço que poderia ser interessante, é o "comida certa". "meu amigo é lacto-vegetariano, que caráio eu sirvo para esse fêla da puta quando ele estiver aqui em casa?" cara, o que você está esperando? liga pro comida certa, pourra! e se informa. cada ligação custaria um centavo. aí, você soma todas as vezes que você teve dúvidas como essa e vê a fortuna que eu posso fazer. mas os servços não parariam por aí: "frase certa pra falar pra muié na balada", "jeito certo de mandar alguém tomar no cu!" o negócio não tem fim. respostas rápidas para pessoas necessitadas. se você tivesse crescido se informando das horas pelo "hora certa", pelo 130, você concordaria comigo.
- mas, mas, mas quem é você? me larga, quem é que chega assim beijando!? tá louco!?
- oras, sou eu, inácio! a gente tá ficando.
- inácio? ficando.
- é caráio! não tá me reconhecendo?
- hmmm, não....
- e assim ó, de perfil.
- também não.
- e assim de costas?
- acho que você está enganado.
- mas você não é a maria?
- sou.
- maria antunes? 22 anos, e faz 23 amanhã.
- maria antunes. quase 23. acertou.
- estudou no colégio anglo americano?
- sim.
- nasceu na casa de saúde são josé?
- sim.
- falou pra mim que a gente tinha tudo a ver.
- euuuuu?
- você tem um piercing na boca!
- como é que você sabe?
- e tem uma tatuagem linda de um beija-flor nas costas.
- como é que você sabe? eu tô de costas pro bar!? tarado!
- e também está com a saia manchada de vinho tinto?
- vinho tinto? mancha? não, aí você errou.
- caráio, que horas são maria?
- hmmm, onze e vinte da noite.
- onze e vinte?
- é, ué. onze e vinte.
- cacete!
- o que foi ?
- desculpa, meu relógio tá adiantado uma hora. a gente ainda não se conheceu.
- parmesão de saquinho não tem o mesmo gosto de parmesão inteiro.
- se um mosquito beber sangue de uma pessoa obesa, ele engorda? e o contrário, se ele beber sangue de uma pessoa magra, ele emagrece?
- se oferecessem dobrar o seu salário, você chegaria no trabalho antes das 6 e sairia depois das 23:00?
- o estroboscópio é uma luz que é gaga.
(estroboscópio pra quem não sabe é aquela luz da boate que fica piscando.)
- se você ligar para a sua mãe nesse exato instante, aposto um pirulito que vira chiclete que ela vai dizer que estava pensando em você.
segunda-feira é deprimente, o nome em si é sinônimo de coisa ruim, de tempo ruim. terça é bem mais ou menos é aquele chove não molha, terça é mornp. quarta é perdido, alí no meio de tudo. quinta, bem quinta é quase sexta, fica te tentando. sexta é sexta não precisa de muitas explicações. sábado é quase uma sexta. o problema é que a sexta tem um dia de ócio de vantagem. domingo é cruel. você dormiu mais tarde na sexta, ainda mais tarde no sábado e acorda quebrado no segunda. e é aí que entra a minha proposta. e se a gente trocar o nome da segunda. sai segunda-feira entra sexta-feira 2. a semana teria duas sextas-feiras. uma, a original no mesmo dia de sempre e uma outra no lugar da segunda. essa idéia é para absorver um pouco do impacto da segunda. é claro que a sensação de bosta seria a mesma. o mesmo cansaço, as mesmas dores no corpo e a sensação indescritível de que não existe pior momento na semana. mas uma coisa eu tenho certeza, o novo nome da segunda-feira, a sexta-feira 2 certamente daria uma nova cara pra sexta. você não ficaria tão puto. ficaria puto, mas não "tão puto", o que convenhamos é uma puta diferença. a gente faria uma cerimônia de enterro da segunda-feira. o mundo inteiro de mãos dadas, bandas de rock juntas em palcos espalhados por todos os continentes: o fim da segunda-feira. só uma idéia. quem sabe a semana não começa um tantinho melhor. sextas feiras deveriam ser duas: sexta-feira 1 e sexta-feira 2.
Como é que os dentes ficam mais brancos?
Depois de horas de bronzeamento artificial ou depois clarear os dentes?
O que é que o Mcdonald's usa pra colar as sementes de gergelim?
E quem é que faz esse serviço sujo?
Que plavara o sujeito que inventou o código morse escuta quando você bate na porta da casa dele?
acho que a lei do impedimento poderia ser usada com sucesso fora dos campos de futebol. pra quem não sabe, um atacante está impedido quando ele recebe a bola sem que exista nenhum jogador entre ele e o goleiro. entendeu? é bem simples. ele só pode partir para o ataque se tiver alguém entre ele e o gol. bom, pensando nisso, comecei a imaginar um mundo onde o impedimento fizesse parte do nosso dia a dia. ou melhor, se o impedimento fizesse parte da noite. ou night, balada, boate. nos bares, na hora em que os marmanjos chegassem de bicho na mulherada. sabe aquele exato instante em que você encosta no bar, ombro colado na moça, cheio de más intenções? então assim não é justo. tem gente que chega mais cedo no bar. aí, quando você pensa em falar, o cara já tá lá. por isso, acho que seria interessante uma regra de impedimento. uma amiga da menina, ou um garçom, entre você e o alvo. é o espaço que você precisa pra dar uma segunda olhada. saber se é uma roubada. a regra do impedimento impede por exemplo, uma ação afobada. tudo visando o melhor para os dois lados. para mulher, porque ela não vai passar a noite inteira tento que se esquivar de uns manés pegajosos que fazem ponto no bar. e pro homem, bom, pelo simples motivo que é esse espaço extra é o tempo perfeito pra não fazer uma cagada. pegar quem não deve, algum jaburu, uma menina casada, pensar duas vezes. a regra do impedimento vai dificultar um pouco a pegação. mas acredite quando eu digo que assim a qualidade e o resultado é de melhor agrado para ambos os lados.
estou cansado.
alguns dizem que estou com olheiras.
estou cansado.
quase cochilei na minha mesa.
estou cansado.
ôpa, olha lá no calendário,
amahã,
é feriado.
depois de virar fã do popey quando era moleque-- descobri duas coisas sobre espinafre. a primeira--é que espinafre não vem em latinhas verdes bonitinhas. e a segunda--é que espinafre não é tão gostoso assim como o marinheiro popeye fazia parecer. (creme de espinafre é bom, mas aí já é outra história.) prefiro as barrinhas energéticas de neston. barrinhas de cereais dessas que vendem no caixa das farmácias com sabores como pêssego e maçã light e banana e aveia com mel também light. no mundo mudernu de hoje, elas equivalem ao espinafre do popeye. ou pelo menos é isso que as embalagens prometem. afirmam com cores fortes e letras garrafais: "mais energia, mas disposição...e poucas calorias." se o popeye voltasse às telinhas repaginado, provavelmente colocariam ele rasgando embalagens de barrinhas neston no lugar de latinhas de espinafre. comigo é assim, sempre que eu preciso de uma energia extra, corro pra lojinha do posto, pra farmácia e devoro umas duas barrinhas. prefiro a de frutas vermelhas cobertas por uma espessa camada de chocolate nestlè. confesso que na primeira vez que eu comi-- fiquei observando por horas a fio meus tríceps, meus bíceps e até meu peitora. mas eles não pularam como os do popeye nos desenhos. não chega nem perto da força do marinheiro. mas tudo bem. no dia que fizerem barrinhas neston com sabor espinafre... aí sim... aí fodeu. aí os tríceps pulam, a força aumenta e a disposição dispara. aí sim, o popeye está de volta. popeye e as barrinhas de cereais.