quinta-feira, março 26, 2009

a crônica do destak da semana.

a tsuru é a loja que você queria ter. mas alguém pensou antes.
puta esquema fucking fuckers. a loja é escondida. é pequenina.
mas é muito cheia de stâile. essa semana escrevi sobre ela na coluna do destak.
bom, é isso, se você estiver por essas bandas, tsuru na agenda.


terça-feira, março 24, 2009

a declaração, o bruce willis e a cybill shepherd.

ele olhou para ela depois de anos a ensaiar aquele momento. pegou na mão direita dela, e começou a se declarar. 

a declaração foi longa. mas foi bonita. ele finalmente disse tudo que sentia por ela. disse que a amava desde sempre. desde o primeiro dia. ela disse algo parecido. com menos ritmo e sem o mesmo impacto, afinal ela foi pega de surpresa. e ele havia ensaiado. após a declaração de amor, cada um seguiu para a sua casa. já era tarde. ao chegar em casa ele contou para o seu pai o que tinha acontecido. o pai colocou a mão na cabeça e gritou: "mas como tú é burro! nunca viu a série de tv 'a gata e o rato' com o bruce willis e a cybill shepherd? dos anos 80?" e o filho ao entender o que o pai queria dizer com aquela comparação, levou a mão em formato de punho fechado até a boca e fez aquele som de "ssssssshh!' (som de quem fez merda).

no seriado da tv, toda a emoção girava em torno da tensão sexual dos dois protagonistas. era a tensão que mantinha os telespectadores grudados na tv: "será que hoje o bruce willis come ela? será que no episódio de hoje ele pega ela?" no dia que os personagens finalmente engataram um namoro no seriado, acabou a tensão. as pessoas desligaram as tvs e o programa foi cancelado. 

em outras palavras, a declaração de amor dele acabou de vez com a tensão sexual dos dois. pois era o indecifrável, o incerto, a insegurança, a incerteza que fazia ela sempre estar perto dele. mas agora que ela já sabia,  e ele também. a relação platônica dos dois ia para o caralho. 

"porra meu filho, nunca viu a série de tv 'a gata e o rato' com o bruce willis e a cybill shepherd?"

e lá de longe enquanto ele tentava, mais uma vez-- sem sucesso falar com ela no celular, ele respondeu: "tarde demais. tarde demais..."

o prato e o sir'aiva.


aqui em lisboa tem uma série de restaurantes que você pode entrar e passar horas a escolher o prato e a comer. bom, mas dia destes descobri um prato, um lugar, uma carne dessas que você tem uma senhora dificuldade de descrever. e arruma toda e qualquer desculpa para voltar. o nome do lugar é sir'aiva. fica na rua são bento. na altura da rua que dá acesso a praça das flores. qual é o prato? entre e peça um hamburguer. e não é hamburguer mcdonald's. hamburguer sanduíche. não deixe o irmão mais famoso que chega à mesa abraçado por dois pães confundir você. o do sir'aiva é quase um steak tartar no prato, sem pão. levente grelhado ao redor, mas tenro e temperado por dentro. e com um molho de abraçar o dono do lugar. vai por mim, se alguém pedisse para eu indicar dez pratos fucking fuckers para se comer em lisboa. o hamburguer do si'raiva estaria saindo no tapa pelos primeiros lugares.

você merece.




mulher olha para o marido e inicia um diálogo:

- amor, esse passeio de balão é lindo.
- você merece.
- amor, essa vista daqui de cima, é linda.
- você merece.
- esse clima, essa brisa.
- você merece.
- esse é o melhor presente que eu já recebi de você, pedro...
- quem é pedro?!!!!!!!!
- desculpe, mário.
- [silêncio]
- amor, o que é que você está fazendo??!! amor?!!! você não pode me jogar daqui de cima do balão. assim eu vou morrer!!!! mas, o que é isso!!? socorro!!!!
- você merece.

johan.



na sua estrelada carreira de matador de aluguel---  johan matou 27 pessoas.  8 com um tiro no pescoço, uma de suas marcas registradas. 7, ele enforcou com as mãos. 3, ele afogou na banheira de suítes de hotéis. 5, ele jogou do mesmo penhasco. 2, ele matou com uma faca no fígado. johan era implacável. (se pronuncia "iorran!" assim mesmo com o ponto de exclamação.) 

mas a crise chegou até o mercado de matadores de aluguel. johan nunca mais recebeu uma encomenda para matar ninguém. e manter esta cara de matador não era barato. aparar o bigode daquela maneira. o blazer. o cabelo. o olho de vidro (o direito). johan estava quebrado. falido. um dia entrou num banco e pediu um empréstimo. o gerente olhou para ele, fez alguma piada bem baixinho com o colega na mesa ao lado e negou o empréstimo para johan.

na sua estrelada carreira de matador de aluguel--- johan matou 28 pessoas. 3, ele matou com uma faca no fígado. johan era implacável.


quinta-feira, março 19, 2009

o michael, o jackson 5 e a encruzilhada.

casal no carro, na casa do caráio.

mulher: - você escutou o que o carinha do rádio disse?
homem: - que a música que passou era do jackson 5.
mulher: - e você insistindo que era do michael jackson.
homem: - mas é a mesma coisa.
mulher: - não fala merda. o vocalista é o mesmo. mas são duas coisas diferentes.
homem: - ok, você tem razão.
mulher: - mas, mas porque é que você me deu a vitória neste argumento com tanta facilidade?
homem: -
mulher: - porque?!
homem: -
mulher: diz....
homem: ok, é porque estamos perdidos e prestes a chegar numa encruzilhada. com uma entrada para a direita e uma outra para a esquerda. e sei que você vai discordar da minha escolha. e se eu..
mulher: - ceder na disputa do michael jackson e do jackson 5, você acha que eu vou dar um desconto quando você insistir em pegar uma das entradas diferente da que eu acho que você deveria ir...
homem: - é.
mulher: - nem fudendo.

um das minhas maiores frustrações na vida

foi o cometa halley.

era o ano de 1986. não esqueço mais essa pourra. na escola todas as professoras focaram todas as aulas na porra do cometa. meu pai comprou um puta telescópio. livros, encartes de jornais, globo repórter. tudo naquele ano girava ao redor desse cometa. casais marcaram o casamento nesse dia. o mundo parou. era impossível ligar qualquer canal no brasil e ver outra coisa. aí chegou o dia. uma bosta. se o cometa fosse uma pessoa, seria linchado na rua sem qualquer reação da polícia. foi o equivalente a um espirro de um poodle no céu.
nunca mais me interessei por qualquer coisa no céu. no máximo uma notícia de um alien visto fazendo polichinelo.

para provar

para provar para ela mesma que ele estava com ela por amor-- e não pela mordomia de estar com alguém que pudesse cozinhar para ele todos os dias-- durante os primeiros 5 anos de casamento, ela só comprou congelados.

novo lá dos babaganoush

já coloquei um link ali ao lado. e o negócio tem apenas 3 quadrinhos.
mas não custa nada anunciar o próprio blog novo no próprio blog. vai que você curte.

a idéia da foto abaixo é ver se eu convenço você com um teaser do quadrinho novo.
puta apelação, mas vai que você decide entrar. é só clicar sobre o de
senho.


quarta-feira, março 18, 2009

estatísticas.

ele sabia todas as estatísticas de todos os aviões. os acidentes por aeronave, cia. área, rota, data, estação do ano. tudo. só voava quando a combinação de todas esses dados garantiam um maior índice de segurança.

e sempre que, ao entrar no avião, surgisse alguma mudança, ele se levantava e abandonava a aeronave instantes antes da decolagem. exemplo: a cia. área havia dito que o avião era um boeing fabricado em 1989, mas se ele, ao sentar, descobrisse que aquele avião, com aquele tipo de tv só poderia ter sido fabricado depois de 1990-- ele fazia um escândalo e ia embora. tudo pelas estatísticas.

mas um dia, ao sentar na aeronave, ele se deparou com uma outra estatística: a que avaliava as chances de uma gostosa, solteira e simpática sentar ao seu lado num vôo de longa duração em que o filme de bordo era uma comédia romântica e a comida servida, um prato decente.

o avião não era o que a passagem dizia ser. e ele já havia ameaçado se levantar para ir embora. mas a gostosa que acabara de dizer "oi" e se sentar com um sorriso no rosto e um outro nos peitos, fazia parte de uma outra conta, de uma equação ainda mais difícil. muito mais rara.

naquele dia, ele teve que optar por uma das duas equações. a da aeronave daquela cia. área ou a da gostosa com um dedo de decote, carente, simpática e com um leve perfume de baunilha.
ele pensou nos deuses das estatísticas e mandou a primeira, a equação da aeronave para a casa do caralho.

afinal ele havia acertado na euromilhões acumulada do século. e como um seguidor das estatísticas, sabia que a chance daquilo se repetir era infinitamente menor do que a de qualquer acidente com aquela aeronave.

o borg e o cara que não era.


textinho inspirado numa história contada pelo hacker universal alexandre d'albergaria.


casal conversa.

mulher: amor, que negócio cafona. essa fitinha na testa. esses óculos. não fódi.

homem: porra, mas quando o borg usava era do caráio né?

mulher: bom, para ficar do caráio no borg --ele teve que ganhar uns 12 títulos de grand slam, uns 40 milhões de dólares, comer meio mundo e espancar o mcenroe na quadra central de wimblendon algumas vezes.

homem: é, faz algum sentido.

na loja de bichinhos.


"mãe, eu quero!!!!!!" X 1862.
"ok, vamos levar. escolhe."

a coluna do destak da semana.


a coluna que saiu aqui no destak essa semana é sobre atendimento fucking fuckers do restaurante las brasitas. mas também tem a comida da bagáça que é punk. foco na picanha fatiada. e nos croquetes de carne da entrada que são de chorar lágrimas obesas.

sexta-feira, março 13, 2009

diálogos que não combinam com a foto mas que mesmo assim vamos tentar porque vai que...

mãe e filha aguardam na fila do drive-thru.

- mãe?
- diz filhinha.
- você acha que eles vão lembrar que o meu big-mac é sem queijo?
- só nos resta torcer. vamos torcer filhinha. vamos torcer.

superstição e o de niro.

ele esperou um ano inteiro para conseguir levar ela para sua casa. alugou um dvd. comédia romântica. dessas imbatíveis. comédia romântica tem dessas coisas. ou faz a mulher rir ou chorar de emoção. o que, para o homem com segundas intenções-- é pefeito.
mas o dvd da blockbuster estava com defeito. ele tentou, tentou, sem sucesso.

ligaram na tv. taxi driver estava passando. ela não riu. não chorou. e ele, bom, ele não pegou.

desde aquela noite-- ele nunca mais assistiu um filme com o robert de niro. dizia que não gostava do ator. mas os amigos que o conheciam melhor sabiam a verdade: era superstição.

a sinceridade era o seu maior defeito.


- mas você me ama? não ama? -- perguntou ela, enquanto catava as roupas do chão.
- posso ser sincero.
- claro.
- não amo.
- mas...
- mas eu também não amo mais ninguém.
- mas eu te amo porra.
- então. para mim é o suficiente.
- porque você tem que ser assim, tão sincero?
- você prefere que eu seja um filho da puta e minta para você?
- filho da puta.

terça-feira, março 10, 2009

o beijo.


- é da polícia?
- sim senhora. em que posso ajudar?
- roubaram um beijo meu.
- a senhora poderia descrever como aconteceu?
- bom, eu estava me despedindo a distância de uma amiga querida-- quando resovi lançar um beijo no ar para ela... sabe, daqueles em que você beija a mão e lança no ar?
- e?
-um sujeito passou na frente e o pegou.
- como?
- com a mão. e depois o colocou no bolso da calça.
- minha senhora, prometo que todos os recursos desta delegacia serão usados para encontrar este beijo.
- promete?!

- claro, o final feliz desta história (qualquer história), depende dele.



o curriculum do robô.


fábrica de carros e caminhões leves. é uma quinta-feira, quase cinco da tarde. a buzina toca no alto falante seguida da voz da secretaria: "matias, por favor se dirigir até a diretoria de recursos-humanos!"


dois minutos depois. matias entra pela sala com uma cara murcha. um dos olhos pisca mais forte do que o outro e ele está com a camisa suada nas axilas.
o diretor inicia a conversa:

- eu chamei você aqui porque tenho uma notícia ruim para te dar.
- matias?
-
- você não vai dizer nada?
- você vai me mandar embora, não vai?
- como é que você sabia?
- eu passei pelo robô na sala de espera-- com o curriculum na mão.

da vida.

- seu eu te disser que você é a mulher da minha vida, você acredita?
- não. acabamos de nos conhecer.
- mas e se eu disser que o médico-- me deu apenas mais uma semana de vida. e que a consulta foi há exatamente sete dias atrás?
- assim, eu acredito.

pensamentos do dia.

- pagar anuidade do cartão de crédito causa uma sensação de que estão roubando você em plena luz do dia.

- é impossível não comer qualquer pão quente que está no couvert de entrada de um restaurante-- quando o mesmo-- serve o pão com um mini pratinho fundo regado com azeite.

- o meu fio dental do trabalho acabou e um fiapo de carne sequestrou a minha concentração o resto do dia.

- ben & jerry's coloca cocaína nos sorvetes.

- aqui em portugal a cervejaria sagres tem um negócio engraçado. eles fizeram a base da tulipa parecer que está congelada. não importa se a tulipa está gelada ou não, o esqueminha do vidro faz parecer que a bagáça está gelada. resultado, até os garçons as vezes se confundem e servem um chopp nota 7. em outras palavras. a tulipa que finge que está congelada confunde. e a gente tem que fingir que ela está gelada.

os babaganoush


esses dias fiquei rabiscando um mini bonequinhos, aí nasceu a família dos babaganoush.
os babaganoush.  bom, a idéia é colocar algumas situações da família todas as semanas na página deles. essa é a primeira. um papo entre o pai e o filho. está em inglês porque sei lá, a grande maioria dos quadrinhos que eu conheço ou bandas desenhadas como são conhecidas aqui em portugal--- são em inglês. então comecei a escrever as mesmas em inglês. o que não impede que os babaganoush façam um curso de português intensivo e passem a falar em carioquês. 

esse é o primeiro quadrinho. lá na página só existe um. esse.
quem sabe amanhã não aparece outro.





sexta-feira, março 06, 2009

eles. ou o carbonara que de tão delicioso fodeu o esqueminha dos dois.




história sem um final feliz porque a menina pediu uma massa com o molho carbonara.

ele escreveu uma mensagem de amor no guardanapo e pediu para o garçom entregar para a mulher que sentava no outro canto do restaurante. mensagem de amor, não. mas uma mensagem carinhosa. ele já tinha visto ela ali. quase todos os dias na hora do almoço. ela sempre sozinha. ele também. ela sempre virada para ele. e ele sempre virado para ela. ele tomou coragem. e escreveu: "não conheço você-- mas não existe nada que eu gostaria mais em toda a minha vida." algo por aí. não sei se essas foram as palavras. já a mensagem, tenho certeza-- foi algo assim.

bom, o garçom levou o guardanapo como foi instruído. o timing foi perfeito. mas terrível.

explico. ela acabara de enfiar um garfo carregado com bastante molho para dentro da boca. molho ameaçava escorrer pelos cantos da boca. foi nesse momento, pós garfada, que o garçom chegou com o guardanapo. e ela, bom, ansiosa para manter o rosto intacto para o rapaz que sentava do outro lado do restaurante todos os dias-- agarrou no guardanapo e o usou para limpar o molho de carne do rosto.

o garçom não teve tempo de dizer que ali embaixo do molho amassado no guardanapo existia um recado dele. e ele, que observava tudo aterrorizado do outro lado-- nunca mais teve coragem de dizer nada.

suspicious minds.




a música suspicious minds do elvis toca ao fundo.

mulher olha para o marido e pergunta:
- você está querendo dizer alguma coisa com essa música?
marido responde:
- como?
mulher:
- suspicious minds, é uma indireta? me chamando de ciumenta? que eu não confio em você? suspeito de você?
homem enquanto roda o dedo indicador dentro do copo de whisky:
- é apenas uma música. apenas uma música.
mulher:
- você acha que eu acho que você está me traindo. eu sei disso.
homem, sem tirar o olho do livro:
- eu não acho nada.
mulher:
- então porque a música?
homem, puto:
- porra, é elvis presley, não fode.
mulher:
- poderia ser "love me tender".
homem:
- poderia, mas não é.
mulher:
- mas porque não é? é de alguém?
homem:
- como de alguém?
mulher:
- você costuma tocar "love me tender" para alguma outra mulher?
homem:
- não, não.
mulher:
- então o que você quis dizer com "poderia, mas não é"?
homem:
- porra, que estava tocando "suspicious minds" como poderia estar tocando "love me tender".
mulher:
- então o que você está dizendo é que foi coincidência?
homem:
- foi. mas como você pode suspeitar, já não é mais.

a crônica do destak da semana


esses dias fui conhecer sierra nevada. se você entrar numas de ativar o flux capacitor do seu carro, chega lá em 6 horas se estiver saindo de lisboa. esqueminha sensacional. tem a cidade de granada lá embaixo que é espetacular. e lá em cima tem a neve com pistas que não acabam mais. recomendo. muito. o esqueminha dos tapas e das cervejas e dos tapas e das cervejas e dos tapas é de romper a costura de qualquer calça jeans antiga. essa aí em cima é a coluna que saiu essa semana no destak sobre a tal viagem. com o português devidamente aportuguesado pela joana, redatora nota 11 aqui da agência-- que sempre que eu preciso quebra essa galhão. e faz com que esse português em letras minúsculas e em carioquês seja transformado no correto português lisboeta.

terça-feira, março 03, 2009

uma das invenções mais preguiçosas da história.



vi no show do jon stewart no comedy central. genial. os caras pegaram bacon e bateram num liquidificador com maionese. é um ataque do coração em latinhas de vidro. deve ser bão para caráio. ou não. também pode ser bem mais ou menos. mas não deixa de ser curioso. eu pelo menos fiquei co vontade de socar duas colheres de sopa num sanduba farto. mas acho que esse troço deveria ter um daqueles avisos que existem nos cigarros. aviso: só deve experimentar o produto, a pessoa que tiver planos de correr a maratona de ny e correr o triathlon do havaí de maneira consecutiva-- para desentupir as veias. vai por mim. ou não. mas a bagáça deve ser boa. e tira toda e qualquer preguiça de fazer o esqueminha do bacon na frigideira. que é chato para cacete. frita, não queima, tira a babinha de gordura. vira, frita. o bacon encolhe. pourra, mas assim misturado com maionese... assim meu amigo, é de questionar a sanidade mental dos americanos que como você sabe têm uma pequena tendência a estarem um pouquinho acima do peso.

casal durante o jantar.



casal durante o jantar.

mulher: você me ama?
homem: passa a batata frita por favor.
mulher: você me ama?!?
homem: passa o arroz, por favor.
mulher: você me ama?!? Diz, homem!
homem: passa a salada, por favor.
mulher: você não me ama então?
homem: posso ser sincero?
mulher: claro.
homem: amo. mas tava com uma fome. e sei como você gosta de falar quando começa a falar de sentimentos.

5 pensamentos do dia.




- o restaurante farta brutos em lisboa leva ao limite o elástico de qualquer calça de moletom.

- qualquer coisa com 20% de desconto faz você pensar duas vezes se quer comprar um negócio que você não precisa. qualquer coisa com 70% de desconto faz você comprar dois negócios que você não precisa.

- dia desses encontrei uma música no meu ipod que eu não escutava desde o dia que eu coloquei ela lá. é o que eu chamo de "o resgate do ipod." que acontece sempre que você acidentalmente escuta ou descobre uma música que estava sequestrada pelo seu ipod e você e sua memória já tinham se despedido dela.

- o filme the wrestler é de triturar o coração de qualquer marmanjo que nunca chorou no cinema. fique esperto com quem você vai assistir este filme para não estragar a sua reputação e o recorde de dias consecutivos sem chorar no cinema.

- os cafés com aroma e sabor da nespresso, são bem mais ou menos. a cápsula de café com aroma de mentirinha de caramelo, por exemplo, é a pior invenção desde o barulhinho do meu alarme.

não entendo. ou o fera que me ultrapassou na calçada



já escrevi aqui uma vez que as calçadas portuguesas são estreitas. o que, invariavelmente-- complica na hora de circular. muitas vezes um dos lados-- tem que decidir se vai ceder para o outro passar ou não. mas tem uma coisa que eu não entendo. gente que ultrapassa você na calçada e depois, ao ultrapassar-- volta a andar na velocidade normal. sabe do que eu estou falando? é aquele cara que fica colocando uma pressão, fazendo sombra sobre você, e aí, quando você pára, encosta contra a parede para ele passar, o fêla começa a andar numa velocidade moderada. não entendo. meu amigo, se você conseguiu fazer a mega hiper ultrapassagem na calçada, corra, continue acelerando. o único motivo pelo qual eu parei e me joguei contra o muro é porque achava que você tinha o coração de um transplante em um dos bolsos da calça jeans.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

a volta


os dois resolveram dar a volta ao mundo de bicicleta para celebrar a força do amor do casal.
tudo começou bem. até o momento que ela descobriu que o gatorade dava muita vontade de fazer xixi.

as probabilidades

ela nunca decidiu se gostava dele ou não. gostava e não gostava.
ele nunca decidiu se pedia a mão dela em casamento. as vezes ameaçava pedir. as vezes esquecia.
um dia ela decidiu que não gostava dele. e ele, decidiu pedir a mão dela.

de todas as combinações, para ele, saiu a pior.

naquele dia

naquele dia ele recebeu um aumento e uma proposta de trabalho. naquele dia ele levou duas cantadas. uma no elevador e uma outra ao cruzar a rua a caminho do trabalho. naquele dia, ele havia defendido dois penâltis no jogo de futebol da empresa. naquele dia ele abriu uma lata de palmito sem fazer nenhum esforço. naquele dia ele correu e alcançou o metrô um milésimo de segundo antes da porta fechar. naquele dia ele deixou a lente de contato cair sobre a pia e a encontrou em um instante. naquele dia ele fez a barba sem se cortar. e desligou o alarme antes que ele tocasse uma segunda vez.

naquele dia , ele estava se sentindo imbatível.

tá quase.


aqui em lisboa, está quase. quase quase. o frio ainda ronda uma esquina ou outra. mas está quase. quase quase.

buffet de hotel e milhas de avião




buffet de hotel e milhas de avião, dois esqueminhas que os caras começaram e não conseguem mais parar. digo, os donos de hotéis (principalmente de las vegas) entraram numa testar e fodeu. o mesmo com as cias. aéreas. o raciocínio do consumidor é simples: "pourra se esses caras podem me dar um prato sem fim para comer sem parar por um preço fixo-- eles não podem nunca mais deixar de fazer isso." ou "cacete, então a comida é bem mais barata do que eu achava e esses manés revelaram isso com o esqueminha do buffet." com o avião é diferente, mas um pouquinho similar. diferente porque milhas de avião não é algo que você come, consome. mas é bem parecido no quesito "caráio, durante anos os caras me deram essa pourra de graça, agora vão tirar? não fódi." dia desses de frente para um buffet de hotel fiquei imaginando o dia que todos os donos de hotéis de las vegas vão se reunir e combinar de acabar com a putaria em todos os restaurantes. o mesmo com todas as cias. aéreas. "rapá, a gasolina de avião é cara para cacete, que mané milha de graça é essa? acabou." acho que um dia pode acontecer. apenas acho. porque não faz muito sentido o esqueminha das pessoas pegarem camarões morderem um pedaço e jogar a bagaça no canto do prato pois sabem que podem comer até explodir. buffet de hotel e milhas de avião, dois esqueminhas que os caras começaram e não conseguem mais parar.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

this book will change your life.



não é um livro de auto ajuda. é mais um livro que ajuda você a levantar a bunda do sofá e fazer alguma coisa um pouquinho mais interessante. é um livro cheio das nove horas. cada página é uma dica do que você tem que fazer naquele dia. a idéia é que se você fizer o que pourra da página do dia manda, você terá um ano fucking fuckers. um ano que vai mudar a sua vida, como diz o título.

alguns exemplos que eu peguei ao sortear alguma páginas do livro. 1- hoje pegue o autógrafo de algué famoso nessa página. 2- hoje aprenda algumas palavras de sueco (meu nome é = mitt namn ar...), 3- construa um ninho e espere até um passarinho ficar interessado. ou, 4- compre um jornal e leia somente os classificados. 5- hoje faça o sinal do "caralho" com o dedo médio disfarçadamente para todo mundo.

como você pode ver, cada dia tem um esqueminha interessante.

bom, agora vamos somar as páginas acima e imaginar o que poderia ter acontecido com você.
com o autógrafo de alguém famoso você já tem um bom assunto para puxar com uma sueca perdida nas ruas de lisboa com um mapa da cidade de cabeça para baixo. e a sueca, que é bem interessante-- vai entender o que você diz porque você já domina o básico da língua. você pode passar uma imagem de um cara de bem com a natureza, membro de uma ong-- pois você tem o costume de construir ninhos para passarinhos que perderam as suas casas por culpa do desmatamento. a sueca vai ficar doida com a sua sensibilidade. você também sabe o quanto custa uma casa de praia. e sabe o melhor preço para alugar para passar o fim de semana com a sueca. porque por ter se obrigado a ler todos os classificados descobriu uma casa genial por um preço especial no algarve. e finalmente, você pode fazer o famoso sinal do dedo em forma de caráio para os seus amigos que ficaram sacaneando você por ter comprado o livro. afinal, é você que está a caminho de uma casa de praia com uma sueca que está completamente louca por você, membro do greenpeace poliglota. e não eles. algo por aí.

fica aqui então a dica. não as dicas acima. mas de comprar o livro. as dicas você segue quanto tiver comprado a bagaça.

duas palavras estaladiças.

acho essa palavra em português genial. a palavra "estaladiço". no masculino e no feminino. você encontra muito em propagandas. um sanduíche do mcdonalds com cebolas estaladiças. batatas naquele estilinho "palha"-- é uma batata estaladiça. acho muito mais fodido do que "crocante". estaladiço dá uma puta vontade de sentar os dentões da frente num sanduíche do mcdonald's.

outra palavra curiosa é "rija". eu fui comprar um creme de barba esses dias e ao perguntar para a mulher onde eu poderia encontrar creme para barba punk como a minha, ela disse: "creme para barba rija?" e eu: rija. ok. rija, apesar das conotações sexuais no português brasileiro-- não deixam sombra de dúvida alguma que se trata de uma barba dura.

o esqueminha estaladiço de cebola da ikea.



certa vez escrevi aqui sobre as almondêgas da ikea. boas. suculentas e ajudam você naquele momento em que última coisa que você quer fazer é deitar o umbigo sobre o fogão. bom, esses dias, para ser mais exato, na semana passada, fui a ikea. e dei um pulinho na loja de comida para comprar as já mencionadas almondêgas. e foi bem ao lado delas, num potinho de plástico transparente que eu encontrei mais um produto fucking fuckers by ikea. as mini lascas de cebolas estaladiças da ikea. cebolas a milanesa, diga-se de passagem. com aquela mini camada crocante. um esqueminha que funciona sobre qualquer prato. sobre qualquer sanduba. puta negócio bom. e simples. se você já foi ao restaurante/lanchonete outback e já comeu aquela cebola de entrada, sabe do que estou falando. sabe aquelas mini lascas mais grossas que ficam na ponta de cada pedaço da cebola do outback? e que você quebra e coloca na boca antes mesmo da garçonete do outback deitar o prato sobre a mesa? então imagina um picadinho dessas cebolas. esse é o esqueminha que eu encontrei na loja. não sei o nome. mas não é difícil de achar. a foto da embalagem tem algo a ver com cebola. o nome também. mas é só perguntar para a mocinha do caixa. garanto que você vai curtir. dia desses comi como se fosse iogurte. do próprio potinho com uma colher das grandes de sopa.

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

encontros. 1

e no primeiro encontro, depois do jantar, ele convidou ela para subir.
ele ofereceu uma taça de vinho e ela começou a se despir.

no dia seguinte, ela diria para as amigas que apesar de ter transado com ele logo no primeiro instante-- ela não era uma mulher fácil. dada. muito pelo contrário. ela era pragmática. inteligente até.

afinal ela achava ele atraente, ele achava ela atraente. ela tinha que acordar cedo no dia seguinte e ainda queria assistir um filme que precisava devolver pela manhã. achar uma vaga na frente do prédio na volta da casa dele-- seria complicado. quanto mais tarde ficava, mais difícil. e é claro, ao chegar na casa dele depois do jantar, as lentes de contato dela  já estavam começando a incomodar. simples assim.

as letrinhas que sobem pela tela.




ela sempre quis um beijo de cinema. daqueles que o mocinho dá na mulher quando as letrinhas sobem pela tela.
ele sempre evitou. dizia que iria parecer ensaiado, formal, de mentira, ficção.
ela insistiu.
ele argumentou o óbvio: "porra amor! um beijo de cinema de verdade só acontece no final do filme. e o nosso namoro está apenas começando. cronologicamente não faz sentido!"
ela insistiu.
ele então beijou. e como previsto, o filme acabou.
cada um seguiu para um lado.
ele, puto.
ela, feliz.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

novela 3- o final

...

o agente secreto olhou nos olhos de jana e perguntou:
- jana?
e ela:
- depende.
ele puxou uma identificação do bolso, estacionou o documento debaixo do nariz dela e disse quase sussurrando:
- no porta-malas do seu carro que se encontra estacionado na garagem deste prédio, você vai encontrar duas metralhadoras, vinte e seis granadas, oito detonadores, seis quilos de pólvora, uma bazooka, vinte e seis morteiros e quinhentas balas de munição.
- mas qual é a minha missão?
- no porta-luvas do seu carro que se encontra estacionado na garagem deste prédio, você vai encontrar dois mapas, seis documentos falsos, um deles um passaporte ucraniano no nome de ilsa-- um celular, dois palmtops, um caderninho com anotações na penultima folha e um chip que você deve engolir assim que entrar no carro.

jana ficou ali olhando para o agente alemão. o pai dela, lá do fundo observava um jogo chato de futebol entre o chelsea e o west ham. 

em seguida jana olhou pela janela, e ao ver que estava nevando, bateu uma preguiça. jana soltou um bocejo, apertou um dos pés dentro do sapatinho de pele e comentou com o agente:
- o seguinte, se eu te der a minha coleção de todos os filmes remasterizados do james bond com um dvd bonus com o making of de 'casino royale'--- você pode fingir que nunca me encontrou?
o agente coçou a cabeça e perguntou:
- é sistema europeu pal ou aquele americano ntsc que fica em preto e branco se o dvd player não estiver transcodificado? sabe?
- pal, sistema europeu.
- making of do casino royale?
- um dvd inteiro.
- se você jogar no rolo um mix cd com as músicas tema de todos os 007, eu finjo que nunca te encontrei.


novela 2 - o final.

... eu, joão prometo que esperarei maria para o resto da minha vida.
sei que ela tem um casamento marcado amanhã com o meu maior inimigo, inácio antunes pereira pinto, mas mesmo assim, prometo esperar. pois apesar da dor, do sofrimento sem fim. e da humilhação de ver ela nas mãos do meu maior inimigo, inácio antunes de oliveira pereira pinto, tenho perfeita consciência de que meu amor por ela é ainda maior. portanto fica aqui assinado, registrado, com a assinatura reconhecida de três testemunhas, estas presentes no momento em que escrevi esta carta-- que, no dia em que maria se cansar... e resolver se separar do meu maior inimigo, inácio antunes de oliveira pereira pinto--- estarei a sua espera. eu, joão, metade envergonhado pela situação de humilhação e metade abismado por maria ter escolhido meu maior inimigo para casar, inácio antunes  de oliveira pereira pinto-- parto em meu caminho. sozinho. enquanto o meu maior inimigo, inácio antunes de oliveira pereira pinto fica com a minha amada. adeus.

e, no que ele deu o primeiro passo na direção contrária a dela. ela, maria, olhou para ele e disse:

- joão, só para ter certeza. essa carta que você me deu? é xerox, ou é a original?

novela 1 - o final

... ela, a mulher e a amante deitadas sobre o sofá de couro bege café da sala. sua mulher olhou para ele e disse:
- mas o que foi? que cara é essa?
e ele, embasbacado com a cena retrucou:
- porra, tudo bem me trair. afinal eu sou um fêla da pulta que fazia o mesmo com você.... mas precisava ser com a mesma pessoa?

a amante de ambos, que até aquele momento permanecera calada simplesmente disse:
- grandes merda alberto. ela está te traindo com a mulher que você está traindo ela. e eu, estou traindo você com a mulher que você está traindo. quer situação mais cômoda para você?

e ali, observando aquela cena, e com um certo cansaço e sabendo que teria que acordar cedo para um conference call na manhã seguinte, alberto murmurou:
- você tem razão. mas diz para mim.... e eu, não tinha razão quando dizia que ela era frígida?

a amante deitou a cabeça para o lado, apertou o lábio inferior sobre o superior e soltou o ar como quem diz:
"hmmm, não."

alberto passou a noite quase toda em branco. sua mulher não amava ele. e sua amante, menos do que ele achava. ele sintonizou no discovery channel-- que naquele momento passava um documentário sobre pandas e pensou em voz alta:
- vai comer bambú assim na casa do caralho.

estalou o dedão do pé e foi dormir.


terça-feira, fevereiro 10, 2009

novela 3

por um misto de falta de tempo, jogo do brasil e duas reuniões, hoje serão três posts estilo novela. ou seja. tem um começo. um esqueminha dramático no final e a conclusão só vem amanhã... e essa é a terceira.

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jana. esse era o nome dela. nome de dominatrix. cara de anjo.
o pai era polaco a mãe, americana.
ela fazia balé clássico e dominava o inglês, o alemão e o francês.
numa tarde de sábado enquanto cozinhava frango ensopado para o pai que sofria de parkinson, a campainha tocou. era um agente do serviço secreto.

ela sabia que aquele dia iria chegar.

só não espera que seria tão cedo, afinal...

(continua amanhã)

novela 2

por um misto de falta de tempo, jogo do brasil e duas reuniões, hoje serão três posts estilo novela. ou seja. tem um começo. um esqueminha dramático no final e a conclusão só vem amanhã... essa é a segunda...

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tudo começou com um beijo na testa. beijo dela na testa dele.
o sol estava quase indo dormir atrás da montanha.
ela disse: "eu queria dizer que te amo, mas não posso."
ele não disse nada, apenas retirou uma carta do bolso e começou a ler:
"


(continua amanhã.)

novela 1


por um misto de falta de tempo, jogo do brasil e duas reuniões, hoje serão três posts estilo novela. ou seja. tem um começo. um esqueminha dramático no final e a conclusão só vem amanhã... essa é a primeira.



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ele amava ela mas também amava outra.
ela não amava ele mas também amava outra.

os dois não sabiam, mas ela era a mesma pessoa.
tudo mudou quando ele chegou mais cedo em casa e viu pela primeira vez....

(continua amanhã)

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

(oi)



era quase tarde. ela usava um short adidas azul claro. daqueles de elástico. justo. cabelo grande quase enrolados. camiseta um dedo mais curta que a altura da cintura. em uma das mãos carregava uma garrafinha de sprite-- enquanto a outra mão ficava ocupada-- brincando com o lóbulo da orelha esquerda. em câmera lenta. de tempos em tempos ela fazia uma bola de goma de mascar. a bola estourou uma vez e ela lambeu a ponta do dedo indicador para desgrudar a goma da ponta do nariz.

de longe ele observava. "essa menina é o amor da minha."

e ela pensava: "quando é que aquele cara vai tomar coragem de falar comigo?"

e viveram felizes para sempre na imaginação dele.

já ela, esqueceu dele no verão seguinte.

não conta para ninguém.



- eu vou te contar um segredo.
- ok.
- mas você não pode comentar com ninguém.
- ninguém!
- ninguém.
-
- vai pô, conta.
- mas você promete que fica entre nós dois?
- prometo. tá, prometo.
- eu tô tendo um caso com a sua mulher.
- mas... mas... você! e ela! eu vou já ligar para aquela vagabunda...
- mas você prometeu.

a brigitte.



- pai?
- oi.
- você colocou filtro anti-pornô no computador?
- claro.
- claro?
- porra meu filho é muita putaria na internet.
- mas pai. eu já tenho 15 anos.
- na minha época até tornozelo nú era difícil de ver.
- tornozelo?
- é, uma mulher pelada então...
- mas que merda hein pai?
- você tem que aprender a valorizar cada centímetro da mulher.
- porra pai, libera lá...
- ok, só se...
- qualquer coisa...
- encontra umas fotos peladas da brigite bardot pro seu velho.


quarta-feira, fevereiro 04, 2009

o ditado


alí, ao pé da árvore que havia plantado, juvenal franziu a testa e pensou em voz alta: "caralho, será que depois de plantar uma árvore desse tamanho eu ainda preciso escrever um livro e ter um filho?"

as meias dela.


- amor.
- o que foi?
- você não pára de olhar para as pernas da minha irmã.
- pernas? eu estou olhando para as meias.

coisas que não importa em que lugar do mundo você está, pode sempre contar. 1



sempre achei curioso as pequenas coisas que eu sempre encontro quando viajo. o mais incrível é claro a coca-cola e suas variações. mas tem um negócio que em todo lugar também tem. qualquer quarto de hotel. não importa se tem uma estrela ou cinco: ou cnn ou csi miami dublado. csi miami dublado você encontra em qualquer lugar do mundo. aí eu coloquei uma mini lista aí embaixo de mais algumas coisas dessas.

coca-cola.


mcdonald's.


o cartão visa.


cnn no hotel.


jogo de futebol passando na tv colada no teto do bar.

jogo de futebol americano passando na tve colada no teto do bar americano.


dólar. alguém sempre vai fazer alguma conversão. mesmo que foda com você.


o mapinha que o carinha te dá na recepção do hotel e anota nele dois endereços com a caneta da recepção.

a caneta que você encontra na mesinha ao lado da cama do hotel.

heineken. pode notar, por algum motivo em praticamento todo bar do mundo tem heineken, mesmo que seja uma cerveja bem nota 7.


ketchup heinz.

csi miami passando legendado ou dublado na tv local num horário mais ou menos tarde.


pagar uma grana bacanuda para falar alguns segundos com o exterior porque os feras do hotel arrumaram um esqueminha para te foder em qualquer ligação que atravesse a porta do seu quarto.

a crônica do destak da semana.